Hopeless Love
7 Acho Que Fiz Besteira !
Notas iniciais
O sol adentra meu quarto, me despertando com seus raios cálidos.
Hum... Que gostoso !
Sasuke estava agarrado a meu corpo, com uma de suas pernas entre as minhas, enquanto seus braços rodeavam minha cintura, bem forte. Seu pescoço estava entre a curva do meu, absorvendo meu cheiro.
Ele ressonava baixinho. Um som embriagante e muito delicado, que contradiz suas ações fortes e imponentes. Seu peito subia e descia de modo lento e calmo.
Não quero sair daqui. Está tão bom, penso, deixando meus hormônios recém acordados me dominarem.
Com um mini sorriso idiota, relembro nossa conversa ontem à noite.
“Os dois estavam deitados lado a lado na cama de casal do quarto da Haruno. Olhavam para o teto perdidos em um mar de pensamentos.
– Porque veio mais uma vez dormi aqui ? Acha que vou me matar, Sasuke ? – Pergunta, já que em sua mente eram essas as perguntas que predominava.
– Você não gosta de minha presença, Sakura ? Agora sim, você me magoou – Diz, fingindo magoa. Tentando fugir do assunto.
Ela solta um riso baixo e muito nervoso.
– Teve um tempo que eu morreria só para fica cinco minutos asós com você – Confessa baixinho.
Ele se mexe, sentindo-se desconfortável.
– Você deixou de me amar ? – Pergunta, demonstrando indiferença, mas ávido por uma resposta.
Ela suspira, olhando para ele e vendo que o mesmo a encarava. Era o preto de seus olhos ônix contra o verde de seus olhos esmeraldinos.
– Quando se ama verdadeiramente alguém, você nunca deixa de amá-lo. Mesmo que ele seja um idiota.
– Isso que dizer que ainda me ama. E que sou um idiota – Afirma mais para si do que para ela.
Sakura se mexe na cama um pouco desconfortável com o rumo dessa conversa.
– Acho melhor dormimos. Está tarde – Diz ela, tentando acabar com a conversa.
Sasuke nada diz, apenas fica calado, sabendo que com insistência ele não obteria nada de bom.”
Bem, nossa conversa não foi muito esclarecedora, mas também não foi de todo mal. Ele pelo menos não se focou em meu segredo. Talvez até pare de tentar descobri-lo.
Aconchego-me mais perto do mesmo, quase indo para debaixo de seu corpo. Seu odor impregna minha pele. O calor de seu corpo se mistura ao meu.
Acho que te entendo... Entendo seus motivos para ter querido se vingar. Acho que também quero...
Era tão prazerosa essa sensação, que quase não acredito que ele esta mesmo ali, comigo. Sua presença me intimidava e alegrava.
Ele se mexe um pouco, fazendo-me ficar rígida. Sinto sua ereção se chocar contra minha bunda. Causando-me arrepios gostosos.
Minha nossa. Ele mal acorda e já está animadinho.
Mordo meu lábio inferior e permaneço sem me mover. Acaricio de leve com as pontas de meus dedos seus braços, que continuam rodeando minha cintura.
Acabo por adormecer sem nem ao menos perceber.
[...]
Um barulho me desperta, fico um pouco grogue, por conta de meu despertar rápido. Vejo Sasuke amarrar calmamente suas cordas trançadas em volta deu seu quadril.
Ele tomou banho aqui ? Que lindo.
Ele me olha, intensamente, como sempre fazia. Seus cabelos pingavam um pouco, as gotículas de água escorrem por sua face.
Minha boca fica seca.
– Te acordei ? Hum... Usei seu banheiro. Espero que não se importe.
– Tudo bem, não me importo – Digo, alinhando meu corpo, para poder sair da cama.
Devo está parecendo uma bruxa.
– Hoje é seu dia de folga, certo ? – Me pergunta, procurando suas sandálias.
Aponto para perto da porta, onde elas estavam ele vai até elas e as pega. Senta-se na cama, para poder colocá-las. Levanto-me automaticamente e ajeito minha camisola, para ela não ficar ainda mais indecente.
– Sim, é. Vou preparar algo para comermos.
Caminho para fora do quarto, indo de encontro à cozinha. Abro a geladeira, tirando de lá geléia de uva. Pego pão integral no armário e uma faca na gaveta do armário.
Sasuke se aproxima, com sua roupa bem alinha e seus cabelos um pouco úmidos. Ele toma a faca da minha mão.
Olho para o mesmo confusa.
– A ultima vez que usou isso – Levanta a faca, segurando-a firmemente – cortou seu dedo. Não quero corre o risco de vê você cortando a própria garganta.
Faço cara feia para o mesmo.
– Não exagere. Não sou tão ruim assim com uma faca. Eu sei segurar bem... A faca, Sasuke. A faca.
Fico extremamente vermelha.
Caramba, essa frase saiu com um duplo sentindo bem vivido.
Respiro fundo e pego algumas laranjas, para fazer suco. Meu rosto queima ao vê Sasuke me encarando de um jeito... Malicioso.
Assim que o suco está pronto, me junto a Sasuke, me sentando à mesa. Encho o suco em dois copos, dou um para ele.
Por mais estranho que parecesse, esse nosso momento intimo e nada habitual, eu até que estava relaxada. Afinal ele ainda não tinha tocado em meu segredo.
Comemos em silencio.
– Você tem alguma missão hoje ? – Pergunto, entre mordidas de meu sanduíche integral com geléia.
– Sim, acho que sim. Não sei. Sou convocado pela Hokage à hora que ela quer. Essa mulher é imprevisível.
– Ela é mesmo. E um pouco temperamental.
– Já percebi – Diz emburrado.
– Não faça essa cara, ela não é tão ruim assim.
– Hum...
– Odeio quando você monossílaba.
– Hum...
– Idiota.
– Hum... ?
Fico vermelha de raiva, ele sorri com isso. Fecho a cara para o mesmo, que alarga seu sorriso. Isso me desarma. É um sorriso torto e envolvente. Acabo sorrindo de volta.
Seu sorriso some, ele fica instantaneamente serio.
– Hora de ir – Diz, neutro.
Olho para o relógio, que era visível daqui, mesmo ele estando na sala. Na verdade a parede onde ele se encontrava era de frente para a cozinha.
Hum... 8:32.
– Tudo bem – Digo, não querendo dizer isso, mas sim “FICA AQUI COMIGO”.
– Venho te vê mais tarde – Diz já se levantando da mesa. Ele coloca seu prato e seu copo na pia. Sigo o mesmo e repito seu ato.
– Sasuke... Você não precisa ficar me vigiando. Se seu medo e que eu me mate, eu não vou, a não ser que... – Engulo em seco.
Ele me olha, ainda neutro. Fito seus olhos ônix.
– Não estou fazendo isso por medo de você se matar. Só quero te deixar confortável com minha presença.
– Para que ?
– Para assim você poder me contar seu segredo.
Então é isso... Ele só que descobrir meu segredo. E quando ele descobrir, o que vai acontecer ? Talvez eu deva contar. Assim ele se afasta de uma vez e segue sua vida. Deixando a minha em paz. No fundo eu tinha esperança que ele... Ele me amasse. Mas é tudo por esse maldito segredo.
Seguro a pia com as duas mãos e dou-lhe as costas.
Eu não importo para ele. Ele só quer saber do segredo... Maldito segredo. MALDITA SORTE ESSE MINHA.
Fecho meus olhos, respirando profundamente. Meus olhos se enchem de lagrimas.
Não chore. Não chore. Não chore.
Respiro fundo e me viro para olhar o mesmo.
– Sasuke, já que quer tanto saber... Vou contar.
Ele arqueia as sobrancelhas, intrigado e desconfiado ao mesmo tempo.
– Serio ? Qual a pegadinha, Sakura ?
– Não tem pegadinha. Eu vou contar, mas não agora. A noite eu conto.
– Tem certeza ?
– Você quer saber ou não, caramba ?!
– Sim, quero. Mas, eu pensei que seria mais difícil te convencer.
– Isso prova que você não me conhece. Agora vá, a noite eu te conto, Sasuke.
[...]
Me encolho aos pés de minha cama. Minha respiração estava descontrolada, assim como meus batimentos cardíacos. Eu via tudo turvo.
Acho que estou tendo mais um ataque de pânico.
Engatinho até meu criado mudo, abro a pequena gaveta e de lá pego o bulinho com meus remédios. Ingiro um comprimido a seco. Sem água nem nada, só com ajuda de minha saliva.
E agora ? Vou contar ? Tenho que contar ? Qual será sua reação ?
Encolho-me e coloco minha cabeça entre meus joelhos.
Não posso contar. Não vou conseguir. Ele vai ri. Ou pior, me desprezar ainda mais.
Fecho meus olhos com força.
Quero sumir. Não existir mais. Quero parar de respirar. Morrer.
Seguro minha cabeça entre as mãos, para logo aberta-la com força, tentando me concentra na dor e esquecer meu segredo.
O bulinho de remédios estava caído bem ao meu lado.
Minha salvação...
Seguro o bulinho e abro sua tampa, pego mais um comprimido. Olho para ele por um instante. Coloco na boco o comprimido e engulo à seco, depois pego mais dois comprimidos. Três. Quatro. Cinco. Oito. Dez. Não tem mais nenhum. Ingeri todos os comprimidos.
Minha vista se escurece de repente. Sem mais nem mesmo. Meu corpo começa a soar frio. Sinto meu coração dispara.
Isso... Estou morrendo... E...
Sinto uma mão forte segurar meu braço. Sou puxada para cima com brusquidão. Um corpo forte se cola ao meu.
Esse cheiro... Sasuke-kun...
Sou guiada rapidamente para algum lugar, não sei onde. Sasuke me coloca de joelhos no chão e sob a tampa de alguma coisa. Da privada.
– Cuspa. Sakura, cuspa.
Aperto meus olhos, ainda com eles fechados. Assim que abro não vejo nada além de um negro obscuro. Sasuke me sacode um pouco.
Sinto uma forte anciã de vomito, mas me seguro para não vomitar.
– Merda, Sakura ! – Ele parecia desesperado.
Mas uma vez a anciã de vomito vem. Só seguro-a mais uma vez.
Sua mão vai para o meio de minhas costas. Sinto seu chakra penetrar meu corpo. Não consigo agüentar mais, acabo vomitando. Fecho meus olhos ao sentir o gosto ácido de minha comida saindo por minha boca.
Tudo vai saindo, os comprimidos, meu café da manhã e até me jantar de ontem à noite. Só paro de vomitar quando não resta mais nada.
Estou exausta !
Ele me ajuda a ficar de pé, abro meus olhos e vejo que minha visão estava voltando ao normal.
Ele me põe enfrente a pia do banheiro, conseqüentemente também enfrente ao espelho.
Estou horrível !
Ele me ajuda a lavar o rosto e a boca. Seu rosto e indescritível, agora seus olhos e gestos transmitem uma fúria muito mal contida.
Ele vai me guiando até a cama, mas antes de me deitar na mesma, percebo que minha camisola está suja.
– Sasuke... – Minha voz estava muito fraca. Ele me olha serio – Preciso trocar de roupa.
– Sente-se – Ordena rispidamente.
Não tenho nem tempo de protesta, ele me senta de uma vez. Ele vai até o meu guarda roupa e pega uma camisola qualquer. Nem olha direito.
Ele joga-a para mim.
– Vista-a – Ordena duas vezes mais frio.
Olho constrangida para ele.
– Não com você aqui – Minha voz sai mais forte – Saia.
Seu rosto se contorce com uma fúria tremenda. Encolho-me. Sentindo-me como uma criança prestes a ser repreendida por algum delito.
– Você acha que eu vou te deixar sozinha mais uma vez ? Só pode está louca. Sakura, a partir de agora eu vou te vigiar vinte e quatro horas por dia. Você não está em condições de ficar só. Ainda bem que não acreditei naquele seu papinho furado de que ia me contar seu segredo à noite. VOCÊ PODIA TER MORRIDO, MERDA. SERÁ QUE VOCÊ NÃO PENSA. Mas que bosta passo na sua cabeça para você tentar isso. Como pode ?
Encolho-me, vendo seu olhar assassino só ficar ainda mais gélido. De uma hora para outra seus olhos ficam vermelhos.
Acho que fiz besteira... Merda, ele ativou o sharinga. Ele está furioso. Estou muito, muito encrencada.

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