Hopeless Love
2 Um Inferno de Vida.
Notas iniciais
– Sakura.
Sua voz fria e carregada de algo à mais desperta-me de meus devaneios. Olho-o com certa irritação.
– Sim, Sasuke ?
– Preciso de seus cuidados médicos – Diz usando um tom sedutor.
Só você mesmo para fazer uma frase soar tão erótica assim, penso.
Não posso mandá-lo embora, afinal, sou sua médica, reflito e condeno Tsunade por ter me incumbido de ser a médica particular dele.
– Sente-se ali, Sasuke. Afinal, sou sua médica – Digo essa ultima parte com desdém.
Ele sorri de lado, vendo minha irritação. Ele vai de encontro ao lugar onde mandei ele sentar, o sofá de minha sala.
– Fico feliz em saber que você se lembra que é minha médica – Diz, num tom zombador.
Nada digo, mas por dentro me contorço de raiva.
Ele começa a retirar a blusa, expondo suas costas largas e seus músculos altamente definidos. Minha boca saliva um pouco, mas me controlo. Em suas costas, bem na lateral dela havia um corte.
Me aproximo do mesmo que já estava sentado no sofá, me abaixo um pouco sem querer sentar ao seu lado. Fico com meu rosto quase grudado ao seu, o que me faz sentir seu cheiro. Inebriante, másculo e erótico. Ao me inclinar para frente meu cabelo se desprende do coque, caindo por meu ombro e impedindo o mesmo de vê meu rosto.
Ainda bem. Acho que estou corando, penso nervosa.
Olho para aquele corte vertical, de pelo menos 6 centímetros. Coloco minha mão sobre o mesmo e libero uma quantidade contida de chakra. Aos poucos o corte vai cicatrizando.
Ele retira com seus dedos longos e hábeis meu cabelo de meu ombro, jogando-os para trás. Expondo meu pescoço e meu rosto.
– Pronto. Tome cuidado da próxima vez – Digo, quase correndo de perto dele.
Ele se levanta e recoloca a camisa.
– Você tem medo de homens em geral ou só de mim, Sakura ?
Olho furiosa para o mesmo, mas ainda sim coro.
– Calado. Vá logo. Sei que sua namorada está a sua espera.
Ele sorri de modo torto.
Quase pulo em cima dele de tanta raiva.
Prepotentezinho idiota.
– Sim, minha namorada me espera – Concorda de modo debochador – Por falar nisso, Naruto está namorando a Hinata. Ino está namorando o Gaara, eu estou namorando a Karin... E você, Sakura ? Não vai namora ninguém ? – Pergunta, sorrindo ironicamente.
Tenho vontade de chorar, gritar, bater. Mas a única coisa que faço e sorri, pegando-o de surpresa.
– Não, Sasuke. Eu não pretendo namorar, sabe. Você é o Naruto me dão tantos problemas que nem quero namora. Homens só dão problemas. Atrapalham – Digo tudo o mais docemente possível.
– Então o fato de você está solteira e não arrumar ninguém que aguente esse seu gênio horrível, e te mostre os prazeres corporais, para talvez assim você ficar mais feminina é de mim e do Naruto ?
Minha respiração fica presa na garganta, sinto que a qualquer momento as lágrimas vão cair.
Pego a primeira coisa que vejo pela frente, que por sinal é um grande jarro de flores e jogo com força nele. Ele desvia e o jarro espatifa na parede.
– SAI DAQUI !!
– Calma, Saky. Era só brincadeira – Diz levantando as mãos, em sinal de rendição. Mas eu ainda podia notar, ele só estava zombando de mim, ainda mais.
– SAI !!
A porta é aberta.
– Me chamou, Sakura ? – Pergunta Sai, adentrando a sala, como se eu tivesse o chamado aqui.
Olho com fúria para ele.
– SAI DAQUI VOCÊ TAMBÉM. QUERO OS DOIS FORA DO MEU ESCRITÓRIO.
– Sakura-chan, tudo bem ? – Pergunta Naruto, adentrando minha sala, com um sorriso de orelha a orelha.
– NÃO, EU MEREÇO. EU MEREÇO !
– Merece o que, Sakura-chan ?
– VÁ PARA O IRFENO NARUTO. E APROVEITE E LEVE ESSES DOIS COM VOCÊ.
Sasuke caminha de encontro a porta, Sai vai com ele assim como Naruto que parecia perdido e confuso.
– Sabe, Sakura. Você não precisa de um namorado, mas sim de um médico – Diz o Uchiha, usando um tom pensativo e calmo.
Minhas entranhas se reviram.
Não penso em nada, a não ser destruir seu lindo rosto a base de murros. Corro em sua direção, o que faz Naruto e Sai saírem correm, consequentemente Naruto leve Sasuke junto, para longe de mim.
Fecho a porta com força, fazendo um som bem alto.
Ali sozinha, deixo as lágrimas rolarem. Caiu de joelhos no chão chorando. Tampo minha boca com as mãos, para não soluçar muito alto.
Pensei... Pensei que se eu não corresse atrás dele, ele se tocaria que eu estou diferente. Pensei que ele viria atrás de mim. Mas... Como sou burra. Ele nunca vai gosta de mim. Por que... Por que ele faz isso comigo ? O que eu fiz para ele ? Eu o amo tanto... Dói muito.
Me arrasto até o sofá. Me sento e abaixo a cabeça, olhando para minhas coxas.
Respiro fundo, tentando me recompor.
Ouso uma batida na porta. Limpo meu rosto com as mangas de minha camisa. Respiro fundo três vezes para conseguir conter meus soluços.
Assim que abro, prefiro nunca ter nem ao menos saído de casa hoje.
– O que faz aqui Mebuki ?
– Posso entra, filha ?
– Não me chame de filha. O que quer ?
– Sakura, meu amor. Eu e seu pai te amamos tanto. Por favor, volte para casa.
– Eu faço o que quiser com minha vida. E não, eu não voltarei para casa. Agora se me der licença.
Antes mesmo dela protestar, fecho a porta.
Me encosto na porta, escutando a mesma chorar baixinho e ir se afastando aos poucos. Com o passar dos minutos vou escorrendo, até que estou novamente no chão.
– Minha vida está um inferno. O que posso fazer ? Não quero mais sentir dor.

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