Horda de magos ocultos
2 Prologo pt2 - Chegada do preventor
Notas iniciais
O conde Menior estava inquieto em saber a chegada do melhor preventor que havia encontrado, finalmente depois de varias cartas trocadas o mago veio. Logo que chegou foi enviado ao quarto do garoto, que fazia naquela semana dois anos de vida e já estava sendo preparada uma festa, por isso no castelo as coisas estavam agitadas, pessoas corriam de um lado para o outro, enviando cartas para famosos bardos e poetas, arrumando o banquete e outros preparativos. Sir Menior estava sentado numa cadeira feita de carvalho ao lado do berço do filho, logo que viu o mago chegar levantou-se e o cumprimentou.
– Olá caríssimo companheiro, sente-se, gostaria de beber alguma coisa?
– Não, obrigado, álcool torna as medições imprecisas.
– Como foi de viagem? O senhor deve estar cansado, gostaria de se deitar antes de começarmos?
– A viagem foi boa, fora os buracos e ladroes na fronteira. Vamos fazer isso agora para me deixar livre desse serviço.
– Posso ficar aqui para ver?
– Sim, claro fique a vontade. — disse ele colocando a mochila no chão e tirando plantas galhos e coisas estranhas de dentro — Mas não diga uma palavra sequer e não me interrompa nem um momento, de preferencia fique no canto da sala.
– Certo.
Em alguns minutos o quarto feito de pedras claras e madeira virou um mosaico de peças das mais variadas espalhadas por todos os cantos. Galhos eram presos ao redor do cômodo, mobiles eram pendurados, plantas esverdeavam o lugar, cheiro de balsamo e incenso tomava conta do ambiente, as cortinas foram fechadas e foi acesa uma pequena fonte de fogo, que hora era azul e roxo, mas mudava para vermelho e laranja, o bebe foi colocado numa almofada no centro do quarto e despejada areia colorida, fazendo retas e círculos e se combinavam, mechas com fogo eram colocadas em alguns cantos dessas linhas de areia. O senhor S ajoelhou-se perto da cabeça do menino que dormia tranquilamente sem saber o que acontecia.
O preventor recitou por uns instantes umas palavras incompreensíveis e de repente o conde, que observava aquilo do canto do quarto quietinho, pensou ter visto o fogo tomar forma de uma espada e voltar ao normal em segundos. Logo isso se repetiu e se repetiu varias vezes. A areia se erguia no ar, mas sem mudar o formato que havia sido feito pelo senhor S, a areia flutuava mais e mais alto, ela girou e ficou bem em cima do bebe de frente para os dois. O fogo, em muito pouco tempo, fez uma fogueira incandescente no quarto todo, mas não sentia calor algum, reparou que a areia formava símbolos junto com o fogo. Olhou novamente e viu que no meio dos desenhos o fogo, com o formato de ponta de flecha, estava pairando e mudando de forma e de tamanho rapidamente. A areia começou a girar, as formas giravam para todos os lados, umas lentas e outras mais rápidas, mas não se chocavam. Um som começou a surgir, os mais variados tipos. Trote de cavalos, o choque de espadas, gritos, pássaros batendo asas, algo parecido com um bebe chorando de maneira estranha, o correr de um rio e um crepitar de madeira queimando. Esse show continuou por alguns minutos e foi ficando tudo mais lento com sons mais calmos e voltando ao normal para como estava antes de tudo. Quero dizer que ficou como antes mesmo, a areia, os galhos e plantas, mobiles e até mesmo o odor tinha ido embora, o resto do material foi para a mochila do mago instantaneamente.
Impressionado com aquilo tudo não demorou a perguntar:
– E então, como foi? Como mediu?
– Não se desespere, seu filho terá um enorme futuro, ira fazer parte de coisas grandiosas para o reino. Claro que como mago preventor não posso dizer os detalhes do futuro de seu filho, pois uma vez que alguém saiba seu futuro ela tende a muda-lo e eu perco a reputação por medir um futuro "errado". Eu, dizendo ou não para você, seu filho e uma outra pessoa serão pessoas importantes para o futuro do reino. Por isso deve fazer com que sua mente seja forte e não desvie o caminho, pois muitos tentarão força-lo a ir para o lado errado e é, em parte, seu dever fazer com que isso não aconteça. Sugiro para que ele sempre use um lenço amarelo amarrado ao corpo, para que possa identifica-lo mais facilmente por seus companheiros e por inimigos. — Essa ultima parte disse quase que num sussurro. — E antes de tudo deve cuidar do garoto que acaba de chegar nessa cidade, ele esta na casa da tia Dessi e que este use um lenço vermelho e deve ser amigo de seu filho, pois se não forem amigos na idade adulta o reino todo estará um caos. — disse com a maior naturalidade do mundo, como se fosse algo do cotidiano.
– Como assim outra criança? Quem é esse?
– Seu filho e este menino sem nome vão livrar o reino do mal. devem ser aliados a qualquer custo, mas não imponham isso sobre eles. Os meninos devem fazer isso por conta própria. É isso que eu posso dizer e, pessoalmente, a criança que eu digo, acho que é bom dar o nome de Kirian. Ele tem cara de kirian — disse o Senhor S dando um sorriso de quem acaba de fazer uma piada.
– Se o senhor diz isso, vou mandar busca-lo agora e cuidar dele. — faz um sinal para os criados prepararem mensageiros para irem pegar o bebe.
– Mais uma coisa. Qual o nome do seu filho. Não que eu me importe, mas é bom deixa-lo de acordo com seu futuro.
– O nome dele é Menior II.
– Ohhh que lindo o pai dando seu próprio nome para o filho, mas pelos dragões antigos não faça isso. Isso iria prejudica-lo. Para você se encaixa bem, mas para ele nem pensar. Mude o mais rápido possível para... Huummm... Deixe-me ver. — fuçou em sua mochila e pegou um livro pequeno porem lacrado com um cadeado de bronze. Sem nem mesmo pegar uma chave o cadeado se abre e o mago procura algo em suas paginas. — Ahaa! Achei, aqui está. Essa historia é maravilhosa, adoro esse livro. O personagem principal é um príncipe e sobe um castelo quem é protegido por um dragão, apenas para salvar seu amor que esta presa em uma torre. — Da um leve suspiro encantado. — o nome desse príncipe é Caligan, também como irá ser o seu filho. Parabéns seu filho é um herói. — Abanou a mão com desdém e fez uma cara de falsa animação revirando os olhos.
Meio confuso com aquilo tudo e sem relutar Sir Menior coloca o bebe no berço e os dois saem do quarto. Os criados levam o senhor S para seus aposentos depois de muita insistência do conde para que fosse embora apenas depois da festa de aniversario.
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