Passava das 10 da noite, o celular de Juldie havia tocado pela décima oitava vez, ela não atendera pois estava no silencioso. Sua avó estaria extremamente preocupada, apesar de demonstrar aversão Doroteia amava sua neta, não tinha ninguém, seu marido morreu quando completou 35 anos, foi contaminado por uma peste que impedia a respiração. Ela perdera também seus dois filhos, ficando sozinha com a garota. Agora Juldie estava no escritório de Hakil-filde completando uma ficha para começar seus serviços. Os outros funcionários tinham um comportamento Estranho que ela não procurava entender, terminou de completar a ficha e subiu acompanhada por uma enfermeira que lembrava Nana. Os membros da limpeza começaram a faxina sem completar ficha alguma, quando Juldie subiu eles já estavam terminando.

Observou que limpavam sem fazer barulho algum, não se ouvia conversas nem comentários sobre aquele derramamento de sangue e sobre os corpos também.

–O que aconteceu aqui ? -Se apressou em perguntar vendo que ninguém iria explicar a situação.

A enfermeira virou-se para ela, esboçou um sorrisinho e continuou em silêncio subindo as escadas.

–Eu preciso saber o que houve, tenho que estar a parte da situação.

–Você é novata, certo? -A enfermeira indagou sendo indiferente.

Juldie assentiu com a cabeça.

–Pois bem, você irá saber quando se repetir minha querida.

–Como? — ela arregalou os olhos.

–sim, sim.

A moça segurou a enfermeira pelo braço e a empurrou contra parede prendendo suas pernas com as próprias e apertando as mãos dela para não tentar nada.

–Vamos, me conte o que ocorreu aqui nas últimas 24 horas! — A moça exclamou.

–Esta bem, esta bem. -A enfermeira falou soltando alguns gritinhos.

Agora que estava de frente para ela a srta. Malçamor pode ver seu crachá. O nome da enfermeira era Jhis.

–Nas últimas vinte e quatro horas duas crianças morreram, a primeira morreu na primeira lua do dia 13/13/2013. -Jhis suspirou fundo, esfregou os olhos e continuou. -Entregaram-na para o devorador viral como sempre fazem e...

–Devorador viral? Do que está falando.

–EU VOU TER QUE EXPLICAR TUDO?- Ela ralhou ficando vermelha.

–Apenas conte.- Juldie empurrou a mão perto do seu rosto como se fosse bater na enfermeira.

–Se você não sabe, existe um devorador viral em Hakil-filde... Antes que me pergunte devorador viral é um paciente que possui uma doença rara.

–Qual doença?

–Ora, eu não sei. -gritou novamente.

–Prossiga.

–Os devoradores virais, são bem cuidados para matar os infectados. Antes que pergunte, em City Tom, na área de serviços infantis, existe uma grande bactéria, todas as crianças que são contaminadas são mandadas imediatamente para Hakil-filde, depositam no quarto do devorador e lá ele mata o infectado, destruindo o vírus também.

Estupefacta Juldie perguntou:

–Por que não cuidam das crianças que se imfequitam?

–Porque não existe cura nem tratamento a bactéria simplesmente mata, não deixam eles viverem até a morte porque se isto acontecer todos os outros serão contaminados, com o ar, o toque, ou até mesmo se passar perto. Eles morrem.

– Ok, obrigada. — Juldie soltou a moça e ficou parada no septuagésimo sétimo andar pensando sobre o que ela havia falado. Talvez não foi uma boa ideia ela ir morar em City Tom.

O Corredor da ala 5 ainda estava sujo, ainda havia sobreviventes. Aknor se aproximou com passos lentos e olhou nos olhos da criança que acabara de despertar.

–Você é...meu amigo? -Aknor indagou, seus olhos enchiam d'água.

O garoto levantou os olhos para ele, seu rosto parecia normal, não havia deformamento, ele não era magrelo, apenas estava ficando pálido com o passar dos minutos.

–Quem é você? — O menino perguntou afastando-se para trás.

–Sou seu amigo. — Aknor respondeu esboçando um sorriso humano.

Subitamente a criatura atrás de Aknor falou.

–É seguro senhor? ... Ele não vai nos causar danos? — O monstro gigante fez menção de se afastar temeroso

–Não há problemas Camurça, ele é como eu! — O pequeno Aknor sorriu abobalhado.

–Camurça não senhor, porfavor.

Então o menino se levantou numá velocidade quase invisível a olho nu, Aknor não conseguiu vê- lo. De súbito ele estava na sua frente, desferiu um soco no jovem Aknor que o fez cair longe.

–Aknor! — Camurça gritou.

O menino ergueu o rosto, tinha longos cabelos pretos seus olhos eram enormes, de um azul que parecia a água do mar, ele era magro, um pouco mãos alto que Aknor. Estava sofrendo algum tipo de transformação.

Afastando se do escombros Aknor falou:

–Incrível, ele é forte como o Camurça. Qual será seu nome? — seus olhos brilhavam.

O garoto começou a socar o chão e a gritar, afastando as lembranças de que Aknor era um alvo.

–HAAAAAAAA. HAAAAAAA. HAAAAA! — e a cada soco o prédio tremia.

Mais a baixo na ala 3 Juldie continuava subindo as escadas, cansada, ouvia apenas as vozes da enfermeira que estava a alguns degraus a sua frente e o estrondo que começou vir de cima.

"O que está acontecendo lá em cima ?" Se perguntou.

–Não se assuste querida. — pensou ter ouvido a Voz de sua avó. — só são alguns sobreviventes infectados, ou a arma viral e seu animal.

"Animal"

Cambaleando para a esquerda Aknor tentava se aproximar.

–Para, para! -Ele gritava tomando para si a personalidade de antes.

De repente ele saltou em cima do garoto e mordeu sua cabeça. Digo, mordeu sua testa. O menino caiu no chão e saiu rolando, chorando copiosamente.

–Eu não queria te machucar! -Aknor gritou.

"Se as luzes se apagar..." um pensamento veio até o menino, parecia uma voz falando na sua cabeça, uma voz rouca e amedrontadora.

Aknor ficou paralisado, enquanto o jovem rolava escada a baixo.

Notas finais
Espero qie estejam gostando �
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.