Hostility

23 Like walking into a dream


Notas iniciais
E estamos aqui novamente!!! por favor, não em matem. Mas depressão pós rock in rio ( que graças a Jimmy foi menos intensa do que a depressão pós Avenged) me deu um Block básico. Me desculpem!
Obrigada pelos comentários... Estou aos poucos respondendo a todos, mas farei isso com certeza!!! VocÊs são incriveis mesmo!
Vou dedicar esse capitulo a duas pessoas que fizeram recomendações lindas pra minha fic. Primeiro ao Darukian que detesta o que eu escrevo, mas como ele me ama, abriu uma conta só pra comentar minha fic. E a Cherry-angel!!! me senti com sua recomendação! Garota, assim enfarto!!! Obrigada mesmo!
NandinhaW gatchenha!!!! Me senti com vocÊ me chamando de Baby Doll!!! Quase desmaiei, me senti a Jade!! AI AI ahsduhaush E tenho que confessar que amo sua fic e acompanho desde que vc postou o primeiro capitulo! Vou comentar cada um deles, porque sua história é incrivel garota!!!
Espero que perdoem os errinhos e talz...
Enjoy

Pov’s Jade

Estávamos parados a porta da casa de Matthew. Zacky respirou fundo e a abriu, segurando minha mão, entrou na casa do amigo. Na sala não havia ninguém. Era meio obvio que todos estavam No estúdio.

Zacky estava nervoso, mas não era pelo atraso nem nada do tipo. Era frustração mesmo. Digamos que eu havia sido um pouco maliciosa quando acordamos, e ele criou esperanças de que algo mais poderia acontecer. Bom... Eu avisei que não faríamos nada, certo? Ele não tinha que criar esperanças quanto a isso. Mas pensando bem, eu fui bem filha da puta mesmo e se controlar é difícil para os homens. E eu não estava ajudando...

Nós descemos ainda de mãos dadas a escada que levava ao porão onde ficava o estúdio de Matt. Nós ouvíamos vozes animadas e barulho de garrafas, porém quando aparecemos no portal e olhamos para o estúdio. O silencio se instalou. Parecia que acabávamos de adentrar uma cripta.

— E aêw cambada? Dormiram bem?- Disse Zacky sorridente. Na verdade ele era a única pessoa que sorria na sala e parecia não se incomodar com isso?

— Você dormiu bem pelo visto... – Matt disse em um tom rouco, muito comum quando ele estava com raiva. – Dormiu tão bem que esqueceu até de levantar e vir ensaiar.

Virei o rosto fingindo que estava muito interessada nas paredes com tratamento acústico revestidas de tapeçaria. Fiquei olhando os desenhos dos tapetes como se fossem muito interessantes. E parecia que mais gente achava isso, já que quase todos, isso inclui a banda, Val e Jessica, estavam quase que fazendo o mesmo. Mas Zacky e Matt se encaravam de uma maneira estranha e eu quis sumir dali.

— Ta ok... Já que não tem mais como ensaiar. Vamos beber porra!- Syn veio na minha direção e entregou uma cerveja. Beijou minha testa e encarou Zacky.- Você gordo, se quiser pega a sua.

Ele não estava chateado, não muito. Pois ele sorriu quando disse isso ao Zacky.

Val veio ao meu encontro e me beijou e logo estávamos todos conversando e bebendo. O único que não dizia uma única palavra era Matt. Só bebia a sua cerveja a longos goles e nos encarava o tempo todo.

Começamos a embarcar em assuntos mais calmos, e eventualmente escutávamos uma piada ou outra com relação a mim e Zacky. Levantei-me pra ajudar Val a pegar algumas coisas para comermos na cozinha deixando os meninos e Jessica a sós.

Mal havíamos chegado a escada e Val que parecia já não se agüentar desde a hora em que cheguei indagou.

— Como foi? – O sorriso em sua boca me assustava e seus olhos estavam arregalados. Ela parecia um psicopata.

— Como foi o que exatamente?- Perguntei um pouco sem graça.

— Não se faça de desentendida... Me conta tudo da sua noite Mucho caliente com o Zacky.

Ri mais sem graça ainda e minhas bochechas coraram. Chegamos a cozinha e ela praticamente me imprensou sobre a pia.

-Fala logo ou vou morrer de curiosidade.

— Não aconteceu nada. – Nós ficamos e ele me levou para casa... Depois dormimos, acordamos e agora estamos aqui.

Ela levantou uma sobrancelha da mesma forma que Matt fazia quando era sarcástico.

— Não fizeram nada e chegaram aqui a essa hora? Se isso é verdade eu sou a Madonna.

— Então pode começar a cobrar cachê em seus shows Val, porque foi isso mesmo que aconteceu. – Disse olhando em seus olhos e então ela finalmente pareceu acreditar em mim.

Pegamos alguns biscoitos no armário, aqueles bem típicos de petiscos de cachaceiro, e não me espantou ter tantos ali, afinal, era a casa do Matthew. O dono e seus convidados eram um bando de cachaceiros mesmo.

Quando achei que ela havia encerrado o assunto, ela se virou para mim, cruzou os braços e me olhou sorrindo maliciosamente.

— Ta ok... Entendi que não rolou sexo... E quase sexo?

Eu corei na hora e Val gargalhou gostosamente, tirando a vasilha de cheetos da minha mão antes que eu a derrubasse no chão.

— Sabia!!! Nem precisa confirmar, os amassos foram bons né... Ficou vermelinha.- a mulher apertou minha bochecha- Que fofa! E pode ficar tranqüila... Ninguém lá embaixo imagina que você e zacky ficaram se agarrando a noite toda.

Olhei para ela esperançosa que riu mais ainda.

— É ... Fica tranqüila porque ninguém sonharia com isso lá... Todo mundo acha que rolou foi o Sexo Animal Selvagem mesmo.

Ela me disse isso enquanto descíamos a escada e agradeci que ela tivesse tirado a vasilha da minha mão. Eu quase tropecei quando a ouvi.

Chegamos no estúdio novamente e o clima parecia ter ficado tenso. Matt estava vermelho e Zacky ensaiava dizer alguma coisa quando entrei. Ele olhou de Matt para mim e sorriu., segurou minha mão e sentou no sofá. Fez com que eu me sentasse em seu colo, e tirou meus cabelos de meus ombros e depositou um beijo.

Aquilo estava muito estranho, porque ele estava agindo assim me intrigava mas não ia dizer nada.

— PARA DE SER INFATIL E PRESTA A ATENÇÃO QUANDO FALO COM VOCÊ!- Matt gritou fazendo com que todos que estavam na sala o encarassem.

Zacky apertou seus braços em minha cintura e o olhou como se estivesse entediado.

— Eu não estou sendo infantil. Só acho que você está exagerando. Sei que errei cara. – Seu braço me apertou mais e eu tive certeza de que ele estava começando a ficar nervoso. — Pedi desculpas... Se quiser aceitar ótimo, se não quiser, paciência.

— Você acha que pode simplesmente fazer a merda que quiser e que todo mundo vai relevar Baker?-Disse Matt o encarando com os olhos faiscando. – TEMOS UM SHOW EM TRES DIAS, MERDA! Aí você simplesmente se esquece disso porque estava ocupado demais fudendo sua... Sua.... Desculpa , mas não sei o que ela é sua, já que vinte e quatro horas não consolidam um relacionamento.

— Ah... E o velho Matt está de volta. – Disse ironicamente e ele me fuzilou com o olhar.

— Velho Matt??? Você nem deveria dizer nada... você é quase... Quase a Yoko ono !!! – Olhei para ele assustada , mas senti Syn segurar o riso atrás de mim e Matt continuou, seus olhos faiscavam ainda- Qual o seu próximo passo hein? Tirar ele da banda, parar de se depilar e obrigar ele a gravar um CD com você miando?

A sala inteira explodiu em risos e isso parece ter despertado Matt de sua ira, já que ele começou a rir também.

Com essa frase horrorosa o clima tenso foi quebrado e logo Matt foi pegar sua cerveja e começar a conversar com Syn, que não escondia agora o sorriso largo. Havia algo de muito estranho nessa briga. Algo me incomodava, talvez por Zacky não ter terminado o que estava dizendo quando cheguei, ou pelo escândalo excessivo que Matt havia feito por causa de um ensaio. E eu já havia visto cancelarem alguns por coisas iguais ou piores do que o atraso de um dos integrantes. Algo estava muito estranho, mas eu não tinha como dizer nada.

Passamos a noite conversando, Matt tentava parecer normal, mais algo o incomodava e de tempos em tempos, ele lançava aquele olhar meio que ameaçador em direção de Zacky. Michelle logo se juntou a nós, já que já eram oito da noite e Brian ainda não estava em casa. Ela empuleirou no pescoço de Brian e não soltou mais.

Jessica olhava de longe os dois. Quase ninguém notava os olhares tristes que ela lançava na direção deles, mas eu notava. Eu lembrava desse olhar, já que eu mesma as vezes o lançava a Matt e Valary se eles estavam perto um do outro. Mas de longe o olhar de Jessica era mais ferido, já que ela parecia não aceitar muito o que era notório.

Ninguém reparou quando a moreninha levantou com a garrafa de cerveja nas mãos e saiu do estúdio. Eu não poderia deixar ela daquela forma e me levantei.

— Amor, aconteceu alguma coisa? – Zacky me indagou e por mais que eu achasse estranho ser chamada de amor tendo ficado com ele a menos de um dia eu sorri .

— Não Zacky... Vou lá fora pegar um ar, já venho. Acho que bebi demais. – menti, já que eu quase não tinha bebido.

— Eu vou com você. – Disse já se levantando, mas apoiei a mão em seu ombro, tentando impedir que ele levanta-se.

— Não precisa mesmo V... Eu vou só respirar, no máximo no jardim. Eu já venho. Fica aqui conversando.

— Mas eu tenho medo. Se sentir mal me liga ok?

Revirei os olhos e beijei sua testa.

— Pode deixar que eu ligo.

Me retirei do estúdio antes que mais algo fosse colocado como empecilho por Zacky. Subi as escadas e me dirigi para a área externa perto da piscina . Do lado esquerdo da porta, perto de um jardim que com certeza quem havia cultivado era Val, Havia uma namoradeira içada por correntes no tento de um mezanino. Sentada cabe baixo, dando impulso com os pés para fazer namoradeira balançar estava Jessica. Eu me aproximei e sentei ao seu lado.

— Quer conversar? – Indaguei com um pouco de receio, já que ela parecia tão absorta em seus pensamentos.

Ela me encarou com um sorriso triste nos lábios. Eu senti pena por ela. Jessica parecia sofrer.

— Ah... Eu só estou pensando. Nada demais. Nada que alguém precise se preocupar. – A morena disse, parando de balançar a namoradeira, já que havia sentado ao seu lado.

— Hum... Se quiser compartilhar seus pensamentos comigo. Eu estou aqui. As vezes é bom falar, aprendi isso na terapia . – Disse sorrindo apaziguadora. – Falar faz as coisas parecerem menores do que só deixá-las na nossa cabeça. Quando agente só está pensando, o problema parece menor.

— Mas não é um problema, eu só não ... – A morena respirou fundo e olhou nos meus olhos, desesperada. – Jade eu não sei sem agüento ir em uma turner com eles.

— Seria pelo Syn?

Jessica arregalou os olhos que sempre são tão espertos, assustada. Aquilo quase me fez rir.

— Não! Claro que não. Não tem absolutamente nada haver com o Brian....

— Sobre amores complicados eu sou perita Jess. Não acha que logo eu não ia notar o que esta acontecendo?

— Mas não está acontecen...

— Como não Jess!- Disse rindo- Você estava ótima, nas suas famosas picuinhas com o Brian e foi só a Michelle chegar que seu humor acabou.

Ela considerou por alguns minutos em silencio. Até que respirando fundo, pareceu tomar coragem para falar.

— Acho que só tenho você de amiga aqui não é? Preciso mesmo desabafar. – Ela sorriu sem jeito. – Seria possível odiar tanto alguém a ponto de pensar nessa pessoa o tempo todo, tanto que chega a doer?

— Sendo o Synyster Gates, é fácil pensar nele o tempo todo amiga... Não é culpa sua. Isso é dele.

— Mas eu o odeio! – A jovem já estava começando ter os olhos cheios de lágrimas. — Eu nem era muito fã dele... Gostava mais do Matt!

— Mas ele é Synyster Fuckin’ Gates amiga – Disse isso dando uma gargalha enquanto ajeitava meu cabelo atrás da orelha. – Ele chega com esse jeitão canalha de ser e acaba seduzindo. É dele. Talvez ele nem saiba o efeito que ele tem sobre as pessoas.

— Só que ele é um idiota Jade. Ele nunca é um cara legal comigo. Sempre tem uma babaquisse diferente pra me dizer ou fazer. E você viu o que ele fez ontem, comigo? Ele acha que é irresistível e que pode ter a mulher que quiser, só que eu não vou ser só mais uma. E ele é casado!

— Ele pode até agir como um idiota com você, mas ele não é um. É meu melhor amigo Jess. E te garanto, é o melhor amigo que eu poderia querer. – Segurei na mão de Jessica e a encarei. – Acho que você assusta ele. Na verdade, o que você causa nele o assusta.

— Como assim o que eu causo nele? – Perguntou-me confusa.

— Ora Jess, algo me diz que esse pseudo ódio que você sente, é retribuído na mesma intensidade.

— Mas mesmo que seja, não posso Jade. Ele é um babaca comigo e é casado. – Jessica disse quase em um sussurro dolorido.

— Isso é verdade. Só que as coisas mudam. E sentimentos não são possíveis de ser controlados. Espero mesmo, que você não se meta em encrenca. Só que o que não tem remédio amiga, remediado está.

— Verdade. – Ela disse. – Vamos ver no que vai dar essa loucura então?

— É o máximo que agente pode fazer não é mesmo.

— É sim. – Ela se levantou e antes que voltasse para dentro se voltou para mim. – Mas e você?

— Que tem eu? – tentei me fazer de desentendida olhando com minha melhor cara de babaca.

— Ué... Como assim o que tem você? Val me contou o que te levou ao hospital Jade.

A olhei assustada. Não agüentava mais reviver aquela situação. Queria me esquecer daquilo o mais rápido possível. Mas ninguém ajudava.

— Um dia você ia ficar sabendo. – Encolhi os ombros. – Bom Jess, sobre isso tudo se resolveu. E hoje eu vejo o Matt apenas com o meu amigo e depois de ontem...

— Depois de ontem você tem o Zacky? – Ela disse erguendo uma sobrancelha com um sorriso sarcástico nos lábios. – Porque ele ta de quatro, isso todo mundo já sabe. Mas você e o Matt ainda não morreu.

— Claro que morreu! Acabou, ele tem a Val. E o Zacky me faz muito bem, sinceramente eu quero que dê certo. Eu gosto do Zacky de uma maneira que eu nem sei explicar.

— Eu entendo... Mas espero que você não esteja se confundido. Pra que mais ninguém saia ferido dessa situação.

— Eu sei Jess... Mas eu tenho certeza.

— Talvez você tenha, porque o Matt... Eu tenho minha duvidas...

— Como assim?

— Ah... quansdo você foi com a Val na cozinha, ele e Zacky começaram a conversar em um canto. No inicio a conversa parecia amigável, mas logo eles começaram a alterar as vozes e o Zacky disse...

A jovem interrompeu o que dizia já que o som de passos anunciava que alguém se aproximava. Zacky surgiu atrás do jardim e quando nos viu sorriu largamente.

— Então quer dizer que eu estava lá dentro, preocupado com a minha garota, e ela aqui, batendo papo escondida? – Disse sorrindo lindamente e meu coração disparou. As palavras “minha garota” e “preocupado” me deixaram tão feliz que esqueci completamente que Jessica estava prestes a me dizer algo que parecia ser importante.

— Acho que to sobrando- Disse Jessica levantando as mãos e indo na direção da casa.

— Enfim, está se sentindo melhor? – Zacky disse se sentando ao meu lado e passando o dedo indicador por meu rosto. Seu toque fazia meu corpo tremer. Nesse quesito, ele e Matt eram iguais.

— Estou assim. – Ele sentou com os braços abertos, apoiados no encosto da namoradeira e eu me aconchegue em seu corpo. Apoiei minha cabeça em seu peito e automaticamente ele me abraçou.- Obrigada por se preocupar.

— Não precisa agradecer. – Ele beijou o topo da minha cabeça- Não me preocupo porque eu quero, é involuntário.

Ficamos ali, olhando o céu e conversando coisas sem importância por algum tempo. Não me lembrei sobre o que Jessica me disse, nem sobre as duvidas que me surgiram quando peguei ele e Matt discutindo. Como se fosse mágica, Zacky me acalmava, sumia com minhas preocupações e destruía meus desesperos. Como se eu estivesse caminhando em um sonho. Ele me trazia algo que eu precisava, mas do que qualquer outra coisa naquele momento. Ele me trazia paz. Pena que essa paz, não duraria muito.

Notas finais
Reviews???? preciso deles pra sobreviver... mas vcs já sabem disso^^