Hostility

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Notas iniciais
Adivinha quem é???
Ok... Não me matem ou me odeiem, por favor.
Estou vindo com capitulo novinho depois dessa crise existencial que passei. Tá... Não é aquele capitulo que todo mundo estava esperando, mas eu bem que estou tentando. Juro.
E nem conto o resto. Conto sim... O próximo está quase pronto.
Não sei nem como agradecer a todas vocês que me incentivaram tanto ao longo desse período a continuar.
ana LP, MissCrawford e KaryBaptist. MUITO OBRIGADA MESMO PELAS LINDAS RECOMENDAÇÕES. Vocês não tem a menor idéia de como recomendações mexem com o animo de um escritor. É um reconhecimento que eu não esperava mesmo e sempre me surpreende recebe-las. Cada uma me fez chorar alguns baldes durante essas semanas.
Quero agradecer em especial a Sankdeepinside, Santanna, Cherry [ que se comoveu e não esfregou minha cara no asfalto], Lilith Bernadini, Fernanda [ que nem lê minha fic, ou seja nem vai saber que estou agradecendo.], Ally e Amanda. Obrigada por terem me aturado, me incentivado por msn, twitter ou MP a continuar mesmo eu estando esse pé no saco. Amo muito vocês.
Quero também agradecer a todas que leram Meu Pequeno Pedaço Do Paraíso. É algo muito intimo mesmo e fiquei feliz por ter compartilhado disso com vocês. Em especial, agradeço horrores a lida recomendação que a Sweety fez a essa one... Que nem chega a ser uma One né? Mas muito obrigada mesmo linda, e sei sem sombra de dúvidas, que você se sente da mesma forma que eu.
A todos vocês peço um milhão de desculpas por não ter respondido os reviews do capitulo anterior:
sasusakulooh,
MrsVanGatesHanerJerichoIrvine,
Cold Blooded,
ameblifls_smart,
queelDuck,
Kah Vengeance Baker,
Ana Carolina, thay_baker,
Zombie Vengeance,
SweetNigthmare,
creamIce,
Wanessa Nessye,
RosalieHalle,
Jay,
RosiNX,
Whiskey In The Jar,
inknowsbest,
moshgirl,
Miss Carolynne,
Sergio Souza,
Little Baker,
Kimi,
Aaoquadrado,
CrazyShadows,
Srta Avenger,
Claudinha123,
KaryBaptist
Monique Helen...
Muito obrigada mesmo por cada um. Eu fico toda boba quando leio o que acham, sejam criticas e elogios. Porque eu vejo a participação de vocês através dos reviews. E vocês sabem que a titia gosta de falar né? Olha o tamanho da NA... HJAUSHUAHUSHAUHSUh Obrigada e nos próximos vou fazer de tudo pra gente prosear um pouquinho.
DANNI... A RAQUEL JÁ NASCEU? EU TENHO QUASE CERE]TEZA QUE SIM............ PARABÉNS GATA..
Tenho certeza que minha nora já está entre nós e arrasando.
Então... Capitulo de hoje dedicado a todos vocês que fazem com que Hostility exista.
Enjoy

Pov’s Jessica


O dia inteiro.



Mais exatamente passaram-se 12 horas nas quais esperei que o maldito do Brian aparecesse na minha porta e nada. O que ele pensava que eu era? Um brinquedinho que estava a sua disposição?



Ta certo, eu não era a melhor pessoa para obrigá-lo ou julga-lo, afinal de contas eu o havia abandonado em termos. Porém quando fui embora o deixando livre, eu acreditei sinceramente que o máximo com qual eu teria que lidar seria algumas vagabundas interesseiras loucas por um segundinho de fama ao lado de Synyster Gates. Nunca imaginei que eu teria que enfrentar logo de cara com sua melhor amiga.



“Batalha perdida” era a frase que não deixava minha mente. Como eu iria contra a Jade? Como? A mulher que ficou ao lado dele durante esses anos. A mulher que fez ele mentir a pessoas que ele conhece a vida toda. A mulher que tirava sorrisos de seu rosto simplesmente com sua presença.



Sempre estranhei mais do que tudo esse relacionamento de “amizade” entre Brian e Jade. Não me interprete mal, eu adoro a Jade tanto que não tive reações quando os vi juntos na noite anterior. Mas que havia alguma coisa ali. Ah... Sempre houve. A necessidade que eles tem de estar sempre um com o outro. A preferência um pelo outro. E depois de tudo que Brian havia me contado que aconteceu não restava sombra de dúvidas. Eu atrapalhei os planos para que os dois ficassem juntos e pelo menos oficializassem a família que já tinham.



Eu me sentia um lixo. Por que eu havia ido embora e deixado Brian esse tempo todo a mercê de criar sentimentos por outra? Porque eu sou uma estúpida convencida. Eu tinha certeza de que a hora que eu voltasse, ele estaria a minha disposição. Como fui tola. Ele nunca estaria a minha disposição. Não enquanto existisse Jade, sua melhor amiga. Era só questão de tempo para que os dois percebessem que se davam muito bem juntos. E Jade, passando por tudo o que passou, completamente problemática com relacionamentos naturalmente iria acreditar que Brian era o ideal para ela. O melhor para ser seu companheiro. Tudo isso culpa de uma cumplicidade que eu não fazia idéia de como havia surgido.



Já era tarde. Dez da noite e nada de Brian. Eu havia perdido o homem da minha vida para sempre e esse pensamento fez meu coração acelerar desesperado como se quisesse saltar do meu peito só para aliviar a dor que se passava por ele. Minha respiração acelerava e as lágrimas não saiam. Eu queria conseguir chorar e extravasar aquela agonia. Mas não conseguia. Meu orgulho não me permitia isso. Eu odiava a Jade. Odiava pelo simples fato de estar aqui com ele enquanto eu não estava. Odiava ela naquele momento por ter sido sua companheira quando eu não pude ser. E principalmente por ser tão doce a ponto de ter deixado ele comigo na noite passada e ido embora.



A campainha despertou-me de meus pensamentos e caminhei em direção a porta. Pelo olho mágico, pude ver que Brian estava com uma das mãos apoiadas no batente da porta e a outra em sua cintura. Ele estava com as maçãs do rosto vermelhas e parecia ofegante. Considerei por alguns minutos não abrir a porta. O que me restavam eram migalhas e um Synyster visivelmente esbaforido porque esqueceu de me ver? Só que uma pontinha de mim que tomava uma proporção cada vez maior desejava imensamente toca-lo. Abri a porta.



- Jess eu posso explicar...


- Explicar o que Brian? Que você me largou aqui o dia inteiro te esperando.


-Me deixa entrar Jess. Vamos conversar?- Ele perguntou arqueando uma sobrancelha de forma sexy. – Por favor.



Considerei por alguns minutos apenas para deixá-lo tenso. Era claro que eu o deixaria entrar e obvio que ele me convenceria com uma desculpa esfarrapada. Deu um passo para o lado deixando livre o caminho para que ele entrasse.



Depois que Brian passou pelo batente da porta eu a tranquei e me sentei no sofá o encarando. Nossa, os anos haviam sido muito generosos com ele. Seu semblante continuava impassível a etéreo. Seus olhos profundos e ainda mais destacados pelo delineador que ele sempre insistiu em usar. Nariz e boca com certeza desenhados a mão por deus e as maçãs de seu rosto saliente! Oh... Ele era sem dúvida alguma a imagem da perfeição.



Um riso me despertou. Ele tinha notado que eu o secava. Droga...



- Também senti sua falta. Ele disse



[...]



Brigamos, eu gritei ele socou algumas vezes a parede até que por fim entrei em meu quarto sentindo meu rosto e corpo pesados e cansados. Eu havia dito em sua cara que não o amava. Como eu poderia ser tão mentirosa?


Brian entrou em meu quarto enraivecido e segurou meus pulsos com força. Virei meu rosto.


- Olha para mim caralho! – Ele dizia quase que desesperado. – Repete o que você acabou de dizer Jessica. Seja mulher o suficiente para pelo menos me encarar enquanto diz isso.


- Não sei o porque você está criando tanto caso Brian. Vai ficar com a Jade. Não era com ela que você estava? Você não a ama tanto? Fica com ela porra. Me esquece!



Ele urrou frustrado e segurou meu rosto me obrigando encara-lo.


- Então esse é o problema? É a Jade? Sua condição é que eu pare de vê-la ou ao meu afilhado? É que eu me afaste? Eu nunca vou fazer isso e você deveria saber disso. EU JÀ DISSE QUE SÒ ACONTECEU UMA VEZ JESS! Por que você não me escuta? Por que você quer fazer as coisas mais difíceis? Você me abandou Jessica. Você me deixou sozinho aqui sendo só a sombra do homem que eu fui um dia. Você não tem o direito de me julgar pelas coisas que eu fiz. Mas eu estou aqui, me humilhando para trazer você de volta para mim. Nem meu orgulho mais eu tenho. Eu preciso de você Jess...


- Não... Não vou ser sua amante nem nada do tipo...


- MAS QUE MERDA! VOCÊ NÃO ME ESCU...


O interrompi com um tapa em cheio no meio da sua face. Ele não iria mais gritar comigo. A violência do impacto de minhas mãos em seu rosto e a surpresa do ato fez seu rosto virar e ele apertar os punhos com força até que seus nós ficassem brancos. Ele me segurou pelos braços e balançou caído por cima de mim na cama. Segurou meus pulsos acima da minha cabeça enquanto me debatia em baixo de seu corpo.



- Jess eu nunca encostei um dedo em você nunca. Por que você fez isso? – Ele me dizia com os olhos vermelhos como se fosse chorar a qualquer momento. – Eu te amo muito Jess mas não pede para escolher entre minha família e você. Eu posso viver com os dois. Eu e Jade não temos nada do que você está imaginando. Acredita em mim droga. Eu amo você, eu só quero ficar perto de você agora. Eu preciso de você Jessica. Não age como se tivesse sido eu que fui embora. Eu fiquei aqui, esperando você. Por favor, não finge que a culpa é minha.


E meu orgulho me abandonou por completo quando as primeiras lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Isso pareceu comove-lo a ponto de fazer com que solta-se meus braços e enterrasse seu rosto na curva do meu pescoço. Desajeitado, tentava mesmo sem me olhar, enxugar as gotas que escorriam por minhas bochechas e eu me sentia pequena e uma criança. Eu estava criando um caso tão grande quando fui eu que o abandonei. E mesmo assim ele estava ali, comigo, pedindo por mim e eu deixaria isso passar.



Ficamos deitados exatamente assim por quase uma hora até que me acalmei. Achei que Brian havia adormecido em cima do meu corpo mas quando ele sentiu minha respiração se acalmar, levantou seu rosto e me encarou. Beijou ternamente minha testa como se tentasse passar o que sentia por esse beijo. E eu consegui sentir.


- Eu te amo... – Sussurrou com os lábios em minha testa. Volta para mim Jess... Não me deixa mais.


- Eu nunca mais vou deixar... – Minha voz mas parecia um sussurro rouco devido ao choro e tive medo que ele não tivesse entendido o que eu disse. Mas o sorriso que se formou aos poucos em seu rosto denunciou que ele compreendera.



Ele saiu de cima do meu corpo e deitou de lado para mim na cama, apoiando a mão com a cabeça .



- Fecha os olhos, você está muito tensa.


- Para quê? – Perguntei ainda o encarando.


- Só quero te relaxar um pouco.



Obedeci e fechei meus olhos. Ouvi o barulho e a movimentação na cama que deixava claro que ele se despia. Mas não ousei abrir meus olhos. Senti suas mãos quentes em minha barriga novamente e com uma massagem lenta ele as subiu levantando minha blusa. A ponta de seus dedos tocaram a base do meu seio me fazendo arfar ligeiramente. Sua respiração atingiu minha pele e logo seus lábios começaram a torturar meu corpo distribuindo beijos demorados por minha barriga. Seu corpo se levantou e senti suas mãos entrando no vão entre o meu e a cama. Ele me levantou delicadamente e retirou minha blusa me deitando nova
mente em seguida. Beijou em volta de meus seios enquanto massageava meus braços firmemente. Meu corpo arrepiava e contraia a cada toque.



- Vire-se. – Ele ordenou abri os olhos e o vi sentado sob os calcanhares me encarando com um brilho luxuriante em seu olhar. Mesmo na penumbra do quarto pude avistar seu corpo nu perfeito e seu membro rígido já apontando em minha direção. – Jess... É só se virar. — Disse com a voz risonha.



Corei como se fosse ainda uma menininha pelo fato dele ter me pegado o admirando.



- Eu sei que sou gostoso Jess... – Disse rindo da minha expressão e eu bufei. Mas logo sua expressão ficou séria e o olhar risonho tomou outra intensidade. Excitação. – Vira logo.



Sua voz não deixava espaço para discussão. Tudo o que fiz foi me deitar de bruços.



Seu corpo pesou em cima do meu e ele se deitou esfregando seu corpo sutilmente no meu. Seus lábios tocaram levemente minha nuca e a beijaram com carinho.



- Sabe Jess, sinto que você tem andado tensa demais e acho que a culpa é minha. – Ele dizia enquanto sua pélvis friccionou levemente minhas nádegas fazendo com que eu mordesse os lábios com força ao sentir sua ereção de encontro ao meu corpo. – Eu não tenho sido um bom amigo.Um bom namorado, ficante... Sei lá o que somos agora depois de todos esses anos. O que eu sei é que minha obrigação é fazer com que você esteja feliz.



Ele levantou um pouco o corpo me fazendo resmungar devido ao frio que senti. O engraçado era que estava quente. Era meado de Julho. Era verão. Mas a falta do corpo de Brian sobre o meu fazia com que tudo ficasse gelado. Eu precisava do calor que emanava de seu corpo perto do meu. Precisava dele na minha vida.



Suas mãos logo deslizavam por minhas costas e ombros apertando meus músculos com vigor, fazendo gemidos de aprovação saírem dos meus lábios. Eu não precisava nem mesmo olhar para trás para saber que ele sorria. Eu podia ver nitidamente isso mesmo que estivesse de costas e de olhos fechados.



Se posicionou novamente em cima de meu corpo de forma que seu joelho direito estava entre minhas pernas e o esquerdo por fora. Suas mãos se posicionaram em meus cabelos massageando minha cabeça lentamente. Aquilo era muito bom. E por alguns segundos eu esqueci de todos os meus problemas e só me atinha a um detalhe. Brian Haner.



Seus dedos tocaram minha nuca e logo as duas mãos trabalhavam firmes em meus ombros desfazendo a tensão entre eles e quando seu aperto foi um pouco mais forte gemi mais uma vez. Antes que pudesse me recompor seu joelho pressionou minha intimidade repetidas vezes o que me fez arfar e desejar muito mais contato que aquilo.



Sem aviso todos os seus movimentos pararam. Ele se retirou de cima de mim.



- Vira de novo Jessica.



Não pensei duas vezes e virei novamente na cama o encarando. Ele mordeu o lábio inferior sorrindo.



- De um jeito ou de outro sabe que é minha, não sabe?



- De que forma você quer que eu seja sua Brian?



Ele gargalhou e agachou sobre meu corpo sem desviar seus olhos dos meus.


- Não disse que quero que seja minha, perguntei se você sabe que é minha Jess. Quer saber por que?



Balancei a cabeça e quando ia responder sua mão deslizou por minha barriga. Segurou o cós do meu short e o deslizou preguiçosamente como se cada segundo fosse precioso nesse ato.Deixou minha intimidade completamente exposta a ele e levou seus dedos até a carne rosada, quente e muito úmida. Afastou os “lábios’ e deslizou com suavidade por toda a extensão fazendo meu corpo se contrair.



- Para começar... – ele movia seus dedos em movimentos circulares e lentos no ponto mais inchado de minha intimidade e a penetrou com gosto ou me ver contorcer sob seus dedos. – Você fica tão molhada quando está comigo.- Seus movimentos aceleraram e quando dei por mim, meu quadril se impulsionava desesperado contra a mão de Brian. Ele apoiou a outra mão por cima de minha região pubiana e pressionava levemente como se a massageasse enquanto friccionava meu clitóris com o polegar e penetrava com seus dedos sem cansar. Era perfeito. Então sua voz veio rouca. – Você é minha Jess. Sou dono daqui. – Enfiou fundo seus dedos em mim me fazendo gemer longamente e alto o suficiente para que acordasse toda a vizinhança. Mas pouco me importei. Passou a mão por meus cabelos. – Daqui... – Disse fazendo referencia a minha mente e logo beijou minha barriga indo de encontro a meus seios. Lambeu suavemente e os sugou com voracidade enquanto me retorcia ao seu toque. Se afastou sorrindo e após retirar seus dedos com um protesto choroso de minha parte, pousou as duas mãos em cima de meu coração. Fechou os olhos por alguns instantes sentindo os batimentos acelerados que ele causava em meu peito. – Também sou dono daqui.



Um sorriso se formou no canto de meus lábios. Ele tinha razão. Eu era toda dele e nunca havia o esquecido. Só queria que ele fosse meu também. Que não existisse mais confusão e atritos. Só eu e ele . Juntos e sempre. Nunca pensei que ficaria tão perdidamente apaixonada por alguém como por Brian. E sem me dar nem mesmo um aviso, senti seu membro me penetrar de uma única vez. Minha única reação seria entrelaçar minhas pernas ao seu redor e o apertar com força em um pedido mudo para que nunca mais ele saísse de dentro de mim.



Pov’s Jade



A ida para a delegacia na manhã seguinte havia sido muito tranqüila. Levando em consideração que Matt não trocou nenhuma palavra alem do cordial comigo enquanto estávamos em seu carro.



Lá, uma atendente branca, com maquiagem forte e incrivelmente gorda colocou todo o desdém que conseguiu reunir em uma única frase dita em sua voz enjoada. “Querida... Nós resolvemos crimes aqui. Um único telefonema ainda não é um. Se acontecer novamente, você volta.” Preciso dizer que fui obrigada a arrastar Matt para fora da delegacia pela camisa antes que ele fosse preso? Mas que não consegui impedir que ele bufasse e fizesse um gesto bem obsceno com o dedo, que eu agradeci mentalmente que a policial não tivesse visto?



A viagem de volta foi tão silenciosa quanto a primeira e agradeci muito ao chegar a minha casa e encontrar Syn... Com Jessica. Bom... Os agradecimentos diminuíram um pouco.



– E então Cat? O que resolveram? – Brian perguntou enquanto eu me sentava no sofá seguida por Matt.



– Então que o sistema penal do Huntington Beach prende adolescentes baderneiros, mas não liga para ameaças se elas não se repetem. — Matthew cruzou os braços em seu peito rindo sarcasticamente. – Por enquanto eles não podem fazer nada.



– Talvez seja apenas um trote mesmo. – Jessica se pronunciou entrelaçando seus dedos aos de Syn. Por um motivo incrivelmente egoísta, tive vontade de jogá-la porta afora.



– E se não for Jess?



– Se não for Brian – interrompi antes que Jessica pudesse respondê-lo. – nós ficaremos sabendo logo.



...



Matt logo foi embora na desculpa de que precisava ver algumas coisas em casa. Fato que ele não queria era ficar perto de mim além do necessário. Ele nada comentara sobre nosso quase beijo, eu tampouco comentei. Para que não é mesmo? Jimmy chegou tarde da noite – entenda isso como sete da noite — nos colos de Taylor que disse que ele passou o dia fingindo que trabalhava para ele. Ele desmaiado foi depositado na sua cama e eu fui terminar de lavar a louça do jantar.


Ouvi o som característico dos jogos do x-box de Taylor da cozinha e ele e Syn começaram uma grande discussão sobre quem seria o primeiro a jogar.



– Quer ajuda? — Jessica estava parada perto da mesa da cozinha com os braços cruzados me encarando.



Sorri e tentei responder educadamente.



– Não precisa Jess. Pode ir para a sala ficar com os meninos que eu cuido disso aqui.



– Por que você está me evitando Jade?



Quase deixei o prato em minhas mãos escorregar dentro da pia. Era um fato bem notório que eu passei o dia evitando ocupar o mesmo espaço que Brian e Jessica após Matt ter ido embora. Eu inventei inúmeras tarefas domésticas que Syn melhor que ninguém sabia que eu jamais faria em uma terça-feira. Ele se manteve calado. Talvez não quisesse criar um debate com Jessica estando ali. E fiquei feliz por sua coerência, Mas parece que ela também havia notado.



– Eu não estou te evitando Jessica.


Ela riu sem humor e arrastou a cadeira da mesa de jantar se sentando logo em seguida.


– Não está? Então o que foi isso o dia todo? Você praticamente deu faxina na casa toda. Evitou ficar perto da gente e o Brian esta estranho. Minha presença está te incomodando Jade? Caso seja isso me avisa, eu vou embora.



Não sabia que estava sendo tão explicita quanto a minha vontade de ficar longe deles dois. Principalmente pelo fato de que assim que Matt foi embora, eles dois estavam um grude um com o outro e isso me irritou profundamente. Agora você está dizendo que eu sou uma egoísta. Mas nunca disse que não era. Ver Jess e Syn juntos estava me machucando. Ele foi só meu durante tanto tempo. E agora ela estava ali, colocando na pratica a teoria que eu tinha de que ele me largaria sozinha sem pensar duas vezes por ela.



Mas eu agia assim por que o amava? Mas é claro que o amava. Mas analisando isso mais a fundo, não o amava nem nunca o amaria da forma que ele realmente merecia. Existiria sempre outro homem na minha cabeça todos os dias. Como sempre aconteceu. Então pela lógica, Jess era a pessoa certa para Brian. E por mais que no inicio fosse doloroso eu deveria abrir mão dessa atenção exagerada que ele tinha por mim. Abrir mão da exclusividade e deixar que meu melhor amigo fosse realmente feliz.



Sentei-me à mesa de frente para Jess.



– Não quero que vá embora Jess. Nunca mais. E só que as coisas estão um pouco confusas ainda para mim. Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Minha vida não era completa antes, mas era muito confortável. Desculpa estar te falando isso, mas ter Brian só para mim durante esses anos foi meu alicerce. E sua volta me fez perceber que ele não é meu.



– Eu sei tudo o que aconteceu com vocês. — Jessica disse de uma só vez sem pestanejar. Seus olhos encontraram os meus e eu via algo estranho. Talvez medo. — Brian me contou e juro que não teria me metido nisso. E só vocês falarem que querem ficar juntos cacete...



Ela falava baixo, mas eu percebia o quanto estava nervosa apenas pelo leve tremor em sua voz. Segurei sua mão por cima da mesa.



– Não existe mulher no mundo melhor para ele do que você. Ele te ama demais e sofreu muito com sua partida. Eu fui o apoio dele e ele o meu. — Soltei sua mão e me ajeitei na cadeira. Respirei fundo. — Eu não vou mentir. Eu amo o Brian de uma forma que eu não sei nem explicar. Mas não e esse tipo de amor. Esse que ele sente por você e você por ele. Você não é a intrusa Jess. Não é você que tem que ir... Eu que preciso entender que minha brincadeira de casinha com o meu melhor amigo acabou.



Jessica me encarava seria e isso começou a me deixar um pouco incomodada. Talvez eu não deveria ter sido tão honesta com ela. Porém um sorriso tímido brotou no canto de seus lábios.


– Acha mesmo que ele me ama?



– Se eu acho? Por favor... Você mudou esse homem. Quem foi capaz de colocar em uma coleirinha o guitarrista mais galinha da historia do rock? –Jessica alargou o sorriso e eu continuei. – Para falar a verdade, nem foi você que colocou essa coleira. Ele mesmo se enfiou nela. De livre e espontânea vontade. Consegue entender a gravidade da situação?



– Talvez consiga.



– Então você não precisa se sentir insegura quanto a isso. Me desculpa Jess. Fui uma idiota hoje o dia inteiro. Mas eu me senti frustrada. Tão frustrada vendo vocês dois juntos.



Eu estava muito frustrada sim. Ver o que havia acontecido na noite anterior entre eu e Matt. Melhor, o que quase havia acontecido. As atitudes dele distantes e frias. Depois passar o dia com duas pessoas que estavam visivelmente apaixonadas uma pela a outra. Então comecei a entender que todas as minhas atitudes não eram só derivadas do ciúme que eu sentia por Syn. Era algo mais. Tinha fundamento com a inveja que eu estava sentindo e percebi que eu não queria estar no lugar da Jess. E sim queria que minha historia com Matt estivesse no lugar da dela com Brian. Minha inveja era por não ter com Matt o que Syn tinha com Jessica e esse pensamento me sufocou com uma intensidade que eu não acreditei que fosse possível. Meu desejo era que Matt aparecesse tarde da noite e me amasse. Que me protegesse e ficasse comigo para sempre. Por que ele não me amava? O cômico disso era eu saber exatamente a resposta. Mas também o que eu esperava? Que ele jurasse amor eterno depois de tudo que eu o fiz passar?



– Aconteceu alguma coisa entre...



–Não... Infelizmente não.



–Mas você queria?



- Muito Jess. Você não tem idéia de quanto. Mas parece que eu estou fadada a ser só a mãe do filho dele.



- Só?- Ela riu e chegou o corpo mais para frente da mesa, apoiando os dois cotovelos na mesa. – Convenhamos amiga, ele tem um vinculo com você para toda uma vida. Quantas mulheres mais podem se gabar disso?



- Jess... Isso não esta sendo o suficiente no momento.



- Pode ser apenas uma questão de tempo amiga. Ele sofreu demais por você. Muito mesmo. Eu mesmo vindo aqui poucas vezes conseguia ver. Todos comentavam... Ele talvez esteja tentando só se proteger. Sei que ele tem medo de se machucar muito de novo. Mas uma coisa tão forte quanto aquilo que ele sentiu simplesmente não some. Ta ali em algum lugar. E se quase aconteceu alguma coisa entre vocês, pelo o que percebi... Bom, talvez esteja mais fácil de fazer voltar do que você pode pensar.



Não pude deixar de sorrir com a afirmação de Jess. Não queria acreditar que ele ainda me amasse. Não queria me iludir a esse ponto. Mas era inevitável. Jessica era tão positiva que era impossível não se contagiar. Era maravilhoso ter ela ali. Por alguns segundos me senti com 23 anos de novo, em um quarto de hotel conversando com Jess sobre roupas e músicas. E não sobre minha vida amorosa complicada.



Jessica merecia muito mais do que eu ser feliz. Brian, com toda a certeza, também. Eu encerraria ali toda aquela palhaçada de posse que tinha com relação ao Syn. Ele não era meu, nunca havia sido, nem nunca seria. E eu também nunca havia sido dele.


Nós dois vivemos uma bela história. Mas como em toda a bela história, os melhores capítulos passam rápido. Muito mais do que imaginamos que passariam.



- Que bom que você voltou.



E nem que eu quisesse, conseguiria esconder a sinceridade com a qual essas palavras saíram da minha boca. E meu sorriso se alargou quando notei no olhar de Jessica que ela também, apesar de tudo, estava feliz por ter voltado.



Notas finais
Por favor... Comentem... [ se eu não imploro não seria eu certo ^~ ]