Hopeless Love
28 Mortos Tem Poderes.
Notas iniciais
Aproximamo-nos em alta velocidade dos portões da vila, que estavam parcialmente abertos. Este inicio de dia estava sendo frio e nublado.
Suspiro, sentindo-me em casa.
E apesar das circunstancias caóticas e do luto que deveríamos aderir, eu estava feliz por está em casa. Sendo agora uma mulher casada, a senhora Uchiha.
Sasuke aperta de leve minha mão, olho-o de relance e vejo-o me encara minuciosamente. O mesmo estava incrivelmente paranóico e distante. E com medo de que a qualquer momento eu possa ter um troço. Tudo por conta de nossa situação caótica.
Sorriu, tentando parecer neutra. Mas falho miseravelmente.
Logo somos saldados formalmente por Shikamaru e Ino, que nos esperavam pacientemente ao lado dos portões da vila. Cada um com uma postura impenetrável de seriedade e profissionalismo.
Olho de relance para Sasuke, que havia ficado igualmente serio e até um pouco frio e antipático. Naruto fora o único de todos ali presente que conseguiu dar um sorriso amplo e verdadeiro, apesar do mesmo permanecer quieto, sem sua euforia costumeira.
Tento sorri cordialmente para Ino e Shikamaru, mas nem isto consigo fazer, por conta de meu estado nervoso e inquieto. Por fim, opto por ficar seria. Como uma forma de alto preservação.
Adentramos a aldeia. Todos lado a lado.
Ino encarava-me com uma expressão seria, mas tentando transpassar suavidade em suas feições. Ela até arisca sorrir um pouco, pena que meu animo não me permitir retribuir ao seu meio sorriso. Mas mesmo assim aceno amigavelmente.
– O interrogatório que os ambus pretendem fazer a vocês ocorrerá às três da tarde, na base deles. Mas antes vocês devem se encontrar com a Hokage, que deseja fala-lhes algo importante – Instrui-nos Shikamaru.
Sasuke e eu assentimos mutuamente.
– Não se preocupem. Tudo vai dar certo. Vocês não são suspeitos – Comentar Ino, tentando quebrar o gelo.
Com muito custo acabo sorrindo para a mesma, agradecida por seu gesto amigável.
[...]
Assim que chegamos em casa Amaya saldados com um caloroso abraço, muitas perguntas sobre o lugar onde ficamos e perguntas sobre meu inicio de gestação. Ela estava afoita e com muitas saudades.
Com isso acabo desestressando um pouco, já Sasuke permanece calado e distante. E quando Amaya ou até mesmo eu lhe fazíamos alguma pergunta ele só resmunga “Hum”.
Eu queria perguntar no que o mesmo tanto pensava, mas antes mesmo que eu possa abrir minha boca, ele se levanta do sofá onde estava sentado e diz que precisa sair para resolver algumas pendências. Não me dar mais informações e nem brecha para que eu pergunte alguma coisa, simplesmente vai embora, sem nem me dar um breve selinho.
Fico magoada e intrigada ao mesmo tempo, mas Amaya ao perceber minha magoa começa a falar sobre seus filhos que já haviam morrido e como foi difícil os criar. E com isso acabo me distraindo momentaneamente.
Ele deve está sobrecarregado, mas logo deve voltar. Sasuke nunca iria ignorar-me propositalmente, penso, concentrando-me no discurso piegas de Amaya, sobre como é difícil criar uma criança.
Os minutos vão passando e com isso minha magoa e recém adquirida raiva vão aumentando.
Almoçamos sozinhas, só eu e Amaya. E este fato só fez com que minha raiva crescer ainda mais, e com essa raiva veio uma forte anciã de vomito, que fez com que eu colocasse todo o meu almoço no vaso sanitário. Amaya deu-me um chá e com isso acabei adormecendo.
[...]
Sasuke não pode ignorar-me e se alto culpar, penso, andando de um lado para outro no quarto, preocupada com seu sumiço, já que fazia algumas horas que ele havia saído. Assim que ele chegar vai me ouvir !
Mesmo se ele estivesse sentindo-se culpado isso não lhe dava o direito de ter me ignorado, como ele fez assim que chegamos aqui em Konoha.
Suspiro e sento-me na cama, sentindo-me cansada.
Engulo o choro.
Culpa... Não sinto culpa ou remorso por ter seguido meu coração e ter me casado com Sasuke. Fora ela quem se matou, então... Engulo em seco, sentindo uma leve pontada no peito, algo semelhante a angustia, só que mias forte. Por que tenho a leve impressão de que quem vai sofrer as consequências de sua morte será eu ?
O despertado em cima do criado mudo ao lado da cama marcava 2:30, meia hora antes de eu ter que ir até a cede dos ambus para dar meu depoimento.
Com muito custo caminho até o banheiro, disposta a tomar banho, mas assim que passo pelo espelho, não resisto e acabo me olhando. Meus cabelos estavam compridos, muito compridos, meus olhos fundos e sem brilho. Mas o que mais me assustou foi minha palidez, até parece que eu não tinha passado estas ultimas semanas em uma linda pousada ao lado da praia.
Lavo meu rosto para espantar as lagrimas e dispo-me devagar, tirando cada peça de roupa com uma lentidão absurda.
Ponho-me debaixo do chuveiro e deixo a água gelada livrar-me de minhas angustias. Sem nem ao menos perceber, as lagrimas que caiam de meus olhos iam se misturando com a água do chuveiro.
Assim que saio do banheiro deparo-me com um Sasuke sentado em nossa cama, pensativo e distante.
Olho para o despertador no criado mudo e vejo que já são 2:48, adentro o closet do quarto sem dizer uma única palavra, logo escuto a porta do banheiro sendo trancada e o som de água escorrendo.
Respiro fundo, tentando não me abalar com sua indiferença a minha presença no quarto.
[...]
Caminhamos lado a lado de encontro ao escritório da Hokage.
Nenhuma palavra entre nós foi trocada e por mais que eu estiver fervendo de raiva, eu queria dar-lhe um gelo assim como ele estava me dando. Assim que nos aproximamos do prédio onde a Godaime estava, Kakashi-sensei aparece para nos cumprimentar e guiar até a sala onde ela nos esperava.
– Não se deixem intimidar por Ibiki – Aconselha-nos nosso antigo sensei.
– Será ele quem ira nos interrogar ? Como descobriu isso ? – Pergunto, não muito interessada na resposta.
Kakashi pisca para mim e bate na porta onde Tsunade provavelmente estaria. Assim que ouvimos um entre, ele abre a porta e dar passagem para que entremos, logo em seguida vai embora.
Tsunade estava seria e ao seu lado Shizune jazia, igualmente seria.
– Desculpem por termos interrompido a lua de mel de vocês. Mas como devem saber, Karin morreu e com isso os ambus precisam de seus depoimentos para arquivar o caso.
Vejo pelo canto de meus olhos Sasuke ficar inquieto.
– Não sei se deve ser uma boa idéia arquivar o caso – Comenta ele, casualmente, como se falássemos sobre o tempo, que por sinal continuava nublado.
– O que ? – Murmurarmos em coral.
Ele da de ombros e ignora nosso assombro.
– Talvez ela não tenha se matado... Talvez ela tenha sido...
– Sasuke – Repreendo-o.
Ele lança-me um olhar tão gélido que faz com que minha alma gele instantaneamente.
– Tenho uma forte suspeita de que ela não tenha se matado. E por mais que ela tenha dito que se eu me casasse ela se mataria, eu não acredito nisto. Karin era tudo menos suicida. E tenho fortes suspeitas para crê que tinha alguém com ela no dia em que ela se matou.
Tsunade suspira e fecha os olhos. Sinto mais uma vez um forte aperto em meu peito. Acho que desta vez é ciúmes e não angustia.
– Já que você está tão convicto disto, mas até do que sua própria esposa, eu só posso dizer que você converse com os ambus e se informe da situação, se depois de souber os detalhes do ocorrido ainda quiser continuar investigando, como sei que você já começou, faça o que deseja. Afinal ela era sua companheira de time. Só não cometa nenhum delito, Sasuke.
Fecho meus olhos e quando torno a abri-los percebo que Tsunade me encarava fixamente.
– Vou dar mais uma semana de férias a vocês – Avisa ela, por fim.
Suspiro, um pouco contente com a noticia, já Sasuke protesta e diz que não é preciso. Meu sangue começa a correr mais rápido, fazendo-me enjoar.
– Não quero discussão sobre esse assunto, Uchiha. Vocês terão mais uma semana de férias e pronto. Não me questione – Repreende-o – E Sakura, não se esqueça que sua primeira consulta pré-natal oficial está marcada para daqui cinco dias – Lembra-me ela.
Marcamos essa consulta três dias antes do meu casamento, ou seja, eu nem lembrava mais dela.
– Não me esquecerei. Prometo – Minha voz sai um pouco falha, mas não ligo.
– Bem, só era isso. Podem ir – Dispensa-nos.
Saímos da sala apressados, só que no meu caso eu quase estava correndo para longe dele.
– Quando iria me avisar que sua primeira consulta pré-natal é daqui a cinco dias ? – Pergunta-me secamente.
Cadê aquele Sasuke carinho e sexy de nossa lua de mel ?
– E quando você iria me contar de suas suspeitas sobre a morte de Karin ? Ou sobre já está investigando a morte dela ? – Minha voz sai acida e venenosa.
– Não mude de assunto, Sakura – Rosna entre dentes.
– Vá para o inferno – Rosno de volta, tentando controlar minha pulsação e meu enjôo.
Ele abre a boca para rebater, mas acaba se calando.
As ruas estavam semi movimentadas, o que facilitava nossa locomoção.
O silencio reina e penso até que iríamos permanecer assim até chegar a cede dos ambus, mas para minha surpresa, Sasuke desanda a falar:
– Eu não queria te preocupar, por isso não disse nada. E o que você queria que eu fizesse ? Que eu aceitasse um fato tão estúpido como esse. Ela não se matou, tenho certeza disto – Sua convicção me abala.
Engulo a vontade de chorar e meus ciúmes.
– Você está dando muita importância para a morte dela, Sasuke-kun. Karin não vale todo esse seu esforço – Revelo, usando toda a sinceridade que consigo reunir perante essas circunstancias.
O mesmo trava a mandíbula e olha-me com amargura e raiva. Minha boca seca e meus olhos turvam de lagrimas.
– Me desculpe, Sakura. Mas eu não sou tão mesquinho a ponto de deixar um assassino ou assassina solto por ai.
– Então quer dizer que eu sou mesquinha porque acredito que ela se matou ?
Ele dar de ombros e começa a andar, nem confirma nem discorda.
Assim que a primeira lagrima cai, mordo meu lábio inferior, sentindo meu coração se destroçar.
Karin é a prova que mortos exercem poder sobre os vivos.
Respiro fundo e continua a andar, seguindo-o.
Quando serei feliz ?

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