Hostility
49 And we're at it again
Notas iniciais
Estou aqui em mais um momento de loucura postando o capitulo da revelação! ahushauhsuahush Pois é... Hoje que vocês saberão aquilo que queriam tanto!
Espero sinceramente que gostem do que eu escrevi, apesar de estar meio confuso e complicado... Enfim!
zacky lovers ( Se é que tem mais alguma além de mim e da Cherry ahsuahushauhsua) Bastante dele para vocês!
Matt Lovers ( Eu e mais um montão ) Ele tá na geladeira por enquanto... No próximo, só vai dar ele! Ou em partes ahsuhaushuahsuha
Brian Lovers ( Entenda- se todas ahsuhauhsuahusha) Bom... Nada pra falar dele. Ele é o Brian né? kkkkkk
Então meninas, vamos ao capitulo!!!
Beijos e não esqueçam de comentar!
Enjoy!
Obs: personagem nova aparecendo aqui!
Pov’s Zacky
- Amorzinhoooo???
Ai que inferno! Onde eu estava com a cabeça quando decidi casar com essa mulher? Ela era irritante, mesquinha, não gostava dos meus amigos e a voz dela me dava náuseas. Sinceramente, nem mais gostosa eu conseguia ver que ela era. O que me levava a manter um relacionamento com ela? Não faço idéia...
Desci as escadas lentamente tentando ao máximo adiar o meu encontro com a Marilin Morooe do inferno que eu escolhi como esposa.
- Amorzinho , você é surdo? – perguntou a loira demonstrando algumas notas de irritação em sua voz.
“Só quando é você que fala...” Pensei... – Eu já estava descendo Gena.. O que é tão importante?
Parei no ultimo degrau da escada e encarei a mulher. Seu cabelo loiro quase branco. A boca delineada por um batom vermelho berrante. A maldita pinta do lado da boca. O corpo que uma vez, a muito tempo atrás eu já senti atração. Tudo naquela mulher era insuportável. E eu merecia aturar isso por ser impulsivo. Nunca deveria ter escutado esse encosto quando Jade foi embora.
- Zacky meu lindinho... – a mulher passava a mão gentilmente por meus cabelos enquanto eu a encarava ainda sem forças de levantar da cama.- você não pode ficar assim para sempre. Eu estou aqui para você.
- Gena, sinceramente eu nem sei o que você está fazendo aqui. Eu quero ficar sozinho.
Ela levantou do meu lado na cama e parou a minha frente, com as mãos na cintura.
- Zachary James Baker, você irá levantar dessa cama agora e vai parar de se auto-flagelar. Aquelazinha lá nunca te mereceu ok? Ela nunca te amou.
- Cala a a boca Gena, você não sabe o que está falando...
- Sei sim. Sei também que eu te amo e estou aqui esperando você com toda a paciência do mundo. Passei por tanta coisa por você- seus olhos estavam cheios de lágrimas já e me levantei, sentando de frente a ela. – E eu estou aqui, mesmo que você esteja na merda por conta daquela vagabunda ruiva. Eu estou aqui escutando que você a ama e tudo o mais. Por mais que isso me destrua, eu não saio do seu lado, nem nunca vai sair.
Sabia que me arrependeria, mas estava tão carente. Com tanta dor pela partida de Jade, pela perda do meu filho. Talvez Gena aliviasse isso.
Segurei em sua cintura esmagando meus dedos com força em sua barriga. A ouvi arfar e gemer um pouco incomodada. Talvez aquilo doesse. Mas foda-se. Não me importava. Estava frustrado e a usaria para aliviar minha frustração. A sentei em meu colo e levei meus lábios ao seu pescoço a mordendo com força. Mas uma vez ela gemeu de dor e logo começou a rir. Filha da puta sádica! Eu iria foder até perder a consciência. Até ela perder a dela. Esperava apenas que aquela vadia fosse gostosa ainda. Afinal, seria só por uma noite...
Uma noite? A ta bom... Depois disso eu não conseguia mais me livrar de Gena. E para falar a verdade, nem forças eu tinha para isso. E algo que sempre me enojou me acometeu. O conformismo. Eu nunca me conformei com absolutamente nada em minha vida. E foi isso que me levou a onde cheguei. Eu tinha vontade de brigar pelo que merecia. Mas eu me conformei em não ter a mulher com quem eu realmente queria ficar fácil demais. E em alguns meses eu estava casado com a noiva de Chuck. O que me fazia ter forças para levantar todos os dias eram meus amigos, minha banda e claro...
- Eu tentei passar meu cartão de crédito e não tem limite meu bebezinho. – a vagabunda tinha o dom de interromper até a porra dos meus pensamentos. — Sabe o que aconteceu?
- Sei sim... – me dirigi ao sofá e peguei o controle da tv a ligando e passando os canais aleatoriamente sem que nada me interessasse.– Eu diminui o limite. Liguei para a central de cartões ontem...
- MAS POR QUÊ? – Gritou tomando o controle remoto da tv de minha mão e o arremessando no chão. Maldita a hora que eu prometi que nunca mais encostaria um dedo em mulher nenhuma. – Você ficou louco? Como vou comprar minhas coisas agora?
- Ué... Volta a trabalhar.
- Não preciso. – Disse com desdém. – Meu maridinho é um astro do rock em uma banda de merda.
- Ah... Que pena que não gosta da minha banda, sua opinião é tão importante para mim... – Usei meu tom mais sarcástico e me encaminhei em direção a cozinha. Abri a geladeira e mais uma vez quis matar aquela vaca. Minha geladeira parecia uma feira agrária de tanto mato e coisas sem gosto e de soja. – GENA! EU QUERO COMIDA DE VERDADE. QUEM FOI QUE MANDOU VOCÊ SÓ COMPRAR ESSAS MERDAS?
Ela entrou na cozinha calmamente com um sorriso vitorioso no rosto. – Eu não tenho o que quero e você não tem o que quer. Sem um limite de cartão descente para mim. Sem comida para você. Se quiser é isso aí! Ah... Pensa pelo lado positivo, isso é quase um serviço publico. Estou evitando que você volte a ser um obeso nojento.
Piranha! Eu nunca fui obeso, eu era “cheinho”. Mas respirei fundo e coloquei a mão no bolso e retirei minha carteira. A abri e olhei meus cartões dispostos de forma que eu podia ver cada um deles brilhando. Pensei em pegar o sem limites e entregar para a loira, mas a sanidade veio logo a minha mente e puxei outro.
- Toma- Estendi o cartão. – Vai fazer uma viagem , passa o fim de semana fora. Chama uma amiga. Só me deixa em paz, por favor.
Vi uma leve mágoa brotar em seu olhar, mas essa logo se dissipou quando Gena arrancou o cartão de minha mão.
- Pensando em me chifrar? Usa camisinha por favor. – Pegou a bolsa encostada no espaldar da cadeira e colocou no ombro. – Não quero pegar nenhuma doença dessas piranhas que você come por aí.
- Mas eu te como sempre querida e as minhas piranhas nunca ficaram com esse medo bobo de você. – Deixei o deboche transparecer em cada palavra. — E vamos ser sinceros, elas deveriam.
Ela saiu da cozinha me deixando sozinho. Eu vi o relance de mágoa que dirigiu a mim em seu olhar. Eu havia ido longe demais? Talvez... Considerei por alguns segundos. Ela era minha esposa e eu deveria tentar transformar nossa relação em alguma coisa um pouco menos insuportável. Fui atrás dela e segurei seu braço antes que ela abrisse a porta da frente. Ela me encarou com um olhar vazio. Beijei delicadamente seus lábios e ela não correspondeu.
- Me desculpa Ge... Eu sou um idiota as vezes.
- As vezes? – Ela disse sorrindo- Eu acho que é quase sempre.
- Então simplesmente divirta-se ok? As coisas vão melhorar quando você voltar.
- Assim eu espero.
Dessa vez ela permitiu que eu a beija-se e saiu de casa. Finalmente a casa era só minha outra vez, mesmo que fosse só por três dias. Tomara que eles demorassem muito.
Quando quase pegava no sono sentado, todo arreganhado no sofá após o melhor almoço do mundo ( abençoado seja o cara que inventou o disk do Mc Donald’s) meu celularcomeçou a tocar. Atendi sem nem olhar quem era.
- Fala aew.
- Aew gordo- Johnny, tão carinhoso. – O Syn não vai amanhã...
- Como assim não vai? – Bom, que ele não gostava de golfe era fato. Mas era uma das raras oportunidades que tínhamos de nos reunir quando estávamos de férias sem que a gena estivesse empoleirada no meu ombro. Fora que teríamos um show no domingo e eu admito que Matt tem razão. O golfe relaxa.
- Falou que tem um compromissso...
- Compromisso as oito e meia da manhã de uma sexta?
- Também achei estranho.
- Vou resolver essa porra agora. Pera aew!
Coloquei a ligação de Johnny em espera e teclei o numero de Brian. Aquela bicha tinha sempre que estragar nossos planos. Um fim de semana livre. Agente ia jogar, depois beber, catar alguém por aí e beber mais um pouco.
- Pronto
- Você vai amanhã!- Disse seco.
- Não posso cara, foi mal... Mas a noite está de pé ainda.
- O que você tem de tão importante pra fazer?
- Vou sair ué... Depois agente conversa cara (eu tive quase certeza de ter ouvido uma gargalhada feminina do outro lado da linha)
- Valeu vai trocar agente por mulher mesmo?
- Não é nada disso... – mas uma gargalhada, e engraçado que parecia que eu conhecia aquele tom de algum lugar. – quando eu chegar em casa eu te ligo.
Quando Brian desligou o telefone levou alguns minutos para que eulembrasse que tinha deixado Johnny em espera. Alguma coisa naquela gargalhada que eu escutei que me era familiar. Brian tinha se tornado uma pessoa muito estranha e misteriosa. A anos atendia telefonemas as escondidas, dava desculpas esfarrapadas para seus sumiços e quando viajavamos trazia inúmeros presentes... Ele não estava mais namorando, que eu saiba. Jessica voltaria só no final do semestre e ele nem fazia idéia disso, somente eu e Matt sabíamos... O Brian estava estranho e eu resolveria aquilo.
- Johnny-tive que ligar novamente, já que pela a minha demora ele já havia desligadoo telefone.- Me encontra as sete da manhã aqui em casa.
Eu sabia exatamente o que fazer.
Pov’s Jade
Entrei no quarto com a bandeja de café e Brian já estava sentado ao pé da camame olhando com um sorriso bobo nos lábios.
- Eu posso me acostumar a isso.
- Como se eu não fizesse isso sempre, eu sei cuidar dos meus garotos. – Eu ri e apoiei a bandeja com o café na mesinha de cabeceira.
- Jimmy já foi a escola? – perguntou coçando os olhos.
- Já sim, acabei de voltar de lá. Você tem que ir para lá as dez e meia. Vai passar em casa?
- Vou sim, deixei minha guitarra lá, vou ter que pegar né? Afinal, eu tenho que fazer todos os coleguinhas do Jimmy morrer de inveja por não terem um pai guitarrista – Disse rindo e me puxou pela cintura, fazendo com que eu sentasse em seu colo. – Bom dia Cat.
Beijou delicadamente a curva do meu pescoço e mordiscou a pele me dando arrepio gostoso.
- Bom dia. – Me ajeitei em seu colo, com uma perna em cada lado de sua cintura. – Você vai se atrasar Syn.
- Como vou me atrasar? Minha casa fica a 30 minutos daqui Cat... – Segurou com força minha bunda e puxou meu corpo de encontro ao seu e sarrou seus lábios nos meus.
- Brian! – O advertir.
- A Cat... Você que sentou no meu colo.
Havíamos decidido que após o ocorrido no domingo entre nós dois no porão, evitaríamos que isso se tornasse rotineiro.Isso era quase impossível, tendo em vista que nosso grau de intimidade aumentou muito e nós dois nos tocávamos e beijávamos com freqüência.
- Sentei porque você me puxou. — Disse rindo e tentando me levantar só que ele me prendia pelas pernas com força. – me deixa levantar!
- Não que ta tão quentinho. – Disse alisando minhas coxas e mordendo meu ombro. – Você disse pra gente não transar, não falou nada de beijar ou se esfregar...
Fui obrigada a rir como sempre e antes que pudesse perceber nossos lábios já estavam colados e nos beijávamos lentamente. Fomos interrompidos com o som de um pigarro forte vindo da porta.
- E depois vocês negam até a morte que estão se comendo.
Tentei saltar do colo do Brian mas esse me segurou ainda mais forte e me fez deitar na cama . Agente sempre negava ao Tay que isso estivesse acontecendo, e demos a sorte de que ele nos pegasse em flagrante.
- Taylor me salva desse ogro! Ele não quer me soltar.
Logo senti o peso do corpo de Tay por cima do meu.
- Jade você não consegue ver que esse cara quer meu corpo nú banhando em óleos aromáticos? – Brian dizia tentando empurrar Taylor de cima de nós dois e esse por sua vez só ria.
- AAAAAAAAAAAHTaylor, Ta me machucando poxa...
Ele rolou para o lado deitando de barriga para cima na cama. Brian levantou da cama comigo no colo e tentava me arrastar com ele para o banheiro de qualquer jeito. Depois de muito relutar, conseguir ficar no quarto enquanto ele ia ao banheiro resmungando. Deitei ao lado de Taylor puxando uma torrada de cima da bandeja e praticamente obrigando Taylor a comer.
- Desde quando? – Ele disse de boca cheia sem me encarar.
- Só aconteceu alguma coisa no domingo Tay....
- E vocês agora estão juntos?
Antes que eu respondesse a porta do banheiro se abriu e Brian saiu praticamente pronto.
- Interrompi alguma coisa? – Ele perguntou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso nos lábios.
- Nada eu já estava de saída mesmo... Vou deixar os “pombinhos” em seu ninho de amor. – Taylor disse se levantando se esquivando de um soco que eu estava prestese lhe deferir. – Se bem que vocês esconderam bem... Quase uma semana...
- Cala a boca Taylor! – Eu exclamei enquanto Brian ria e me abraçava por trás encostando sua cabeça em meu ombro.
- Deixa ele Cat... Não deve estar comendo ninguém, tem que prestar atenção na vida dos outros por causa disso.
- Eu? Sem comer ninguém? Ah! Ai que você se engana meu caro... Mas um cavalheiro não comenta.-
- Cavalheiro ... Sei...
Me deu um beijo na testa e saiu do quarto e nisso, Brian me virou fazendo com que eu ficasse de frente para ele.
- Estamos juntos? – Me perguntou sério.
- Brian, eu não sei o que agente tem. Mas estamos sempre juntos não é mesmo? – Ri sem graça.
- Jade, não seja evasiva quanto a isso. – fiquei séria na hora. – Sabe que daria certo não sabe?
- Até quando Syn? – Perguntei me afastando dele e sentando na cama. – Até você se enjoar?
- Eu nunca me enjoaria de você. É minha melhor amiga, me conhece como ninguém. Nós nos damos bem e estaríamos fazendo a vontade do James...
- Viu? Você está focando isso da forma errada Syn. Você está querendo assumir um relacionamento comigo para agradar ao James e não por nós dois.
Ele se sentou ao meu lado na cama e envolveu seus braços ao redor do meu ombro.
- Que mal tem agradar ele? – esfregou meus braços com as mãos. – Seríamos uma família de verdade.
- E agente ia esconder isso da sua família até quando? Dos seus amigos?
- Não precisaríamos esconder...
- Ah, não? – perguntei sarcástica. – quando baterem o olho nele? E quando o pai dele bater o olho nele. – Brian engoliu em seco e fechou os olhos. Senti a tensão em cada músculo dele que me envolvia. – E quando a Jess voltar...
- Ela não vai voltar. – Disse incisivo.
- E se voltar Brian. Nós dois sabemos que você a ama e não pensaria duas vezes em me largar e correr para ela. E eu vou ficar como?
- Me desculpa Cat... De uns tempos para cá eu. Agente convive tanto tempo juntos que parece que a nossa vida se resume a nós dois. Ao Jimmy...
- A minha se resume a você, ao Tay e ao Jimmy. Mas a sua vida não. – disse sorrindo tristemente. – Eu vou contar a verdade Syn.
Ele me olhou com os olhos arregalados. – Vai atrás dele então? E o medo que você tem?
Considerei alguns minutos enquanto ele ainda me encarava. Ir atrás do pai do meu filho e contar toda a verdade não seria saudável para mim. Conhecendo o gênio da figura como eu conhecia eu tinha certeza que talvez não sobrasse cacos de Jade para contar a história. Porém faria muito bem ao Jimmy conhecer ao pai. Ele não merecia ser humilhado na escola nem pensar que não era amado por minha culpa. E também faria bem ao Brian. Eu estaria libertando ele dessa mentira que eu criei para as nossas vidas e pararia de tentar enganar a si mesmo. Eu seria a única a sair prejudicada dessa vez. Eu teria que fazer o que era certo.
- Ta na hora de crescer Brian e assumir tudo o que eu fiz. Eu só prejudiquei as pessoas que eu amava com esse circo que eu montei. É hora de contar a verdade e aceitar as conseqüências dos meus atos sozinha.
Ele segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos e eu me senti tão segura com aquele ato. Brian me dava uma força tão grande que palavras não poderiam explicar isso. Eu me sentia capaz de qualquer coisa só por ele está ali, me apoiando.
- Sozinha nunca Cat. – Ele sorriu largamente. – Eu sempre vou estar com você. Inclusive quando a merda ficar grande.
Nós dois gargalhamos e ele me beijou delicadamente, beijo esse que eu retribuir.
- Espero de coração que você não arranje tão cedo um namorado, adoro te beijar. –Disse com a testa encostada a minha.
- Pode deixar que mesmo que essa coisa impossível venha a acontecer, agente se beija escondido...
- Que é bem mais gostoso.- e a sua gargalhada me deixava mais calma, apesar de tudo em mim me dar certeza de que algo ruim estava prestes a acontecer.
Pov’s Zacky
- Por favor me diz que o Syn está pegando uma professora lá dentro cara. Por favor! – Exclamava Johnny que estava tão atônito quanto eu.
Nosso plano era amador mas muito bem elaborado. Claro, fui eu que elaborei. Depois de sermos xingados e ameaçados até nossa oitava geração por Matt que parecia muito disposto a jogar mesmo que sem o Syn. Johnny e eu nos encontramos lá em casa e seguimos até a casa de Syn. Liguei para seu celular algumas vezes e só dava desligado. Assisti ele chegando em casa e saindo. Nossa deixa! Seguimos seu carro a uma distancia bem segura e estacionamos em um parque de frente para o local que ele entrou. Uma escola. Como assim uma escola?
- Eu espero que seja uma professora mesmo Joh... Porque se for uma das alunas vamos ter que tirar ele da cadeia.
- O que agente está fazendo é ridículo Zacky. – Ele me encarou sério. – Estamos seguindo nosso melhor amigo saca?
- E ele que está escondendo alguma coisa da gente? Não é ridículo o que ele está fazendo também?
- Talvez ele não queria ser zuado. Talvez ele goste de garotas com o rosto inocente... Cansou das putas. Bom que sobra bem mais para mim...
Garotas de rosto inocente? Eu gosto desse tipo de garotas. Foi o que me fez ficar completamente apaixonado por Jade na primeira vez que a vi.Ficava enlouquecido com a contradição que ela significava. Ou a contradição que eu a ensinei a ser. Parecia um anjo ruivo e delicado mas sozinha comigo era meu demônio e meu pecado. E algo louco apareceu em minha mente. A gargalhada que eu ouvi no telefone. Eu a conhecia... Mas não podia ser. Ou poderia? Claro que poderia, eles saíram da minha casa juntos e depois disso nunca mais tivemos notícias de Jade.
- Johnny, ele não está escondendo algo. Ele esconde alguém.
- Quem ele está pegando?
- Não sei sinceramente se ele pega, tendo em vista que o comportamento dele mudou muito de uns anos para cá... Mas que ele esconde...
- Há quanto tempo mais ou menos e Syn anda estranho? – Johnny me perguntou e eu quase compreendendo o que eu queria dizer.
- A uns cinco anos? – Arqueei uma sobrancelha com um sorrisinho em meu rosto.
- Exatamente o tempo em que a ... Ah meu Deus! É a Chris. Ele está escondendo a Chris! – Parecia que ele tinha descoberto água no deserto.
- Eu acho que não é só a Jade não ... – Apertei com força o volante sentindo que os nós dos meus dedos iam ficando brancos conforme a circulação se esvaia.- Se não for, bom... Synyster Gates vai ter muito o que me explicar até me convencer a não quebrar a cara dele.
- HEY VOCÊS DOIS! – Nos assustamos ao ver uma louca bater freneticamente na janela do meu carro. -ESTOU LIGANDO AGORA PARA A POLÍCIA SEUS PEDÓFILOS NOGENTOS!
Revirei os olhos e fui obrigado a sair do carro seguido de Johnny. A menina arregalou os olhos assustada. Sim, aparentava ser uma menina, em seus dezoito anos, no máximo. A pele brilhante e bronzeada, seus cabelos muito negros e lisos, levemente ondulados nas pontas que eram pintadas de azul, para nossa surpresa. Ela virou de costas na tentativa de correr e segurei em seu braço sem muita força a impedindo. Pude ver de relance em suas costas uma tatuagem que parecia terminar bem abaixo do cós de sua bermuda.
- Calma. Nós podemos explicar.- Ela se virou ainda com uma expressão assustada a face e reparei a argolinha que tinha presa em seu nariz afilado. Era fato, eu estava secando a menina.
- Vocês são Zacky Vengeance e Johnny Christ??? Ah meu Jimmy! – ela colocou a mão sobre o peito respirando com um pouco de dificuldade. – me diz que vocês não são pedófilos, por favor!
- Claro que não somos pedófilos... – Johnny se adiantou e tocou meu ombro para que eu pudesse soltar a garota. Assim que a soltei ele a olhou mais atentamente. – Você não é Rachel Barry?
- Não... Raquel Barry... – Ela disse revirando os olhos e mordendo o lábio inferior nervosa-Que vocês fazem aqui?
- Pera aí? Você é Raquel Barry? – Ela assentiu com a cabeça – A irmãzinha remelenta e que vivia pedindo para ir no parquinho, dos Barry?
“Ponto Zacky, você chamou a gata de remelenta. Parabéns , ela vai sim querer seu corpo por cima do dela agora.” – odeio minha voz da consciência!
- Meia irmã meu pai é o mesmo que o deles. Daí a dizer que somos irmãos... bom, nossas reuniões de família não tem sido muito boas. – Ela deu de ombros. – O que vocês fazem aqui?
Eu congelei e logo Johnny se precipitou nos salvando do embaraço.
- Vimos Syn entrando nessa escola e queríamos fazer uma surpresa a ele. Coisa muito má sabe? – Disse piscando para a menina que só sorriu e colocou uma mecha de cabelo para trás.
- Bom, pela hora ele já deve estar de saída. O filho dele estuda na mesma sala do meu irmão... Cheguei a comentar isso uma vez com o Jason e ele me disse para parar de idiotices. Daqui a pouco ele deve estar saindo.
“Filho dele?” Eu e Johnny nos entreolhamos preocupados e com o mesmo sentimento. Aquele filho não era dele. Respirei fundo e voltei a encara-la.
- Você veio buscar seu irmão?
- Ah não... Eu... – ela parecia envergonhada e colocou uma mecha de seus cabelos atrás da orelha e pude ver um deathbat do Jimmy tatuado em seu pulso. Ela era uma fã. – Eu tento a umas semanas já chegar perto do Syn e pedir um autografo.
- Por que nunca pediu pro Jason ou o Stevie para levarem você lá?
- Já pedi, mas eles nunca me levam.
- Vamos dar um jeito nisso sweet. – Pisquei para ela que corou tão lindamente que tive vontade de morde-la.
- Bom, se não querem ser vistos é melhor entrarem logo no carro. O dia das profissões já deve ter acabado e as crianças vão sair mais cedo hoje.
Olhei para Johnny que já se encaminhava para o carro apressado. – Bom te ver Raquel... Vou ligar para o Jason quando chegar em casa, vem no domingo no nosso show, ok?
- Tudo bem...
Entrei no carro com Johnny e pude ver a morena de corpo escultural caminhando na direção oposta a nossa. Alguns minutos depois via algumas crianças saírem acompanhadas de seus pais e logo Syn surgiu dando a mão ao menino de boné virado para trás que parecia falar empolgado sobre algo. Brian abriu a porta do carro para que o menino sentasse no banco de trás e ele olhou em nossa direção. Parecia que ele nos enxergava e isso me assustou. Mas aquela distancia eu não podia discernir o formato do rosto da criança e só sabia que era um menino pelo jeito no qual estava vestido. Entraram no carro e deram partida. Em seguida foi nossa vez de fazer isso.
Estacionamos a algumas casas de onde Brian estacionou. Ele saiu com o menino do carro e parecia tentar convence-lo a entrar. O menino que agora tinha duas baquetas nas mãos parecia fazer manha e se recusava a entrar. Brian parece ter se dado por vencido e pegando o sua guitarra que estava no banco de trás do carro , entrou em casa. O menino olhou para os lados da rua e se sentou no meio fio olhando, como se esperasse alguém. Começou a batucar alguma coisa enquanto balançava a cabeça, parecendo se divertir com aquilo. Soltei o sinto e quando ia abrir a porta do carro Johnny segurou meu braço.
- Tem certeza de que quer fazer isso man? Faz tanto tempo. De repente deixar as coisas como estão seja a melhor solução.
- Eu vou lá. Se você quiser ficar, ótimo. Mas eu vou até lá.
Ele revirou os olhos e saiu do carro primeiro que eu.
Eu na hora nem pensei que seria muito estranho para a criança dois homens todo tatuados estarem na sua frente. Homens que ele não conhecia. Ele poderia gritar, chorar... mas eu não raciocinei. Eu precisava vê-lo com meus próprios olhos.
Escutei um baque surdo e quando me aproximava uma baqueta rolou até meus pés. A peguei no chão e continuei meu caminho até o menininho que vestia um all star preto que poderia talvez, caber na minha mão. O boné preto virado para trás e a cabeça ainda baixa como se procurasse.
- Isso é seu? – Eu disse e ele levantou a cabeça e me olhou. Meu coração falhou algumas batidas e achei que todo o oxigênio do mundo não me faria voltar a respirar.
- Caralho V. – Johnny que vinha logo atrás olhava de mim para o garoto algumas vezes, atordoado.
O menino sorriu e não restava mais dúvidas depois desse sorriso. – É meu sim obrigada tio... Ah... tio que trabalha com meu tio.
- Você me conhece? – Perguntei me sentando ao seu lado.
“Jimmy!” – ouvi uma voz conhecida gritar de dentro da casa.
- Claro que conheço, vocês trabalham com meu tio. Ele me mostra as fotos escondido da mamãe.
“Jimmy, você é surdo?” – Ouvimos a voz se aproximando e o menino sorriu ainda mais .
Era impossível ter qualquer dúvida ali. Tudo nele, desde os olhos, a forma em que os ombros ficavam um pouco caídos por alguns segundos enquanto estava mudo, então quando ele ia falar ficava ereto como um soldado. O tom de voz, mesmo infantil, tinha uma leve rouquidão que chegava a ser engraçada. O olhar esperto e o sorriso. Largo, brilhando e com uma covinha em cada lado do rosto. Uma no queixo. Sobre a mãe eu poderia até estar enganado. Mas o pai era explícito quem era.
Eu estava na frente da miniatura de Matthew!
- JAMES ALEXANDER GREENWOOD, PODE ENTRAR AGORA PARA TOMAR BA...
A frase que a mulher disse morreu no momento em que ela avistou a mim e Johnny de frente para o menino. Seu olhar era estático e pude ver o pavor estampado nos olhos. Rapidamente ela se recompôs e olhou para o menino sorrindo.
- Jimmy meu bebê, pode entrar por favor, o tio Syn quer te mostrar uma coisa.
Rapidamente o menino se levantou e correu para mãe emburrado.
- Não me chama de bebê na frente dos amigos do tio Syn mãe, eu já sou um homenzinho.
- Desculpa senhor. Ela disse sem encara-lo e nos dando tchau ele entrou.
O silêncio era bem incomodo a aquela altura. Eu e Jade nos encarávamos como se a qualquer momento fossemos rolar no chão. Só não sabia se seria por nos agarrarmos loucamente ou se seria porque cairíamos na porrada.
Johnny cortou o clima e se aproximou de Jade a abraçando com força.
- Sua vaca desalmada. Senti suam falta! – Beijou seu rosto e pude ver algumas lágrimas brotarem dos olhos da mulher, que diga-se de passagem, estava mais linda do que a cinco anos atrás. Ela retribuiu o abraço de Johnny encaixando seu rosto no pescoço do maior.
As maçãs de seu rosto estavam acentuadas, ela parecia mais magra. Porém seus seios mesmo sob a blusa de gola alta, podiam se notar. Estavam mais desenhados. A cintura fina e o quadril mais largo. A pele continuava aveludada e rosada como pêssego. E os cabelos caiam em cachos grossos até seus quadris. Ela estava perfeita. Se eu não quisesse mata-la com certeza iria reatar nosso relacionamento. Ali mesmo. Sem nem me preocupar com as conseqüências. Só que o ódio naquele momento era bem maior que qualquer tesão que aquela visão poderia ter me dado.
- Cat, você não sabe a história mirabolante que o Jimmy ta me contand... – Brian apareceu na porta abraçando Jade por trás e Johnny e eu o fuzilamos com o olhar. O seu sorriso foi sumindo aos poucos. – Ah Caralho! Fodeu!
- Fodeu mesmo Syn... Bom, pode ser que vocês nem achem isso. Mas eu acho que merecemos explicações, e bem longas que é para dar tempo a minha revolta passar.- Encarei os dois.
- Brian – Ouvimos a voz de Jade pela primeira vez aquele final de manhã. – Cuida do Jimmy, vê se ele já tomou banho, eu resolvo isso.
- Não Jade, eu vou ficar...
- Não... Eu preciso fazer isso mesmo. A culpa disso é minha Brian. Pode deixar. – Ela tocou o rosto do maior docemente. E ele encolhendo os ombros como se pedisse mudamente desculpas a mim e a Johnny, se retirou.
- Vocês dois. – Ela disse se voltando para nós. – Entrem por favor, estou terminando o almoço. – E nos deu passagem.
Aquela seria uma longa conversa e Brian nunca esteve mais certo na vida. Agora fodeu!
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