Hopeless Love

6 Baixando a Guarda Sem Saber


Notas iniciais
Espero que gostem. Se tiverem alguma duvida, me pergunte por comentário ou MP. Eu estou introduzindo essa doença na história pq já tive uma amiga que sofria disso. Essa e minha forma de homenageia-la. Boa Leitura.

Retiro um dos livros de minha estante, em minha sala. Abro-o na pagina 58, que era onde começava a se falar sobre ataques de pânico.

Meus olhos percorrem cada linha, lendo tudo com atenção. O livro era bem claro e especifico sobre essa doença.

“O ataque de pânico é uma experiência marcante, inesquecível na vida do indivíduo.”

“Quando se tem uma vez um ataque de pânico, provavelmente você terá outra vez.”

“Precisa controlar seus medos a base de uma forte terapia. Ou medicação apropriada”

Terei outro ataque ? Isso lá é hora de arrumar mais problemas, Sakura ? Pergunto-me frustrada.

Volto a ler o conteúdo do livro.

Eu já o tinha lido só que agora eu realmente tinha um motivo forte para presta mais a atenção, pois antes eu tinha tratado de pacientes com ataques de pânico, só que, com supervisão de Shizune. Mas no momento, eu não podia pedir-lhe ajuda, afinal, ela teria que saber qual o meu medo, para poder curá-lo. Isso envolveria ter que contar meu segredo. Coisa que não posso fazer.

“Existem três tipos de ataque: os ataques Inesperados (não evocados), em que não há um ativador situacional; os Ligados a Situações (evocados), nos quais o ataque, quase que invariavelmente, ocorre logo após a exposição a um ativador situacional; e os Predispostos pela Situação, que tendem a ocorrer ligados a um ativador, mas não dependem deste.”

Provavelmente o que eu tenho é o Ligado a uma Situação (Evocado), já que só sofri esse ataque por conta do comentário de Sasuke, de ir vê minha mãe. Então, neste caso, eu posso voltar a sofre o ataque se ele me pressionar. O que, com certeza, o levaria a ficar ainda mais intrigado. E o pior é que, se eu estivesse em publico e sofre um ataque, todos vão desconfiar.

Fecho o livro com brusquidão.

Minha respiração estava acelerada e meus batimentos cardíacos começaram a aumentar. Vou até minha mesa, coloco o livro em cima da mesma. Abro a gaveta da mesa e retiro de lá os comprimidos que Sasuke me deu mais cedo, para conter meu ataque. Eu havia os trazido para o trabalho por precaução.

Encho um copo de água e logo bebo o comprimido. Sento-me, esperando o comprimido fazer efeito.

[...]

O dia se passou rápido, já passava das 6:00 horas da noite.

Estou exausta e sem chakra, penso ao sair da terceira emergência.

Tive que resolver três emergências com o auxilio de Shizune, já que ela estava encarregada do hospital, por hora. Tudo correu bem, em todas as três.

Caminhamos em silencio, percebo que ela estava tão exausta quanto eu.

– Você está dispensada por hoje, Sakura. E amanhã é seu dia de folga, certo ?

– Sim, Shizune-Sama.

Nossa, amanhã já é quinta ? Como passou rápido essa semana.

– Aprovei bem. Até sexta – Diz, se afastando.

Dirijo-me até meu escritório, passando por varias enfermeiras e estagiarias.

Assim que estou no corredor que da acesso à minha sala, vejo uma certa ruiva azeda parada enfrente a porta de minha sala, perdida em seus próprios pensamentos.

– Karin, o que faz aqui ? Não me diga que veio brigar de novo. Olha no to com cabeça ta.

Ela me olha por um instante.

– Vim aqui me desculpar. Eu não deveria ter invadido sua casa daquela maneira.

– Qual a pegadinha ? – Pergunto descrente.

– Não tem pegadinha. Eu só percebi que era impossível o Sasuke te transado com você.

– Como assim ?

– Ora, você não faz o tipo dele. E muito sem sal, sabe. Nada contra, mas seu cabelo e esquisito – Diz, transbordando veneno.

Então foi por isso que ela veio ? Para me menosprezar. Mas que mulherzinha irritante.

Respiro fundo e sorriu docemente.

– Bem, se eu fosse tão esquisita e sem sal assim, seu namorado não teria dormido na MINHA casa, na MINHA cama, e COMIGO. E Karin, antes de vim jogar seu veneno em mim, porque não vai tratar de ter relações sexuais direito com o Sasuke, para que assim ele pare de perseguir e atormentar meninas sem sal e de cabelos rosa.

Dou-lhe as costas e adentro minha sala, saboreando a visão dela morrendo de raiva de mim.

Respiro fundo e encosto-me à porta. Logo escuto seus passos pesados e irritados se afastando.

Mas que merda de vida. Não basta o Sasuke no meu pé, essa doença idiota ter surgido graças a esse segredo dos infernos... Agora tenho, também, que me preocupar com essa vadia ruiva ? Que Kami me ajude. Meu coração não vai agüentar tanta pressão.

[...]

Coloco a toalha de banho no suporte para toalhas. Pego minha camisola e visto. Passo hidratante no corpo e depois caminho até a cama. Sonolenta.

Assim que me jogo na cama, adormeço instantaneamente.

Minha mente gira em torno dos olhos cor de ônix. Sasuke Uchiha domina meus sonhos. Seu cheiro ainda era bem vivido.

Um barulho me desperta, alguém estava batendo em minha porta. Levanto-me, meio cambaleante por conta do sono. Passo pela sala escura, vejo no meu relógio de parede em formato de gato que já são 11:28 da noite.

Assim que abro a porta, demoro cinco segundos para discernir quem era aquela pessoa, de tanto sono que eu estava.

– Sasuke-kun... ? – Sussurro seu nome com o sufixo que ele tanto odiava sem nem ao menos me dar conta.

– Posso entra ? – Pergunta, com sua voz neutra.

Aceno e lhe dou passagem.

Ele acende a luz de um abajur, fico meio cega com a claridade, mas meus olhos logo se acostumam.

Seu olha desce por todo o meu corpo, coro instantaneamente.

– Você não tem algo mais longo para usar, não ?

– Sasuke, pare com isso. Me visto do jeito que eu quiser.

Me encolho um pouco, vendo o modo havido com o qual ele analisava meu corpo.

Merda de camisola curta.

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Ele avalia cada centímetro de meu corpo, me deixando desconfortável. Fico vermelha.

– Tudo bem ? – Pergunta, com o tom mais descarado do mundo.

– Hum... Sim. O que quer ?

– Posso dormi aqui ?

– Só se for no quarto de hospedes. Não quero a Karin mais uma vez me abordando no meu trabalho.

Ele franze a testa, para logo estreitar os olhos e trincar a mandíbula.

Merda, ele não sabia.

– Como assim, Sakura ?

Fico quieta. Sem querer falar, mas seu olhar era quase mortal.

– Ela foi até meu trabalho hoje. Mas não fez nada demais. Me pediu desculpas. Disse que sou sem sal e disse que meu cabelo é esquisito, mas fora isso, eu disse que ela não era boa de cama. Acho que estamos quites – Brinco, para tentar aliviar a tensão. O que não ocorre.

Cara, ele nunca relaxa, não é ?

– Vou falar com ela. Prometo que isso não se repetirá.

Ficamos em silencio, um olhando para o outro, até que me ouso suspirando.

Que saber, que se dane !

– Você pode dormi aqui.

– No seu quarto ?

– Sim, no meu quarto.

Ele sorri de lado. Me dirijo até meu quarto, sabendo que ele vinha atrás.

Não sei o porquê aceitei que ele dormisse ali, ainda mais no meu quarto, já que ele tem namorada. Mas, naquele momento, aquilo me pareceu tão certo.

Só não posso baixar aguarda. Ele vai tentar descobrir meu segredo. Sei disso.

Notas finais
Gostaram ?? Espero que sim. Comentem !! Beijinhos !!