Hopeless Love

29 Nada De Ruim Vai Te Acontecer.


Notas iniciais
Espero que gostem. Eu achei este cap fofinho *-* Desculpem qualquer erro. Boa Leitura.

– Como era sua convivência com Karin Uzumaki, senhora Uchiha ? — Pergunta-me Ibiki, serio.

Estávamos a sós em uma sala não muito grande e com pouca iluminação. Os ambus acharam melhor interrogar a mim e a Sasuke separadamente. E para minha frustração, eu não sabia onde ele estava, ou com quem ele estava. Mas, devido a sua frieza perante mim, era até melhor nos mantermos separados por hora.

Ibiki curva-se em cima da mesa que nos separava. Tudo para poder avaliar-me com cuidado, acho eu, que tentando descobrir qualquer traço de mentira em minha resposta seguinte.

– Péssima. Não nos suportávamos – Digo sem rodeios.

Pra que mentir ? Ela fora uma piranha nojenta comigo. E todos sabem disto. Principalmente Sasuke, mas mesmo assim ainda decide dar importância para aquela piranha morta.

Ele fica ligeiramente chocado com minha resposta.

– Senhora Uchiha, a senhora tinha motivos para matar Karin Uzumaki ?

Sem pisca ou mexer qualquer músculo de meu corpo respondo sua pergunta de forma fria e antipática.

– Sim, eu tinha.

– E porque devemos acreditar que não a matou, já que a senhora admitiu que tivesse motivos para matá-la – Ibiki me avaliava minuciosamente.

Curvo-me na mesa, olhando-o com uma serenidade fingida, já que por dentro eu estava fervendo de raiva com todas aquelas perguntas direcionadas a Karin, uma vadia louca que sempre me atormentou, e que ao que parece mesmo morta continuava a paira entre mim e Sasuke.

– Em primeiro lugar, porque não sou um monstro, em segundo eu não estava em Konoha quando ela fora morta. E em terceiro, por mais que eu tivesse motivos, Karin não valia o esforço que eu teria que fazer para matá-la.

– O que motivava sua antipática por ela ?

– Karin sempre quis ser a senhora Uchiha, mas como bem sabe ela não conseguiu o que queria, então devido a isso, a mesma me atormentava com bilhetinhos agressivos.

– Eu gostaria muito de ver esses bilhetinhos, senhora Uchiha.

– Não será possível. Eu queimei todos. Afinal, para que guarda bilhetes tão agressivos em um lar familiar.

Ele nada diz, apenas se encosta na cadeira e olha-me avaliativamente.

Respiro fundo, sabendo que mais perguntas logo viram.

– A senhora conhecia alguém que eventualmente poderia matar a senhorita Uzumaki ?

– Não, eu não conhecia. Mas como bem sabe, ela fora aprendiz de Orochimaru. Ou seja, deveria ter muitos inimigos.

– Concordo com sua dedução.

Acaricio de leve meu ventre, para logo me voltar para Ibiki que continuava a me encarar.

Karin... Você sempre será um empecilho para minha felicidade ? Pergunto-me mentalmente.

Entre perguntas, especulações e algumas indiretas de mau gosto meu interrogatório transcorre.

[...]

Assim que saio da sala de interrogatório, um ambu me aborda e avisa-me que Sasuke não iria voltar para casa comigo, que ele permaneceria mais um tempinho na sede. Sem deixar minha magoa atrapalhar minha boa educação, apenas agradeço a ele e vou embora, segurando-me para não chorar ali.

Será que ele não vê que está me machucando ? Estou sagrando por dentro e ele não percebe, ou finge não perceber. Será que Karin é mais importante que eu ? Não creio que tudo o que passamos possa ter sido em vão.

Com meus pensamentos alvoroçados e minhas emoções conturbadas, caminho apressadamente, contemplando as ruas de Konoha com pesar e nostalgia.

[...]

Ajudo Amaya a preparar o jantar, ocupando o máximo possível minha mente, em uma tentativa em vão de não me sentir tão atormentada pelas recentes ações de Sasuke.

Assim que o relógio marca 6:23 Sasuke adentra a cozinha, com uma expressão frustrada. É ele adentrando a cozinha e eu no mesmo instante saindo.

Ignorá-lo seria bem melhor que afrontá-lo.

Adentro nosso quarto e dirijo-me até o closet, a procura de uma roupa adequada para dormi após o banho que eu pretendia tomar. Opto por uma camisola de cor neutra.

Assim que volto para o quarto, segurando minha camisola, Sasuke levanta-se da poltrona em que estava sentado. Acho eu, que o mesmo me esperava.

– Sakura, eu... Precisamos conversa.

– Não quero conversa com você – Soou fria e objetiva.

Antes que eu possa adentrar o banheiro, Sasuke segura meu braço, olhando-me com determinação.

– Eu sei que esta magoada, mas... Eu preciso me explicar, por favor.

– Não quero ouvi suas explicações estúpidas, Sasuke. Apenas me deixe tomar banho em paz.

– Sakura, será que você não entende que estou fazendo esta investigação, exclusivamente, porque eu te amo e quero seu bem – Diz, sem se alterar.

Riu com desdém.

– E eu posso saber como essa investigação trará algum beneficio para mim ? Isto que você está fazendo é exclusivamente pela Karin e por esta culpa que você deve está sentindo.

Percebo que o mesmo trava a mandíbula, irritado.

– Culpa ? Você acha que eu me sinto culpado por ter me casado com você ao invés de com a Karin ?

Fico calada, sem saber o que dizer.

– Responda ! – Brandi, exaltado – Você acha mesmo que eu sinto culpa por ter me casado com você ?

Com a respiração descontrolada e os nervos a flor da pele, respondo sua pergunta com amargura.

– Sim, eu acho – Minha voz sai baixa e frágil, demonstrando quão perturbada eu estou.

Ele lança-me um olhar magoado e isto acaba comigo.

As lagrimas começam a cair sem pudor algum, banhando meu rosto e turvando minha visão. Mordo meu lábio inferior para conter meus soluços.

Eu não queria chorar, mas com tudo o que estava acontecendo e com meus hormônios descontrolados, eu estava mais sentimental do que o aceitável. E isto é horrível.

Sasuke seca minhas lagrimas com as pontas de seus dedos e encosta sua testa na minha, encarando-me com magoa e amargura.

Sem recuar, abraço-me protetoramente e fecho meus olhos, apreciando sua respiração quente e calma, que batia contra meu rosto e se misturava com minha respiração ofegante. Deixo minha camisola escorre por entre minha mão até cair no chão.

– Você está se deixando levar pelo ciúme. Não percebe que estou fazendo isto por nós três ? – Sua boca roça na minha e isto serve como um gatilho de calmaria – Sakura, a pessoa que matou Karin pode está querendo vingança por algo que fizemos no passado, quando ainda éramos o time Taka, e com isto, eu tenho medo que este assassino chegue até você. Por isto precisamos pega-lo antes. Não posso deixar nada de ruim acontecer com vocês.

Com cautela, o mesmo acaricia meu ventre de ele. Seu toque suave me faz arrepiar.

Será que ela não se matou ? Mas se não... Quem a matou ?

Abro meus olhos e o encaro com avidez, tentando vê se ele só estava dizendo aquilo para me acalmar. Mas só o que encontro em seus olhos é verdade.

– Mais... E se ela realmente se matou ?

Ele acaricia meu rosto com as duas mãos, fazendo assim com que meu corpo se acalmasse instantaneamente.

Sua expressão estava suave, como se tentasse explicar algo a uma criança.

– Você acha mesmo que ela iria se matar e assim deixar de atormentar a nós dois ? Karin sempre fora vingativa e perturbada. Se matar seria o mesmo que me deixar livre para viver em paz com você. E isto, com certeza, ela nunca faria.

– Mas e se ela pensara que se matando iria nos atormentar com a culpa ?

– Que culpa ? Você a detestava e eu não sentia nada por ela. Além de pena por ela ser uma vaca promiscua. Então, com certeza, culpa seria a ultima coisa que iríamos sentir. E ela não era burra, com certeza, sabia que com sua morte a única coisa que sentiria seria alivio.

Tudo que ele acabara de falar fazia muito sentido. Mas mesmo assim, meu ciúme estava me deixando confusa e insegura demais. Sem contar que o modo frio com o qual ele me tratou fora algo imperdoável.

Encolho meus ombros e encaro o chão do quarto, tentando organizar minhas idéias.

Seu braço rodeia minha cintura e ele me abraça com força, enterrando o rosto no vão de meu pescoço. Minhas pernas ficam bambas instantaneamente.

– Sasuke...

– Eu te amo, Sakura. E se algo acontecer com você ou com nosso filho, eu... Não sei se consigo superar mais uma perda, ainda mais uma tão precisa. Eu amo você, Rosada.

Fecho meus olhos, processando suas palavras.

– Você me chamou de mesquinha, Sasuke. Não posso... Não quero que Karin, mesmo morta continue a paira sobre nós. Eu acreditei em sua morte porque, assim eu poderia ter a que me apegar e não deixar a culpa me destruir. Mesmo que ela tenha sido uma vaca, eu... Eu não queria que ela tivesse morrido. Não sou mesquinha – Mal posso escutar minha própria voz, que sai entrecortada, chorosa e esganiçada.

Ele me abraça mais forte e deposita um beijo em minha testa.

– Me perdoe se em algum momento eu dei a entender que te achava mesquinha. Sakura, você é a pessoa mais doce, forte e corajosa que eu conheço. E eu te amo por isso. Em momento algum achei que você fosse mesquinha. Só me descontrolei por medo de que algo viesse a acontecer com você.

Sua boca se une a minha com ardo. E quando sua língua se encontra com a minha, mal consigo pensar em qualquer coisa a não ser o quão bom era beijar Sasuke Uchiha, meu marido.

– Nada ira acontecer com você ou com esta criança, Sakura. Eu prometo.

– Eu te amo – Sussurro, para logo beijá-lo com paixão e volúpia.

O mesmo sorri contra meus lábios e insere sua língua, mas uma vez, dentro de minha boca.

Notas finais
Lembrando que está fic está na reta final ( T.T ) Mas, eu ainda não tenho a estimativa de quantos caps a mais eu vou acrescentar para poder finaliza-la. Talvez sejam só mais 5, ou 7, eu ainda não sei. Gostaram ?? Comentem !! Beijinhos !!