Hostility
34 I'll be here waiting tested and secure
Notas iniciais
Bom quero agradecer a todos os comentários. Como sempre eles me inspiram e me motivam muito mesmo. Vou responde-los. Essa semana ainda. Tô sem muito tempo. E nesses cinco minutinhos de frente ao PC eu usei pra esse capitulo. Vocês não merecem mais demoras.
Bom, já devem estar de saco cheio dessa noite Jade/ Matt. Mas é que eu estava com tanta saudade deles. Resolvi me extender um pouco nesse assunto. Prometo que será rápido...
Espero mesmo que gostem
Perdoem mais uma vez os erros.
Enjoy
Pov’s Arin
— Mas que merda de barulho é esse? – Me perguntei ao ouvir o barulho insistente do telefone celular.
Me levantei aos tropeços da cama procurando onde o maldito havia se enfiado. O problema era que não fazia idéia do que havia feito com ele quando entrei no quarto. Eu sempre o arremessava em qualquer lugar. Na verdade, tudo meu eu tinha o costume de arremessar em qualquer lugar.
Depois de muito procurar, o encontrei por baixo de uma pilha suja de roupas ao lado da porta do banheiro. O cheiro não era nem um pouco agradável mas eu coloquei minha mão no meio do monte e pude sentir o pequeno aparelho vibrando.
Olhei bem para o visor e não acreditei que eram 2:40 da manhã, eu estava de folga e algum infeliz me ligava. A chamada era restrita, donde concluir que só podia ser Brian. O idiota comia as garotas por aí, as melhores ele separava em um caderninho e quando voltava a cidade, as procurava. E de onde ele fazia as ligações??? DO PRÓPRIO CELULAR!!! E o que acontecia? As meninas anotavam o numero e depois ligavam pra ele inúmeras vezes ao longo dos meses de turnê ou até quando ele estava com a Michelle.
Depois que a própria ex esposa atendeu um telefonema desse ele tomou jeito. Não, ele não parou de comer as meninas nem de ligar para as melhores. Ele simplesmente usou o cérebro e bloqueou a visão do numero dele.
Como acreditei de fato que era ele tentando me convencer a ir a boate com eles ainda, não fui muito educado a atender aquele telefonema.
— JÁ DISSE QUE NÃO VOU PRA PORRA DE LUGAR NENHUM CARALHO!!! ME DEIXA DORMIR! SÓ ISSO...
- Boa noite pra você também meu docinho.
Aquela voz insuportável de Gena aquela hora da manhã deveria ser proibido por alguém. A policia, o congresso, os médicos. Aquilo não fazia bem. E o mais engraçado, ela não se mancava.
Após o choque inicial. Após me recompor, conseguir responder sem muita emoção.
— Ah! É você...
- Não parece muito empolgado em ouvir minha voz?
“Alguém fica empolgado em ouvir a voz dela? “ – pensei e preferi não externar esse pensamento.
— Não é possível ficar empolgado quando se é a cordado a essa hora da manhã Gena. Senso é uma coisa que falta a você, desculpa.
— Mas eu precisava falar com você. Adivinha quem acabou de me ligar, querendo adiantar nossos negócios e doido para me ver?
— O Mickey? – Respondi aquela euforia sarcasticamente, imitando a voz fina dela. O chato é que eu sabia qual era a resposta.
- Seu babaca. Claro que não foi o Mickey. –Fez uma pausa dramática que eu acreditei por alguns segundos que finalmente tinham atendido minhas preces e ela tinha desligado.- Zacky amanhã vai estar no escritório comigo as 19:30 e você precisa se certificar de que Vadiazinha Ruiva esteja lá nesse horário.
— Você fala como se ela tivesse culpa de alguma coisa ter dado errado no seu relacionamento com o V. Ela não é uma vadia e sinceramente, eu não sei mais se isso é uma boa idéia. Assim eu não quero conseguir nada. Olha só o que estamos...
— Vai dar pra trás agora?- Aquela vaca tinha me cortado.- Crise de consciência logo agora?Estamos quase lá meu amorzinho. Você vai realizar seu sonho de ficar com a Val e o fico com o meu Zee. Matt vai recolher os Caquinhos de Jade e todos sairão felizes disso. Não estamos fazendo o mal. Só colocando as coisas em seus devidos lugares.
Foi a minha vez de ficar mudo. Como isso não era mal? Manipular, mentir e jogar com a vida das pessoas era bom? Brincar com o sentimento delas e envolver em coisas que as prejudicam é prova de amor? Ela era doente e eu mais ainda por ter um dia cogitado a possibilidade de atuar com ela.
- Magrelinho lindo da titia, ou você faz exatamente o que planejamos ou...
- Ou o quê? – Tive que sair do meu topor depois de ser ameaçado.
— Ou todos ficaram sabendo quem é você de verdade. Imagina seus amiguinhos descobrindo quem arranja pó pro Zee? E para que finalidade? Eles irão te demitir na hora. E a pobre Val? Tão confusa sem saber se ama o Matt ou não, saber que você armou uma trama suja como essa apenas para comer ela algumas noites? Ela nunca mais olharia na sua cara.
Engoli em seco.
Ela seria capaz de fazer isso comigo? Sim... Ela seria.
— Amanhã as 19:30 Jade vai estar lá.
— Isso meu queridinho. Siga com o mesmo plano. Vou precisar mais do que nunca de você amanhã. Você não irá se arrepender.
E desligou o telefone em minha cara.
Gena tinha razão. Eu não tinha como me arrepender . Afinal eu já estava arrependido, mas sendo egoísta demais para reparar os erros que eu estava cometendo. A covardia finalmente estava aflorando na minha personalidade. E essa sensação não é boa.
Pov’s Zacky
— Zacky!- ouvi Val gritando desajeitada enquanto deixava o carro, tentando me acompanhar. – O que você marcou com a Gena amanhã? A reunião de vocês não era só na sexta?
— Quero adiantar os negócios apenas Val. Pra que deixar para sexta uma coisa que eu posso fazer amanhã? Estou de folga mesmo. E sexta quero ensaiar com os outros.
Nem eu acreditava nessa desculpa. Mas como já era de se esperar, Val não tocou mais nesse assunto.
Entrei no elevador, segurando a porta pra que Val pudesse entrar. A loira deu uma pequena corrida o logo já dividia o espaço comigo.
Me enganei quando achei que ela não tocaria mais no assunto.
— Você não está pensando em fazer nenhuma besteira, não é?
Eu sabia sobre o que ela se referia. E não tinha a resposta. Tudo dependeria do desfecho daquela noite.
— Val querida, você não precisa se preocupar com nada , ok?
Ela me olhou muito desconfiada e agradeci internamente o fato de seu andar já ter chegado. Ela me deu um beijo carinhoso e quando achei que ela iria embora, segurou a porta do elevador e se voltou para mim.
— Não torne as coisas piores e mais confusas do que já estão. Você pode acabar perdendo- a para sempre.
Se aproximou de mim e me beijou carinhosamente na bochecha. E eu me senti um lixo por mentir logo para ela. Que havia sido minha amiga a tanto tempo que eu já tinha perdido a conta. Mas o meu orgulho estava muito mais ferido do que qualquer outra coisa. Eu não conseguia pensar direito.
Eu estava a um andar a cima do de Valary. Quando o elevador parou, uma idéia estranha surgiu em minha cabeça. Ao invés de me dirigir ao meu quarto, meus pés me levaram diretamente ao quarto 743. O quarto de Jade.
Sabia que ela não estava ali. E me corroia pelo ódio lembrar de com quem ela estava. E principalmente, imaginar o que ela estava fazendo.
Minha namorada se divertia naquele exato momento com um cara, que era meu melhor amigo e que por coincidência, já tinha comido ela. Isso me enlouquecia e se eu pudesse tirar da minha mente o sorriso dos dois no meio daquela boate, talvez eu me sentisse melhor. Mas não, eu ficava remoendo isso em minha mente, incansavelmente.
Foi desesperado da minha parte ligar para Gena. Mas eu tinha necessidade de me vingar. Do quê? Não fazia a mínima idéia. Mas talvez eu achasse dentro daquela mente doentia que se Jade estava dançando e sorrindo para Shadows equivalia a uma foda muito bem dada com a Gena. Eu não sentia nada mais pela loira. Já ela por Matt... Talvez não pudesse dizer o mesmo.
A traição não é só carnal. Ela me traiu no momento em que disse que me amava, mesmo sabendo que ainda sentia algo por Matt.
Abri a porta de seu quarto com a chave reserva. Ainda tinha as chaves de todos os quartos onde ela se hospedava. Prevenir era muito melhor que remediar e nós não podíamos nos dar ao luxo de confiar.
Seu cheiro estava impregnado por todo o ambiente aconchegante daquele quarto. Respirei fundo algumas vezes na tentativa de aproveitar aquilo ao máximo. Não sabia até quando poderia senti-lo. E eu amava o cheiro do meu anjo. Como eu iria ficar sem ele?
Um reflexo chamou minha atenção em cima da cama. Quando me aproximei mais depois de ter fechado a porta pude ver o que era. Era uma foto nossa. Nos dois em Óregon. Ela sentada em meu colo fazendo cara de assustada enquanto eu beijava sua bochecha.
Meu coração disparou na hora. Estávamos tão felizes e agora tudo aquilo parecia uma vaga lembrança. Eu tinha a sensação horrorosa de que nunca mais seríamos assim. Eu havia estragado tudo. Mas logo ciúme já voltava a brotar e a duvida insistia. Será que havia sido só eu mesmo? Ou tudo era apenas conseqüência de uma série de erros dos dois?
Me sentei na beirada da cama e tirei meus tênis. Afastei as cobertas e me deitei em um dos muitos travesseiros que haviam ali. Me cobri e fiquei esperando algo que nunca veria. Esperei por meu anjo. Esperei que ela entrasse por aquela porta antes de amanhecer e se deitasse ao me lado, me abraçando e dizendo que me amava.
Isso nunca aconteceria. Mas eu continuaria a esperar. Confiante e seguro de que nada como o dia para apagar os pesadelos de uma noite como aquela. Mas alguns pesadelos, continuavam mesmo que estivéssemos acordados.
Pov’s Matt
— ... e então ela subiu no palco do nada e começou a cantar. E os caras na platéia ficaram boquiabertos.
— Imagino, uma garota abafando sua voz. Eu vi o vídeo e fiquei boquiaberta,
Jade estava linda, sentada em meu colo, com as costas apoiadas em minhas pernas que estavam flexionadas justamente para isso. A brisa da noite batia em seus cabelos e ela virava a sua terceira garrafa de cerveja como se ela fosse água. Ela era perfeita.
No inicio eu tinha ficado um pouco incomodado com o fato de comentar histórias que aconteceram na minha vida antes de conhecê-la, afinal isso significava muita participação de Val. Mas ela não se abalava em nenhuma menção da minha ex esposa. Muito pelo contrario. Prestava atenção como se aquilo fosse a coisa mais preciosa do mundo . Aquilo me fazia tão bem. Ela me fazia tão bem.
— Então quer dizer que a senhorita já viu esse vídeo? Ficava vendo vídeos nossos por aí. – perguntei rindo e fazendo cócegas em sua barriga branquinha que estava tão a mostra.
— Ta brincando comigo né Matt? – Disse depois de se recompor das cócegas. – Porque que eu saiba, eu sou fã de vocês. E eu acho que todo mundo já viu esse vídeo. Não é novidade pra ninguém.
— Pra mim é. Não sabia que você era tão empenhada nesse lance de ser minha fã. – Disse com um sorriso safado no rosto e segurando a sua cintura. A movi para frente e para trás em meu colo, na esperança de instigá-la.
— E quem disse que o lance era ser sua fã? O meu favorito sempre foi o Synyster. – Disse ela debochada e começando a rebolar em meu colo. Minha idéia estava funcionando.
— Synyster é? – Apertei com um pouco de força onde estava segurando e ela deu uma gemidinha baixinha. Pronto, ela conseguiu me deixar em segundos, extremamente excitado com isso. – Nunca mais você anda com ele.
— Quero ver que vai me impedir. – disse me desafiando enquanto contornava levemente a unha em torno do meu deathbat da barriga. Ok, minha vez de gemer.
— Impedir eu não posso, mas eu posso te convencer de que eu sou muito mais gostoso.
Com uma única mão a levantei e com a outra apenas retirei meu membro de dentro da minha calça, que estava aberta desde a primeira vez que isso havia acontecido àquela noite. Esfreguei lentamente meu membro por sua entrada que já começava a se umedecer novamente. Ela mordeu o lábio lentamente aproveitando a sensação.
— Eu posso começar a pensar no caso.
Então ela levou a mão até meu membro tentando colocá-lo dentro de sim, mas me esquivei.
— Pede.
— O quê? – Ela me olhou assustada.
— Pede o que você quer.
— Não mesmo. – Ela cruzou os braços e fingiu estar emburrada.
Esfreguei novamente de forma lenta meu membro em sua entrada. E ela jogou a cabeça para trás, arfando. Ela não diria. E aquilo não era torturante apenas para ela. Era pra mim também. Eu não agüentava mais aquele movimento tão delicioso e tão doloroso, e o braço que a apoiava, começou a fraquejar.
Fui colocando lentamente meu membro em sua entrada e sentindo aos poucos seu corpo me envolvendo. Tão apertado. Tão quente. Tão gostoso. Mordi minha boca com força e finalmente soltei seu corpo o que fez com que eu entrasse por completo.
Ela gemeu longamente e sem que eu pudesse me recuperar do que acabava de sentir com meu membro todo coberto por seu corpo, ela começou um movimento muito mais torturante que o meu. Apoiada em minha barriga ela alternava reboladas lentas em meu colo e algumas vezes impulsionava seu corpo parar cima e para baixo.
Eu já enlouquecia e precisava tomar o controle da situação.
Me sentei com ela ainda em meu colo. Apoiei suas costas em minhas mãos.
Lentidão com a qual nos movimentávamos não era incomodo. Era maravilhoso. Tínhamos uma sincronia perfeita e parecíamos nunca termos nos afastado durante esse período. Nós sabíamos que movimentos realizar, quais atitudes tomar afim de proporcionar prazer um ao outro. Estávamos em sincronia.
Olhei seus olhos refletidos, sem nunca parar o movimento. Meu membro entrava e saía com tão facilmente que parecia que ela havia sido feita única e exclusivamente para se encaixar em mim. Tomei seus lábios com uma ânsia que nem mesmo eu sabia que tinha. O beijo era tão lento quanto nossos movimentos.
Desci meus lábios pelo caminho de seu queixo e mordi delicadamente seu pescoço e confesso que nessa hora me descontrolei com o grito surpreso que Jade deu. E então meus movimentos se intensificaram E eu não conseguia mais me controlar. Ela era tão delicada e frágil e minha vontade era só fazer ela minha. E só. Marcá-la, pra que nunca mais ela fosse de outro.
Beijei seu colo , retirei meu braço esquerdo de suas costas e puxei a fitinha de cetim que prendia a frente de seu espartilho, deixando seus lindos seios livres para que eu pudesse abocanhá-los sem o menor pudor.
Enquanto me dedicava a um , lambendo seu bico e o mordiscando. As vezes lentamente, outras o sugava violentamente. Minha mão se ocupava de acariciar, apertar e deslizar seus dedos pelo outro. A essa altura ela já gemia.
Beijava minha testa delicadamente enquanto cravava as unhas em minhas costas com violência. Era a contradição mais maravilhosas de todas. E então seus lábios encontraram minha orelha onde ela mordicou o lóbulo lentamente.
— Não sai de dentro de mim nunca mais Matt. – Dizia com dificuldade, tendo em vista que minhas estocadas aumentaram de força e velocidade depois de me dizer isso. – Eu não vou conseguir viver sem sentir você dentro de mim.
Então senti sua entrada se contrair fortemente ao meu entorno, o que me incentivou a ir com mais velocidade. Ela gemeu alto jogando mais uma vez a cabeça para trás em busca de um ar que parecia que nunca mais chegaria até seus pulmões. Não tinha mais como me segurar, principalmente depois de ter sentindo minha Baby Doll tremer em cima de mim pela violência de seu orgasmo. E eu me despejei dentro de seu corpo pela segunda vez aquela noite. Meu gemido rouco reverberou pela noite.
Encostei minha cabeça em seu colo, e fechei meus olhos. Tentei normalizar minha respiração em vão. Mas eu não podia reclamar. Aquela tinha sido a melhor noite da minha vida. E eu queria que o mundo acabasse ali. Ou que tudo parasse. Queria eternizar aquele momento.
Levantei meu rosto e a peguei me encarando com um olhar que me dizia que ela também pensava como eu.
— Também te amo. Não esquece disso. Independente do que aconteça Matt. Eu amo você.
Ela disse sem vacilar. E eu nunca pensei que ouvir aquilo fosse tão incrível. Ela me amava também.
Beijei sua boca com tanta ferocidade após ouvis isso e permaneci o máximo de tempo que podia sentindo a sua boca macia contra a minha. Seu gosto. Não sabia quando poderíamos sentir isso novamente.
Nos separamos e ela sorriu triste para mim e pude ver refletido em seu olhar e no dourado que sua pele tomava aos poucos que havia chegado ao fim. Que voltaríamos agora para o hotel e agiríamos como se nunca nada houvesse acontecido. Ela voltaria para os braços de Zachary e eu... Bom... Eu seria eu. Tentando fugir de coisas que são impossíveis. Rodando, rodando e rodando mas sempre acabando no mesmo lugar. Nela.
O dia estava chegando muito mais rápido do que previ. Porém eu prometi a mim mesmo naquele momento que aquela não seria a última vez. Ela seria minha. Cedo ou tarde.
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