Horda de magos ocultos

3 Prologo pt3 - Despedida


Notas iniciais
cara.... toda vez que eu leio essas coisas sinto que ainda falta algo.

Foram enviados dois mensageiros para a casa da Tia Dessi para explicar o que aconteceu e pegar o bebe. Em alguns minutos ele chegam na casa da tia Dessi. Eles batem na porta e escutam um gritinho assustado.

– Ui, não entrem, estou tomando banho, em alguns minutos já saio. — Escutaram um barulho de algumas pedras caindo dentro da agua. — Meus sais de banho, queridos. Eles fortalecem a pele e me deixam sempre bonita. — Claro que não eram pedras normais. Itens mágicos faziam parte da vida das pessoas, mas eram raros.

Sem alternativa os mensageiros esperaram sentados ao lado da porta por bem mais que alguns minutos. Já estavam quase dormindo quando a porta se abre e eles veem a Tia Dessi. Uma mulher linda de cabelos ruivos trançados caindo sobre o ombro, seu rosto era incrivelmente liso e sem rugas para uma mulher com seus quarenta e vários anos, vestia um vestido verde com cintos de couro da cintura até a base dos seios. Os mensageiros não esperavam pela sua aparição assim e acabaram encarando "eles".

Com um risinho Tia Dessi diz com a maior calma:

– Queridinhos, meu rosto é um pouco mais em cima.

Instantaneamente ficaram corados. Fingiram que arrumavam a roupa e começaram a conversa.

– Podemos entrar senhor... — não souberam terminar.

– Senhorita. Sinto-me nova demais para começarem a me chamar de senhora. Mas entrem, entrem. Gostariam de uma xicara de chá?

– Não obrigado. — disse um dos mensageiros enquanto entrava, o outro ficou para fora para assegurar a segurança da conversa. — Vou direto ao assunto. Precisamos levar o bebe que esta com você. Aqui esta a carta escrita pelo próprio conde. — E lhe entregou a carta lacrada com um selo real.

Olá Tia Dessi

Desculpe o incomodo, mas foi dito a mim que devo tomar conta deste bebe que acaba de chegar em sua casa. Não sei se ficou sabendo do mago preventor que contratei para medir o futuro de meu filho. Ele me falou que esta criança irá ser de grande importância para todo o reino.

Sei como gosta de crianças e não iria dá-lo para mim tão fácil assim, por isso peço que venha pessoalmente ao meu palácio para podermos conversar e explicar a situação.

Sir Menior

Ela fecha a carta e a joga na lareira, levanta os olhos um pouco assustada com a mensagem.

– Bem, se o conde quer falar comigo pessoalmente, devo ir agora. Que bom que já estou de banho tomado. Vamos?

O castelo estava agitado ainda mais agora, pois os criados foram ordenados para mudar todas as decorações, poemas e musicas para o novo nome do filho do conde. Tia dessi rumou para a sala principal do conde. Era uma sala ampla com armários, estantes com livros e pergaminhos, algumas armaduras velhas, nelas via-se perfeitamente que foram usadas em batalhas, quadros enormes nas paredes, um deles era do próprio conde sentado numa posição muito falsa, este estava na parede a cima de uma mesa de carvalho com detalhes dourados nas bordas, jarros de porcelana com desenhos azuis ao lado e uma poltrona com tecido vermelho na qual o conde estava sentado olhando para vários papeis em cima da mesa. Ele espiou por cima de alguns papeis e viu que a tia Dessi entrara.

– Ora, olá Dessi, veio mais rápido do que esperava.

Num tom não tão amável como antes ela joga as palavras na cara do conde, sem se importar:

– Você não tem ideia de como esse bebe é especial, mal peguei ele hoje de manhã e senti uma energia entrando pelas minhas mãos, não sei o que quer com ele mas não vou entrega-lo assim tão facilmente.

– Primeiro se acalme e deixe-me dizer meus argumentos em defesa. O senhor S., como gosta de ser chamado, mediu o futuro do meu filho, mudou até seu nome para Caligan e me aconselhou para ser o tutor desta criança. Ele e meu filho devem se tornar colegas e sob minha supervisão isso se tornará mais fácil.

– Mas esse tal de senhor S é um estrangeiro desconhecido, como pode o senhor aceitar a palavra deste homem?

– Estou me correspondendo com ele já faz meses, ele previu a guerra dos grandes dragões e ainda fez parte do conflito, mas fez isso indiretamente por isso não foi reconhecido.

– Mesmo assim, não mude de assunto. Molly, a filha da taverneira, trouxe-me esta criança para arranjar uns pais para ele, mas bem do fundo do meu coração, aqueles olhos me encantaram, foi como se já fosse meu amigo a anos. Talvez devo ter conhecido os pais dele, mas não faço a mínima ideia de quem sejam. Quis ficar com ele, quero ser a mãe dele, sinto que ele é especial.

– E ele realmente é. Vou lhe contar algo que jamais deve contar para outro ser vivo. Na medição feita melo senhor S, ele e meu filho irão salvar esse reino do mal, mesmo que eu não saiba qual mal é esse ainda. Prometo que ele terá uma ótima educação, vou contratar professores de literatura, arco e flecha, espadas ou qualquer coisa que tenha vontade de fazer.

– Disso não tenho duvida — disse com desdém — Eles irão ser como irmãos, é seu dever fazer isso tudo. Mas ainda não me convenceu.

– Esta bem... Eu sei o que quer escutar. Ele poderá passar alguns dias na sua casa, se ele quiser. — enfatizou bem essa ultima parte.

– E na minha casa poderei ter minhas próprias conversas e refeições?

– Sim, não mandarei ninguém para espiar.

– Quem mencionou algo sobre espiões — falou com um sorriso meio forçado, não deixando escapar a ironia.

– Devo dizer também que já sei um nome para essa criança, Um nome sugerido também pelo senhor S, seu nome será de agora em diante Kirian. — levantou os braços rapidamente como se estivesse abrindo inicio de um espetáculo. — Para celebrar vou homenageá-lo na festa também. Agora que está tudo resolvido, vamos sair, tenho que dar a noticia aos empregados, ele não irão gostar nada disso, vai ser a terceira vez que vão mudar as preparações. Até a festa fique com ele, para que se acostume com você.

– Obrigada! — disse num tom forçado, como se fosse obvio esse resultado.

Tia Dessi seguiu de volta para sua casa com o bebe, Kirian, em mãos e o Conde foi dar as novas noticias aos empregados, que foram relutantes de inicio, mas era o que tinham que fazer. A cidade seguiu seu rumo nesses dias com a maior naturalidade do mundo. O castelo na loucura dos preparativos, os habitantes e vendedores vivam normalmente e nesse momento dava se o inicio de uma grande historia.

Notas finais
Obrigado por aguentar até aqui.