Hopeless Love

4 O Que Mais Falta ?


Notas iniciais
Espero que gostem. Essa linda capa foi feita pela Cherri Bomb, ela é muito boa com seus trabalhos *-* Espero que gostem do cap. Desculpem qualquer erro. Boa leitura.

Ele passa as mãos pelo cabelo, despenteando seus fios negros. Seus olhos estavam tomados por descrença e fúria.

Quando o mesmo suspira, fica sério e enruga de leve o nariz.

– Você está brincando, não é ? – Me pergunta, indignado e um pouco indiferente.

Viro meu rosto e encaro a chuva lá fora, furiosa e surpresa por sua atitude.

Ele não deveria se meter em minha vida. Não é da conta dele os meus problemas.

– Não entendo... Minha vida não te diz respeito. E você tem namorada, que por sinal deve está preocupada – Encaro-o séria e meio lívida – Você deve ir. Não se apegue aos meus problemas, eles são meus.

– Estou tentando entender e te ajudar, Haruno. Dá para você cooperar, por favor – Rosna furioso.

Encolho um pouco meus ombros e volto a encarar a chuva, que piorava a cada segundo. Era uma tempestade e tanto.

Ouso seu suspiro.

– Não vou embora. Mas por hora vou para de fazer perguntas. Posso dormi aqui ?

– Se eu disse não, você vai ficar do mesmo jeito. E não seria educado da minha parte... Vou preparar o quarto de hospedes.

– Não é preciso, posso dormi aqui – Diz, descaradamente.

Encaro o mesmo, que da a volta na cama e se deita ao meu lado, encarando o teto em seguida.

Desde quando ele se tornou tão... Espaçoso ?

Ele me encara, ergue uma de suas sobrancelhas e sorri de lado.

– Algum problema, Sakura ?

Tenho vontade de socar sua cara, mas respiro fundo, fecho os olhos e conto até cinco.

– Vou tomar banho – Digo, já me levantando da cama.

Ficar no mesmo espaço que ele, só me gera tristeza e frustração. Não entendo como um ser humano pode ser tão detestável e amável ao mesmo tempo.

Pego uma de minhas camisolas para dormi. Sabendo que assim que eu saísse do banheiro, Sasuke iria para o quarto de hospedes.

Adentro o banheiro.

Tomo uma rápida ducha. Visto-me e volto para o quanto.

Sasuke estava, ainda, deitado na cama e fitando o teto. Só que tinha uma diferença agora, ele estava descalço e sem as cordas trançadas que amarravam sua calça. O que me faz cair na real.

Ele quer mesmo dormi aqui... Comigo.

– Não, não e não. Você não vai dormi aqui, Sasuke. Preciso de privacidade.

Ele deixa de fitar o teto e se volta para mim, seu olha escurece, ficando ainda mais negros. Sinto-me exposta. Nua.

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Será que a camisola é tão curta assim ? Porque ele me olha desse jeito ?

Caminho um pouco desajeitada pelo quarto, sentindo sua atenção em mim. Aquilo era muito picante e estranho, já que ele nunca me olhara assim.

Me sento na cama, de costa para ele.

– Vamos, Sasuke. Você tem namorada, não pode dormi no mesmo quarto... E na mesma cama que eu. Isso é como traição.

– O que os olhos não vêem o coração não sente.

– Que filosofia mais barata.

– Eu sei. Mas ela é muito eficaz.

Respiro fundo e me jogo para debaixo de meu coberto. Senti-me esgotada de uma hora para outra, como se toda a jovialidade de meu corpo tivesse sumido.

Isso tudo é cansaço ? Preciso de férias. Preciso ficar longe dele.

Fecho meus olhos, tentando esquecer a presença dele. O que estava sendo difícil, já que seu cheiro estava impregnado por todo o quarto.

Como posso esquecê-lo se ele fica me perturbando, tanto com sua presença quanto por seu cheiro inebriador ?

Sinto as cobertas serem levantadas.

Suspiro, sentindo seu cheiro ir se impregnando ao meu corpo.

Meu Kami, esse homem... Que homem... !

[...]

Que calor !

Sinto algo me pressionando contra o colchão. Era um corpo. Masculino. Uma respiração calma bate contra meu rosto.

Sasuke !

Abro meus olhos, um pouco sonolenta. Os raios solares que estavam adentrando o quarto através da janela eram fracos, o que mostrava que era cedo.

Ele estava agarrado a mim como uma trepadeira, o que estava me causando calor. Muito calor. Tento me mover sem acordá-lo, mas paro ao sentir sua ereção pressionar meu bumbum.

Minha nossa !

Respiro fundo. Calmamente vou saindo da cama, roçando meu corpo no dele, sem querer. Assim que meus pés tocam o chão, estremeço.

Que gelado !

Olho para Sasuke, sinto em seguida minha boca ficar seca. Ele estava com os cabelos desgrenhados. Um rosto sereno, como um anjo.

Tenho uma súbita vontade de passar minhas mãos por seus cabelos, mas me contenho. Sabendo que se ele acorda, isso ia ser embaraçoso.

Me levanto da cama e saiu do quarto.

Ao vê o relógio na parede da sala, em formato de gato, contesto que são 6:23 da manhã.

Sento-me no sofá, onde ontem à noite Sasuke estava esparramado. Encolho-me um pouco, não com frio, mas sim com receio.

O que está havendo ? Sempre sonhei em dormi na mesma cama que ele. Por que estou tão retraída ? Talvez porque ele sabe que escondo algo, e não vai parar até descobrir o meu segredo. Preciso inventar algo. Me esquivar de suas perguntas... De sua presença.

Me deito aos poucos no sofá, encolhida.

– Tudo bem ? – Ouso sua voz rouca, um tanto sonolenta, perguntar.

Gemo baixinho.

Porque ele tinha que acorda agora ?

Me levanto aos poucos, olhando para ele, todo vestido e impecável. Parecia um deus grego, enquanto eu deveria parecer um daqueles monstros esquisitos.

– Sim – Respondo baixinho.

Ele me avalia, com seus penetrantes olhos negros. Olho para o lado oposto de onde ele estava.

– Está com fome ? Eu estou.

Me levanto apressadamente, indo para a cozinha, querendo fugir dele.

– Está com fome há essa hora ?

Não, mas quero ficar longe de você.

– Sim, estou – Minto.

– Hum...

Abro a geladeira e retiro algumas coisas, para fazer sanduíches. Depois pego mais alguns ingredientes no armário.

Ele senta-se na bancada, de frente para mim, olhando-me com atenção.

Corto o pão, com cuidado.

– Você falou serio quando disse que podia se matar ? – Pergunta, me olhando intensamente.

– Você anda muito comunicativo ultimamente.

– Você não respondeu minha pergunta.

Mordo meu lábio inferior.

Mas que intrometido. Deixa-me em paz, Uchiha.

– Então ? Vai me falar, ou terei que arrancar essa informação a força ?

– AI, MERDA ! – Grito, ao sentir a faca desliza de minha mão e corta meu dedo indicador, da mão direita.

Corro até a pia, ligo a torneira e coloco meu dedo em baixo da agia fria, para que ele não infeccione.

Vejo o sangue jorra.

Sasuke segura minha mão e desliga a torneira.

– Mas que desastrada.

– Vá à merda.

Ele parece se espantar com meu pequeno xingamento. Puxo minha mão e me afasto do mesmo. Com a mão esquerda canalizo meu chakra, e logo coloco-a sobre meu dedo cortado. Aos poucos sinto o ferimento ir se fechando.

Suspiro e fecho a mão em punho.

Que ótimo começo de dia, Sakura, penso sarcasticamente.

Olho para ele com raiva. Sua postura é séria. Tenho vontade de matá-lo.

Ele abre a boca, pronto para dizer alguma coisa, mas se cala, ao ouvir batidas furiosas na porta.

Franzo a testa confusa, olhando para ele.

Mas quem é a essa hora ?

Respiro fundo e vou abrir a porta, para quem quer que seja.

Assim que abro a porta, meu corpo se erigisse.

– Karin... – Sussurro, vejo pelo canto de meus olhos que Sasuke muda a postura, se tornando mais sério e rígido.

Ela me olha furiosa, como se eu fosse alguém detestável. A amante de seu precioso namorado.

– Eu sei que ele está aqui, então saia da minha frente – Diz, já me empurrando para o lado.

Ela adentra meu apartamento como um furacão, furiosa. Quando vê Sasuke, sua fúria duplica.

–Então e aqui que você estava. Na casa dessa...

– Olhá-la como vai falar, você está na minha casa, Karin. Exijo respeito.

– E por acaso você teve respeito ao TRANSAR COM O MEU NAMORADO – Grita.

– Cala a boca, Karin – Sasuke rosna.

Ela da um passo para trás, pendendo a intensidade de sua fúria. Mas ao olhar para mim, sua fúria retorna duas vezes maior.

– Calar a boca ? Você transou com essa vadia, Sasuke. Como pode ? – Pergunta, quase derramando lágrimas.

Não quero está aqui, penso desconfortável.

– Eu não transei com ela. E não fale de vadias, afinal, você é a rainha das vadias.

– O que ? – Pergunta, ofendida.

Merda, agora a briga ficou seria.

Sasuke sorri de modo macabro, fazendo-me tremer, um pouco assustada.

– Você acha que não sei. Mas que ingênua. Você chega a ser tão patética que me da nojo, sabia ?

Ela vacila, começando a caminha para trás.

– Sasuke-kun... – Começa, chorosa.

– NÃO ME CHAME ASSIM – Grita, descontrolado.

Engulo em seco e começo a me afastar, receosa.

– Vá embora, Karin. Quando eu quiser, te procuro. Agora vá embora. Não quero vê sua cara – Diz, com seu tom costumeiro, frio como uma rocha.

– Sasuke...

– SAIA.

Ela não perde tempo, sai como uma bala. Fico olhando para a porta. Decidindo se corro ou fico. Ele fecha a porta com o pé, olhando-me atentamente.

Engulo mais uma vez em seco.

– Acho que te devo desculpas, não é ?

– Não... Não precisa se desculpa, Sasuke. A culpa não foi sua.

Ficamos em silencio. Os dois perdidos nos próprios pensamentos.

– Você que um chá ? – Pergunto, quebrando o silencio.

Ele me olha por alguns segundos, depois confirma.

O que mais me aguarda ? Primeiro a insistência dele, agora essa louca na minha porta... O que mais falta ? Uma chuva de pedras ?

Notas finais
Gostaram ? Comentem. Beijinhos !!