Hostility
52 I let you in from here today
Notas iniciais
Vou dedicar esse capitulo do encontro entre pai e filho a linda DaniSkolimowsky e a Raquel, sua filinha que está quase para nascer mas já é uma forte candidata a esposa de Jimmy Greenwood. Toda a sorte do mundo as duas e felicidades!
Quero dedicar também a Santanna Gates! GENTE ESSA LINDA COLOCOU MINHA FIC EM SEUM TUMBLR! GOSTOSAAAAAAAAAAAA Preciso dizer que surtei? Não né? Ta aí gente... Eu babei litros... *_* www.such-asin.tumblr.com
Espero que gostem do capitulo. Desculpem os erros...
Enjoy
Pov’s Jade
- Mas que por... – O corpo de Taylor caía por cima do meu e de Brian. – Taylor saí daqui seu viadinho!
- Nunca... Quero participar também. Eu cuidei do Jimmy mereço minha recompensa...
- Você não toca em um pedacinho da minha Cat! – Brian acordou empurrando Taylor para o lado enquanto eu tentava me recompor e levantar da cama.
- E quem disse que eu quero essa gorda baranga? – taylor disse com uma voz engraçada e fui obrigada a rir. – Vem cá seu guitarrista gostoso! Possua meu corpo nu!
Taylor subiu nem cima de Brian que deferiu vários socos em cima de meu amigo que só ria com o desespero do maior. Logo Jimmy acordou e pulou na cama em cima dos dois, esquecendo categoricamente de me dar um misero “bom dia mamãe”. Mas esses eram os meus garotos. Amava vê-los assim. Essa era a minha família e ela não poderia ser mais perfeita.
(...)
- Quero ir no parque hoje mãe. – Jimmy dizia com a boca cheia de cereal enquanto todos já estavam sentados a mesa da cozinha tomando café. – Ontem a senhora saiu, hoje é meu dia.
O encarei divertida. As vezes Jimmy tinha reações tão engraçadas. E seu gênio era forte. A quem será que ele havia puxado? Pergunta idiota. Eu sei!
- Não sei se o senhor merece. Se eu não me engano, seus brinquedos são aquelas coisas jogadas de qualquer jeito no quintal? Aqueles que tem dois dias que eu estou mandando você recolher?
- Ah mãe... Eu cato! Mas vamo? – Ele me olhava como um cachorrinho pedindo carinho e eu sorri. Jimmy sempre conseguia o que queria. Talvez isso não fosse tão bom para um menino em sua idade.
- Jade... Seria uma boa idéia. – Dizia Taylor depois de tomar um gole de seu suco de laranja. – Eu quero ir também! Depois poderíamos almoçar no restaurante ali perto. Oh... come on... O garoto está de férias.
Considerei alguns minutos e sorri.
- Ok então- Jimmy sorriu largamente e Taylor também. Pareciam ter a mesma idade, como pode? – Mas após o café quero que vá lá fora catar aquela zona. Você não tem nenhum empregado aqui não mocinho.
- Tudo o que a senhora quiser mamãe! – ele meneou a cabeça como se me reverenciasse e me segurei para não rir. – Tio Syn vai com agente né?
Brian até ali estava vagando em alguma parte de sua mente na qual não conhecíamos. Ele estava parado observando a Jimmy quase que com devoção. Ao mesmo tempo uma tristeza tão grande poderia ser sentida. Algo me dizia que eu sabia o que significava aquilo. Segurei sua mão por cima da mesa e a apertei entre meus dedos e ele despertou sorrindo em minha direção.
- Hã? – perguntou confuso.
- O Jimmy perguntou se vai ao parque conosco depois do café?- Taylor disse encarando a cena com um olhar confuso.
- Ah Jimmy, me desculpa cara. Mas eu preciso resolver umas coisas agora de manhã. Eu passo lá para encontrar vocês depois ok?
- Ah tio... quando você fala isso... Você demora.
- Mas sempre vou não é rapaz? Eu sempre vou... – ele quase sussurrou as ultimas palavras, me aproximei de seu ouvido e sussurrei.
- Vamos para a sala.
Ele acenou com a cabeça e se levantou indo para a sala. Seu suco e as panquecas intocadas. Olhei significativamente a Taylor que entendeu por um milagre divino, que algo estava errado.
- Aí garotão – se voltou para Jimmy. – Já acabou de comer? – O menino balançou a cabeça afirmando. – Então vamos lá fora catar logo aquilo. Quero jogar basebol hoje. O dia está ótimo não acha?
Ouvindo aquela palavras Jimmy como um furacão correu na direção do quintal seguido por Taylor. E eu me dirigi a sala. Brian estava sentado com as mãos na cabeça e parecia desesperado. Sentei ao seu lado e ele não me encarou.
- Brian, o que está acontecendo? –Perguntei colocando uma mão em seu ombro.
- Jade, olha o que fizemos? – Ele tirou a mão e eu vi seus olhos vermelhos, era raríssimo ver Brian chorar, mas ele estava a ponto disso. – Eu sou um merda. Eu ajudei a afastar o Jimmy do pai dele que é meu melhor amigo? Eu sou um merda...
- Não Brian... A culpa é minha! Não sua ok?
- A culpa é nossa Jade. – Ele mordeu os lábios com força e estalava os dedos da mão. Virou o pescoço para os lados e ouvi o estalar de seus ossos. Ele estava tentando se controlar. Eu conhecia Brian o suficiente para saber que ele estava tentando não desabar em minha frente. – O pior disso Jade, é que eu sou tão egoísta que tudo o que pensei agora foi “ E se Jimmy gostar mais de Matt do que de mim? “ Tem noção de como eu sou filho da puta?
O abracei com força e encostei sua cabeça em meu peito. Foi o suficiente para que ele se agarrasse a mim com força e chorasse copiosamente.
- Você não é um filho da puta. Só é um ciumento. – Disse sorrindo e beijando o topo da sua testa. – Se você quer a verdade Brian, talvez o Jimmy se apegue aos meninos. Mas nenhum deles vai superar você no coração dele. Você querendo ou não, vai ser sempre o pai dele e aquele que esteve aqui quando nós precisamos. É impossível não amar você loucamente depois desses anos Brian. Não se sinta inseguro ok?
Ele levantou a cabeça enxugando o rosto envergonhado.
- E além de tudo virei uma bichinha chorona.
- Mas bichinha você sempre foi . – Disse rindo e ele arqueou uma sobrancelha. – È sim ... Só não era chorona.
Ele segurou meu rosto e beijou minha bochecha rindo.
- Obrigada.
- Pelo que?
- Por me fazer rir quando eu preciso Cat.
- Só estou retribuindo o que você sempre faz.
Pov’s Syn
Tinha o quê? Uma hora mais ou menos que eu estava parado na porta da casa de Sanders ainda tomando coragem para entrar? E eu estava sendo tão egoísta. Não tinha medo de encara-lo. Não que eu goste de apanhar, já que era fato que apanharia fácil dele. Mas eu ainda estava com medo da proximidade dele e de Jimmy. Dele e de Jade.
Agora você vai dizer: “Brian seu viado. Com ciúmes da Jade também?” Sim eu estava morrendo de ciúmes da minha Cat também. Não me interpretem mal. Ou me interpretem. Foda-se. Mas Eu tive ela exclusivamente para mim durante todos esses anos. Não falo de sexo, mas falo de carinho, respeito, fora que ela cuida de mim e não age como minha mãe. As vezes não age. Eu admito que queria ser exclusivo em sua vida. Gostava de brincar de o “papai” da casa. Apesar de saber que nosso relacionamento não seria mais do que amizade. E com um bônus de ótimo sexo as vezes. Ta... Uma vez só. Mas foi ótimo. E poderia acontecer outras vezes se Jessica não tivesse voltado.
Eu amava a Jessica. Cada detalhe, sorriso, birra. Eu amava seu tom de pele e a forma que ela parecia faiscar quando estava com raiva. Me sentia bem ao seu lado, sem cobranças simplesmente porque não eram necessárias. Mas em contra partida ela me deixou. Ela que abriu mão de um relacionamento sério comigo. Eu a teria esperado. Não teria? Não! Ela sabia que não.
Hoje em dia eu não sou nem de perto o cara galinha que eu fui a alguns anos atrás. Mas estava eu ali, sozinho, sentindo falta de carinho. E então minha Cat estava lá. Sorrindo para mim. Só para mim. Me amando de uma forma tão intensa que pensar nisso dói. Eu teria cedido a ela de uma forma ou de outra. Sem contar que no momento em que eu aceitei ajuda-la com esse plano maluco que ela inventou eu assinei minha sentença. Seria dela. E ela minha. Talvez não com benefícios carnais.
É estranho pensar que depois desses anos todos outro homem vai ocupar meu lugar em seu coração. Mas uma vez eu sendo egoísta. Ele não estaria ocupando meu lugar, até porque ele nunca saiu de lá. Ele sempre esteve presente em cada lágrima que ela chorou sozinha no quarto pensando que ninguém via. Em cada vez que ela olha ao Jimmy brincar, falar ou sorrir. Era fato. Jimmy era dele. Jade era dele. E eu teria que aprender a conviver com isso.
Saí do carro e a passos rápidos me encaminhei a porta da casa de Matt. Toquei a campainha uma, duas , três vezes e nada. Revirei os olhos e me dirigi até a porta dos fundos. Ao lado dela havia um vaso de peônias brancas que já estavam imensas. Lembranças da estadia de Val por aqui . Atrás do vaso estava ela. A chave da porta da cozinha. Sim, invado a casa dos meus amigos? Algum problema?
Fazendo o máximo de barulho possível para anunciar minha presença entrei na cozinha. Estava uma zona. Típico dele. Típico da gente. Cheguei desviando da bagunça a sala. Matt estava deitado de bruços no sofá sem camisa. Metade do corpo imenso estava para fora , o que fazia seu joelho tocar o chão. A outra estava posta de forma estranha no sofá. Ele não cabia ali. Fato. Ai ai... Esteróides, acabaram com a possibilidade que ele tinha de conseguir dormir em um sofá feito para pessoas de tamanho normal.
Me aproximei dele e toquei seu ombro. Sem sustos para Matt. Ele já iria acordar de ressaca, me odiando e com dor no corpo pela posição. Assusta-lo com certeza não seria legal. O balancei mais um pouco e ele fechou a boca. Estava aberta e ele babava de uma forma extremamente nojenta no travesseiro. Abriu os olhos e me encarou confuso.
- Bom dia cara. Agente precisa conversar.
Ele após alguns segundos parecia ter recordado tudo o que havia acontecido. Seus olhos faiscaram em minha direção e seu peito subiu e desceu apressado. Afastou minha mão de perto de si com um tapa e saiu da sala.
- Porra Matt , eu preciso conversar com você. Você precisa me escutar,,.,- Falei enquanto seguia pelas escadas e ele entrava em seu banheiro. – Você não pode me ignorar, apesar de tudo o que eu fiz, são quantos anos de amizade que nós tem...
- CARALHO BRIAN ME DEIXA MIJAR EM PAZ PELO MENOS QUE MERDA! – Ouvi ele gritar e dei de ombros me sentando em sua cama. Ele parou apoiado na porta e me encarou. – To te comendo agora? É isso? Porque você está parecendo uma mulherzinha com todo esse mimimi sou seu amigo... mimimi quero conversar... – Ele fez uma voz fininha que não combinava nada com seu tamanho. Comecei a rir e ele me acompanhou.
- Matt eu vacilei com você.
- Eu sei disso. Melhor do que ninguém eu sei que você vacilou. Mas minha ressaca insuportável no momento me impede de te socar até desfigurar sua cara.- Ele disse calmo.
- Eu mereço eu sei. Por onde começo?
- Do começo é uma boa. – Ele disse sentando ao meu lado na cama e me encarando cansado.
- Então , naquele dia no hospital, quando a Jade passou mal ela pediu ao médico que eu entrasse sozinho e... – Contei a ele tudo. Do pedido que ela havia me feito. Do medo que ela sentiu de que não conseguisse levar a gravidez à diante por conta da doença. Do como fiquei cego de preocupação e na hora achei que talvez realmente fosse melhor. Matt só assentia até que cheguei a parte do meu envolvimento com Jade.
- Eu sabia que vocês estavam se comendo. – Ele riu sem humor.- Cinco anos e você sendo o único homem da vida dela? Tem idéia de como isso é injusto Brian? Você tomou de mim a minha mulher, meu filho e tudo o que eu poderia ter vivido ao lado deles nesse tempo.
Abaixei a cabeça envergonhado. Eu estava vivendo a vida que pertencia a ele.
- Não pensei dessa forma na hora, mas faz muito sentido o que você diz. E quer saber mais? Eu vim aqui querendo que você me socasse e que não quisesse mais ver a Jade e Deus que me perdoe, o Jimmy também. Tem idéia do que para mim é saber que ele vai ficar louco quando te conhecer? É o sonho dele saber quem é o pai...
- Então ele não acha que é você? – Ele perguntou meneando a cabeça.
- Não. Sempre deixamos claro que eu era o Tio Syn. Ele nunca me chamou de pai. Nem a mim , nem a Taylor.
- Taylor? Esse nome não me é estranho...
- O amigo da Jade. O que foi com ela ao show quando nos conhecemos. – Ele concordou com a cabeça.- A história é essa.
Foram longos minutos de silêncio. Matt olhava para mim e depois ao seu redor. Respirou fundo, passou a mão no rosto algumas vezes e um sorriso brotou em seu rosto. E era um sorriso sincero.
- Syn, eu poderia te matar sabe disso né? E eu estaria com razão. Mas eu te amo demais para isso seu viado. – sua risada rouca preencheu o quarto e eu o acompanhei. – Por mais estranho que seja, acho que consigo entender esse seu “lance” doido com a Jade. Você é um bom amigo. Para todos. Me enganou durante algum tempo, mas pensou no que seria melhor.
- Não queria passar por cima dela. Juro que a pressionei mais do que o necessário para vir te falar. Desde que ele nasceu estava na cara que você era o pai.
- Eu acredito em você Brian. E fique sabendo que um dia se eu o conhecer, tenho certeza de que nunca tomaria o seu lugar no coração daquele garoto. – Então ele parou e me olhou indagador. – O nome dele é Jimmy?
- Sim, James Alexander Greenwood. – Disse rindo.
- Nome bonito e forte. Combina com um filho meu. – Ele riu e balançou a cabeça. – Bom Brian, eu não vou atrapalhar a vida de vocês três, nem quero. Um dia , quem sabe eu não vou até o Jimmy... – Seus olhos encheram de lágrimas e o interrompi.
- Vamos parar de adiar isso.. – Me levantei da cama. – Você tem cinco minutos Sanders.
- Para quê? – Me encarou confuso.
Eu estava decidido a deixar meu egoísmo de lado. Ele merecia sentir as coisas incríveis que eu sentia ao ver James. Ele merecia participar disso, talvez mais do que eu.
- Você tem cinco minutos para se aprontar para o encontro mais importante de toda a sua vida. Vamos ao parque gostosão!
Dei uma piscadela marota e ele riu murmurando “é uma bicha mesmo” enquanto eu saía do quarto. As coisas iriam se acertar agora. Próximo passo. Reatar meu sabe-se lá o que com Jessica! Se ela ainda me quisesse depois de ouvir que eu precisava cuidar da Jade na noite anterior.
Pov’s Matt
O carro estacionou em frente ao Parque Estadual de Hauntington Beach. Aquele lugar me trazia tantas recordações. Nós não saíamos de lá. Nossas mães ficavam loucas nos procurando pela cidade enquanto nos escondíamos entre as arvores densas até que em uma de nossas expedições encontramos aquela cabana. Nosso velho lugar. Era lá que fumávamos escondidos, tocávamos as vezes, sonhávamos no que seriamos... Mas nem e nossos sonhos mais loucos conseguiríamos imaginar onde chegamos. Tantas recordações, tanto de Jimmy tinha em cada centímetro daquele lugar. E seria ali que eu encontraria a pessoa mais importante de toda a minha vida. Que por coincidência ou não, também era James;
Minha testa suava, eu tinha total certeza disso. Meus dedos estavam gelados e sou obrigado a admitir que meu estomago estava revirando dentro de minha barriga. Não sentia tanto nervosismo assim nem mesmo em nossos shows.
- Preparado? – Syn olhou para mim sério mas percebi ele se contendo para não cair na gargalhada. – Vamos cara... Ele só tem cinco anos ok?
Balancei a cabeça concordando. Ele só tem cinco anos, não é um monstro. Não vai me bater. Ele só é um menininho. Ele só é o meu menininho, meu filho. O nervosismo triplicou. Algumas crianças brincavam despreocupadas pelo gramado e em alguns brinquedos. Nenhuma delas me parecia levemente familiar. Andamos mais alguns minutos e quando ouvi uma gargalhada deliciosa e inconfundível.
- Meninos, saiam de cima de mim! Não Tay! – Ela não sabia se ria das cócegas que o homem de cabelos escuros lhe fazia ou se da atitude de um menininho que tentava a todo custo retira-lo de cima do corpo de Jade.
Jade estava linda, seu rosto rosado, a respiração ofegante e os cabelos colados pelo suor em sua testa. E então prestei a atenção no menino que estendia sua mão como se quisesse ajudar a mulher a levantar. Eu o vi.
Ele parecia sério e seu rosto estava corado mas eu não podia negar algo em seu rosto era deliciosamente familiar. Como chegar em casa após meses de trabalho. Algo em seu semblante me era caro a partir daquele momento e eu tive certeza de que nada no mundo poderia se igualar ao que eu senti. Era meu! Um pedaço de mim que estava ali, bem diante dos meus olhos. Jade fez uma palhaçada qualquer e o menino riu acompanhado do homem. Ele riu a gargalhada mais gostosa que eu já havia ouvido em toda a minha vida. Senti o peso da mão de Gates em meus ombros.
- Vai lá cara. Para de babar e anda.
Não tive tempo de tomar essa atitude pois o pequeno olhou em nossa direção e correu aos gritos com os braços estendidos!
- TIO SYN! VOCÊ NÃO DEMOROU! – Ele correu em direção a Brian que o pegou no colo e o abraçou.
- Isso tudo é saudade garotão?
- É sim... – Ele disse colocando a cabeça deitada no ombro de Syn e me fitou.
Seus olhos eram verdes. Um verde escuro e intenso que guardavam todas as respostas da vida. A da minha vida pelo menos. Eu nunca conheci o amor até ver aqueles olhos e ali entendi que o amava, mesmo sem nunca o ter tocado, abraçado e conversado com ele. Eu simplesmente o amava.
Olhei para frente e pude ver Jade a passos duros se aproximando de nós dois. Tomou Jimmy do colo de Syn protetoramente. Parecia uma leoa e sei que não era o momento para pensar nisso, mas essa atitude foi incrivelmente sexy. Sua intenção era proteger nosso filho. Protege-lo de mim.. Ela encarou Brian com raiva e me olhou. Colocou a mão na cabeça do menor e virou as costas quando Brian a segurou.
- Pera aí Cat!
- Me solta Brian. – Ela disse com a voz controlada sem desviar seu olhar de mim. Sabia que ela explodiria em chamas a qualquer momento, mas parecia que Jimmy a manteria controlada e calma. Pelo menos aparentemente.
- Me dá ele aqui. Eu vou ali conversar com Taylor, jogar um pouco e vocês conversam ok?:- Syn não deu tempo para que ela respondesse e tomou o menino e seus braços o colocando no chão ao seu lado.
- Tio Syn seu amigo vai brincar com agente? – Ele disse me encarando curioso e aquela altura eu contraía até meu ultimo músculo para não chorar e agarra-lo, mas primeiro precisava cuidar da mãe.
- Claro que vai Jimmy. Mas antes ele e sua mãe precisam conversar. Coisa....
- De gente grande... Ta... Ta... Já entendi. Tudo é de gente grande, eu nunca posso saber de nada....
Não consegui me conter e ri gostosamente com o que ele disse. Me lembrou algo... me lembrou alguém.
Brian se afastou de nós dois de mãos dadas com o menino que lançou um olhar a mãe como se avaliasse a situação. Percebeu que ela me encarava ainda com uma expressão estranha e apenas acenou para mim timidamente. Eu retribuí o aceno e me perdi enquanto ele se afastava logo se juntando ao homem de cabelos negros. Aquele deveria se Taylor.
- Podemos conversar?
Ela colocou o dedo em riste e me encarou com os olhos saltando faíscas.
- Se você pensa que vai tirar ele de mim Matthew você está muito enganado ouviu? Eu fui uma vadia como você fez questão de me lembrar ontem e comigo você pode fazer o que quiser. Mas não ouse tocar no Jimmy. Eu mato você me entendeu?
Revirei os olhos e comecei a me irritar com esse instinto super protetor de Jade. Segurei seus braços e mesmo que ela se debatesse, não foi difícil arrasta-la até onde queria. Sob protestos contidos, consegui fazer com que ela se sentasse em um banco relativamente distante. Uma área antiga do parque onde se faziam piqueniques, mas no qual as mesas e cadeiras de madeira já apodreciam pela exposição ao tempo.
A observei por alguns segundos. Deus era ela linda. Não poderia ser diferente. Era a mulher mais linda que já havia visto em toda a minha vida. Os anos foram muito generosos com Jade. Sua pele permanecia aveludada. Seu rosto ainda era angelical e infantil da forma que me lembrava. Mas algo diferente. Um brilho que eu não conseguia explicar mas que a deixava ainda mais irresistível. O que a diferenciava de outras mulheres? Ser a mulher que eu amava. Por isso era tão irresistível a mim.
- Sobre o que quer falar?- Ela cortou meu pensamento um pouco mais calma, mas com a sombra ainda da mágoa em sua voz.
Sentei-me a seu lado e coloquei uma mão em sua perna. Ela se esquivou , defensiva e eu não repeti o gesto.
- Talvez ontem eu tenha me excedido com você. Eu acho que fui rude, mas consegue entender minha situação?
- Sim Matthew eu consigo. Só que você não consegue entender a minha.
- Nem nunca vou entender. Que sua gravidez corresse perigo devido a tudo o que acontecia eu entendo. Mas sumir depois que ele nasceu? Sabe o quanto isso ma machuca? Saber que você não confiou em mim. Que eu não seria um bom pai...
- Eu não pensei em nada disso Matt. – ela me chamou por meu apelido e um sorriso brincou em meus lábios. – Eu pensei em fugir. Tudo me fazia mal... Não pensei nas conseqüências e acho que tem o direito de me odiar...
- Eu não te odeio... Fui informado disso ontem. Tenho raiva. Ódio nunca.
- Como?
- Não importa. Bem... – Cocei a cabeça fazendo meu boné sair do lugar e o coloquei de volta. – Não sei como falar isso mas queria conhece-lo. Quero fazer parte da vida dele também.
- Não vai tentar...
- Tira-lo de você? – percebi que ela tremia e estava quase chorando. Afaguei seus cabelos com carinho e dessa vez ela não se esquivou. – Nunca faria isso. Ele é tão meu quanto é seu. Só peço que não tire ele de mim mais... Que me deixe participar da vida dele também,
Ela balançou a cabeça assentindo e se levantou. Respirou fundo e percebi que uma lágrima rolou por seu rosto. Controlei o impulso de embala-la em meus braços.
- Vem... Acho que pode começar de agora né?- Ela sorriu para mim.
Caminhamos até onde os outros estavam. Jimmy corria para pegar a bola que Brian havia arremessado. Ele pegou a bola e correu pelo gramado como um profissional. Ah Deus! A menos de 48 horas eu sei que sou pai e já sou um babão. Ele correu em minha direção e parando a minha frente perguntou curioso.
- Você não vai jogar?
- Mas é claro... – Sorri e ele puxou minha blusa fazendo com que me abaixasse a sua altura. O seu dedo gorducho encostou em minha bochecha.
- Você tem buraquinho no rosto que nem eu.
- Tenho sim. – Envolvi meus braços em volta de seu corpo. – Meus olhos também são iguais aos seus.
- Você vai lá para casa também? – perguntou do nada. – Ele pode né mãe? Eu gostei dele. Ele tem buraquinho no rosto que nem eu!
Estava tão entretido com o calor gostoso que o corpo de Jimmy proporcionava em meus braços que não notei que Jade estava a minha costa, nos observando. Levantei o rosto e vi seus olhos brilharem como nunca havia visto.
- Ele tem sim Jimmy. Claro que ele pode ir com agente.
- Meu nome é Jimmy e o seu grandão?
- Matthew mas pode me chamar ... De Matt. – Queria dizer papai. Queria que todo o mundo soubesse e que ele soubesse também.
Meus olhos encheram d’água e não me contive mais. Abracei seu pequeno corpo com delicadeza, tinha medo de quebra-lo e o juntei ao meu. Afundei meu rosto em seu pescoço e chorei. Chorei extravasando tudo o que minhas palavras nunca poderiam exemplificar. Ele enroscou seus bracinhos em torno do meu pescoço.
- Mãe, acho que o grandão se machucou. – Ele se afastou um pouco de mim e parecia que aquele sorriso bobo no meu rosto nunca sairia. Passou as mãos em meu rosto meio desajeitado, limpando minhas lágrimas. – Pronto já passou grandão. Minha mãe vai cuidar de você né mãe. Onde está doendo?
- Aqui. – apontei para meu peito. Não era mentira. Doía sim, por tudo que eu perdi. Pelo ciúmes que eu sentia por ele ser tão agarrado a Brian. Por ter perdido anos importantes de sua vida. Abracei ele novamente e respirei fundo. Senti o seu cheiro. Era maravilhoso. Era o mesmo cheiro dela.
- Vai sufocar o menino Matt. – Ouvi a voz de Brian que parecia enciumado. Me soltei do pequeno e me levantei.
- Desculpa. – disse afagando sua cabeça e me voltei para Jade. Movi os lábios sem emetir som. – Obrigada.
Ela me encarou confusa e se aproximou de mim.
- Obrigada pelo quê?
Sem que ela e nem ninguém esperasse a abracei com força e sussurrei em seu ouvido.
- Obrigada pela melhor sensação que já senti na vida. Obrigada pelo maior presente que eu já recebi.
- Você teve bastante participação nele também Matt. – ela disse sorrindo.
Tive. E agora teria mais. Eu faria parte da vida de Jimmy como ele merecia. Eu seria um bom pai a todo o custo. Eu viraria um homem de verdade por ele. E pela mãe dele também.
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