Hostility
24 Can't you help me as I'm startin' to burn
Notas iniciais
Obrigada meninas por estarem realmente acompanhando e dando a opinião de vocês! É isso mesmo que eu quero, que vocês sejam incisivas e digam mesmo que estão pensando. Isso me ajuda muito a desenvolver a fic. Obrigada mesmo!
Esse capitulo é dedicado a linda da mandyhell que me deu uma recomendação linda!!! Obrigada mesmo flor. É incrível ter esse reconhecimento, eu não tenho palavras pra agradecer!
Então meninas... Para as que querem um barraco... Tem um levizinho nesse!!!hauhsuhaushaushuahsuhauh
Pras que querem o Syn em ação... Hum... Ele vai estar em ação! HAUSHUASHUHASUHAS
So... Espero mesmo que gostem
Enjoy
Pov’s Jess
Um mês e meio.
Foi o tempo que se passou desde que eu tive aquela conversa com Jade na casa de Matt.
E o que mudou de lá para cá?
Nada! Absolutamente nada havia mudado. A cada dia que passava eu estava mais apaixonada e irritada. Ainda não sabia como as pessoas ainda me aturavam.
Passei a evitar Brian o máximo possível. E quando nos encontrávamos, era briga na certa, pelas coisas mais bobas e idiotas como um copo em cima da pia ou um lugar em uma poltrona. Tentei ao máximo evitar esses problemas já que ele era direta e indiretamente meu patrão. Meu emprego super legal que me pagava bem dependia de fato dele não me odiar o suficiente para convencer a todos de que era melhor eu ser demitida. Mas já tentou evitar o inevitável? Nós éramos como o fogo e o oxigênio. Sempre que ele abaixava o tom nas discussões, eu ia lá e alimentava suas chamas e tudo começava de novo! Isso era ruim, mais eu não conseguia evitar implicar com ele.
Parecia que não era a única melancólica do lugar naquela tarde.
Estávamos no Kansas e resolvendo os últimos detalhes do show. Matt e Jason travavam uma luta sadia sobre pedestais, microfones e onde eles deveriam estar. Eu escutava pouca coisa daquela conversa já que por um motivo castanho e tatuado, eu achava que meus problemas sentimentais eram mais importantes que aquilo.
— Mas Shadows, se eu tiver que substituir em 30 segundos o seu pedestal, ele não vai poder ficar no centro do palco cara. Não daria tempo. Fora que eu tenho que fazer em 30 segundos, agachado e enrolando fio ao mesmo tempo, sou foda, mas não sou o superman cara!
Matt se apoiou em uma das caixas de som com as duas mãos e respirou fundo, se dando por vencido.
— Ta ok Jason. Faz o que você achar melhor cara. Até porque, até hoje, você nunca nos decepcionou mesmo.
Matthew a uns tempos vinha perdendo o animo e a energia. Parecia sempre esgotado =, enfraquecido. Suas olheiras estavam mais marcadas que o normal. Seu cabelo estava começando a ficar grande demais e ele pra fazer os shows emplastava de gel, o que estava acabando e ressecando os fios. Fora que ele havia emagrecido muito.
Quem olhava de fora, achava que a turner estava lhe cansando. Mas incrível não terem notado que seu companheiro de banda era o retrato completamente oposto ao seu.
Zacky estava mais que saudável e confiante. Seu apetite era maior que nunca, posso garantir. Depois que eu apresentei arroz e feijão pro cara ele não queria saber de outra vida.
— Joga a Farofa por cima! Por favor! – Dizia ele com aqueles olinhos verdes lindos brilhando para mim de expectativa, toda a vez que eu cozinhava no ônibus. – Sua comida é a melhor Jess!
Eu dizia que o tempero da comida típica brasileira ( entenda como arroz, feijão, bife, batata frita e farofa. Eu não cozinhava muito mais que isso) tinha ganhado o coraçãozinho de Baker. Já Arin dizia que tudo quanto é tempero ganha o coração de Baker. Se fosse de comer, ele tava dentro. E lógico que esses comentários sobre o peso de Zacky era a segunda piada favorita dos meninos ( Já que a primeira era o Johnny e o fato dele ser a “putinha” de todos), mas isso nunca alterava o humor de Zacky.
Ele e Jade estavam em um canto do backstage. Baker estava atrás da ruiva, enlaçando sua cintura possessivamente com os braços, o que era muito comum de se ver. Zacky demonstrando o máximo que podia que Jade era dele e de mais ninguém. Seu queixo repousava no ombro da garota. Aparentemente, um comportamento normal de namorados na frente de muitas pessoas. Mas se você prestasse um pouco de atenção na cena, veria pequenos, lentos e quase dolorosos beijos sendo depositados no pescoço da garota e as mãos que se moviam lasciva e obscenamente por baixo da camiseta baby look acariciando a barriga da mesma. Jade parecia ter um pouco mais de razão, e tentava tirar de tempos em tempos, sem que chamasse atenção dos outros, a mão de Zacky de seu corpo.
Por mais que nós disfarçássemos, todos sabiam que aquele ali era o que destruía Matt. Até mesmo Val que apesar de não ser mais oficialmente a senhora Sanders, aquecia as camas dos hotéis por onde Matt passava, já havia se convencido e comentado comigo que Matthew definhava por estar apaixonado pela namorada do melhor amigo.
Fiquei perdida por alguns instantes nesses pensamentos quando sem querer olhei para o lado esquerdo do casal.
Ele estava parado com uma garrafa de cerveja pela metade na mão esquerda e o cotovelo direito apoiando o corpo em uma caixa de som que estava ao seu lado. Ele olhava diretamente em minha direção e nossos olhares se cruzaram. Via algo brilhando na intensidade daquela escuridão que eram os olhos de Gates e achei que havia me enganado e muito quando me dei conta do que aquele brilho significava. Tristeza. Confusão. Desviei o olhar para o chão e decidi que meus pés eram muito mais interessantes de se ver do que os olhos cor de chocolate que ainda me encaravam. Como eu sei? Eu os sentia em mim.
Talvez eu soubesse o motivo de sua tristeza.. A gêmea maligna, Michelle, seguia a Syn em uma das noites após um show em Denver. Como ela apareceu? Até hoje ninguém sabe. Todos nós achávamos que ela estava em casa sendo fútil e vazia como sempre.
Pela primeira vez senti vergonha por Brian. Senti até pena.
Havia séculos que não relaxávamos, já que a tuner estava sendo intensa. Afther Party? Nem pensar... Não havia tempo para os garotos se divertirem, nem nós, já que trabalhamos direto por semanas. O próximo show do Avenged Sevenfold após dever seria só dali a quatro dias então decidimos que merecíamos umas boas cervejas em um bar. Unicamente isso. Sentar com os amigos e conversar parece ser o suficiente às vezes.
Só deu tempo de entrarmos e Brian se dirigir ao balcão para pedir as bebidas. Nos sentamos em uma mesa no canto do bar, grande o suficiente para todos nós. E então, Michelle fez sua entrada triunfal, no exato momento em que a bartender (sim era uma mulher, apara azar de syn) o reconheceu e pediu um único autografo.
- BRIAN ELWIN HANER JR, SEU MALDITO!!! É ISSO QUE VOCÊ CHAMA DE TRABALHO?!
Todos ficamos sem reação e assustados com a cena. E a discussão entre eles rendeu, na verdade, rendia até hoje já que ela resolveu, depois disso, viajar conosco. O que tornava minha vid amais infernal do que já estava sendo até ali.
- Jess?- A voz de Matt me tirou de meus pensamentos. – Será que vocÊ poderia também afinar as guitarras, só pra adiantar. Jason vai buscar o operador de som que se perdeu em algum ponto da cidade e Frank e Stevie ainda não deram as caras.
- Claro Matt, sem problemas. – Disse tentando sorrir e tive a visão linda do sorriso do nosso grandão, cheio de covinhas e que fazia seu rosto iluminar totalmente. O sorriso de Matt com certeza não combinava com a maioria das atitudes que tomava. Mas era tão sincero e cativante que era impossível não sorrir junto com ele.
Matthew ainda era o mesmo quando sorria. A única diferença era o esforço que ele fazia para realizar tal ato.
Deixei a guitarra dele por último. Algo me dizia que nem era pra chegar perto daquilo. Tocá-la seria a mesma coisa que tocá-lo. Era parte dele, e eu não queria esse tipo de contato.
E quando terminei com a de Zacky me dirigi lentamente até a de Synyster que estava presa ao batente. Eu estava sozinha no palco, os outros estavam espalhados vendo ainda questões com seguranças, e os garotos da banda haviam voltado para o hotel. Pelo menos eu achava isso.
Segurei a guitarra e meu corpo se arrepiou. Eu estava ficando louca afinal de contas! Jessica Ferreira se concentra é só uma guitarra... Uma guitarra que estava impregnada com a energia dele. Eu poderia jurar que dava pra sentir o cheiro dele ali.
Comecei alguns acordes de Afterlife e ficou uma droga. Tentei o riff de Scream. Ficou uma merda. Eu definitivamente não havia nascido para guitarra. Meu lance era baixo. Definitivamente. Comecei a tocar do jeito que eu conseguia os acordes de Scream .
-Você está tentando destruir uma obra prima? Foi isso que eu entendi? – Synyster apareceu do nada me assustando.
— Deixa de ser estúpido. Eu só estava...
— Estava tentando acabar com a minha musica. Só isso- Disse rindo e se aproximando, ele fez menção de tocar em minha mão e eu me afastei instintivamente.
— Calma garota. Eu não vou te bater, só quero te ajudar.
— E para que eu iria querer sua ajuda? – perguntei ironicamente. Ele bufou, revirou os olhos e sorriu.
Eu reparei nele por alguns instantes. Ele estava com uma calça jeans preta rasgada e uma blusa branca de mangas, normal. De touca e óculos escuros. Me perguntei porque cargas d’água ele estava de óculos escuro lá dentro. Mas enfim...
— Olha Jess – Ele disse tirando os óculos e me encarando. Ele me olhava, cansado.- Eu sei que nós não nos demos bem até aqui. E fui muito idiota com você no dia do aniversário do Matt. O que eu quero dizer... me desculpa Jess. Sinceramente, eu quero tentar começar de novo. Agente trabalha juntos...
— Ta tudo bem Haner, desculpado. – disse esboçando um sorriso sincero. – Trégua.
— Trégua- Ele riu gostosamente e isso mexeu comigo. – Trégua significa que é por enquanto.
— Talvez, é só você não fazer nada idiota ao extremo. – Ele sorriu e se aproximou de novo.
— Vamos então selar nossa trégua.
— E qual seria a forma de sela-lá? – Perguntei.
Ele não disse nada colocou o corpo atrás do meu. Eu fiquei tão tensa que não consegui ter nenhuma reação. Eu senti a respiração dele roçando lentamente em meu pescoço. Ele deslizou a ponta dos dedos por meu pescoço e ombros. Deslizou pelo meu braço direito. Ele se encaixou melhor atrás de mim, abrindo um pouco as pernas. Segurou minha mão e o braço da guitarra ao mesmo tempo e posicionou meus dedos corretamente.
— Paleta enquanto eu faço as notas- Sua voz saiu rouca e sussurrada no meu ouvido, meu corpo estremeceu. Eu sentia que minha pele estava muito arrepiada e sabia que ele podia perceber isso.- É Bat Country.
Ele tinha domínio sobre mim, eu sabia disso. E fiz com que ele soubesse ali isso também. Mas não adiantava mais tentar ter foco. Era oficial. Jessica Ferreira estava de quatro por Brian Haner Junior. Tudo o que me restou foi começar a tocar, enquanto ele se ocupava em mudar as notas. Era o solo. Lento e doloroso. Muito doloroso. Eu sentia uma pontada aguda em meu baixo ventre. Tinha a ligeira impressão de que aquilo estava me excitando. E ao Syn também. Prova disso era que a cada nota que ele mudava ele beijava meu pescoço lentamente. Era torturante porque ele começou com pequenos beijos e isso já me fazia errar as paletadas . Os beijos eram mais demorados nas notas mais demoradas. E eles ficaram molhados, enquanto ele chupava e sugava meu pescoço como se sua vida dependesse disso. Eu já não conseguia mais fazer nada que não fosse gemer.
A mão de Brian que estava livre segurou minha cintura e apertou com força, fazendo meu corpo sarrar na sua ereção, que já era evidente. Imaginei ele dentro de mim. E sorri. Eu já não tinha mas razão nem noção dos meus atos mesmo. Tudo estava sendo rápido demais. Mas eu estava em um nível que nem mesmo eu me reconhecia mais. Ele me fez perder completamente o juízo. A mistura de musica e Synyster Gates, me fazia viajar em sensações que eu não sabia que poderia sentir.
Ele parou e retirou a guitarra de cima de mim. Me virou de frente pra ele e seus olhos brilhavam com desejo. Ele se inclinou para me beijar e eu estava disposta a me entregar. Se fosse necessário, ali mesmo. Na iminência de alguém chegar.
O Beijo nunca chegou a acontecer.
— QUE MERDA É ESSA QUE ESTÁ ACONTECENDO? — Antes que pudesse me compor do que acabava de acontecer, Michelle veio com tudo pra cima de mim.
Quando menos percebi, estava no chão com uma loira ensandecida em cima de meu corpo. Ela me arranhava e puxava meu cabelo. Brian a tirou de cima de mim e eu não agüentei. Eu não ia apanhar da vadia calada. Não mesmo.
Aproveitei que ela estava berrando com Brian e a arrastei pelo cabelo!
— Sua piranha!solta o meu cabelo!!! – Ela gritava- Você é uma ordinária mesmo.
— Ordinária? – A joguei no chão e percebi que Syn estava se esforçando pouco para me parar. Acho que queria me dar uma vantagem. Mas o que ele não sabia era que eu não era um doce brigando.
Joguei Michelle no Chã e subi em cima dela. Ao invés de unhadas e puxões de cabelo, fechei meu punho e acertei em cheio o maxilar da garota. O outro teria pegado em cheio em seu nariz, mas parece que Brian achou melhor acabar com aquilo.
— Já está bom Jess! – Ele disse segurando meu pulso e me puxando pela cintura.
— Bom é o caralho. Eu vou matar essa vagabunda!!! – Eu estava na gana de ver o sangue dela.
— Brian... Essa piranha me bateu? Você não vai fazer nada? – Disse Michelle jogada no chão ainda, com a mão em seu queixo.
— Cala a boca Michelle! – Vociferou Brian- levanta daí e para de show.
Talvez atraídos pelos barulhos, Jason e operador de som que eu não conhecia chegaram e nos encaravam confusos.
Me soltei de Brian e fui na direção de Jason.
— Me dá a chave? – Disse me referindo a chaves do carro alugado que ele segurava.
— Jess calma, eu levo você...
— ME DÁ A PORRA DA CHAVE JASON! – Ele assustado, jogou as chaves na minha mão e eu andei em direção a saída sem maiores explicações.
Quando estava abrindo a porta do carro Brian segurou meu cotovelo.
— Jessica. Precisamos conversar.
— Precisamos é o caralho Brian. – Disse tentando conter as lágrimas que já começavam a rolar pelo meu rosto. – Agente não tem o que conversar. Aquilo ali dentro, foi um erro. Agente não pode chegar nem perto um do outro.
— Pode ter sido um erro pra você, mas pra mim não foi. – Disse ele visivelmente magoado.
— Brian. – tentei ser um pouco mais calma. – A quem nós queremos enganar. Você é casado! É guitarrista de uma banda. Eu não sou ninguém. Quando acabar a emoção da novidade, você me descartaria.
— Não tire conclusões precipitadas. – Ele disse soltando meu cotovelo.
Eu entrei no carro e fechei a porta, dando a partida carro.
— Você no fim, vai sair como sempre. Sendo o cara, o comedor. E eu serei a vadia que transou com um cara casado. Vamos enterrar esse assunto aqui. A noite nos vemos.
Saí com o carro sem ao menos dar oportunidade para que Brian se defendesse. Não queria viver esse drama. Eu não precisava disso. Minha visão estava embaçada porque eu chorava copiosamente. Afinal, eu não queria sentir o que estava sentindo. Eu não podia ter me desarmado tanto na frente de Syn. Mas agora era tarde. Ele sabia que me tinha e eu não poderia mais negar.
Eu era completamente, incondicionalmente apaixonada pelo cara mais galinha que eu já havia conhecido na vida.
A verdade é que ninguém vai poder me ajudar agora que eu já tinha começado a queimar!
Notas finais
Enfim.,.. reviews?
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