Hostility
56 Carry On [Parte 1]
Notas iniciais
Peço um milhão de desculpas desde já pelos erros do capitulo, mas eu escrevo com uma criança de seis anos me batendo, empurrando, e puxando só porque ele quer jogar o jogo do Bob Esponja no pc. Então o que vocês esncontrarem de erros me avisem que eu venho corrigi-los.
Eu estou tão feliz por vocês estarem aqui lendo. Não faz idéia de como ler os comentários de vocês é gratificante. E podem ficar tranquilas que eu não vou abandonar Hostility. Já comecei a postar no Anime Spirit. Essa semana eu nivelarei os capitulos de lá com os daqui. Quem quiser me acompanhar por lá, só ir lá no meu perfil aqui do Nyah que tem meu profile.
Bom... O capitulo de hoje titia se excedeu. Tá grande e já aviso que os vomitos de arco-iris serão inevitáveis. Esse e o próximo então... Sabe que a Titia Se empolga escrevendo do Matheus das Sombras né? *-* A nova música dos nossos machos [ meio enviadados *-* ] combinou perfeitamente com essa parte da história. E é perfeita para a minha situação...
Nós continuamos ....
Enjoy
Obs: Sweety, só para te dar um gostinho do que vem no próximo gatinha ^~
Obs 2: Santanna Linda,.. Espero mesmo não te decepcionar dessa vez, me esforcei. Eu juro.
Obs 3: Pois é Ally. Segui suas ordens... Continuei até que achei que deveria parar, agora lê o capitulo gigante. AHUSUAHSUHAUHSUAHSUH ♥
Eu deveria ter me preparado. Tudo na vida precisa de planejamento. Mas eu estava agindo como um adolescente maluco e desesperado.
Segunda –feira talvez não fosse um bom dia para um encontro. Seria formal demais. Então, convidaria para sexta. E Jade não teria desculpas. Teria tempo de se organizar, deixar Jimmy com alguém e pronto. Mas eu sou um afobado sem vergonha mesmo. Esqueci completamente de tudo no momento em que a vi.
Jade abriu a porta, ainda vestida com um roupão de seda rosa que chegava até metade de suas coxas. Deus... Essa mulher queria me matar. Me analisou um pouco confusa mas logo deu lugar para que eu entrasse em sua casa.
–Não esperava você por aqui. Bem... Seu pai levou ao Jimmy para passear. Disse que queria passar algum tempo com o neto. Pensei que você soubesse...
– Eu sabia sim, meu pai tinha me falado ontem antes de nós irmos embora da casa deles. Vim falar com você mesmo.
– Hum... E o que seria? – Ela cruzou os braços sobre o peito e esse gesto fez a pouca coragem que eu tinha se esvair.
– É que... Bem... – Eu não encontrava palavras como um adolescente inexperiente. Eu podia jurar que minhas mãos estavam suando frio. E elas estavam. – Queria saber se você... Eu e você no caso... Assim... Poderíamos fazer algo juntos hoje.
– Você está me convidando para sair Matthew?
– Não.- Exclamei um pouco seco e pude ver o reflexo de decepção em seu olhar. Eu precisava concertar isso. Era óbvio que estava chamando ela para sair. Coloquei as mãos na cintura ainda a encarando e respirei fundo. – Sim Jade. Você gostaria de sair comigo hoje a noite. Poderíamos jantar e conversar um pouco...
– Ah Matt. A noite eu não vou poder. – Ela mordia o lábio inferior um pouco incomodada. Vez e outra ela trocava o peso do corpo de um pé para outro. – Eu gostaria de estar em casa quando Jimmy chegasse e Taylor vai sair. Eu não vou poder deixá-lo.
– Claro que não. Também nem sei de onde tirei essa idéia louca... Eh... Vou indo né? Agente se vê. – Eu estava incomodado e digamos que meu ego tenha sido um pouco ferido. Ela disse não. Então eu precisava sair de lá o mais rápido que pudesse e me afogar em qualquer bar no bom e velho Black Lable.
Quando minha mão tocou a maçaneta para que eu abrisse a porta da rua sua voz chamou minha atenção.
– Poderia ser durante a tarde? – Me virei para encará-la e ela parecia tão nervosa quanto eu. Isso fez com que eu me sentisse mais animado, afinal, quais motivos ela teria para agir assim? – Tudo bem que não será um jantar. Mas poderíamos tomar um café em alguma lanchonete. Não é muito adulto eu sei...
– Perfeito. – Não consegui conter o enorme sorriso e senti que o rosto de Jade tomava uma coloração levemente rosada. – Te pego as três. Pode ser?
Ela assentiu com a cabeça e sorrindo me retirei de sua casa. Sim eu me sentia vitorioso. Não seria um jantar romântico, mas era alguma coisa já não é?
[...]
A semana se passou assim. Eu e Jade saíamos em passeios inocentes. Conversávamos, principalmente sobre Jimmy. Ríamos como dois idiotas de qualquer coisa. Ela falava sobre sua micro empresa, sobre seus planos para o futuro e eu só conseguia olhar admirado a mulher incrível que minha Baby Doll havia se tornado. Eu não avançava nenhum sinal com ela. Digamos que café não é exatamente o catalisador ideal para atitudes impulsivas. Mas mesmo sem tocá-la da forma que queria tudo era mágico. Nossas mãos se esbarravam vez ou outra e uma corrente elétrica percorria meu corpo. Pela forma que Jade corava, só podia acreditar que percorria o corpo dela também.
Mas esses passeios não eram os reais objetivos.
Reservei uma mesa para o sábado no melhor restaurante de Huntington Beach, o mais lotado também, diga-se de passagem. Quando contei isso a Jade ela não pode acreditar.
– Mas como Matt? A fila de espera daquele lugar é de pelo menos seis meses...
– Sabia que ser famoso tem algumas vantagens? – Disse rindo enquanto abria a porta do carro para que ela saísse.
– Quase me esqueci que o pai do meu filho é vocalista de uma banda internacionalmente famosa. Acho que meu golpe deu certo. – Ela sorriu saindo do carro apoiada em minha mão.
– Seu golpe foi o melhor sem dúvida alguma. – Disse entrando na brincadeira. – Nossa reserva é para as oito. Passo aqui às sete e meia. E depois vamos aquela boate nova que abriu. Aquele que eu falei para você na quarta...
– A Viper? Cara... A Viper vive lotada e é impossí... – Jade se interrompeu e riu abaixando a cabeça. – Sou uma péssima golpista, esqueci que um dos motivos de ter engravidado de você era a preferência para entrar em boates badaladas.
Tive que rir de seu comentário. Então ela beijou meu rosto timidamente. – Obrigada por hoje Matt. Essa semana foi maravilhosa. Passei tempo demais enfurnada em casa. Obrigada mesmo.
– Eu que deveria agradecer. – notei uma pequena movimentação na janela ao lado da porta e sinalizei com a cabeça para que Jade olhasse na mesma direção que eu olhava. Ela virou a cabeça e na mesma hora as cabeças de Brian, Taylor e Jimmy se esconderam precariamente atrás da cortina.
– É melhor entrarmos antes que eles fiquem com torcicolo de tanto que se esticam para olhar aqui para fora.
– Tem razão.
Quando abrimos a porta um barulho estranho de algo se partindo e passos pesados no chão me fizeram gargalhar. Entramos e estavam os três sentados olhando para a TV como se estivessem muito entretidos.
– Ah... Já chegaram. – Brian disse indiferente sem tirar os olhos da TV. Detalhe, a TV estava desligada.
Jimmy saiu do sofá sem cerimônias e se jogou no meu colo.
– E aí garotão? Ta pesadinho hein... – Dei um beijo em sua cabeça e ao mesmo tempo o click da TV sendo ligada aconteceu. Parece que Taylor percebeu finalmente que a farsa estava correndo risco de ser descoberta pelo aparelho que não emitia ruído.
– Eu como muito pai. Porque eu sinto muita fome. Vou ficar gordão...
– Claro que vai ... – Jade beijou sua testa e ele foi para o colo da mãe. – O que fizeram a tarde toda?
– Ah... Jogamos vídeo-game ué... Dei uma surra no tio Syn e no tio Tay.
– Só porque eu deixei. – Taylor se manifestou rindo do menino.
– Mentira, eu que sou bom mesmo.
– É a genética filho. – Tive que me vangloriar.
– Aí quando a gente escutou o seu carro papai, corremos para a janela pra ver se vocês se beijavam de uma vez porque o tio Syn disse que esse doce... – Brian já se levantava enquanto Jimmy colocou a mão no queixo pensativo. — Ah. Lembrei. É cú doce que vocês fazem. Foi o que o tio Syn...
Syn correu e tapou a boca do menino enquanto Jade o encarava emburrada.
– Informação demais Jimmy. Assim não dá para fazer missões com você. Você não pode contar esses detalhes né. – Disse Brian visivelmente constrangido.
Passei algumas horas ali e depois que Jimmy dormiu me despedi de todos dando um olhar significativo a Brian. Ele assentiu com a cabeça e me acompanhou até a porta.
– E aí? Foi buscar as coisas que eu tinha reservado? – Indaguei assim que chegamos ao carro.
– Claro que fui.
– Do tamanho certo né?
– Mas é lógico Matt, a quanto tempo você acha que eu conheço a Cat? Claro que eu sei o tamanho.
– Valeu cara. – Apertei sua mão e em seguida nos abraçamos. – Eu teria comprado de manhã mesmo. Mas aquelas caixas não são fáceis de esconder como a que eu trouxe. E como queria passar a tarde com ela, não teria tempo de deixar em casa e ela notaria o volume no carro.
– Você quer mesmo sair com ela todos os dias. – Ele riu e eu soquei seu ombro. – E não precisa agradecer. Cat não saí muito ultimamente. Detesto admitir mas essa semana Jade anda um pouco radiante. Até Zacky notou.
– Zacky esteve aqui? – Aquilo me incomodou um pouco. Na verdade, me incomodou muito.
– Relaxa ogro, o cara veio aqui e trouxe com ele a novinha que está pegando. A Irmãzinha dos Barry.
– A sim... – Aquela informação foi muito bem recebida por mim. – Vou nessa cara. Cuida de tudo para mim?
– Relaxa. A Cat vai estar pronta na hora e Jimmy e eu vamos assistir filmes durante boa parte da noite. Nós vamos para o apartamento da Jessica e o Taylor vai sair. Vocês terão a casa só para vocês.
Sorri e caminhei em direção ao carro confiante de que minha noite de sábado seria inesquecível.
Pov’s Jade
Abri os olhos devagar sentindo a claridade feri-los pouco a pouco. O braço de Brian pesava em cima de minha cabeça. Eu achava incrível como ele ainda insistia em dormir no mesmo quarto que eu toda a vez que estava ali. Eu não podia mentir. Eu gostava muito da sensação de segurança que a presença dele ali me causava.
Da melhor forma que pude me esquivei de seu braço e me levantei da cama. Minha noite havia sido péssima. Eu mal pregara o olho e resolvi começar meu dia mesmo ainda morrendo de sono.
Caminhei para o banheiro e me assustei ao ver as olheiras profundas em baixo dos meus olhos. Tomei um banho quente e demorado e já ouvia a movimentação da casa quando desliguei o chuveiro. Saí enrolada na toalha e me deparei com Brian sentado na beirada da cama com o rosto amassado vestindo apenas uma box xadrez. O homem havia acabado de acordar e mesmo assim era incrivelmente lindo e sexy. Eu tinha muita sorte mesmo de poder apreciar essas belas visões logo pela manhã.
Quando percebeu que eu estava o encarando, Brian sorriu.
– Vai ficar mesmo passeando de toalha na minha frente? – Ele arqueou uma sobrancelha e eu caminhei rindo a cômoda retirando que eu usaria durante o dia. – Eu amo a Jessica Cat , mas tem uma coisa chamada ereção matinal que me faz agir instintivamente. Então se puder se vestir no banheiro...
– Não precisa falar duas vezes.
Estendi as mãos como em rendição e me tranquei no banheiro para me vestir. Quando saí foi a vez de Brian e me encaminhei para cozinha. Jimmy já estava sentado comendo e Taylor estava a frente do fogão.
– Bom dia Jade. – Taylor disse sorrindo em minha direção. – Estou fazendo panquecas. Senta a bunda aí para tomar café.
Beijei a cabeça de Jimmy que sorriu para mim e dizendo um ’bomdiamamãe ’ com a boca cheia. Tão educadinho o meu menino. Sentei na cadeira ainda abismada demais com a ordem de Taylor para contestar e logo Brian se juntava a nós na mesa. Taylor trouxe a pilha de panquecas consigo e me serviu primeiro.
– Melado, mel ou calda de chocolate?
– Ah... Chocolate?
Então Brian despejou uma quantidade considerável de calda nas panquecas em meu prato ao mesmo tempo em que Taylor servia meu copo de suco de laranja.
Comecei a comer com todos me olhando e as panquecas estavam maravilhosas. Mas mesmo assim eu estava um pouco intrigada com a situação e não me contive. Pousei o garfo e a faca na mesa.
– Ta ok. O que vocês aprontaram?
– Nada mãe. Eu hein... – Jimmy disse visivelmente ofendido.
– Não falei de você baby. Falei dos seus tios. – Sorri para ele, mas logo fechei a cara para os dois homens ao meu lado. – Vão me contar ou eu vou ter que descobri sozinha?
– Oh mulher desconfiada. – Taylor disse tomando um gole de seu suco. – Qual o problema de cuidarmos um pouquinho de você hoje. É um dia especial.
– Queremos que você seja tratada como uma rainha. Que mal há Cat?
– Só é estranho... E por que hoje seria um dia especial?
– Por que hoje o papai vai te...
– Jimmy! O que combinamos sobre missões, amigo? – Brian falou o encarando e ele se calou na hora.
– O que o papai vai fazer querido? – perguntei ignorando completamente os olhares nervosos que Taylor e Brian trocavam.
Jimmy engoliu suas panquecas e me encarou decidido.
– Não posso falar mamãe. Desculpa. Camaradas não entregam seus companheiros de missão.
Taylor se engasgou com o suco, se segurando para não rir do modo empertigado que Jimmy utilizou para falar e Brian sorriu vitorioso. Depois dessa, era melhor não insistir com isso.
[ ... ]
Eu estava nervosa. Fato consumado já. Revirava meu guarda roupa atrás de algo que prestasse para vestir e nada me agradava. Taylor havia levado Jimmy para a casa de Jessica já. Ele passaria a noite lá enquanto eu estivesse nesse meu encontro oficial com Matt. Achei estranho Brian não o ter levado, mas quando ele entrou com uma caixa enorme na mão eu entendi porque ele ficara.
– Não sei por que desse desespero se eu estava com sua roupa a dia inteiro separada. – Ele depositou a caixa na cama. – Abre logo. Estou doido para ver sua cara.
Sentei ao lado da caixa na cama e a abri. Minha boca quase caiu com o que eu vi. Retirei com cuidado o vestido da caixa. Ele era Azul Royal e com o corpete tomara que caia. Alguns cristais delineavam um bordado fino preto que contornava o busto em forma de coração e pendiam até a altura da cintura contornando uma rosa, também com o mesmo bordado preto por baixo. Era justo até a altura do quadril onde ele armava levemente, apenas para aumentar o volume da região, ao meu ver. Ele era o vestido mais lindo que eu já havia visto na vida. Olhei chocada para Brian.
– Ainda não acabou Cat. – Ele sorria bobamente. – Abre as outras caixas.
Então reparei que dentro da caixa havia ainda outras duas. Uma de sapatos que comprovei assim que a abri. Os sapatos eram pretos, vazados em desenhos gregos e com um salto agulha finíssimo. Tudo ali parecia caro demais, mas nada que chegasse perto do que havia na caixinha de veludo.
Quando a segurei senti seu peso e meus olhos se arregalaram. Brian me encorajou acenando com a cabeça para que eu abrisse e quando o fiz quase fiquei cega com o brilho que era refletido ali. Era uma gargantilha de ouro branco com pontinhos muito brilhosos que eu tinha certeza de que eram diamantes. Apesar de nunca ter tido intimidade com um antes. E junto com a gargantilha, um par de brincos em forma de gotas, do mesmo material. Tudo discreto e sofisticado demais. Pelo menos para alguém como eu.
– Brian... Eu... Como? Isso foi você?
– Não Cat.- Ele estendeu um envelope em minha direção e me encarava com expectativa. – Ele mandou te entregar e pode ter certeza de que eu não abri.
Abri o envelope e retirei o papel cartão dobrado ao meio que ali continha. O abri e meus olhos se arregalaram quando eu reconheci a caligrafia ali presente. Sabia que havia sido ele. Mas ver sua letra ali comprovava esse fato.
Achei que você ficaria perfeita vestida com esse vestido. Tudo o que eu pensei era em você dentro dele. Não poderia pertencer a outra mulher que não fosse você. Espero que tenha gostado e adoraria que o vestisse hoje a noite.
Quanto a gargantilha e o brinco. Bom... Concorda comigo que o melhor amigo de uma garota são diamantes? Mas pode ter certeza que esses não serão nem de perto os diamantes mais importantes que você usará.
Logo nos veremos.
M.S.
– Meu Deus, Brian... Ele é louco.
– Que nada Cat. Agora você só tem uma hora e meia. Você tem que se arrumar.
Entrei correndo para o banho e saí do banheiro de roupão. Sentei em frente a penteadeira me encarando no espelho e não pude evitar de sorrir quando Brian virou minha cadeira de frente para ele e segurou meu quite de sombras.
– Sabe Cat, estou tão feliz de te ver assim de novo. – Disse enquanto terminava de delinear meus olhos.
– Assim como?
– Com esse brilho... Esse olhar sabe? – Fiz que não com a cabeça e ele após terminar puxou a cadeira a qual estava sentada virando para a cama e se sentou em minha frente. – Quando eu te conheci você tinha esse mesmo brilho. Seu olhar emanava expectativa, curiosidade, inocência e naquele dia o qual, bom, você sabe. O dia em que você e Matt transaram tudo isso foi embora.
– Talvez porque eu tivesse perdido minha virgindade? – Falei irônica e ele balançou a cabeça negando. – Foi a única coisa que poderia ter tirado essa suposta inocência de que você está falando.
– Não foi isso Cat. Na manhã lá da briga do Matt e do Vengeance, você saiu do quarto vestida com a blusa do Matt lembra? – Balancei a cabeça afirmando. – Então, isso é um sinal mais que claro do que havia acontecido entre vocês e mesmo assim você estava radiante. Você tinha tudo isso que eu descrevi. Você perdeu isso depois que as coisas entre você e ele não deram certo. Mas agora está tudo aí de novo. E isso me deixou feliz.
Levantei da cadeira e Brian me ajudou com o vestido no exato momento que a campainha tocou. Meu coração disparou de ansiedade. Parecia que eu era debutante ou estava indo ao meu baile de colégio.
– Me sinto como uma garota do secundário nerd que é convidada para o baile pelo capitão do time de futebol americano.
– Matt jogava basquete na escola Cat e nunca foi o capitão... – Disse rindo.
– Isso foi uma metáfora Brian. – Revirei os olhos e a campainha tocou novamente.
– Coloca o sapato que eu vou lá atender o ogro impaciente. – Ele beijou minha testa e sorriu com um olhar triste e saudoso. – Você está perfeita Cat. Linda de verdade.
Ele me deixou e eu corri para colocar os sapatos. Peguei minha bolsa de mão que já estava preparada e respirando fundo abri a porta do quarto. Quando desci as escadas, ouvi a voz de Matt e Brian que parecia rir de algum comentário. Porém meus passos anunciaram minha presença e os dois se viraram ao mesmo tempo. Matt me examinou de cima a baixo e sua expressão era um pouco abobalhada. Aquilo massageou meu ego de uma forma maravilhosa.
Matthew estava perfeito. De camisa social branca com as mangas dobradas até o cotovelo. O cabelo que já estava comprido penteado para trás. Calça Jeans de lavagem escura e sapato social preto. Nunca havia visto ele vestido de uma forma tão formal para seus padrões. Talvez só nas fotos de seu casamento. Mas amei ver esse lado dele. Quando estava no ultimo degrau ele segurou minha mão e me despedi de Brian enquanto nos dirigíamos para seu carro. Ele abriu a porta do carona para que eu entrasse e isso me fez rir internamente. Ele estava se esforçando para que eu me sentisse especial Por isso os presentes, o jeito que ele se vestia, o jantar e as atitudes. E isso estava me comovendo apesar de que se ele me levasse ao Mc Donalds de all star e camiseta de banda, causaria o mesmo efeito. Eu era apaixonada por ele e nunca deixaria de ser pelo visto.
Matt sentou ao meu lado e deu partida no carro. Em um farol vermelho em que paramos, ele sem cerimônias segurou minha mão e a levou aos lábios a beijando docemente.
– Você está maravilhosa. Eu tinha certeza de que esse vestido tinha sido feito para você.
Pov’s Matt
O jantar não poderia ter sido melhor. Apesar da atmosfera sedutora estávamos muito a vontades na presença um do outro. Vinho e massa era uma combinação perfeita e Jade pareceu gostar. O restaurante era sem dúvida maravilhoso, mas nossa noite não pararia por ali. Eu tinha certeza de que essa noite mudaria nossas vidas. A partir dessa noite Jade seria minha para sempre. Minha Baby Doll. Eu não deixaria mais ela fugir.
Viper era definitivamente a boate da moda em Huntigton Beach. Não seria exagero dizer que talvez fosse da Califórnia. O lugar estava lotado. A fila do lado de fora quase dobrava a esquina da rua e as pessoas nela não sabiam mais o que fazer para conseguir convencer aos seguranças para que liberassem a sua entrada. Nem os pedidos comoventes das meninas com seus micro-vestidos e seus cabelos alisados, que alegavam desesperadamente que uma tempestade se formava comovia. E sim, por incrível que pareça, uma grande tempestade se formava no céu. Não conseguíamos, mas visualizar uma única estrela nele. Apenas nuvens cinza e carregadas que não permitiam nem mesmo o brilho do luar de transpassá-las. Porém isso era um mero detalhe para mim e para minha Baby Doll. A noite estava sendo tão incrível que o céu poderia cair em nossas cabeças que não nos abalaria.
Depois que recebemos olhares mortíferos vindos das pessoas na fila, já que naturalmente os Vips não seriam barrados na porta de uma boate, categoria essa que Jade e eu pertencíamos naquele momento, entramos provavelmente no inferno. Um inferno decorado completamente de verde, preto e prata. As luzes piscavam e a música no ultimo volume eram um convite tentador as pessoas alteradas pelo álcool a moverem seus corpos sensualmente na batida do mais novo rit que eu não conseguia identificar. Mas Jade com certeza sim já que sua cabeça balançava e ela acompanhava a letra quase sem perceber.
Nos encaminhamos ao bar com um pouco de dificuldade para passar pelas pessoas. E logo um barman de Dredlocks com um olhar que não me agradava nem um pouco veio cheio de sorrisos para Jade que parecia não ter notado os olhares maldosos e direcionados ao seu decote.
– E o que esse anjo faz perdido no Inferno? – Ele disse usando seu melhor tom, provavelmente o que ele considerava sedutor. – Espero que esteja atrás de um demônio, porque se estiver querida, eu estou a disposição.
Jade sorriu sem graça e olhou em minha direção como se pedisse socorro, só que a essa altura o Don Juan de Marco paraguaio que servia bebidas parecia mais preocupado com o decote de minha acompanhante.
– Na verdade ela já tem seu próprio demônio. – Disse com um meio sorriso cínico enquanto a abracei pela cintura. – De você ela só irá querer um Blue Lagoon, com gelo extra. E eu quero começar com uma dose de vodka. Obrigado.
Dei meu melhor sorriso esnobe e ele se virou me encarando feio e indo preparar as bebidas.
– O que foi isso Matt? – Jade me olhava divertida.
– Fiz o pedido de nossas bebidas. – Ela ainda me encarava com um olhar risonho mas agradecido.
Começou a bater as mãos aleatoriamente nas coxas na batida da música eletrônica. – Tem tanto tempo que eu não danço.
– Estamos aqui para resolver esse problema hoje. – Sentei ao sei seu lado, encostando o braço no balcão ao mesmo tempo em que nossas bebidas chegavam.
Rapidamente o clima foi ficando mais descontraído. Jade saiu dois drinks coloridos direto para o copo de vodka em minha mão alegando saudades da sua amiga russa. Eu ria dos comentários ácidos e inteligentes que ela fazia das mulheres que não paravam de me encarar por onde quer que fossemos. Em contra partida eu afastava grosseiramente qualquer tentativa de outro homem de dançar com minha pequena.
E sim... Ela dançava.
No meio da pista de dança por alguns segundos só existíamos ela e eu. Seu quadril girava e se mexia de forma deliciosa e me peguei parado só avaliando o quanto aquele movimento me enlouquecia. Os cabelos antes presos agora estavam da forma que eu gostava de verdade. Soltos, caindo em cascatas em suas costas. Minhas mãos tinham vontade própria aquela altura da noite. Ela já estava bêbada. E eu, diga-mos que levemente alterado. Logo aquelas mãos que fazem o que querem e me pertenciam por coincidência, agarraram firmes os quadris de Jade e a puxaram para perto de mim. Ainda de costas ela dançava e meu quadril começava a acompanhar o mesmo ritmo que o dela. A música era sexy e a letra extremamente sugestiva. Nossos movimentos sincronizados, sujos, obscenos. Eu sentia que aquilo não pararia por ali.
Jade apoiou um de seus braços ao redor do meu pescoço e eu entendi isso como um convite. Afastei seus cabelos do seu pescoço e deslizei a ponta do meu nariz sobre aquela pele branca da qual tanto sentia falta. Seu corpo se arrepiou com a carícia e parávamos de dançar aos poucos. O que fazíamos ali era bem mais divertido. Distribuí sem medo alguns beijos por seu pescoço e não resistir ao contornar sua clavícula com a língua. E mesmo com o som alto eu a ouvi arfar enquanto fechava os olhos e apoiava sua cabeça em meu ombro. Acariciava com a ponta dos dedos minha nuca de forma tão maliciosa enquanto suas unhas arranhavam a pele da região. Eu já estava disposto a me enfiar no primeiro lugar escuro que aquele lugar tivesse. Então fomos dolorosamente interrompidos por um homem que caiu bêbado derramando o conteúdo de seu copo em sua própria roupa. Esbarrando em nós dois fortemente ao decorrer do tombo. Foi o suficiente para nos tirar daquele transe e nos fazer lembrar que estávamos em público. A crise de riso foi inevitável.
– Vamos embora? – Perguntei encarando os olhos castanhos de Jade enquanto que brilhavam devido a bebida. Estavam pesados mas existia algo mais neles que eu havia sentido falta durante todos esses anos. Aquele brilho que era só meu.
– Vamos sim. Deixa só eu ir ao banheiro antes?
– Sem problemas. Te espero no bar.
Ela assentiu sorridente e se foi em direção ao banheiro feminino. Enquanto isso fui ao bar pagar nossa conta. Uns cinco minutos os quais estava ali uma mulher loira, com um vestido preto que apenas escondia pontos estratégicos de seu corpo parou a minha frente.
– Ora se esse não é M. Shadows. Achei que nunca mais o veria. Você não me ligou mais docinho. Aconteceu alguma coisa?
Levantei meus olhos em sua direção e tentei lembrar seu nome com todas as minhas forças. Kirsten? Kristin? Kristina? Acho que meu olhar confuso me denunciou ou talvez o sorriso forçado.
– Não lembra de mim? – Ela sorriu se aproximando perigosamente de mim. E deslizando suas mãos por meu peitoral. – Sou eu querido, Kristal. Nos conhecemos depois de um show seu em San Diego. Nossa noite foi incrível e você ficou de ligar. E a mais de um ano que você não ligou.
– A sim... Claro que me lembro. – Ela sorria agora convencida de sua sensualidade e eu tentado me esquivar educadamente. – Eu tenho que ir agora, foi um prazer te rever.
Ela na hora impediu minha passagem com o corpo jogando os braços ao redor do meu pescoço e colando nossos corpos. O cheiro de álcool que vinha de sua boca era nauseante já.
– Você não precisa ir agora. Podemos repetir a dose daquela noite. Eu não vou reclamar se você for mal.
Ela mordeu os lábios fazendo biquinho e sua voz soou nasalada e infantil. Essa foi uma péssima tentativa de ser sexy, eu garanto. Segurei em seus braços tentando afasta-la de mim sem que a machucasse. Jade poderia ver essa cena e ter conclusões erradas dela só que quando consegui me desvencilhar da mulher dizendo que estava acompanhado, já era tarde demais.
A alguns passos dali Jade encarava a cena de braços cruzados sobre o peito e seus olhos estavam indecisos entre mágoa e ódio. Ela se virou de costas e caminhou em direção a pista de dança e tudo o que eu fiz foi ir atrás.
As pessoas dançavam loucamente e Jade olhava ´para os lados como se procurasse algo. Quando consegui ficar a poucos passos dela ela encontrou um cara magro e bem alto com um copo não mão. Ela sorriu sedutoramente para o homem e arrancou o copo sem nem saber do que se tratava e o virou de uma só vez. Fez uma careta ao sentir o liquido escorrer queimando por sua garganta e segurou a mão do cara. Sim, eu iria quebrar aquele idiota.
Jade se afastou o máximo que conseguiu de mim na pista e começou a dançar com o homem que tinha um sorriso convencido no rosto. Provavelmente achando que tinha conseguido a maior gata daquele clube só com o seu simples charme. Eu ia arrancar a base de porrada aquele sorriso. Mas o pior ainda estava por vir. Jade se esfregava nele enquanto dançava parecendo uma gata no cio. Tudo bem que nem chegava perto do que nós fazíamos a algum tempo antes, mas vê-la rebolar daquela forma em frente a outro homem que não fosse eu já estava me tirando do sério.
Consegui alcança-la e segurei em seu pulso. O cara estranho me olhou com faíscas.
– Aí cara. Tira a mão da minha mina. Eu vi primeiro sacoé? – Ele dizia bêbado enquanto me encarava desafiadoramente.
Jade puxou o pulso da minha mão emburrada e voltou a dançar com o homem. Precisava mudar de estratégia se não quisesse arrumar uma confusão em um lugar tão freqüentado.
– Ela não é nada sua seu babaca. – a segurei novamente pelo pulso e consegui arrasta-la da pista de dança. Ela se debatia e fazia força para que eu a soltasse.
Conseguimos sair de dentro da boate, porém a chuva castigavas a rua a essa hora. Seu pulso ficou escorregadio no caminho até o carro e Jade se soltou. ,
– Você é um nojento Matthew. – Sua voz era venenosa e ela socava meu peito com ódio. – Você sempre faz isso comigo. É só você chegar que eu passo a me sentir um lixo. Você não tem o direito...
Jade não falava coisa com coisa. Talvez pela bebida. Talvez pela raiva. Talvez pelos dois. Mas eu sentia que ela estava ferida.
– Jade querida. – Segurei seu rosto quando ela parou de me bater. – Você não está em condições de discutir. Não aconteceu nada ali.
– Como não Matthew? Você é ridículo. Eu vi vocês dois se agarrando e você fala que não aconteceu nada? Se não aconteceu com certeza iria se você não tivesse me visto.
– Eu estava dizendo que não estava interessado.
– Ah... Provavelmente da mesma forma que você deve ter dito naquela manhã para a prostituta em Seatlle. Você só aparece para destruir minha vida.
Eu não podia acreditar que ela estava pegando recordações do que acontecera conosco tantos anos antes como exemplo. Então entendi qual era o ponto daquela cena exagerada por uma coisa que nem havia sido tão grave assim. Ela ainda se ressentia por tudo o que havia acontecido conosco.
– Não é a mesma coisa Baby Doll.
– Não me chame assim. – Ela gritou bufando de raiva e começou a andar pela chuva para longe de mim.
Corri em sua direção e parei em sua frente.
– Vamos conversar.
– Eu não tenho nada o que falar com você.
Não deixaria aquilo terminar dessa forma ridícula. Não mesmo. Não seria esse pequeno contratempo que me faria adiar meus planos mais uma vez. Segurei com força em sua cintura e colei nossos corpos. Meus lábios procuraram os seus com violência quase os esmagando. Ela retribuiu tentando me morder da melhor forma que podia. Mas o choque que aconteceu era inevitável. Mesmo com ódio sua boca cedia e seus braços pendiam ao lado do corpo e eu não aprofundei o beijo. Apenas ficamos nesse roçar que era o suficiente para que as tais correntes elétricas percorressem cada centímetro de nossos corpos.
Nos afastamos e a mão de Jade me pegou de surpresa pelo tapa em cheio que ela deu em minha cara. Ah... Agora sim eu estava com raiva.
– Seu idiota. Eu não permiti que fizesse isso. – Tentou se virar caminhando decidida para longe de mim só que eu não permitiria isso.
Em um movimento rápido a segurei pela cintura e mesmo com os protestos, xingamentos e ameaças que saiam de sua boca, joguei sei corpo por cima do meu ombro. E andei em direção ao carro, ignorando completamente os socos e chutes que ela me deferia.
– Eu vou te matar Sanders se você não me descer agora.
Ela bradava e eu continuava decidido. Abri a porta do motorista e por ali mesmo a joguei no banco do passageiro. Enquanto Jade esperneava como um bebê me fiz de surdo e coloquei seu cinto. Entrei no carro dando partida e arrancando já em alta velocidade. Aquilo pareceu assusta-la o suficiente para que calasse a boca pelo menos.
Em poucos minutos estávamos em minha casa. Desci do carro e a peguei no colo.
– Eu quero ir para casa. – Ela dizia com a voz embargada tentando não encarar meu rosto que estava bem próximo ao dela.
– Você vai ficar aqui e ponto final. Cansei de joguinhos Jade. Cansei dessa palhaçada.
– Eu não vou ficar nessa casa com você seu babaca, egocêntrico, escroto — mais uma vez começou a me bater e xingar e parece que seguindo a ordem alfabética. – Você me coloca no chão seu ordinário. Você não tem o direito de me tratar como se eu fosse uma criança.
– Você está agido feito uma Jade. E você vai ficar aqui até passar a bebedeira e vamos conversar.
A joguei em cima da minha cama e ela gritou de raiva.
– Você sempre fode a minha vida Sanders. Você me destruiu na nossa primeira noite juntos. – Ela chorava descontrolada.- Depois veio aquele dia em Washington no qual eu acabei brigando com Zacky. E por ultimo e não menos importante você destruiu meu relacionamento com ele e quase me fez perder nosso filho. É sempre que você aparece que minha vida desanda. Tava tudo tão bem...
– Para de falar merda Jade. – Foi minha vez de gritar e ela se assustou. – Você não vai querer que eu comece a enumerar o merda que eu me senti esses anos todos por sua culpa não é mesmo. Agora cala a porra da boca vira pro lado e dorme. – Minha respiração já estava pesada de irritação. – Vou dormir no sofá.
Quase quando cheguei a porta ela vociferou.
– Você não pode mandar em mim Matt. Eu não sou sua.
Joguei a cabeça para trás e rapidamente pulei em cima da cama, mobilizando o corpo de Jade com o meu. Segurei seus braços no auto de sua cabeça e a encarei seus olhos e minhas palavras saíram com a maior facilidade.
– Aí que você se engana Baby Doll. Você é minha desde da nossa primeira noite juntos. Você goste ou não isso não vai mudar nunca. Ou viva feliz ao meu lado. Ou passe a vida procurando por mim em outros. Nunca eles vão ser o suficiente para você, porque nenhum deles sou. – Deslizei meu nariz lentamente por sua bochecha sentindo seu corpo trêmulo abaixo do meu. Mordi o lóbulo de sua orelha e ela gemeu baixo.
Levantei meu rosto e a encarei novamente tentando passar toda a credibilidade que podia em minhas próximas palavras. E ela existia. Porque o que eu diria era verdade.
– Você pode não querer ser minha. Mas isso não muda o fato de que é. E também não muda o fato de que mesmo que você não goste, eu sou seu.
Foi automático quando ela levantou sua cabeça buscando meus lábios desesperada depois de minha afirmação e o que eu senti ali era a prova do quanto eu era dela. Sua língua deslizando pela minha fazia com que eu esquecesse completamente de tudo. Soltei suas mãos e rapidamente Jade segurou em minha nuca.e aprofundou o beijo. Já me deitava em seu corpo um pouco gelado, tão gelado quanto o meu por estarmos com as roupas molhadas pela chuva. Mas isso não era um incomodo. Só quando a mão de Jade chegou ao cós de minha calça que eu me despertei segurando suas mãos e partindo o beijo dolorosamente.
– Essa noite não se trata disso. Não é para ser assim. Eu preciso saber que você quer ser minha.
– Matt – Ela apoiou os cotovelos na cama me encarando. – Parece que eu estou fazendo alguma objeção a isso?
– Eu não quero te forçar a nada. Não quero que seja porque está com raiva e quer descontar de alguma forma. Quero que seja e....
– Shiu. – Ela colocou o dedo indicador em meus lábios calando-os. Aproximou o lábio de minha orelha e sussurrou fazendo com que até o ultimo pelo em meu corpo se eriçasse. – Eu só sinto raiva porque você tem razão. Eu sou sua. Sempre fui e nunca vai ser possível que seja de outro.
Até eu me assustei com o urro de excitação que saiu de minha garganta. Eu não imaginei nunca que ouvir aquelas palavras da boca da mulher que eu amava fosse levar minha libido a aquele extremo. Meu coração disparava, meu corpo estava quente, quase febril. A situação e a proximidade do corpo indefeso de minha Baby Doll somados a proximidade de nossos corpos faziam meu membro latejar dolorido implorando pelo carinho que só ela poderia me proporcionar. E minha boca ávida por beijar cada pedacinho que existisse em Jade Greenwood.
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