Hostility

58 Essence left my heart tonight


Notas iniciais
Olha a titia Lilith aqui de novo. Bem... Vocês devem estar me odiando loucamente certo? Eu sei. Mas foram tantas coisas em um curto período de tempo. Uma delas foi meu pc que resolveu que parar de funcionar era uma excelente ideia. Me desculpem mesmo.
Se alguém ainda acompanha Hostility, informo que este é o penúltimo capitulo no Nyah. A fic vai continuar (falta pouco para o final) no Anime Spirit. Quem tiver interesse é só dar uma passadinha lá. O link está no meu profile aqui do Nyah.
Quero agradecer a tudo que vocês fizeram por mim ao longo desse um ano e sete meses de fic. Conheci pessoas maravilhosas aqui e só tenho a agradecer por tudo. Obrigada pelos comentários do ultimo capitulo. Espero vê-las no outro site. Ok?
Cherry! Se prepare que no próximo , e último capitulo do Nyah, Zacky Irá lhe usar!!!
Daqui a pouco eu volto aqui pra postar o super e poderoso hentai da Cherry com o Zee escrito magicamente por Lilith Bernardini. ( Não aguentei, o hentai dela me faz viajar e tive que pedir a melhor pelo melhor, certo?)
Espero que gostem e não esqueçam do comentário!
Beijos
Enjoy

Pov's Zacky


- O que significa isso?


Gena olhava incrédula os papéis que segurava. De todas as coisas que poderiam existir naquele envelope, acredito que o divórcio seria a ultima coisa que passou por sua cabeça.


- Você não sabe mais ler?

- Claro que sei. Só quero entender de onde essa ideia estúpida surgiu.

Sentei ao seu lado no sofá da sala e passei a mão nervosamente por meus cabelos. Eu sabia que essa não seria uma conversa fácil.

- Bom Gena. É exatamente isso que você está lendo. Eu tentei retardar isso o máximo possível...

- É a volta da vagabunda ruiva?!

Gena exclamou com ódio. Olhei perplexo enquanto ela se levantava ofegante.

- O quê? Você está louca. Que vagabunda ruiva é essa? De onde você tirou essa ideia?

Seus olhos encaravam os meus com fúria. Uma veia pulava em sua testa ameaçando estourar a qualquer momento. Não sabia que o divórcio seria uma tarefa tão difícil assim.

- Eu vi você saindo da casa da Jade. Aquela piranha aparece e você me dá um pé na bunda Zacky? E nossa vida juntos?

Eu não podia acreditar no que eu ouvia. Talvez poderia até ter alguma relação com meu reencontro com Jade. Vê-la novamente acendeu algo dentro de mim. Me lembrou quem eu era. Mas ela não era uma culpada disso. A falta de confiança, uma vida forçada, de aparência. A falta de amor. A falta de respeito de ambos. Isso era o motivo desse divórcio. Não dava mais para que convivêssemos como marido e mulher. Eu tinha o direito de tentar. Pelo menos mais uma vez eu precisava tentar ser feliz em minha vida amorosa.

- Não seja ridícula Gena. — Tentei não soar arrogante.- Nada disso é relacionado a Jade ou qualquer outra pessoa. Nossa vida juntos? Ela não existe. Nunca existiu e para mim já chega.

- Eu não vou assinar.- Ela respirou fundo e arremessou os papéis do divórcio em meu rosto. — Pode acreditar que farei a vida de vocês um inferno. Guarde as minhas palavras.

Eu não respondi as ameaças infundadas da Gena. Ela estava histérica, Esse seria o único motivo para tais afirmações. Então pegou as chaves de seu carro na mesa de centro me encarou mais uma vez. Eu vi ódio em seu olhar. E um pequeno arrepio percorreu minha espinha.

Ela saiu de casa batendo a porta com toda a força. E eu tive a certeza que uma coisa ruim iria acontecer. Eu deveria ter colocado minhas mãos nela naquele momento. Mas tudo o que fiz foi ficar parado vendo o fim de uma convivência destruída deixar minha vida.



Terceira pessoa




Arin estava parado ao solado da porta dos fundos assistindo Jen e Jimmy correndo pelo gramado dos fundos. Era impossível que um sorriso não brotasse em seus lábios ao ver as duas crianças brincando como se tivessem se conhecido por toda a vida. O mais divertido, era que eles haviam se conhecido no inicio daquela manhã.

Seus músculos se retesaram quando , após tropeçar em uma pedra, Jen caiu de joelhos no chão. Mas antes que pudesse tomar qualquer atitude, Jimmy já estava lá, sentando ao lado de sua nova amiguinha e limpando desajeitadamente seus joelhos branquinhos com as mãos. Arin sentiu orgulho de sua filha que agora já não chorava mais. Apenas balançava a cabeça concordando com algo que o menininho lhe dizia.

- Meu filho, pequenininho, já é um pegador. É o orgulho do papai.

Matt havia se instalado ao seu lado , lhe entregando uma garrafa de cerveja. Ele sorria mais do que talvez seu rosto pudesse suportar.


Antes que Arin pudesse responder com as típicas ameaças de pais ciumentos, o telefone em seu bolso começou a vibrar. Retirou o celular do bolso de sua bermuda de taquetel. Ao olhar pro visor sentiu pânico misturado a uma grande irritação. "Ela me disse que nunca mais me contataria.


- Só um minuto Matt.


Se afastou do maior se dirigindo a seu grande quintal. Desviou de onde as crianças brincavam e conseguiu achar um local reservado atrás da casa da piscina.

- Achei que você havia dito que nunca mais me ligaria.

- É urgente...

- Não quero saber Gena. Nâo me interessa mais suas urgências...

- Não interessa mais agora que tem o que quer?


Arin ficou alguns segundos mudo. Era verdade que há alguns anos, ele havia unido forças com Gena para afastar Jade de Zacky. Só que agora, tudo era diferente. Se arrependimento matasse, ele já estaria enterrado e bem fundo. Foi um alivio receber a noticia do filho de Jade e de seu noivado com Matt. Fazia com que a culpa que sentia por tudo o que havia feito diminuisse considerávelmente. Porque no fim, tudo deu certo e finalmente todos estavam felizes. A tristeza da realidade é que não adianta fugirmos, o passado sempre vai voltar para nos assombrar. E essa era a hora de Arin ser assombrado. E ele sabia disso.


- O que você quer?- Disse sem emoção, rezando pra que ninguém fosse perceber sua ausência.


- Quero sua ajuda.

- Que fique claro uma coisa. Qualquer acordo que tínhamos se encerrou quando você conseguiu encoleirar ao Zacky. Não tenho mais nada a tratar com você!

A risada de Gena fez seu sangue gelar.

- Queridinho, você me ajuda ou se prepare para arcar com as consequências.

- Enfie as consequências em seu cu Gena! — a essa altura, seu rostos já estava vermelho de furia. Não importava como a mulher lhe ameaçasse. Ele não participaria mais de nada que envolvesse ela. — Espero de coração que você acabe em um hospício sua vadia maluca.

Desligou o telefone com raiva e respirou algumas vezes na tentativa de se acalmar. Precisava parecer normal para quando voltasse e ignorou completamente o telefone que vibrava novamente. Não importava mais o que Gena fizesse. Se ela fosse capaz de contar sobre tudo, bom, era hora de pagar por seus erros.

Ouviu a gargalhada das duas crianças qua ainda brincavam a todo o vapor quando retornou para a entrada dos fundos de sua casa. E um pensamento nada agradável lhe ocorreu. A verdade iria acabar lhe afastando seus dois bens mais preciosos. Val e Jen.

Perto dali, praticamente na frente da casa de Arin e Valary, um Audi prata com o motor desligado abrigava uma passageira paciente e calculista.

Gena observava a movimentação da casa dos Ilejay desde o inicio da tarde. Ao que tudo indicava, ninguém sairia dali tão cedo. Sorte sua ser paciente nesse momento. Ela podia ver com perfeição as crianças brincando perto da piscina. Seria tão fácil empurrá-las ali sem que ninguém ao menos notasse. Mas nada rápido seria realmente satisfatório. Ela queria que demorasse. Queria que Jade sofresse. Que sentisse o que era perder o que mais ama. O que era não saber onde está ou como está. E seria delicioso infringir esse sofrimento a ruiva.



Pov's Jade



Me assustei quando senti um par de mãos fortes perderem em minha cintura. Logo a tranquilidade me tomou ao sentir os beijos delicados conhecidos por meu pescoço e a voz rouca que tanto amava preencher meus ouvidos.

- Baby Doll, vamos dormir aqui hoje, ok?. — Matt dizia por entre os beijos que estavam começando a me causar arrepios contínuos. — Eu bebi demais, você também.

- Tudo bem amor. Não tem como mesmo um de nós dois dirigirmos nesse estado.

- Eu dirijo dez vezes melhor bêbado.

Virei meu rosto para trás quando ele levantou a cabeça o olhando cética.

- Oh Baby... Como assim? Você não acredita em mim?

Lavei o ultimo copo e o coloquei em cima do escorredor da pia. Virei meu corpo de frente para Matt e envolvi meus braços ao redor do seu pescoço.

- Diga-se de passagem que eu conheço umas coisas que você faz dez vezes melhor que dirigir tanto bêbado quanto sóbrio.

Matthew mordeu os lábios lentamente com um sorriso sedutor no rosto. aproximou seu rosto do meu e prendeu meu lábio inferior com seus dentes.

- Pode me especificar o que isso seria?

- Arrumem um quarto, pelo amor de Deus! Vocês não tem vergonha? Há crianças na casa!

Syn exclamou cobrindo o rosto com as mãos enquanto entrava na cozinha seguido por Valary. Matt e eu nos afastamos um pouco já que minhas suas pernas estavam entre as minhas aquela altura.

- Não fode Syn!- Exclamou Matt rindo e se afastando de mim para se sentar a mesa da cozinha com os amigos.


- Jade, arrumei o quarto para você e Matt. O Jimmy pode dormir no da Jen. Tem uma cama sobresselente.

- Tudo bem Val. Obrigada por nos receber.

- Para de frescura né ? Vocês são da família.


Val sempre seria uma das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Sempre me tratou com respeito e carinho e para sempre eu só conseguiria olhá-la com admiração. Não é a toa que todos a amavam tanto. Ela era linda, tanto por dentro como por fora.


Arin entrou na cozinha trazendo consigo as crianças que estavam mais que sujas.

- Será que alguém nesse lugar poderia convencer esses anões a tomarem banho.

- Eu não sou anão. Sou grandão que nem meu pai!

Jimmy exclamou fazendo bico enquanto Jen ria boba olhando para o menino. Achava que meu filho tinha arrumado uma namoradinha. E esse pensamento me fez rir.

- Falta a você a didática pertencente as mães. — disse sorrindo.

- É mesmo amor. Quer ver? Os dois agora para o banheiro se não quiserem que eu acorrente os dois ao pé da cama do tio Matt.

- Não mãe!- Jane exclamou apavorada. — Ele parece um trator, eu fico com medo. — Ela se escondeu atrás do pai.

- Mas eu nem ronco!

- A não , magina... — Syn disse sarcástico.

- Então quer dizer que eu ronco?

Estava distraída com as crianças que já começavam a se mover para perto de Valary para o tão aguardado banho. E quando levantei a cabeça vi que todos olhavam para mim aguardando a resposta.

- Ah... Qual é gente? Vocês sabem que quando eu durmo o teto pode cair na minha cabeça que eu não me abalo. -Matt ainda me encarava com expectativa. Não faço ideia se você ronca... Muito.

- Você quer dizer que eu emito sons que te incomodam?

- Talvez... Muito raramente. — Ele me encarou emburrado fazendo bico como uma criança. Dava vontade de morder. — Ah amor, eu posso sobreviver com isso.

Todos começaram a rir até que Arin , que parecia um pouco apreensivo, interrompeu o momento descontraído.

- Onde está Zacky?

- Ele disse que precisava resolver um assunto urgente. Acho até que ele estava um pouco ansioso, não parava quieto.

Após dizer isso Val saiu da cozinha junto com as crianças que após a ameaça já não protestavam com relação ao banho.

- Sei bem que o assunto urgente dele é entre as coxas de alguma mulher, que não é a dele.

- Syn! — Exclamei horrorizada. — Isso não é da sua conta.

- Mas o Syn tá certo amor. — Matt partiu em defesa do amigo. — Zacky está de olho na irmãzinha do Barry não é de hoje. Deve ser isso que ele fez.

O termo "irmãzinha" me deixava assustada. Eu sabia o que Zacky era capaz de fazer com uma mulher quando se tratava de sexo. Sem dúvidas era bom, mas talvez não fosse para meninas. E isso poderia lhe trazer problemas futuros.

- Quantos anos ela tem? — Indaguei.

- Ah. Uns 18, 19... Por aí. Mais de 20 ela não tem. Por que amor?

Matt me abraçou por trás , segurando minha cintura possessivamente e apoiando seu queixo em meu ombro.

- Isso não pode causar algum problema ao Zacky? Ela ser tão mais nova. Ele é uma figura pública. E acho que os irmãos dela não iriam gostar.

- Pode ficar tranquila quanto aos problemas Cat. — Syn disse se dirigindo a geladeira. A Abriu e ficou a analisando por alguns segundos até que achou que outra cerveja era o que precisava. — O máximo que vai acontecer é o Matt e o Jason meterem a porrada no gordo e ele ficar desfigurado.

Olhei pro Matt assustada. Ele somente deu de ombros e beijou minha bochecha.

- Fica tranquila Baby, vai dar tudo certo.

O único que não manifestou nenhuma opinião era Arin. Estava apoiado na pia olhando pela janela para o quintal. Seu olhar era vago. Ele parecia preocupado com alguma coisa. Parecia não. Ele estava preocupado com alguma coisa. E a única que havia notado isso era eu.


[...]



Depois do banho me deitei na cama no quarto que Val havia colocado a disposição minha e de Matt. Eu estava cansada. A cerveja misturada com Jen, Jimmy e Matt, que era as vezes tão criança quanto os dois, havia me deixado exausta. Sendo assim, depois que coloquei as crianças para dormir no quarto de Jen , nem esperei por Matt e subi para tomar banho e descansar um pouco.

Matt entrou logo em seguida para tomar banho e eu apaguei a luz do abajur. Alguns minutos depois ouvi o barulho do chuveiro sendo aberto. Eu tinha muita sorte mesmo. Apesar de tudo , no final, as coisas deram certo. Eu estava feliz. Tinha meu filho e o homem que eu amava ao meu lado. Amigos maravilhosos que estavam ao meu lado para o que eu precisasse. Então o por que de eu estar tão apreensiva e ansiosa? Uma sensação ruim se instalava dentro de mim. Um sofrimento por antecipação. Mas o que ele antecipava?

Eu me sentia tranquila até ver como Arin se comportou ao fim da tarde. Ele estava bem durante todo o dia e de uma hora para outra ele se fechou dentro de um casulo impenetrável e ninguém parecia se preocupar com isso. Eu não conseguia desviar meus olhos de suas ações. Percebi que durante a janta ele mal comeu. Algo o estava perturbando. E eu sentia necessidade de saber o que era. Só que minha relação com ele não era composta por esse tipo de intimidade. Eu não poderia simplesmente interrogá-lo para saber o que estava acontecendo. Eu tomaria um fora com toda a certeza. Só que saber disso não me deixava mais tranquila.

Logo o som do chuveiro acabou e a porta do banheiro foi aberta iluminando um pouco do quarto que estava um breu. Olhei para frente e tampando a luz que vinha do banheiro, parado no portal, vi Matt gloriosamente nu. Em uma fração de segundos milhares de pensamentos sobre o que fazer com ele naquele estado me passaram pela cabeça. O que tirou completamente o foco das minhas preocupações.

- Adoro quando você me olha assim Baby Doll. Fica explicito o que você quer.

Matt sorriu e sua voz rouca era uma caricia não só por meus ouvido quanto para meu coração. Só a simples presença dele já me acalmava completamente.

Apagou a luz do banheiro e se dirigiu a minha frente.Subiu na cama e foi colocando aos poucos seu corpo por cima do meu. Era impossível resistir ao homem que sorria daquela forma para mim.

- Você sabe que eu estou ansioso?

- Com o que Matt?

- Mal posso esperar pela hora em que você vai assinar como senhora Sanders. É quase um "pertence a Matthew".

Eu ri com sua afirmação e ele me acompanhou. Aproveitei a posição privilegiada a qual seu corpo se encontrava e deslizei a ponta dos dedos por suas costas. Seus músculos bem definidos eram um deleite ao meu toque. Era possível sentir perfeitamente as divisões bem trabalhadas de cada um. Um ronronar excitado saiu de sua garganta o que me instigou a descer mais minhas mãos até que chegasse na curva que suas costas faziam ligeiramente.

- Já sou sua a uns bons anos.

- Mas será oficial. — Movi meu corpo preguiçosamente em baixo do de Matt tomando o cuidado devido para que o meu corpo, coberto unicamente por uma blusa sua, esfregasse nos ponto mais prazeroso de seu corpo.- Você está me provocando ou é impressão?

- Eu? Provocando você. — Combinei o movimento que eu já fazia em baixo de Matt com um leve arranhão em suas costas. O ronronar virou um grunhido gutural.

Seu corpo levantou-se do meu bruscamente. Matthew ajoelhou na cama e segurou em meus tornozelos. Me puxou com agressividade para baixou, fazendo meu corpo deslizar pela cama e minhas pernas ficarem entre suas coxas.

- Eu sei jogar esse jogo também Baby Doll.

Suas mãos deslizaram lentamente dos meus tornozelos para a minha panturrilha. Tão quentes e suaves que fizeram meu corpo tremer com esse toque. Logo elas se encontravam em no interior de minhas coxas fazendo com que minha respiração acelerasse.

- Matt não! Nós estamos na casa dos... AH... — Ele me tocou com a pontas dos dedos em minha entrada que a essa altura já estava mais do que preparada para recebê-lo.

- Shiu. Se acalme Baby Doll. É só não fazermos barulho. — Seus dedos deslizavam pela extensão de minha pele umedecida. Até que sem nenhum aviso ele me penetrou com seus dedos indicador e médio. E eu tive que morder os lábios com força para não gemer. Um torturante movimento de vai- e — vém foi iniciado e eu me contorcia empurrando meu quadril em sua direção para aliviar minha aflição. — Acha que consegue ficar quietinha?

Balancei a cabeça afirmando e com um sorriso maldoso, levou uma das mãos ao meu seio, que mesmo por cima da blusa, era possível ver que meu mamilo estava intumescido. Seus dedos prenderam o bico do meu seio, o apertando delicadamente e simultaneamente seu polegar encontrou meu clitóris e começou a massageá-lo no mesmo ritmo de suas estocadas. Impossível não gemer. Impossível não me entregar a essa sensação tão prazerosa. Esqueci completamente de onde estava. A aquela altura só queria encontrar a cura para aquela queimação tão incomoda e gostosa que vinha de meu baixo ventre. Eu estava quase lá quando Matt parou tudo o que fazia retirando seus dedos de mim.

- Não!- Exclamei apoiando em meus cotovelos para encará-lo. Ele riu gostosamente enquanto suspendia minha blusa e a retirava. E eu descobri que sua risada rouca tinha ligação direta com meu ventre o fazendo doer.

Levou seus dedos a meus lábios.

- Chupa.

Segurei sua mão e fiz exatamente o que ele me mandou enquanto o encarava. Deslizei minha língua por seus dedos grossos, sentido o sabor levemente salgado de meu corpo. Ele me olhava fascinado o que aumentava ainda mais minha excitação. Mordisquei a carne de seus dedos o que o fez gemer e retirá-los da minha boca. Segurou em meus cabelos com agressividade e me beijou quase ferindo meus lábios e tudo enquanto se posicionava entre minhas pernas. Tudo o que eu podia fazer era retribuir a seu beijo. Ele se afastou e colocou sua testa encostada a minha.

- Os dois melhores gostos do mundo de uma só vez. Você me deixa maluco Jade.

Com um movimento preciso de seu quadril, seu membro me penetrou lentamente. Eu podia sentir nitidamente seu corpo me desvendando, centímetro a centímetro. Arqueei minhas costas ligeiramente e mordi seu ombro para abafar meus gemidos. E impulsionei meu quadril para frente o fazendo enterrar-se fundo em mim. Seu gemido era melhor música que eu poderia escutar. Nada seria mais lindo que isso. E então ele começou a se movimentar com força, em busca de nossa liberação. Enquanto apertava cada pedaço de pele que conseguia. Seus lábios encontraram meu mamilo esquerdo e logo chupões e mordidas me faziam delirar.

Nossos gemidos se misturavam e confundiam como nossos suor. Nosso cheiro. Éramos um só.

- Eu não vou aguentar muito tempo Baby Doll. Você é tão apertada, tão quentinha, tão molhada. Por favor...

Ele não precisaria nem mesmo me pedir, mas sua voz era o catalisador ideal para o gozo intenso e explosivo que me fez alcançar. Minha intimidade se contraiu a seu redor involuntariamente devido aos espasmos que meu orgasmos causava em meu corpo.

- Ah Jade! — Apertou minha cintura com uma força descomunal. Se eu não estivesse tão perdida pelas ondas de prazer que circulavam meu corpo eu teria gritado de dor. E com mais três estocadas fortes o senti me preencher. Seu gemido era delicioso, poderia me levar a outro orgasmo facilmente só assim.

Sua cabeça pendeu em meu peito e sua respiração era ofegante. Ficamos ali deitados, sem nos desencaixarmos enquanto nossas respirações iam se normalizando.

- Você vai me matar disso ainda Baby Doll. — Disse divertindo. — E o pior é que eu vou adorar morrer no melhor lugar de todo mundo, dentro de você.

E ri e beijei sua testa suada.

- Te amo Matthew. Te amo muito mesmo. Não me deixa fugir nunca mais.

- Nem mesmo que você queira você vai conseguir fugir de mim meu amor, eu prometo.


Adormecemos dessa forma. Encaixados, abraçados e completamente saciados.



[...]



- Acorda Mãe! — Jimmy me sacudia e eu abri os olhos com dificuldade. — Posso brincar com a Jen lá fora?

Jen estava na porta do quarto nos olhando com a carinha esperançosa. Matt resmungou algo que não entendi e abriu os olhos encarando a situação. Graças a tudo o que é mais sagrado acordamos durante a madrugada e nos cobrimos. Segurei a coberta sob meus seios e o encarei.

- Espera a mamãe tomar um banho que eu vou olhar vocês brincando.

- Ah mãe. Deixa vai. A gente fica quetinho.

- É tia Jade. — A voz de Jade se fez ouvir. — Não tem perigo.

Encarei Matt que se sentava na cama e coçava a cabeça.

- Aqui não tem perigo Jade. Eles podem brincar enquanto nós tomamos banho e depois vamos lá pra fora.

Rolei os olhos. Ainda não estava acostumada a dividir com Matt a tarefa chamada Jimmy. Mas ele sempre estava ali na casa de Val e Arin com jen. Ele conhecia o lugar.

-Ok então. Mas não quero nenhum dos dois perto da piscina.

- Tá bom mãe. Vem Jen.

Jimmy segurou a mãe da amiguinha e correu com ela pra fora do quarto.

- Não e preocupe Baby Doll, eles vão ficar bem e daqui a pouco estaremos lá.


Tomei um banho rápido e me vesti deixando Matt sozinho terminar seu banho. Estávamos juntos no banheiro mas meus pensamentos estavam longe dali. Eu estava com um mal pressentimento.

Coloquei uma bermuda jeans, a blusa branca que dormi do Matt e prendi meus cabelos em um rabo de cavalo prático. Calcei meus tênis.

- Vou lá ficar com os meninos amor.

- Tudo bem Baby... — Matt gritou de dentro do chuveiro.

Antes que eu pudesse chegar na metade da escada Jen a subia correndo e ofegante.

- Tia... Não acho o Jimmy.

- Vocês estavam brincando de esconde-esconde?

- Não tia. — Ela respirou fundo tentando recuperar o fôlego. — Eu não gosto de brincar disso. Eu disse a ele. Eu sempre perco.

- Vamos procurá-lo juntas então.

Segurei sua mãozinha e desci as escadas gritando por Jimmy.

Chegamos ao quintal e começamos a revirar cada canto que podíamos e nada dele. Matt apareceu na porta da cozinha olhando preocupado.

- O que foi Jade?

Olhei pra ele sentido que ia me desesperar a qualquer momento.

- Não encontro o Jimmy!

Na mesma hora Matt correu para dentro gritando pelo o nome de James enquanto eu continuava a procurá-lo atras da casa da piscina. Nenhum sinal.

Val , Arin e Syn acordaram com a movimentação.

- Jade!

Matt me gritou e fui a seu encontro na cozinha.

- Você não achou. — Balancei a cabeça sem conseguir falar e ele pegou o telefone celular do bolso. — Vou chamar a polícia.

Minhas pernas cederam e Valary veio a meu encontro para me amparar.

- Calma querida. Nos vamos achá-lo.

Nada iria me deixar calma naquele momento. Eu só queria meu bebê. Syn pegou as chaves do carro.

- Ele não deve estar longe.

- Eu vou com você.

- Não! — Ele foi categórico. — Você fica Cat pro caso dele voltar. E Matt fica pra esperar a polícia chegar. Arin vem comigo.

Arin estava estático e então em um piscar voltou a parecer normal.

- Ok... Vamos sim.

Matt terminou de falar com a polícia. Eu não estava mais ali. Eu estava procurando longe, onde e porque o Jimmy sairia de lá dessa forma. Ou quem poderia fazer isso. E eu não conseguia achar nenhuma resposta.


Notas finais
Por favor comentem! (Penúltima imploradinha no Nyah com Hostility)