Capítulo quatro

Contratada

Aquele garoto que se cortou com uma faca, agora, estava sendo levado para o hospital Hakil-filde, para se tornar amigo do pequeno Aknor.

Os homens de preto passaram pelo corredor ensanguentado com o garoto nos braços, ele ainda respirava, seu corpo estava gelado, mas ele ainda respirava. Quase recobrando a consciência aos poucos.

–Houve uma grande destruição em todo o Hakil-filde. Precisaremos de funcionários imediatamente, repito, precisamos de funcionários imediatamente. -Um dos homens falava num walkie-tokie enquanto seguia na frente dos outros abrindo caminho.

–O que houve aqui? -Um novato perguntou.

–O que houve? -Um deles sorriu sarcástico. -A besta acordou, foi isso que houve.

–A besta? -O jovem novato indagou não entendendo bulufas do que ele dizia.

–Meu jovem. -O homem de preto parou, virando-se para ele. -Você com certeza não deve saber. O hospital Hakil-filde é o maior hospital de cobaias encontrado no reino Cupi, este lugar não é um hospital pediátrico como qualquer um que você viu por ai.

– Eu...eu, não sei do que está falando.

Os outros homens viraram para ele.

–Você é de que cidade meu jovem?

–Eu...er...eu sou daqui mesmo, de City...- antes mesmo do jovem concluir a frase o homens empunhou sua espada como um raio e desferiu um golpe no soldado antes mesmo que o coitado percebesse o que acontecera.

–Não acredito que estão admitindo homens de City Tom! -Ralhou furioso. -Muito bem, quem mais de vocês é de City Tom? -Questionou erguendo a espada para seis companheiros.

Todos os outros soldados ficaram parados, havia 14 ou 15 homens. Alguns soavam frio, outros ficaram olhando de canto de olho para os demais. De repente um deles apontou para um jovem que tremia e fixava os olhos no homem.

–Ele é de City Tom.

Neste exato momento o jovem que fora acusado virou-se rapidamente para seu companheiro dizendo que ele era de City Tom... A confusão demorou alguns minutos, quando o homem se exasperou com todos empunhando sua espada novamente, cortando a cabeça de cada um dos seus homens.

–não tem mais ninguém de City Tom... certo? -Ele falou para si mesmo.

–Eu sou de City Tom...City Tom in death home. -Uma voz falou num tom melódico.

"Uma criança? " ele pensou.

–Você também é de City Tom moço? -O jovem Aknor perguntou procurando os olhos do homem naquela distância.

"O trabalho dos equipitadores é: Assegurar se de que nenhuma infecção contamine os demais experimentos, levando os contaminados para nossa arma devoradora viral para que não contaminem os outros."

"Todas as crianças do hospital são experimentos em processo de desenvolvimento para o lorde Gaintor. Se alguma não obedecer as regras serão mortos pelos equipitadores."

"Crianças realmente doentes encontram-se na ala 5 do conjunto norte. Devem ser tratadas"

Todas essas palavras se repetiam em sua cabeça em alta velocidade, assim que viu o garoto.

–Você trouxe um amiguinho para eu? -o menino perguntou sorrindo docilmente.

"Quando chegar no quarto, diga, trouxe um novo amiguinho para você e ele matará o contaminado" Ele lembrou do chefe dos equipitadores falando.

–sim. Eu trouxe. -O homem pegou a criança no chão e se virou caminhando em sua direção.

–Eu não quero amigos. -Aknor falou com uma expressão totalmente diferente no rosto.

De repente uma criatura de corpo forte e pesado, pescoço curto e membros robustos. Saltou atrás do garoto em cima do homem, agarrando o e lançando longe.

–Devore o Camurça, devore o !

Anoiteceu, a lua brilhava no céu, imensa, as ruas estavam fechadas e as crianças se recolhiam ao ouvir as badaladas do sino da igreja Cospirol. As portas da cidade se abriam e aos poucos um batalhão de gente foi adentrando, caminhando em direção ao grande hospital. Eram os novos funcionários para ocupar Hakil-filde. Os homens vestiam uma calça preta e uma camisa social e o jaleco por cima. As mulheres, usavam apenas um vestido branco e seguravam uma prancheta.

No bosque Murmurio mórbido a jovem Juldie estava, deitada na grama olhando para o céu, vendo a lua girar em volta da terra como um carrossel.

O celular da moça tocou de repente, era sua vó Doroteia.

–Que é ? — a jovem perguntou sacudindo a cabeça.

–Está tarde rapariga. Venha logo para casa! — sua vó ralhou do outro lado da linha.

–já estou indo vóvó ! -Ela mudou o tom ao responder.

–ok...

Quando a moça viu aquela imensa quantidade de pessoas indo em direção ao hospital lembrou se imediatamente do ocorrido. E pensou

"É minha chance de conseguir um emprego"

Ela se aproximou devagarzinho e puxou uma das moças que usava um vestido branco, ela se assustou ao ver que seus olhos pularam para fora. todavia elas conseguiu domar a moça e roubar seu uniforme. Quando a última badalada ecoou A srta. Malçamor havia adentrado para o hospital Hakil- filde. E trabalharia lá a partir daquele dia.

–Alguém vem ai. — Aknor falou.

A criatura soltou o corpo do homem e deu um pulo para trás, ão lado de Aknor.

–Venha, é melhor voltamos, esse vermelho está me deixando enjoado. -Concluiu olhando para a quantidade de sangue espalhada no chão, nas paredes e no teto.

Quando o jovem Aknor se virou caminhando em direção ao seu quarto, ele ouviu. Um guinchar que pareceu um suspiro que os humanos dão ao retornarem de um afogamento.

Aknor olhou.

–Um amigo? — Seus olhos brilharam e ele foi caminhando devagar para perto do garoto que agora estava respirando com dificuldade,

porém vivo.

Notas finais
Ok ok, vou parar com o massacre e passar para o que interessa. Depois deste capitulo, começa a historia de verdade, chega de prologos ^^