Hostility

25 Let me tell you 'bout a girl I know...


Notas iniciais
Olá minhas lindas e magnificas avengers... Obrigada mesmo por terem comentado com tanto afinco o ultimo capitulo... Vocês são maravilhosas...
Quero agradecer muito a larissa_black e Dani-Vengeance!!! Lida a recomendação de vocês!! Obrigada de coração por estarem dando essa força a minha fic e não sei mais como agradecer, notaram? ahsuhaushuahsuh Então meninas, o capitulo é dedicado a vocês!!
Enfim, espero que não me odeiem, mas eu precisava acreditar que a Michelle nem sempre foi essa vaca que conhecemos ( Ava é? AHSUHAUSHUASH)
O próximo capitulo, vai ser , no minimo quente, pra compensar a chatiação desse!!!
Beijos minhas lindas!!!
Me perdoem pelos errinhos por favor!
Enjoy!

Pov’s Jade

Os gritos podiam ser ouvidos de longe! Parecia que realmente havia acabado. Ou pelo fato do meu quarto ser ao lado do de Syn, eu tinha uma audição do que se passava lá dentro privilegiada.

Brian, você não pode fazer isso comigo, você não pode me deixar!- Dizia Michelle com a voz chorosa e apesar de nunca ter gostado dela, nem ela de mim eu senti pena.

- Eu não suporto mais isso Mich... Eu não suporto mais! Eu sei que a culpa é minha, mas eu sou covarde de mais e não tenho capacidade para aturar o que você se transformou. Me perdoa pelo que eu fiz a você Michelle.

As palavras de Synyster eram carregadas de tristeza. Eu acreditei que no fundo aquilo estava fazendo mal a ele também. Algo me dizia que um dia ele a amou de verdade. Brian era muito impulsivo e cheio de vida. Era completamente louco às vezes. Galinha e sem noção também. E não tinha meio termo. Ele amava demais e podia odiar demais. E isso era uma das coisas que eu admirava nele. A intensidade com a qual ele se apegava a seus sentimentos. E ele sabia expressá-los. A seu modo. Talvez por isso as vezes ouvir ele tocar dava vontade de chorar ou de rir. Ele passava o que sentia na sua musica.

Pensei em Zacky e todo o momento em que vivíamos. Diferente de Syn, eu não conseguia entende-lo na maior parte do tempo. Ele me acalmava isso é fato. Mas ocorreu-me que tudo um dia acabava. Um dia, nós não seriamos mais tão felizes. Um dia não estaríamos mais tão apaixonados. E o que aconteceria quando esse dia chegasse? Provavelmente a mesma coisa que aconteceu com Michelle e Brian.

Queria estar em qualquer lugar, menos ali nesse momento. Não queria ficar ouvindo a briga do meu melhor amigo com a esposa. Já bastava o que víamos normalmente. Para o quarto de Zacky eu não podia ir. Não queria dar esperanças novamente de que alguma coisa iria acontecer. Matt? Bom... meu relacionamento com Matt era carinhoso e formal ao mesmo tempo. Eu não podia pedir pra ficar lá. E Val deveria estar lá. Arin e Johnny saíram do lugar onde ocorreu o Show acompanhados e Jessica. Jessica queria ficar sozinha. Unicamente isso.

Ouvi a porta do quarto ao lado se abrir e se fechar com um baque surdo. Passos vacilantes no corredor. Abri minha porta e vi Michelle encostando na parede e escorregando por ela, desesperada com as mãos em seu rosto. Saí do quarto e encostei em sua cabeça.

- Michelle, Eu... Posso ajudar em alguma coisa?

- Em nada! Acabou garota! Vocês conseguiram o que queriam. Você fez o marido da minha irmã ficar maluco por sua causa e agora sua amiguinha me tomou meu Brian. Não era pra ser assim...

Ela levantou o rosto e enxugou-o com os braços. Se levantou do chão ajeitando o cabelo e alisando as roupas tentando salvar o pouco de dignidade que lhe restava. Caminhou lentamente em direção ao elevador e quando as portas dele se abriram, eu murmurei um “Sinto muito”.

Antes que a porta do elevador se fechasse, a loira exibiu um sorriso vazio.

- Não... Você não sente!

A porta se fechou e aquele havia sido o fim da era Dibenedetto na vida de Brian.

Silêncio.

Voltei para o meu quarto e o silêncio parecia que tinha finalmente reinado. Olhei para o relógio em cima da cômoda. Eram duas e meia da manhã e eu iria dormir. Finalmente. Amanhã nós estaríamos novamente no ônibus e eu queria aproveitar a cama daquele quarto de hotel o máximo que eu pudesse.

Dormir no ônibus estava sendo complicado. Eu já tinha me acostumado ao jeito que Brian dormia, afinal, dormia ao lado dele quando estávamos no ônibus. Como Michelle estava viajando conosco e ela decidiu que não iria no ônibus do apoio com a Val, ela passou a dormir com Brian e eu, no meu mais novo status, dormia com meu namorado. Só havia um problema em dormir com Zacky. Vocês acham que era ereção matinal? Pois é... Também. Mas outro fator importante é que Zacky realmente detestava dormir perto da janela. Claro que quando ele não tinha opção, ele dormia. Mas como ele sabia que eu não me importava, eu ficava no canto e ele na ponta. Conclusão, como ele se movia muito no sono, eu sempre acordava toda dolorida, com ele praticamente com o corpo todo por cima de mim. Então... Queria aproveitar a cama o máximo essa noite.

Deitei com felicidade. Me cobri e meus olhos logo fecharam. Para abrirem logo em seguida, porque as batidas na porta estavam cada vez mais altas. Quase chorei de desespero e esperneei na cama como se fosse uma criança sendo acordada para ir a escola, mas no fim, levantei e abri a porta.

Syn estava para em minha soleira com a expressão triste. Saí da frente pra que ele entrasse. Ele foi direto pra minha cama e se deitou, bateu ao ledo dele na cama para que eu deitasse.

— Posso ficar aqui hoje com você? –Ele pediu enquanto me dirigia para a cama e me deitava.

— Adiantaria eu dizer que não?

— Claro que não- Ele sorriu enquanto eu me deitava ao seu lado. – Michelle e eu...

— Eu sei Syn. – Disse acariciando sua mão gentilmente.

— É um alivio Cat. Com certeza é um alívio. Mas está doendo sabe? – Ele disse segurando em minha cabeça e praticamente me obrigando a deitá-la em seu peito. — Eu sei que a culpa disso tudo é minha.

— Sua esposa ser psicopata é culpa sua? – Disse ironicamente, cedendo e deitando em seu peito.

— Sim.- Ele respirou fundo e continuou enquanto alisava gentilmente meus cabelos. – A Michelle nem sempre foi assim. Ela era doce, compreensiva e chegou a ser perfeita um dia. Fui eu e o fato de ter quebrado a promessa que eu fiz a ela que a tornaram nisso que você conheceu.

Ele começou a contar e sua voz baixa misturada ao carinho que ele fazia em meu cabelo me deixou relaxada. Fiquei em um estado de letargia no qual eu via, como se fosse um filme, tudo o que ele ia me contando.

Brian estava na festa da casa de Johnny. O irmão do baixinho tinha que fazer uma festa a cada fim de semana e como todos os seus amigos foram só restava ele ir também, e ver se conseguia alguma coisa.

Ele viu Jane, a menina com quem ele ficava passar agarrada a um desses jogadores de futebol das escolas típico. Como se isso fosse fazer com que ele sentisse ciúmes. Até parecia que seria capaz disso.

Foi quando ela entrou de mãos dadas com seu melhor amigo. Michelle Dibenedetto.

Não era de hoje que a menina de rosto redondo chamava a atenção do jovem. Ele era delicada e meiga. Tão diferente do estilo de Jimmy. Como eles formavam um casal, era um mistério. Brian sequer entendia porque Jimmy insistia em estar com ela, quando ele mesmo afirmava que não sentia nada além de conforto por estar com alguém com a reputação que Michelle tinha.

Ela fazia parte do grupo seleto de garotas legais da escola. Aquelas garotas estudiosas, caseiras e divertidas ao mesmo tempo. Não se metia em confusões, diferente de sua irmã gêmea, Valary, que era o cão em forma de garota! Não era a toa que namorava Matthew. Eles se completavam e tinham o mesmo senso de humor sádico. Combinavam. Agora Michelle e Jimmy? Não... Era estranho demais ver um cara tão doido que não levava nada a serio e alguém como ela.

Horas haviam se passado e Brian já estava de saco cheio daquele lugar, seus amigos, cada um tinha se arranjado com alguém, e como seu humor não era dos melhores, as pessoas que tentavam se aproximar eram afastadas a patadas. Ele passou pela porta da cozinha e ouviu um murmúrio. Apertou bem os olhos e percebeu que uma menina de cabelos castanhos claros volumosos estava sentada com as pernas encolhidas, chorando baixinho, desconsolada.

- Michelle? O que aconteceu? – Perguntou se sentando ao lado da garota que rapidamente limpou o rosto com as mãos.

- Nada Brian. Só sou uma estúpida!

-Cadê o Jimmy?

A cara que a garota lhe fez foi tão dolorida que ele não precisou de uma resposta. Logo Jimmy mesmo contaria aos risos que foi pego com outra garota no quarto dos pais de Johnny, por Michelle.

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- Brian, você quer que eu acredite que você me ama e quer ficar comigo? – Ela o encarava cética, com um sorriso cínico no rosto.

Eles já saiam a algum tempo, e pareciam namorados já. Mas nada era oficializado. Michelle nem cogitava a hipótese, principalmente depois do que aconteceu com Jimmy. A jovem tinha pavor de se entregar para alguém e passar por isso de novo.

- Você pode até não acreditar, mas é a verdade. Namora comigo Mich?- Ele pediu fazendo a cara mais fofa que consegui arranjar.

Ela se virou de costas e Brian a puxou e colou seus lábios mais uma vez nos da jovem.

- Para de me deixar falando sozinho- Disse entre o beijo- Completa minha vida. Eu sou um bom partido. Sou um guitarrista de uma banda, sacou?

Michelle riu do comentário convencido do outro e segurou seu rosto, o fazendo olhar diretamente em seus olhos.

- Só não me magoa, por favor.

- Eu nunca vou te magoar!- Ele lhe deu um rápido selinho- Te amo demais pra isso.

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Palavras... Entre muito dos seus poderes, talvez o maior seja o da destruição. Elas podem interligadas, construir alicerces poderosos para a idealização de sonhos perfeitos. Mas apenas uma única solta no ar, leva ao chão tudo o que você demorou tanto para erguer.

- Desculpa Mich... – Ele não parecia arrependido. Parecia mais entediado e irritado com o fato de ter sido interrompido em seu esporte favorito do que com o fato de sua esposa ter presenciado.

Vindo dele, logo dele, machucava mais que qualquer coisa.

- Brian... Eu não acredito que... Como você pode? – Michelle o encarava com o olhar dolorido e seu rosto já estava transtornado.

Michelle já havia perdido a conta de quantas vezes havia pegado Brian na mesma situação em que ela o encontrava agora. Completamente bêbado, drogado e com outra. Só que havia coisas que dessa vez intensificavam mais a dor.

Não fazia nem dois meses que eles haviam casado. E aquela, era a cama deles. A cama que ela dividia com o homem em que julgou ser perfeito um dia.

Ele levantou correndo, enrolou o lençol na cintura e tentou segurar o braço da mulher enquanto ela saia do quarto.

— Achei que você estava na casa da sua irmã Michelle! – Disse tentando achar uma justificativa para o que a mulher acabara de presenciar!

— E eu achei que eu era o suficiente, que amor era o suficiente Brian! – Ela já não continha mais as lágrimas. – Obrigada por me mostrar que não é! Você e seu pau são mais importantes que nossa vida! E sim... A culpa foi minha que te deixei sozinho e voltei do nada... Pode deixar Brian, isso não vai se repetir.

Michelle desceu as escadas apressada e Brian só pode ouvir o barulho da porta se fechando com força. Ele tinha certeza que ela sumiria por uma semana, como sempre. Iiria voltar fazendo um drama, como sempre. Ele seria romântico e diria que ela era a única mulher que ele amava e como sempre, tudo ficaria normal outra vez.

Pensando nisso, Brian subiu as escadas e terminou de se divertir, afinal, ele ainda estava com tesão não é mesmo?

Michelle sumiu mesmo uma semana. Mas ele não contava em como ela voltou. Sorridente como se tivesse voltado de férias e nada tivesse acontecido. No momento, ele achou que havia tirado a sorte grande e que se ela não tocava no assunto, ele também não tocaria.

Ela guardou cada mágoa que tinha de Brian bem fundo. Engoliu seu orgulho. E prometeu que seria a esposa mais dedicada, atenciosa e carinhosa que um homem já teve.

Depois disso, Brian nunca mais conseguiu respirar.

Ouvi, perplexa e escondendo o rosto no peito de Syn para não rir. Ele tinha criado um monstro. Bem feito pra ele.

- Eu não consigo imaginar ela boa, desculpa Syn.

— Mas ela foi... Foi muito boa mesmo um dia. E eu fui um idiota.

— Espero que você não repita dessa vez.

— Como assim dessa vez. – Brian levantou minha cabeça fazendo com que eu o encarasse. Sua expressão era assustada e fui obrigada a rir.

— Você acha mesmo que somos cegos? Todo mundo já viu que você está gamadinho na Jess seu safado. – Disse rindo mais ainda da sua cara assustada. – E para de me sacudir de um lado para o outro como se eu fosse uma boneca, caralho!

Brian limpou a garganta e simplesmente mudou de assunto. E para um assunto que quase me fez sufocar de tanto nervoso.

— E você?

— Eu? – perguntei confusa. – Que tem eu?

-Quando vai terminar a greve de sexo com o bolota! Ele está insuportável cara! Ele precisa fuder, sem sacanagem hein. Não dá mais para aturar o péssimo humor do rechonchudo.

Eu arregalei os olhos e o empurrei com vontade da cama e como o peguei de surpresa ele rolou para o chão.

— Cat!!! Machucou! – Disse Syn se levantando do chão e deitando novamente na cama. – Acho que não é só o gordo que está estressado por falta de sexo não. Conselho de amigo Cat, você precisa dar uma relaxada, mas se você achar que o Zacky não é o suficiente...

— Synyster Gates! Não completa essa frase, pelo amor de Deus! _ disse com o dedo em riste na direção do seu nariz.

— Eu só ia dizer o normal... Que você me deseja e talz... Que to aqui pra isso Cat!

Claro que ele apanhou de novo depois disso. E nós começamos a beber o que tinha no frigobar. Fomos dormir já eram uma 6 e pouca da manhã. E naturalmente, que Zacky veio me acordar para irmos embora. E como todos eles tinham acesso aos quartos em que me hospedava desde meu ultimo incidente. Zacky bateu e como não obteve resposta, entrou no quarto com a chave reserva. Bom... A cena deplorável de sua namorada deitada no peito do amigo e fedendo a cachaça o irritou um pouco.

Talvez tenha sido muito já que ele praticamente afogou Brian quando jogou um jarro inteiro de água em sua cara. E não... Eu não escapei, já que Após chutar a bunda de Brian até que ele saísse meu quarto, subiu em cima de mim, prendeu minhas mãos no alto da minha cabeça com uma única mão sua e atacou me enchendo de cócegas que me fizeram corar e ficar ofegante muito rápido.

— Você achou mesmo que eu ia deixar à senhorita sair impune disso? O Brian é tarado você sabia. – Ele disse isso, mas não parecia nem um pouco chateado, já que sussurrava essas palavras no meu ouvido enquanto pressionava o corpo sobre o meu, o que me fez notar que ele começava a se excitar com o fato de eu estar indefesa em suas mãos.

— Parece que você também é tarado. – Disse rindo e me movendo por baixo de seu corpo, tentando me soltar.

— Sou só em você amor! – Disse rindo e mordendo o lóbulo da minha orelha.

Eu tinha o namorado mais lindo e fofo da fase da terra, definitivamente. Eu era sortuda não? Só desejaria mais tarde que tudo continuasse assim, leve despreocupado e feliz. Queria que mesmo que Zacky tivesse sido assim para sempre! E tudo seria perfeito.

Notas finais
Espero que não tenha ficado muito confuso.
Reveiws????