Hope

3 Capítulo II


Notas iniciais
Bom, creio que esse capítulo ficou melhorzinho, mas ainda não é o que eu esperava :/ Enjoy!

Depois do café, fui caminhando até a Casa Velha. A caminhonete azul ainda continha seu hospedeiro misterioso. Ouvi seu miado baixo quando subi na traseira da caminhonete e fui andando em sua direção, os olhos do felino brilharam quando eu o toquei. Acariciei seus pelos macios e percebi o quão magro ele estava, tirei do bolso o pedaço de bolo que pequei escondido na cozinha e dei a ele. O felino comeu ferozmente, e enquanto ele comia, ouvia-o ronronar.

– Tem lindos olhos. – disse pra ele, que continuava sua refeição. – O que você acha de te chamar de Eyes?

Quando pronunciei seu novo nome, Eyes parou de comer, olhou para mim com olhinhos felizes e miou. E então eu soube que ele aceitou ser meu.

Passei a tarde toda arrumando um cantinho na velha caminhonete azul para Eyes, quando começou a anoitecer, prometi a ele que no dia seguinte voltaria e me despedi do meu pequenininho amigo.

Jantamos, todos a mesa. A respiração que Ele emitia durante o jantar me enojava.

Ajudei a mamãe a arrumar a cozinha, e, quando acabei, subi para o meu quarto. Ouvi Raph gritar com o videogame, ri, e mergulhei em um livro. Quando me dei conta, já estava tarde, então me encolhi no cobertor, e relaxei para dormir.

A noite estava tão silenciosa que se podia ouvir os ecos dos mais miúdos ruídos. Todos já estavam em suas camas, eu fitava a parede ao lado da minha cama como se ela pudesse me mostrar algo que eu não enxergaria na claridade.

Ouvi passos pesados pelo corredor, ouvi a porta do meu quarto abrir, a respiração daquele homem e até mesmo pude vê-lo olhar para mim fixamente. Ele me virou bruscamente e tapou minha boca com as mãos antes que eu pudesse pensar em falar alguma coisa.

– Shhh! Seja boazinha com o papai aqui. – disse Ele, enquanto acariciava meus seios.

Tentei me soltar, mas quanto mais eu fazia isso, mais ele apertava meus pulsos.

Ele tirou o sinto da calça com uma das mãos e os enrolou nos meus pulsos, deixando meus braços amarrados na cabeceira da cama. Meus olhos marejavam enquanto eu o via amarrar meus pés, cada um em uma extremidade ao pé da cama mantendo minhas pernas abertas. Amarrou também um pano em minha boca e jurou que se eu emitisse algum barulho, aquele seria o meu fim. Quando ele subiu na minha cama, ela rangeu. A senti chorando, assim como eu estava naquele momento.

Ele tirou a blusa e abriu o zíper da calça, suas mãos passaram pelas minhas pernas e subiu o meu pijama até os ombros, ele apertou minha cintura tão forte que eu jurava que ficaria as marcas de seus dedos nela.

Então, ele se debruçou sobre mim, passou a língua por todo o meu colo e parou entre os meus seios, mordendo-os. Com uma das mãos ele abaixou minha calcinha, e com a outra, ele ia retirando a calça lentamente. Passou seus dedos pela minha vagina e depois, soltou todo seu peso sobre mim, sua respiração abafada em meu pescoço, seus gemidos e risinhos me incomodavam, mas eu nada podia fazer.

Quando ele fechou a porta, pude chorar, finalmente. Chorei tudo que podia e que queria chorar desde o início do dia.

☓

Desde pequena, pelo menos uma vez por mês isso ocorria. Ele alegava que a mamãe não fazia o trabalho dela e que ele devia se satisfazer com outra pessoa, mas achava desrespeitoso ser outra mulher, então, eu era o seu alvo. No dia seguinte ao acontecimento, ele acariciava mamãe como se o que ele fez tivesse sido com ela e não comigo, me olhava de soslaio e, sempre quando estávamos sozinhos, ou distante da mamãe ou d Ralph, ele me ameaçava a fazer coisas terríveis caso eu contasse para alguém.

Eu me sentia culpada por nunca ter tido coragem para fazer algo pra parar aquilo. Mas, nunca tive nem se quer coragem para reagir contra os atos dele.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Tem sentimentos reais nesse capítulo :/ E, quanto a escolha o nome do gatinho, estava sem criatividade tendo em vista que nunca escolhi um nome para um gato, já que sou alérgica e não posso ter um ;a; Comentários são bem vindos ^^