Hopeless Love
5 Tenho Que Me Afastar
Notas iniciais
– Preciso ir. Tenho que me trocar. Tenho uma missão importante, hoje – Diz, terminando de beber o chá que fiz e comer os sanduíches – Por falar nisto, você cozinha bem.
Enrubesci com seu comentário despreocupado. Era estranho vê-lo tão... Natural. Como se tivéssemos uma grande intimidade.
Talvez tenhamos. Ou não.
–Obrigada. E bom, não se machuque. Não quero te vê por um bom tempo – Brinco, me levantando e pegando as xícaras de chá, para lavar.
– Sakura, antes você era mais gentil. O que aconteceu ? – Pergunta com falsa magoa. Sei o que realmente ele quer saber. Meu segredo.
– Pessoas mudam, eu acho – Começo a lavar as xícaras, dando-lhe as costas e me reencostando na pia.
– Bem, tenho que ir, mas... Sakura, você sabe que não vou desisti, não é ?
– Devia. Isso não te diz respeito.
– Mas mesmo assim vou continuar tentando descobrir. Acho que vou até falar com sua...
A xícara se quebra em minha mão, por causa da força que uso para segura-la. Me viro rapidamente para vê sua expressão.
– Não se atreva – Rosno irada – Sasuke, não se meta. Isso já está indo longe demais. Se você se meter na minha vida, vou ser obrigada a fazer algo que não quero. Deixe-me em paz, caramba – Explodo.
Senti em seguida minha vista turva. Meu corpo treme. Sinto dificuldade em respirar. Meu coração se acelera como se fosse sair de meu peito. Minhas pernas perdem a força.
Seguro-me na pia, para busca equilíbrio.
O que é isso ?
– Sakura ?
Tento vê-lo, mas a única coisa que enxergo é uma silhueta escura. Destorcida e distante. Fecho meus olhos com força, sentindo minha vista arder.
Seus braços rodeiam minha cintura. Puxando em seguida meu corpo para seus braços e me pegando no colo, como se eu fosse uma boneca de pano. Fecho meus olhos com força, tentando controlar meu corpo. Minha mente trabalha a mil, até que algo me vem à mente.
Eu estava no meio de uma crise de pânico. Nunca tive uma, mas já tinha tratado pacientes com crises. A primeira coisa que eu tinha que fazer era-me foca em algo que me alegrasse.
Sasuke começa a caminha comigo em seus braços, rapidamente. Sinto meu corpo ser depositado em minha cama com calma.
– Sakura, você está me ouvindo ? – Sua voz era meio distante, ele parecia genuinamente preocupado – Sakura ? Merda, Sakura. Me responda. Estou ficando nervoso... Sakura ?
– S-sim... Sasuke-kun...
– Sim, vamos. Eu estou aqui. Me diga o que devo fazer. Como posso te ajudar ? Vamos, fale.
Respiro com dificuldade, quase sentindo minhas veias respiratórias se fecharem.
– Criado mudo... – Meu corpo treme, mas uma vez, dessa vez duas vezes mais forte que a anterior — Primeira gaveta – Continuo, sentindo como se meu corpo estivesse girando — Um bulinho verde mar. Os comprimidos são brancos e ovais – Quase grito, sufocada e com muito medo.
Vou morre ? Não, não posso.
Um barulho forte e ouvido enquanto sinto-me sufocando, acho que ele destruir minha cômoda. Não sei.
Um barulho de água sendo colocada em um copo e ouvido, minha boca chega perde toda a saliva. Logo sinto seus braços rodearem minha cintura e ele me arqueia, para que assim eu possa beber água.
– Abra a boca – Ordena, bem perto de meu rosto.
Obedeço, me focando no som de sua voz, não em meu medo. Ele coloca o comprimido em minha boca, depois encosta a borda do copo em minha boca. Bebo a água, quase como se nunca eu tivesse bebido aquele liquido em minha vida.
Ele me acomoda na cama, com um travesseiro embaixo de meu corpo.
Aos poucos meu corpo vai relaxando.
Ainda bem que sempre tenho alguns remédios aqui em casa. Esse eu tinha pegado especificamente para analisá-lo. Nunca pensei que ia ter que usar em mim mesma.
Vou abrindo meus olhos aos poucos. Tudo ainda e meio turvo, mas vai clareando aos poucos.
Sasuke-kun...
Já duas vezes em menos de vinte e quatro horas que ele me vê em um estado nada atraente.
Isso vai acabar comigo. Que vergonha.
Ele estava sentando a beira da cama, bem perto de mim. Seu olhar era preocupado e serio. Tento me senta na cama, mas ele me impediu.
– Continue deitada.
– E-estou bem.
– Não, não está. Continue deitada. Isso não é um pedido. É uma ordem, Sakura. Esse comprimido que você tomou vai funcionar realmente ?
– Sim, já tratei pessoas assim – Respondo sem me dar conta do que disse.
– Como assim ?
Mordo meu lábio. Não quero dá-lhe mais um motivo de ficar no meu pé.
– Nada. Não é nada, foi uma simples queda de chakra repentina. Minha pressão deve ter baixado, também.
Ele me encara serio. Acho que não acreditou.
Ouvimos leves e distantes batidas na porta de entra. Sinto meu corpo estremecer. Ele percebe isso.
– Fique na cama. Vou atender – Diz, já saindo do quarto.
Me sento na cama, um pouco tremula.
Droga, ainda não passou completamente.
Uma conversa baixa e ouvida por mim. Desobedeço Sasuke e me levanto, indo de encontro a sala, de onde vinha a conversa. Cambaleio um pouco, mas logo estou na sala, onde estavam Sasuke, Naruto e Sai.
Ótimo, uma comissão de boas vindas na sala de minha casa.
Sasuke é o primeiro a notar minha presença.
– Não te mandei ficar na cama ?
Os outros dois se voltam para mim.
– Sakura-chan, tudo bem ? O Sasuke disse que você estava indisposta – Comenta Naruto, meio serio.
– Sakura, você ta horrível – Comenta Sai. Tenho vontade de pular em seu pescoço.
– Não me diga. Que novidade – Respondo azeda.
Caminho a passos lentos até que consigo alcança o sofá, me sento. Não agüentando mais ficar em pé.
– Que mais água ? – Sasuke pergunta.
Apoio meus cotovelos em meu colo e seguro em minhas mãos minha cabeça, bem inclinada.
– Sakura-chan, o que houve ? O teme disse alguma coisa que te fez mal ?
Nego, perdendo a capacidade de falar.
– Naruto, saia de perto dela – Ordena, Sasuke – Sai, vá busca Shizune ou Tsunade.
– Não, estou melhor. Sasuke, pare com isso – Digo, pegando o copo com água assim que ele me oferece o mesmo. Bebo tudo em poucos goles.
Os três me encaram.
Levanto-me, já melhor. Bem melhor.
– Preciso me arrumar, tenho que trabalhar. Vocês três também. Então, vão embora – Quase expulso eles.
– Mas, Sakura-cham... ? – Começa Naruto.
– Você está mesmo bem, Sakura ? – Me pergunta Sai.
– Sim, vamos. Eu estou muito bem. Foi apenas um pequeno... Foi uma queda de pressão.
– Não era de chakra ? – Arqueia as sobrancelhas negras, Sasuke. Questionando-me.
– Isso também. O importante e que estou bem. E que preciso trabalhar. Podem ir. Vão.
Sasuke dava sinais claros de que não iria a lugar nenhum.
– Vamos, teme. Temos uma missão importante, hoje.
Agradeço mentalmente a Naruto. Ele nega, mas Naruto insisti um pouco mais e acaba o vencendo. Sai também ajuda, apesar de não se envolver diretamente.
Eles vão saindo aos poucos. Sasuke é o último a sair. Ele vai fechando a portas aos poucos.
– Não vou encontra sua mãe. Mas não vou desistir. Vou descobri seus segredos. Pode aposta, Sakura – Ele fecha a porta, indo embora, mas deixando bem claro que iria voltar.
Me jogo no sofá, atordoada.
Preciso me manter afastada dele. Custe o que custar.

Fale com o autor