Hostility
57 Carry On [ Part 2]
Notas iniciais
Titia Lilith de volta na area com um capitulo cheio de mimimi... E coisas que fazem a gente vomitar arco-iris.
Estou enroladinha respondendo os comentários. Mas vou responde-los ok?
Em primeiro lugar tenho que agradecer a DIVA do Hentai. Lilith Bernardini é incrível em descrever cenas impróprias para menores de idade sabe? E eu queria que esse aqui fosse especial. So... Essa linda ruiva poderosa escreveu a primeira parte desse Hentai... Até o primeiro Boom da Jade [ palavras da própria] é todo dela. Eu começo meio capenga depois ahushauhsuahusha Enfim... É um mega combo de Liliths e espero que gostem.
Muito obrigada a todos mesmo por estarem aqui e sem mais enrolação...
Ah... Preparem o coração porque a fofura vai acabar aqui. Depois desse a coisa começa a ficar séria. Diga-se de passagem que tem sempre um maluco para estragar tudo.
Qualquer erro, que eu sei que são muitos, me avisem.
Enjoy
Pov’s Jade
Meu corpo ficou tenso no momento que o gruindo desesperado deixou os lábios de Matthew. Eu não fazia idéia de que aquilo era certo. E isso me pareceu sem importância. Mas a única verdade irrefutável ali era que eu pertencia a ele. Ele havia tomado o cuidado necessário para que isso acontecesse. Em nossa primeira noite juntos, Matt garantiu que eu fosse dele. Ele prendeu minha alma a dele e ali tive certeza de que a dele também estava presa comigo. O que teria sido isso? Que tipo de magia envolveu aquela noite eu não fazia nem questão de saber. Mas sentia com cada pedaço do meu corpo que aquilo era intenso, profundo e irreversível.
Seu corpo foi lançado ao meu sem que eu esperasse. Suas mãos prenderam meus braços acima de minha cabeça.Seus olhos verdes haviam escurecido um ou dois tons. Um brilho diferente emanava daquele olhar. Um brilho que apenas eu veria. Seu corpo pressionava o meu deliciosamente e poderia sentir cada músculo cuidadosamente trabalhado tenso apenas por me olhar. E olhava para meu rosto com adoração. Como se precisasse memorizar cada traço, cada linha de expressão que já conhecia de cor. Cada centímetro daquela anatomia perfeita se encaixava nas curvas do meu corpo, como se fossemos moldados para nos completar. Como se tivéssemos nascido para nos completar.
Após a lenta analise, seu rosto se enterrou em meu pescoço e a ponta de seu nariz deslizava pela pele da região, que parecia estar em chamas unicamente por esse toque. Sua boca beijou delicadamente o lóbulo de minha orelha causando um arrepio delicioso.
- Você não faz idéia de como senti sua falta.– Sussurrou com os lábios colados ao meu ouvido. – De como tive saudade de sentir o gosto da sua pele. Seu cheiro... – Cada palavra pronunciada naquele tom rouco, sensual, fazia pequenos choques percorrerem a minha espinha, se espalhando em minha pele como fogo em algo inflamável.
Senti sua respiração quente na curva do meu pescoço, seu nariz roçando de leve próximo ao meu maxilar. Seus lábios repousaram em meu rosto, a ponta da língua trilhando um caminho úmido até o canto da minha boca. Ofeguei soltando o ar que segurava nos pulmões de uma única vez quando ele soltou uma de minhas mãos e contornou a lateral do meu corpo com um deslizar lento e torturante.
- Cada noite sem você, imaginando onde poderia estar com quem poderia estar quase me enlouqueceram. Pensar em outro te tocando, te fazendo gemer...
Encostou a testa na minha, soltando a outra mão para segurar minha nuca, fitando-me no fundo dos olhos. Aquele olhar fazia com que eu esquecesse como respirar. O oxigênio deixava de ser essencial. Matthew me parecia ser o suficiente naquele momento.
- Matt... Eu... – Colocou um dedo sobre meus lábios para que me calasse.
- Não precisa dizer nada. Você só precisa saber que depois de hoje, nunca mais vou te deixar querer ficar longe de mim outra vez. – Como se quisesse mostrar que palavras não eram mais realmente necessárias nesse momento, selou nossos lábios em um beijo sôfrego, lascivo e repleto de sentimentos que tentei enterrar durante esses anos.
Sua língua massageava a minha com cobiça. Enterrei as unhas em seus braços e um gemido dolorido escapou de sua boca o fazendo ofegar entre o beijo.
- Ah Jade! – Ainda de olhos fechados ele pronunciou meu nome em tom de adoração. Como se apenas essas quatro letras fossem uma oração a seus ouvidos. – Minha Baby Doll... Só minha. – Ouvi-lo me chamar assim trouxe de volta todas as lembranças nostálgicas de quando nos conhecemos, de quando ele ainda não tinha destruído meus sonhos de adolescente com seu ídolo. E naquele exato instante eu soube que poderia recomeçar com novos sonhos ao lado dele. Porque essa era e sempre seria a verdade. Eu era dele. Apenas dele e não precisava de nenhum outro.
Mais uma vez ele me prendeu naquela imensidão esverdeada de seu olhar e sorriu marcando as covinhas de garoto que eu tanto amava, acariciou meu rosto em um toque suave e se levantou. Fiquei sem fôlego por alguns instantes pensando que ele poderia ter desistido. Me rejeitado. Mas logo segurou minhas mãos me fazendo ficar de pé também.
Matt me envolveu em seus braços e uma de suas mãos desceu o zíper do meu vestido, enquanto sentia seu perfume com o rosto enterrado em seu peito. O tecido azul escorregou pelo meu corpo, caindo aos meus pés. Ajudei a jogar a peça para longe a empurrando para o lado com a ponta do sapato. Ele se sentou na beira da cama e abriu as pernas para que eu me encaixasse entre elas.
- Me deixe olhar para você. – Pediu, desviando os olhos do meu rosto e seguindo com o olhar suas próprias mãos contornando as laterais do meu corpo. – Quero guardar em minha memória cada curva, cada pedacinho macio de carne, cada tom que sua pele toma quando eu toco nela.
Suspirei sentindo todo meu corpo estremecer com seus olhos desejosos sobre mim. Era como se eu fosse uma paisagem deslumbrante diante daquele olhar. Senti meu ego alimentado com uma confiança que nunca havia tido antes. Não sabia se eu era realmente deslumbrante, mas sua expressão me fazia ter certeza de que para ele, eu era perfeita.
Suas mãos ágeis, fortes, deslizaram para minhas costas abrindo meu sutiã e tirando-o lentamente. Parecia que cada gesto estava carregado de significado para ele e que queria que eu sentisse o mesmo, aproveitando e me excitando mais.
- Nunca me esqueci de como você era linda. Mas agora parece que está mais do que eu me lembrava. – Falou para si mesmo, em um sussurro rouco.
Contornou minha cintura num aperto firme e encostou o rosto em minha barriga. Tocou com as pontas dos dedos, desenhando o contorno do mamilo de um dos meus seios. A pele do bico se enrijeceu imediatamente diante do toque quente e acabei deixando um gemido cansado escapar por meus lábios.
Pude ouvi-lo sorrir de satisfação. Sua respiração quente tão próxima a meu ventre fizeram minhas pernas fraquejarem. Ele sabia o efeito de cada gesto sobre mim. E no momento eu não me importava que ele soubesse o quanto eu era fraca quando estava em seus braços. Não me importava porque apenas meu físico era fraco, já que minha alma ficava absurdamente fortalecida quando me sentia amada daquela forma por ele.
- Eu te amo mais do que consegue imaginar. Não fica mais longe de mim. Não foge mais... Eu imploro... – Suas palavras soaram tristes. Melancólicas. E meu coração doeu de remorso, de saudade. Uma lágrima solitária escorreu por meu rosto amparada pelas costas de sua mão.
Enterrei os dedos em seus cabelos num carinho terno. Mas logo qualquer sentimento doce foi substituído por emoções intensas e irresistíveis. Matt segurou meu quadril, repousando com firmeza as mãos na lateral e com os dentes puxou o elástico da minha calcinha até o meio de minhas coxas. Terminou de tirá-la sem desviar os olhos do meio de minhas pernas. Ele umedeceu os lábios com uma expressão sedenta.
Minhas pernas cederam e se não fosse pelo aperto firme de suas mãos em meu quadril, teria escorregado para o chão quando seus lábios tocaram meu clitóris. Joguei a cabeça para trás entrelaçando mais meus dedos em seus cabelos. Um gemido alto ecoou pelo quarto. E não tinha como identificar se era o meu ou o dele. A ponta de sua língua, quente e úmida, contornou toda a região da vulva.
Seu gosto continua o mesmo. – Soltei o ar pesadamente e por um momento, pensei que nem suas mão em mim seriam capazes de me manter em pé. Como se lesse meus pensamentos, Matt se ergueu levantando-me do chão e me deitando de costas no colchão.
Soltou- me por alguns instantes para retirar sua própria camisa e joga-la longe. Retirou a calça rapidamente ficando apenas com uma box branca. O volume sob o tecido elástico parecia incomodo e apertado como se fosse romper as fibras a qualquer momento. Mordi o lábio lembrando como eu consegui perder a virgindade com tudo aquilo sem desmaiar. Devia ser proibido a Matt ser o primeiro homem de qualquer mulher, já que depois dele, era um mistério não ficar incapaz de se moldar a qualquer outro.
Ele sorriu safado quando seguiu meus olhos e me encontrou encarando aquele ponto específico.
- Logo você vai ter o que quiser Baby Doll. Só mais um pouco de paciência. – O rubor subiu ao meu rosto esquentando minhas bochechas. Só não sabia se era pela vergonha de ter sido flagrada olhando daquela forma para ele ou se era pelo poder daquela promessa.
Matt se ajoelhou entre minhas pernas e puxou meu tornozelo para seu ombro, enterrou a cabeça entre minhas coxas e soprou de forma suave no ponto mais sensível do meu corpo. Arqueei o quadril involuntariamente e apertei os olhos com força. Logo sua língua, seus lábios e dentes estavam me fazendo gemer e resfolegar a ponto de não me lembrar quando precisava respirar.
O calor que tomou minha pele parecia se desprender do meu corpo e aquecer o ambiente ao nosso redor. Era como se todo o prazer que ele estava me causando nos fizesse trocar de energia de alguma forma. Uma energia inebriante e extremamente erótica. Uma energia capaz de fazer meu mundo girar. Um mundo onde só existia Jade e Matt.
Quando não me achei capaz de agüentar mais, Matt parou repousando seus lábios na parte interna das minhas coxas. Soltei seu cabelo para embrenhar os dedos pelos meus próprios. Ele só podia estar querendo me enlouquecer. Mas como da primeira vez, ele estava fazendo as coisas a seu modo, nem um pouco disposto a facilitar as coisas para mim.
- Calma Baby Doll. Você terá a vida toda para aproveitar tudo que eu tenho para te oferecer. – Falou com um sorriso safado. Ele sabia o efeito que toda aquela tortura tinha sobre mim. O efeito que ele em si tinha sobre mim.
Ainda me encarando, ele deslizou um dedo para dentro de mim. E quando seus lábios macios tocaram novamente meu clitóris, eu gritei. Gritei como se minha garganta fosse explodir se não deixasse toda aquela tensão escapar por ela. Tomada pelos espasmos me contorci agarrando os lençóis.
A violência do orgasmo deveria ter me feito desabar sem conseguir mais mover um músculo sequer. Talvez Matt esperasse por isso tendo em vista que um sorriso largo e extremamente promíscuo estampava seu rosto. Porém excedendo todas as nossas expectativas lembrei de sua promessa. Eu teria o que quisesse.
Levantei da cama em um impulso e segurei Matt pela barra de sua box o trazendo para cima de meu corpo. Suas mãos habilidosas logo procuraram o caminho de meus cabelos e seus lábios se chocaram aos meus. Nos beijamos com violência e pude sentir nitidamente o meu sabor em sua boca. Aquilo iria me enlouquecer, e me perguntei se esse não seria seu real objetivo. Pousei sem nenhuma gentileza minhas mãos no peitoral definido e másculo de Matt e o empurrei para que caísse de costas na cama. Antes que ele pudesse protestar, eu já distribuía beijos lentos por seu pescoço enquanto seu sorriso se intensificava.
Ajoelhei a seu lado na cama e ele me olhou confuso. Coloquei uma mexa de meu cabelo atrás da orelha e aproximei meu rosto de seu tórax. O Cheiro másculo que desprendia de sua pele era único. Uma mistura de sândalo, sabonete e ele. O cheiro característico que Matt tinha que o tornava tão irresistível para mim. Esfreguei meu nariz da mesma forma que ele fazia com meu pescoço momentos antes, na pele de seu abdome. Minha mão já deslizava no caminho contrário a meus beijos e já sentia minha excitação aumentando conforme a expectativa de tocá-lo intimamente. Minhas mãos tocaram o volume que seu membro rígido fazia sob o tecido da cueca e sem piedade o apertei. Seu corpo se contorceu e um gemido rouco extremamente excitante escapou por seus lábios.
- Essa noite é sua Baby Doll, você não precisa... – Foi minha vez de silencia-lo apenas tocando meu dedo indicador em seus lábios.
- Você prometeu que eu teria o que eu quisesse... – Ele fez menção de me interromper mas não permiti. – E o que eu quero é sentir seu gosto.
Ele mordeu o lábio inferior para conter a empolgação com toda a certeza. Mas as suas atitudes o entregaram. Sua box foi removida rapidamente enquanto Matthew acomodava melhor seu corpo na cama. Ver seu membro livre e enrijecido sem que eu o tocasse já me tirava dos eixos. Segurei em sua base e deslizei a mão suavemente e mais um vez vi Matt se contorcer. Comecei um lento vai e vem com a mão enquanto encarava o rosto de Matt indeciso entre prazer e desespero. Logo a mão forte de Matt cobriu a minha e ele passou a ditar os movimentos. Rápido e ritmado o e por mais que tentasse impedi-lo, afinal era minha vontade fazer com que ele sofresse igual a mim, ele era mais forte que eu. Então essa foi minha deixa.
Coloquei toda a sua glande em minha boca e ouvi deliciada um ofego um pouco mais alto. A pressionei contra meus lábios e logo abocanhei toda a extensão que pude de seu músculo que pulsava em minha boca. Minhas unhas arranhavam sua virilha e se cravavam vez ou outra em sua barriga. Os gemidos roucos de Matt e suas palavras desconexas apenas aumentavam minha excitação. As mãos fortes embrenharam em meus cabelos e Matt agora ditava os movimentos que eu deveria realizar. Seu quadril levantava de encontro a minha boca fazendo com que eu quase engasgasse algumas vezes pela pressão. Ele investia em minha boca sem nenhum dó. Parece que ele havia perdido o controle e eu adorava saber que era eu que fazia isso.
- Ah... Baby... Doll... – Dizia sôfrego. Ou pelo menos tentava dizer no momento em que senti o sabor de seu pré gozo em minha boca. Era cítrico e salgado. Era o sabor mais incrível que poderia sentir. — Jade... Não vou agüentar... Para.
Ele ordenou e eu ignorei completamente. Eu queria tudo que ele podia me dar e isso incluía sentir seu orgasmo sendo liberto diretamente me meus lábios. Continuei a chupá-lo com ainda mais rapidez enquanto minha mão se ocupava cobrindo a parte de seu membro que minha boca não conseguia alcançar.
Senti um urro irritado e meu cabelo foi puxado com força para cima. Matt me encarava. Seus olhos mais escuros do que eu jamais havia visto.
- Você acha mesmo que eu vou deixar isso acabar assim? Não mesmo Baby Doll.
Beijou minha boca rapidamente e me jogou contra a cama mais uma vez aquela noite. E logo seu corpo estava por cima do meu. Segurou em uma de minha coxas fazendo com que minha intimidade entrasse em contato direto com a sua. Seu membro foi pressionado contra meu clitóris e eu quase gritei. Ele sorriu com minha reação.
- Sabe o que eu estava pensando. – Disse rebolando suavemente enquanto olhava cada parte que podia do meu corpo com desejo. – Você nunca me pediu. Em sempre sonhei em ouvir... – Matt me deu um rápido selinho e levou seus lábios ao meu pescoço onde começou a mordiscar lentamente enquanto sussurrava. – Pede meu amor e eu vou te dar.
Eu gemi alto enquanto ele pressionava ainda mais seu membro contra mim. Eu iria morrer a qualquer momento se ele não terminasse logo com aquilo. Matthew suava, sua testa brilhava e eu via que era tão difícil para ele se segurar como era torturante para mim.
- Você pode acabar com o nosso sofrimento meu amor. – Sua voz era rouca e acompanhava o ritmo manhoso de seus movimentos. – É só pedir... Diz que é minha e que me quer dentro de você e eu vou te dar. É tudo que eu mais quero... Pede por mim.
Eu sempre relutei em dizer essas coisas a Matthew. Era como se eu passasse por cima de meu orgulho, me entregando de bandeja. Mas eu não podia ter mais orgulho. Esse sentimento vil que só me machucou. Eu não precisava mais dele. Eu precisava de Matt. E aquela tensão estava doendo.
- Por favor Matt. Prova para mim que eu sou sua...
Não tive tempo de continuar quando seu membro invadiu em um único movimento. Preciso , fundo, forte. Mordi seu ombro com força e Matt jogou a cabeça para trás. Tentando se controlar.
- Essa é a melhor sensação de todas. Nada... nada se compara a isso... – Ele enterrou sem forças já seu pescoço em meu ombro e continuou. – Seu cheiro... Seu gosto... Tudo em você é melhor do que em qualquer um. É você é tão quente, tão úmida... Tão minha...
Ele levantou o rosto e me encarou nos olhos como se procurasse ali algo. E ele achou.
- Só sua...
Então ele tomou impulso para sair de mim e voltou com força. Me fazendo gritar mais uma vez. Afundou os dedos em meu quadril e continuou a me estocar com gemendo roucamente quando não conseguia mais conter. Chamando por mim enquanto minhas unhas criavam cicatrizes em suas costas e eu jogava meu quadril na tentativa de que ele fosse cada vez mais fundo em mim. O maldito do ar resolveu que não seria aspirado pelos meus pulmões ou eu não tinha mais forças para isso. Mas Matt e seu cheiro impregnavam cada pedaço de mim. E isso era o suficiente.
O ritmo de suas investidas em meu corpo só aumentava e meu corpo começou a tremer já na iminência do orgasmo. Eu não agüentaria muito tempo. Meu corpo estava prestes a explodir de prazer nos braços do homem que eu amava.
- Matt... Eu... – Mas as palavras não queriam sair e em meu olhar ele percebeu que estava a beira do meu ápice.
- Mas um pouco Baby Doll... – Disse com a voz falhando de tão rouca. – Quero... Você comigo...
Meu corpo já se contraía de tanto prazer mas eu queria espera-lo. Só que seus movimentos me levavam a loucura a cada vez que seu membro deslizava em mim. Fechei meus olhos me concentrando quando suas unhas cravaram em meu quadril.
-Abra os olhos Baby Doll. Quero gozar olhando dentro deles... Me prende de novo em você.
Nostalgia. Minha mente me guiou aquele quarto em Seattle quando essa ordem havia sido dita pela primeira vez. E abri meus olhos e encontrei os verdes mais escuros que nunca. E então como uma explosão meu corpo se contraiu, minha intimidade se apertou de tal modo ao redor do membro de Matt que tudo que fiz foi gemer longamente ao mesmo tempo que com um urro, todo o prazer do gozo de meu homem me preenchia e então eu vi. Seus olhos brilhando em um êxtase cansado clareando até se tornarem o verde mais cristalino que já havia visto na vida.
Respirações aceleradas. Nossos peitos subiam e desciam. A atmosfera do quarto era mística, quase perigosa para quem não compreendesse o que aconteceu ali. Selamos o nosso destino. Éramos finalmente um do outro e dessa vez, não iria mais fugir. Era ali que eu sempre deveria ter estado. O lugar de onde nunca deveria ter saído.
Ele se retirou cansado de dentro de mim e se deitou ao meu lado. Sua cabeça encostou em meu peito e seus braços contornaram minha cintura. Achava desnecessário falar naquele momento. Eu sentia que ele queria me prender ali, com ele para sempre. E eu seria uma prisioneira feliz.
- Nunca mais me deixa Jade, eu vou no inferno atrás de você... Eu juro. – Ele disse com a voz brincalhona, mas eu podia perceber que era verdade.
- Nem que eu quisesse eu poderia fugir.
Matthew brincava com os dedos ao redor do meu umbigo enquanto eu acariciava seu cabelo. Ele beijou minha barriga ternamente e levantou o rosto para me olhar.
- Queria ter acompanhado a gravidez do Jimmy sabia? Queria ter estado do seu lado. Não quero mais ser só visita Jade...
O olhei séria.
- Você quer ir morar conosco?
- Ou vocês poderiam vir para cá. Minha casa é grande... Eu posso montar um quarto para o Jimmy... Você poderia redecorá-la...
- Ah Matt... Eu...
Eu fiquei um pouco assustada com esse pensamento. Mas ao mesmo tempo meu primeiro impulso era dizer sim.
- Eu vou te dar tempo... Calma. Pode ficar tranqüila Baby Doll... – Ele levantou de meu corpo e me puxou para que eu deitasse em seu peito dessa vez e disse risonho. – Vou te dar um tempinho para pensar ok?
Eu já estava quase cochilando com o carinho que Matthew fazia em minha cabeça. E naquele limiar entre a consciência e o sono eu me peguei dizendo em mente sim. Sim para qualquer coisa que Matt pedisse.
[ ... ]
Um barulinho irritante insistia em tirar minha paz. Mas meus olhos não me obedeciam quando os mandava abrir. Tateei na cama em busca de Syn o Jimmy e não encontrei nenhum dos dois. O espaço estava vazio. Quanto será que eu havia dormido?
O barulho não cessava e finalmente meus olhos resolveram que quem mandava ali era eu e se abriram. Eu não estava em meu quarto. Aos poucos, flashes de minha noite com Matt invadiram meu consciente e eu sorri. Mas meu sorriso logo murchou quando não o vi ao meu lado. Onde será que ele tinha ido?
Descobri enfim que o barulho irritante vinha de um aparelho celular que estava em cima do travesseiro de Matt. Segurei em uma das mãos e resolvi atende-lo.
- Alô?
- Bom dia Baby Doll. – A voz de Matt parecia alegre. – Dormiu bem?
- Dormi sim... Acho que mais do que a cama. Onde você está?
- Hum... Isso você terá que descobri sozinha.
- O quê? – Eu não sabia se era sono, se eu ainda estava dormindo. Mas eu iria ter que descobrir? Eu tinha ouvido direito?
- Pensei que seria divertido brincarmos um pouco. Você só vai ter que seguir as pistas e no final, vai ganhar um prêmio...
- Se esse prêmio envolver você, eu , sem roupa nenhuma... Eu posso até pensar em brincar com você. – resolvi entrar na brincadeira, enquanto me levantava da cama e Matt gargalhou.
- Gostei bastante da sua idéia meu amor. E talvez eu altere seu prêmio incluindo essa parte... E em falar em roupas. Eu vou amar se você quiser vagar pela casa nua. Mas se não se sentir confortável, eu deixei minha blusa pendurada ao lado da cama. Ah Deus... Você vai ficar linda dentro dela.
- Ok. – Caminhei até a cabeceira da cama onde a blusa de Matt estava pendura. A vesti e segurei novamente o telefone contra a orelha. – Pronto Matt...
- Ah... Deve estar uma delicia. E eu tenho certeza que minha blusa só chega até metade das suas coxas... – Eu olhei pelo quarto para ver se ele estava ali dentro então caminhei até a sacada. As portas estavam trancadas. – Não adianta meu amor, eu não estou aí com você. Você precisa seguir algumas pistas para me achar. E eu vou estar com o seu presente.
- Matt... Seus últimos presentes ainda estão em meu pescoço e orelhas.
- Mas esse é diferente. – Ele ficou mudo alguns instantes. — Baby Doill, tem um papel entre as portas da sacada. Consegue ver?
Olhei com atenção por alguns segundos vi um papel cartão dobrado ao meio e colocado entre as duas portas que davam caminho para a sacada do quarto de Matt. Estava bem próximo ao chão então me abaixei para pega-lo.
- Já achei amor. – Disse sem nem perceber que era a primeira vez que usava aquele termo com Matt.
- Então... você vai ler a primeira pista. A solução dela te leva a segunda. E assim vai. No final... Seu presente. Leia a primeira pista.
Abri o papel e o li com atenção:
Meu segundo maior amor... Que já foi o primeiro. Então apareceram você e meu garotão, que são os maiores amores. E ela teve que descer de posição. Porém ela sempre esteve em baixo.
- Matt... Você quer mesmo que eu pense essa hora ? – Olhei o relógio. Já era cinco e quarenta da tarde. Eu precisava ligar para o Jimmy. Eu dormi demais. Eu precisava falar com meu filho. E como se lesse meu pensamento Matt respondeu.
- Acabei de falar com o Jimmy, ele está ótimo e adorando ficar com a tia Jessica. Não se preocupe. Daqui sei que você consegue sozinha. Te amo... Até daqui a pouco.
Ele desligou o telefone me deixando sozinha nesse jogo doido. Ok... Eu precisava analisar a pista. Foi então que eu percebi que ela era tão óbvia que chegava a ser ridícula.O maior amor de Matt? Música. Tah... Ele diz que agora era o segundo. Desceu mas sempre esteve em baixo?
Era o estúdio que ficava no porão. Lógico.
Calcei os enormes chinelos de Matt que estavam perto da cama e saí do quarto apressada, correndo pelos corredores. Desci as escadas de dois em dois degraus. Me sentia uma criança na páscoa atrás do ovo de chocolate que a mãe esconde e diz que foi o coelhinho. Ao chegar no estúdio a porta estava aberta e a segunda pista bem evidente. Presa no encaixe do microfone no pedestal. A peguei rapidamente e a abri.
Ta tão calor Baby Doll... Talvez eu dê um mergulho. Trouxe roupa de banho??? Nem precisa. Prefiro que você entre nua. Lol Ta... Essa pista foi ridícula amor. Você sabe do que eu to falando.
Eu ri e corri pra onde eu tinha certeza de onde estava a terceira pista. Cheguei às portas de blindex da cozinha e as afastei indo em direção a piscina que estava com sua água azul. Havia um saquinho boiando na piscina. Ta de sacanagem que ele achou que eu iria pular na água para pegar a pista.
Olhei ao redor e vi na beirada da piscina um limpador de aço com rede na ponta. O peguei o mergulhei na água o movimentando até que o saquinho plástico grudasse na rede. Retirei-o da água e peguei o embrulho. Retirei o papel do saco.
Você calçou meu chinelo não é? Olhe em baixo do seu pé.
Olhei em baixo do pé direito sem acreditar e nada. Mas embaixo do chinelo do pé esquerdo havia um papel colado com durex à sola. Matthew estava muito criativo para o meu gosto.
Sua caça ao tesouro está quase no fim Baby Doll. Cansei de pistas porque meu cérebro não seria páreo para você [Faz parte do meu charme te bajular ok?]. Vá para o pé da escada.
Rindo entrei na casa novamente e caminhei peã cozinha até encontrar novamente a porta que dava para a sala de estar. Atravessei o corredor e tive um choque quando vi que as escadas estavam cobertas de pétalas de rosas vermelhas. Mas elas não estavam ali quando eu desci. Matthew estava na casa. E eu sorri com esse pensamento. Preso em no corrimão havia outro papel cartão dobrado.
Siga as rosas Elizabeth. Era a luz que a Elizabeth tinha que seguir naquele filme que você adora e assistiu umas mil vezes com o Johnny no ônibus não é? Meio gay isso eu sei... Então...Só segue as rosas Baby Doll...
Prontamente fiz o que mandava o bilhete. Subi os degraus com a sensação de que algo estava prestes a acontecer. Meu coração começou a bater acelerado. Eu estava ansiosa e não sabia o porque. As rosas seguiam para o quarto de Matt que estava com a porta fechada. Abri a porta e quase desmaiei com a visão.
As portas da sacada estavam abertas agora e o por do sol iluminava de um jeito único o ambiente. A cena por si só seria linda se o que fizesse parte dela não ofuscasse todo o resto.
Matthew estava de costas para mim, encostado na grade e se virou aos poucos. Ele havia cortado o cabelo bem rente a cabeça e vestia um terno preto que ficava perfeito em cima de seus ombros. O sorriso que ele me direcionou iluminou todo seu rosto. Estavam lá as covinhas que eu tanto amava. Caminhei em sua direção e pude perceber que conforme eu me aproximava ele parecia mais determinado.
- Matt... Eu ganhei. – Disse sorrindo.
- Não... Quem ganhou foi eu. – Ele se aproximou de mim. – Eu disse que não quero mais ser só visita. Mas também não quero que você só more comigo. Eu acredito sinceramente que nada disso é rápido demais. Afinal foram mais de cinco anos esperando e te amando. E eu não quero perder mais um minuto da minha vida sem você.
Eu estava chocada demais com aquilo tudo. Meu cérebro parecia que estava entrando em colapso. Eu iria surtar. Sem dúvida eu iria. Ele não estaria fazendo o que eu achava que estava fazendo não é? Estava sim.
Matthew tirou uma caixinha de veludo do bolso e a abriu retirando de dentro dela um anel. Segurou meu pulso com delicadeza e me olhou nos olhos enquanto deslizava o anel por meu dedo.
- Casa comigo? Mora comigo. Eu preciso ter você do meu lado. Eu quero ataques de ciúmes, quero gritaria. Quero brigas bobas. Mal humor matinal. Quero Jimmy correndo sábado de manhã para ver desenho. Quero poder te amar todas as noites e poder dizer que seu rosto é a primeira coisa que eu vejo todos os dias...
Puxei ele pela gravata vinho que vestia e selei nossos lábios apaixonadamente, enquanto me tremia de nervoso e excitação. Aquilo tudo era para mim. Não poderia ser verdade. Era a primeira vez desde que eu conheci Matt que eu tinha certeza que poderia ser feliz. Que ele me amava e que nada no mundo iria estragar isso.
Ele se afastou de mim sorrindo.
- Como quem cala consente, vou considerar essa como um sim ok?
- Você achou que eu diria outra coisa Matt?
- Não sei Jade. Você é maluca. Lembra?
- Lembro como se fosse ontem que quem me deixou louca foi você.
- Mas isso foi ontem mesmo Baby Doll. E agente podia continuar hoje sabe... Já que você já acordou... E gravata me mata. Me ajuda a tirar?
Mordi o lábio inferior e empurrei Matt para a cama. Sentei em seu colo e afrouxei a gravata com ele me olhando maliciosamente. E nesse exato momento o telefone celular de Matt toca. Eu o tiro de seu bolso e reconheço no visor o numero da casa de Jessica.
- Alô.
- Mãe? – Era a voz de Jimmy. – Já está bom de namorar né? Esqueceu do seu próprio filho? To com fome.
- Meu bem... mamãe já está indo. – Eu podia ouvir risadas no fundo. E Jimmy perguntando se era pra falar aquilo mesmo. – Chego aí em alguns minutos. Te amo. Beijos bebê.
Matt me encarou incrédulo.
- Temos que deixar para depois. Nossos fofoqueiros de plantão precisam de nossa presença.
Matt me encarou em silencio por alguns minutos. Até que sua sobrancelha se ergueu.
- Acho que Synyster Gates anda influenciando muito o Jimmy.
- Não meu amor. – Beijei seu rosto e me levantei caminhando em direção ao banheiro. – Seu filho que anda influenciando muito Synyster Gates.
Entrei no banheiro e logo fui seguida por Matt. Ah... Eu precisava comemorar meu noivado em grande estilo não é mesmo. E nós comemoramos, pelo menos duas vezes.
E nós continuamos...
Notas finais
Beijos
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