Hostility
53 Pleasure's all mine this time
Notas iniciais
Capitulo betadérriomo hoje pessoas!!! Depois de uma quase intimação, Lilith Bernardini é responsável direta pelo capitulo. Ahushauhsuahusha Obrigada mais uma vez por estar sempre me ajudando e me incentivando sua ruiva linda! Um dia, eu vou escrever igual a você! ( Como se isso fosse possível... Qualquer pessoa que já leu alguma fic dela sabe que ela é uma DEUSA da escrita)
Quero dedicar esse capitulo as linda suculentas teudas e mateudas que dedicaram minha fic! Cara, recomendações sempre te dão um gás... Um animo. Obrigada mesmo suas lindas por terem recomendado minha fic, por estarem acompanhando, apesar das demoras da mala da autora!
Então... sawii, SweetNigthmare, QuelSullivan e anne baker. O capitulo é de vocês. Façam dele o que quiser. Ultilizem os meninos da maneira que bem entenderem. Kkkkk (To muito boa hoje)
Então, o de sempre... Não esqueçam dos comentários; fantasminhas apareçam...
Espero que gostem
To indo terminar de responder aos comentários.
Enjoy
Estacionou o carro um pouco a frente de casa. Após desligar o motor, respirou fundo algumas vezes. Tinha motivos de sobra para entrar naquela casa sem que notassem sua presença de imediato. Ela tinha certeza de que o pegaria fazendo algo que não devia.
Não que o fim de semana não houvesse sido proveitoso para ela. Mas é claro que havia sido. Uma casa de praia a qual ela convenceu a antiga amiga a ir. Passaram três dias regados a muitas bebedeiras e um sexo de boa qualidade. Michelle e Gena sempre se entendia quando o assunto era cama. Não que mulheres fossem a preferência de Gena. Não mesmo. Mas tudo que disponibilizava prazer à loira era muito bem vindo. De todas as mulheres com quem Gena já havia dormido, Michelle, que mesmo namorando não recusou seu convite, havia sido a melhor. Seus dedos ágeis e experientes, o rosto inocente e a facilidade com que seus corpos se entrelaçavam... Só a mera lembrança já a deixava excitada novamente .
Mas ela precisava se concentrar se queria pegar seu marido a traindo dentro de sua própria casa. A loira tinha certeza de que deixar Zachary Baker sozinho ali, significava um belo par de chifres. E estava pronta para fazer um escândalo.
Desceu do carro fechando a porta com cuidado e caminhou ao longo da propriedade de Baker, sem nem mesmo retirar suas malas com tudo o que havia comprado do porta-malas. Abriu a porta de frente sem muito ruído e com passos macios se dirigiu as escadas que a levariam ao quarto do casal. A porta estava encostada e ela ouvia movimentação.
- ... e o que tem que não dormimos ainda? – Zacky dizia rindo enquanto seus passos ecoavam no piso gelado do banheiro.- Acabei de tomar banho ... É... Sabia que você tinha imaginado...
Ele gargalhou gostosamente e Gena sentiu o estomago revirar. Sua tranquilidade acabou ali. E ela escancarou a porta do banheiro e o encarou. O sorriso não desmanchou do rosto de Zacky ao visualizar a esposa ali em sua frente.
- Tenho que desligar meu anjo. – Disse sorrindo encarando os olhos de Gena com um sorriso enigmático em seus lábios.- Mas tarde nos falamos. Beijos.
- Com que vadia você esteve dessa vez Zacky?- Ela sentia seus músculos tremerem de raiva. Como assim “meu anjo”? Aquilo lhe trazia recordações péssimas de um certo demônio ruivo que quase estragou sua vida. – Quem é a piranha com quem você estava falando Zacky?
Zacky deu as costas à mulher e foi em busca de uma toalha para se enxugar, tendo em vista que estava todo molhado e começando a sentir frio por conta disso.
- Não me ignora Zacky. Era ela não é? – Gena segurou no ombro do maior e o puxou fazendo com que o mesmo lhe encarasse. – Era aquela vagabunda ruiva que veio infernizar minha vida de novo. Você não aprende mesmo? Ela te usou... Jade te usou e nunca vai te amar...
Zachary encostou na pia já com uma toalha preta em volta de sua cintura e cruzou os braços sobre o peito. Gena assistiu mesmo dentro de toda sua ira, o peito de Zacky subindo e descendo com rapidez e logo uma gargalhada estrondosa ecoou nos azulejos do banheiro.
- Você é mesmo ridícula Gena. Passa o fim de semana me chifrando e usando meu dinheiro para isso... – Ele levantou as mãos as aproximando do rosto de Gena. Seus dedos tocaram a superfície da pele da mulher lentamente e apesar de gelados era uma caricia que Gena gostava que ele fizesse. – Não lhe devo satisfações sobre com quem estive, querida.
Ele saiu do banheiro indo em direção à porta do quarto e Gena foi atrás.
- Como não me deve satisfações Zachary? Sou sua mulher!- Disse com toda a raiva que podia acumular com essa situação.
- Foda-se! – Ele dizia rindo e se encaminhando para a cozinha.
Naturalmente, Gena o perseguiu até a cozinha e quando tomou fôlego para continuar a discussão, ficou sem ar pelo susto. Nitidamente pela janela da cozinha ,ela viu um cercado relativamente largo, com terra escura, que manchava a linda paisagem da floresta. E seus olhos não podiam acreditar no que viam. Porcos?
- Que porra é aquela Zachary? – Disse chocada sem desviar a atenção dos cinco ou seis exemplares rosados e muito gordos que passeavam aparentemente felizes por seu cercadinho.
- Ah querida... – Ele abriu a geladeira e pegou uma caixa de leite a levando a boca e bebendo um longo gole. Ele sabia que Gena odiava isso e assisti-la descontrolada parecia que o estava divertindo. – Fiquei com saudades de você gruindo no meu ouvido, aí tive que comprar essas coisinhas fofinhas. Me lembram você!
A essa altura Gena estava roxa de tanto ódio. Como assim porcos lembravam a ela? Lembravam ele, rosa e gordo!
- EU NÃO VOU PERMITIR QUE VOCÊ CRIE PORCOS NA MINHA CASA ZACHARY...
Antes que a frase pudesse ser terminada Zacky já tinha segurado o rosto da mulher com uma única mão, apertando-o entre seus dedos com força.
- Se você não quer porcos em sua casa, compre uma. Na minha casa, eu faço o que eu quero e foda-se o que você vai permitir ou não, entendido meu amor?
Gena balançou a cabeça afirmando e o sorriso de Zacky parecia que simplesmente permaneceria em seu rosto para sempre. Ele segurou na nuca de Gena e embrenhou suas mãos pelos cabelos loiros. Puxou a região bruscamente a fazendo ficar de costas para ele. Sem nenhum pudor, passou a mão que estava livre pelo busto da loira a fazendo arfar. Aproximou o rosto ao ouvido de Gena e sussurrou:
- É uma puta mesmo, quase gemendo quando eu acabo de te humilhar...- Antes que ela pudesse responder , mordiscou o lóbulo da orelha de Gena fazendo todo o corpo da mulher tremer. – Bom você aproveitar esse momento. Estou com muito tesão Gena ... E como só tem você aqui, sou obrigado a te foder até que você perca a consciência.
A mulher mordeu os lábios com força contendo o gemido em aprovação ao que ele dizia. Ela adorava quando ele era agressivo. Era parte do pacote Zachary Baker. Sexo simplesmente por sexo, sem se importar com marcas ou gritos. E sem o menor aviso ele inclinou bruscamente seu corpo em cima da bancada da cozinha e levantou a saia de seu vestido. Seus dedos agilmente rasgaram a micro calcinha azul marinho que a mulher usava.
Aquela posição o excitou ainda mais. Ela praticamente com o rosto grudado em cima da bancada. Sua bunda tão empinada pronta para receber o que Zacky tinha a oferecer. E o melhor, sem a menor visão do rosto da mulher que mais odiava. A mulher que tinha estragado sua vida a tal ponto, que nem ele mais se reconhecia. Zacky apoiou a mão nas costas da loira e com a outra, retirou a toalha que o cobria. Segurando a base de seu membro, deslizou sua mão algumas vezes pela extensão se sentindo um pouco mais inclinado a invadi-la.
A mão que estava nas costas da loira, rapidamente foi levada a sua bunda afastando a carne fazendo-o inclinar a cabeça apreciando a visão que tinha. Encostou a glande lentamente na entrada da mulher, deslizando-a com suavidade, sentindo o quanto estava molhada. Ele a viu tremer e gemer bem baixo seu nome. Só que o prazer não seria dela. O prazer seria só dele daquela vez.
Aproximou dois dedos da boca da mulher.
- Chupa!
- O quê? – Ela disse exasperada e ele jogou seu quadril de encontro ao dela, fazendo com que sua glande a penetrasse. Gena gemeu fechando os olhos e abrindo um pouco a boca, o que ele aproveitou para introduzir seus dois dedos.
- Para o seu próprio bem, chupe-os e os deixe bem molhados.
Gena o obedeceu, gemendo cada vez mais ao realizar o ato enquanto ele se movia lentamente, sem deixar que seu membro todo a penetrasse. Quando se deu por satisfeito, arrancou os dedos dos lábios da loira e a penetrou com seu membro sem dó, a fazendo gritar e rebolar em aprovação ao ato. Começou em investidas lentas e aproveitando seus dedos úmidos , os penetrou no orifício que restava, sem a menor delicadeza. A loira se contraiu e gritou de dor fazendo Zacky gemer com o tesão que isso havia lhe dado. Causar dor lhe dava tesão. Aos poucos os protestos e reclamações de Gena diminuíram e sua cara começava a demonstrar prazer enquanto ele investia seus dedos em seu orifício o alargando, fazendo com que seus dedos abrissem e fechassem na região enquanto os penetrava e retirava lentamente. Ele estava a preparando para o que estava por vir. Por mais que aquilo não fosse nem de perto o que ela sentiria.
Ele retirou os dedos e seu membro da loira ao mesmo tempo, fazendo-a protestar. Com um sorriso sádico no rosto, aproximou sua glande do orifício anal da mulher. O corpo dela se contraiu, mas isso não o inibiu. De uma única vez ele a estocou, fazendo com que todo seu membro pulsasse dentro do orifício. Chegou sim a sentir uma leve ardência devido à dificuldade com que seu membro se instalou no canal da mulher. Mas ele não podia negar que a sensação era incrível. Era quente, aveludado e muito, muito apertado.
Gena gritou de dor e Zacky podia ver as lágrimas se formarem no canto dos olhos da mulher. Ele apoiou as duas mãos nos quadris da loira, que tentava se esquivar da situação, não a permitindo sair. Suas paredes internas comprimiam o membro de Zacky de uma forma tão torturante, que só de estar parado, sentindo toda aquela pressão, Zacky acreditou que gozaria. Mas a idéia era fazer com que ela perdesse a consciência. Tomou impulso jogando seu quadril para trás, voltando com uma velocidade e uma força tão grande ,que o barulho feito por seu corpo ao se chocar ao de Gena foi alto. Ele sentia que a rasgava, e ela não estava pronta para recebê-lo daquela forma. Ele não ligava. Suas investidas continuaram nesse ritmo sujo, rápido e forte até se despejar com um urro alto dentro da esposa.
A mulher não se movia. Ele retirou seu membro de dentro dela sem se importar. Com um sorriso satisfeito, abaixou- se e pegou a toalha que estava no chão. A ouviu murmurar algo e aproximou seu ouvido de seus lábios.
- O quê? – Perguntou arqueando a sobrancelha.
- Eu ainda não gozei Zee... – Ela disse com dificuldade e ele se afastou rindo.
- Pede a um dos seus amantes para fazer isso.
Ela levantou e se virou o encarando chocada.
- Você me trata como uma prostituta e nem me paga por isso...
- Calma aí... Não é assim! – Ele se aproximou de Gena que rapidamente abriu um sorriso largo e confiante. – Eu te trato como prostituta porque você age como uma. E quanto a pagar... Bem, eu acho que já lhe pago o suficiente pelos seus serviços. Acho até que pago demais. Agora... Com licença, vou tomar outro banho... Aconselho você a fazer o mesmo. Você está fedendo a sexo!
Ele gargalhou e se retirou da cozinha. Tomou cuidado de trancar a porta de seus quarto e a do banheiro. Sabe- se lá Deus o que Gena poderia fazer com ele depois dessa calorosa recepção.
Gena se abaixou recolhendo o que havia sobrado de sua calcinha no chão. Era assim mesmo que ele a veria a partir daí? Como uma prostituta? Algo dentro dela dizia que aquilo era obra de mulher. Ele estava com outra, só podia. E comoa tratou pelo telefone, só podia ser a piranha ruiva. Achava que tinha se livrado dela.
Mais uma vez Gena tomou rumo até o quarto que dividia com Zacky. Ao ouvir o barulho da água batendo no chão do box, não se conteve em sua busca. Avistou logo o que procurava. O celular de Zacky. Pegou o aparelho e tentou a todo o custo acessar as ultimas chamadas. Sem sucesso. Parecia que estavam bloqueadas e pediam senha. Mas Zacky não bloqueava sua agenda telefônica. Gena riu com o pensamento e logo estava vislumbrando a lista de nomes no visor iluminado. E ali estava. Jade... Tudo o que ela precisava. Telefone e endereço. Rapidamente anotou as informações em seu próprio celular e colocou o de Zacky exatamente como estava em cima da mesa de cabeceira. Jade se arrependeria amargamente de ter invadido a vida dela assim, mais uma vez.
Enquanto a água morna caia em seus músculos, mais uma vez, na tranqüilidade de seu banheiro (trancado, é claro), Zachary conseguia ver as coisas com mais clareza. Gena achou que havia afastado Jade de seus pensamentos... Mas não havia conseguido. Ela não vinha com a mesma intensidade de alguns anos atrás, mas ainda vinha. Agora também tinha Raquel que o fazia se sentir bem ,sem nunca te-lo ao menos tocado. A Raquel engraçada, divertida e doce ao mesmo tempo, que não recusou passar uma madrugada inteira ao telefone com ele, falando sobre amenidades. Nada importante mesmo. Apenas falando besteiras ou só ouvindo a respiração um do outro. Ele havia conseguido ver a menina apenas duas vezes e já se sentia inclinado a ligar para ela. Isso é loucura? Sim... Mas ele era louco e nunca escondeu isso de ninguém.
O velho Zachary Baker estava de volta! Independente do que Gena tenha feito para esconde-lo a todo custo, tinha voltado. Esperava sinceramente que esse recadinho que lhe deu pela manhã funcionasse. A visão de Jade fez com que acordasse. O surgimento de Raquel em sua vida, mesmo que tão rápido, o fez perceber que nunca tinha morrido. Era só mesmo Gena cometer um deslize... Um único!
Aqueles porcos teriam utilidade em breve.
Pov’s Jade
O dia se passou tão rápido ,que nem nós acreditávamos ,que já estava quase escurecendo. Jimmy não parou de correr e brincar. E foi com sacrifício que o convencemos a parar para almoçar e lanchar depois. Comemos em um restaurante ali perto do parque mesmo. E depois de devidamente alimentados. Mas uma rodada de Jimmy imperativo.
Depois de comermos mais uma vez, afinal essa cambada de homem correndo o dia inteiro só podia significar despesas em lanchonete, estávamos entrando em casa. Jimmy dormia esparramado no ombro de Matt que parecia orgulhoso e cheio de si o dia inteiro. Eu fiz muito mal em ter afastado os dois.
Brian parecia um pouco enciumado, tenho que admitir. Ele passou o dia tentando chamar a atenção de Jimmy para si. Como se precisasse disso, tendo em vista que Jimmy o venerava.
Eu me contive durante todo o dia para deixar que Matthew aproveitasse um pouquinho o nosso pequeno. Eles precisavam se conhecer melhor, e me esforcei para isso.
Quando o céu já havia escurecido, entravamos em casa. Syn acompanhou Matt até o quarto de Jimmy para depositá-lo em cima de sua cama. Eu fui para cozinha preparar algo para aquela cambada de homem perdido na minha casa e Taylor foi me ajudar.
- Tudo ok por aqui ? – Ele perguntou sorrindo enquanto tirávamos as bandejas de lasanha congelada do freezer.
- Sim Tay. Acho que agora está tudo bem...
- Vai contar ao Jimmy quando?
- Não sei. Como se conta uma coisa dessas a um menino? – Indaguei depois de colocar as duas bandejas de lasanha ao mesmo tempo no forno.
- Como se esconde o pai de um menino por cinco anos? – Taylor arqueou uma sobrancelha me encarando.
(...)
O telefone tocou e levantei. Como nem Brian, menos ainda Taylor ,se prontificaram em levar para atender, eu tive que ir. Não podia colocar o Matthew (que aparentemente era uma visita) para esse serviço.
Bufando e deixando meus talheres de lado, levantei da mesa e me dirigi até o telefone que ficava na parede da cozinha perto do interruptor.
- Alô!
-Você acha mesmo que ganhou sua vagabunda? Está muito enganada. Você vai perder tudo.
- Como?
- Ninguém mandou se meter comigo. Vai se arrepender do dia que nasceu. Beijinhos lindinha.
A ligação ficou muda e tudo o que eu fiz foi afastar o telefone da orelha e o colocar novamente no gancho.
- Cat. Algum problema? – Syn perguntou me encarando da mesa.
- Bom, uma mulher maluca que não se identifica ligando para minha casa e me ameaçando, chega a ser um problema. – Encarei os rapazes na mesa com um sorriso incrédulo no rosto. — Eu ainda não estou acreditando.
- Ah... Deve ser alguma fã que descobriu que o Matt tem um filho com você, ou que o Syn não saí daqui.
- Ou alguma das vagabas que você come por aí né Taylor ? – Disse Syn em seguida colocando um grande pedaço de lasanha na boca. Com a boca cheia mesmo continuou: — Acha mesmo que uma fã encontraria o telefone da Jade só para isso?
- Eu não acho que seja isso. – Matt se pronunciou pela primeira vez desde o telefonema, me encarando. – De qualquer forma temos que avisar a policia...
- Que mane polícia o quê... – Disse balançando a cabeça negativamente enquanto me sentava novamente a mesa. – Vou chamar a polícia por causa de um trote? Isso é só uma brincadeira de mau gosto...
- Pode até ser uma brincadeira de mau gosto, como pode não ser... Você quer mesmo esperar para ver?
Aquilo me assustou, é claro. Quem ficaria tranqüilo com um telefonema anônimo ameaçador no meio de um jantar em plena segunda –feira? Mas eu não queria acreditar naquilo. Eu não me recordava de ter feito alguma coisa a alguém que pudesse me ameaçar daquela forma. Eu vivia tão tranqüila na minha casa com meu filho. Não tinha a vida badalada, salvo o fato de que eu tive essa pequena (grande) confusão com os meninos de uma banda, minha vida era bem normal e chata. Apesar disso, Matthew tinha razão, eu não podia pagar para ver.
- Amanhã de manhã vou à delegacia, por precaução.
- Eu vou com você. – Matt se prontificou e eu apenas concordei com a cabeça.
(...)
- Bom gente, o papo está ótimo, mas eu preciso expulsar você Brian.
- O quê? – Ele levantou a cabeça que estava recostada na poltrona do sofá – Como assim me expulsar?
Desliguei a televisão e me dirigi até a poltrona . Segurei em seus pulsos o levantando.
- São mais de nove da noite e você precisa ir para a Jessica.
- Caralho Cat! Eu esqueci... – Ele saltou da poltrona. – Pera aew? Eu já fui trocado assim? Sem mais nem menos, só por que o bombadão aí chegou?
- Ah Brian, por favor, né? – Respondi enquanto Taylor e Matt riam da cena. – Ninguém foi trocado. Só acho que será um cara solteiro se não for se acertar logo com a Jess. Ela está te esperando, lembra?
- Tem razão... – Abaixou na mesa de centro pegando sua carteira e as chaves do carro. – Bom Matt eu te deixou em casa antes de passar lá, já que você veio no meu carro...
- Não precisa. – Matt disse sério e dirigiu seu olhar para mim. Seus olhos encararam os meus brilhando intensamente e instantaneamente eu corei. Desviei o olhar para Taylor que parecia prender o riso. – Preciso conversar com a Jade, temos algumas coisas a acertar ainda.
- Depende do que você considera acertar. Não precisamos de outra cena como a de ontem Matt.
- Relaxa Gates, aquilo não vai voltar a acontecer.
Eu continuei encarando Taylor o máximo de tempo possível. Queria ficar alheia aquele assunto. Tinha medo de ficar sozinha com Matt; medo das suas reações e de qualquer coisa que ele poderia querer “acertar”. Brian se aproximou de mim beijando minha testa.
- Amanhã passo aqui Cat.- Caminhou até a porta gritando aos meninos. – Tchau boiolas.
Quando a porta se fechou suavemente as costas de Brian, Taylor, que ignorou completamente meus pedidos mudos para que ficasse na sala, se espreguiçou demoradamente levantando do sofá.
- Se me dão licença, preciso dormir cedo hoje. Vou ter que estar de madrugada na porta da loja para receber a nova remessa de camisetas. Então... Boa noite para vocês e... – Sorriu malicioso – Boa conversa.
Subiu as escadas me deixando sozinha com Matt na sala. Eu ainda estava de pé. Matthew parecia muito relaxado, recostado no sofá.
- Você não vai sentar Jade?
- Dependendo do que você for falar, eu prefiro ficar em pé.
- Deixa de besteira Jade e senta. – Matthew disse sorrindo e me sentei a seu lado no sofá. Seu tom de voz era leve, mas não aceitava contestações. Melhor fazer o que ele pedia não é?- Eu não quero atrapalhar sua vida, nem a de Jimmy. Só quero participar mais ativamente. E eu sou o pai e tenho obrigações para com ele. Tem as questões da pensão e do meu...
- Que pensão Matt? – Perguntei revirando os olhos. – Não quero seu dinheiro. Sem querer ofender nem nada, nós não precisamos dele. Eu trabalho tenho minha própria empresa. Estou juntando dinheiro para comprar minha própria casa e deixar Taylor livre. Está tudo bem por aqui, com isso você não precisa se preocupar.
- Você não queria ofende,r mas já ofendeu. – Apesar das palavras a expressão de Matt era levemente divertida. – Quanto a dinheiro, eu não coloquei isso em discussão. Eu vou dar e pronto. Ele é meu filho. O pai e a mãe tem que sustentar certo? Só estou fazendo o que deve ser feito.
- Não adianta discutir certo?
- Certo.
- Tudo bem então, Matt.
- Tem mais uma coisa. – Ele colocou a mão por cima da minha que estava apoiada na coxa. Um choque leve percorreu meu corpo , mas o ignorei. – Na verdade são duas. A primeira é que eu quero dar meu sobrenome a ele.
- E mudar a documentação toda dele? – Perguntei me contendo para não chorar.
- Sim. Eu tenho direito a isso. E ele também tem o direito de ter o nome do pai. Eu estou longe de ser rico, mas tenho o suficiente para que minha família viva bem. Caso algo aconteça comigo eu quero me certificar de que ele ... Ele e você não estarão desamparados.
- Matthew... Eu...
- Não Jade- Ele me interrompeu. – Você é mãe do meu filho. Cuidou e cuida dele muito bem por sinal. É uma mãe carinhosa e incrível, ele não poderia ter tido mais sorte. Então eu sou grato a você por ser tão dedicada a meu bebê. Caso algo me aconteça, quero que os dois estejam respaldados. Fora que ele é meu herdeiro. O único para ser mais exato... Tenho algumas propriedades, nada muito grande, mas tenho. E serão dele um dia. Assim como tudo o que acumular... Por isso, eu quero incluir meu nome ao dele.
- Tudo bem Matt. – Eu já tremia a essa altura e o seu aperto em minha mão aumentou como se ele me reconfortasse.
- E gostaria que domingo você e Jimmy, fossem almoçar na casa dos meus pais.
- O quê? – Eu perguntei assustada. Nunca na minha cabeça me passou conhecer Gary e Kim Sanders. Nunca mesmo.
- Quero e preciso que vocês conheçam minha família. É a família do Jimmy também, não concorda?
Balancei a cabeça afirmando.
- Eu não sei se isso seria uma boa idéia. Imagina como não vai ser para a cabecinha do Jimmy...
- Ele vai amar meus pais Jade. E eles vão amá-lo. Eu vou cuidar de tudo para que não seja nada constrangedor nem para você e nem para nosso filho.
Nosso filho. Ta aí uma frase que eu nunca colocaria dessa forma. Jimmy era sempre meu filho, meu bebê. Agora ele era “nosso”. E por mais estranho que podia parecer, eu não me incomodava com isso. Na verdade me sentia aliviada. Matthew aceitou muito bem, apesar do surto que havia tido na noite anterior. Minha preocupação era mesmo como contar isso tudo a Jimmy.
Alguns minutos de um silêncio constrangedor se passaram. Até que senti o corpo de Matt se aproximar do meu no sofá. Nossas coxas encostaram uma na outra e automaticamente ele soltou minha mão e pousou a sua em meu rosto. A aspereza de sua mão era tão nova e ao mesmo tempo tão familiar em meu rosto, que quase fechei meus olhos para aproveitar a situação. Mas não podia me permitir isso, quando seu rosto estava tão próximo ao meu e seus lindos olhos verdes me encaravam de forma intensa e muito provocante. Parecia que ele via muito além do superficial que havia em mim. Ele enxergava meu interior, minha alma. E isso sempre me assustou. Seus lábios se aproximaram entre abertos dos meus. Sua respiração bateu em meu rosto quente, trazendo com ela seu hálito levemente adocicado pelo sorvete que tomamos de sobremesa. Então fechei meus olhos. A expectativa crescendo dentro de mim e uma necessidade absurda de ser tocada por ele , beijada por ele, surgiu. Então senti sua mão soltar meu rosto e seu corpo não fazer mais peso ao meu lado no sofá.
- Eh... – Sua voz rouca me fez despertar e quando abri os olhos ele estava de pé a minha frente. – Já está tarde. Vou indo Jade. Amanhã passo aqui umas dez horas para irmos à delegacia. A porta dos fundos já está trancada?
- Hã? – Eu ainda estava presa no momento de cinco segundos que aconteceu antes entre nós dois.
- Você trancou a porta dos fundos Jade? Sabe... Tem que manter a casa trancada até descobrirmos de onde saiu essa maluca que ligou para você.
- Ah sim Matt... Tranquei.
- Então nos vemos amanhã. Tem com quem deixar o Jimmy?
- Sim... Não se preocupe.
Ele se aproximou desajeitado e beijou minha testa.
- Até amanhã.
Levantei para acompanha-lo até a porta. Após sua saída me certifiquei de trancar todas as 3 fechaduras ,que nós nunca usávamos quando estávamos em casa. Porém como todos já haviam conseguido me apavorar, precaução nunca era demais.
Me arremessei no sofá, ainda lembrando de como era bom ter Matt tão próximo de mim. De como o dia foi bom e pela primeira vez em muito tempo, me senti completa. Eu deveria ter dado uma chance para ele quando ele pediu. Agora , depois de tanto tempo, só me restava lamentar o homem incrível que eu havia perdido.
Notas finais
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