Hope
7 Velha infância
Notas iniciais
Os dias passaram rapidamente, Cecília e Pedro mal se viram durante a semana, pois os horário dos dois não estava facilitando em nada. Cecília também não ouvira mais a voz do dele antes de dormir. Era quinta-feira, por volta das 07:00, quando Cecília estava penteando seus cabelos e percebeu Olívia entrando como um furacão no quarto ao chamar pela amiga.
—Cecília, vamos senão iremos perder a primeira aula. -Gritava a loira indo ao banheiro onde Cecília dava os últimos retoques sem sua trança raiz.
—Desculpe, Liv. Fiquei estudando até tarde ontem e acabei perdendo a hora, mas já estou pronta. Vamos? -perguntou saindo do banheiro e pegando sua mochila que estava em cima da cama.
As duas saíram do quarto descendo as escadas correndo, quando deram de frente com uma loira querendo subir as escadas. Leila olhava Cecília com desdém sem querer dar passagem para a garota, Olívia já estava na porta esperando por Cecília.
—Leila, eu estou atrasada, então se você não se importa poderia me dar licença, por favor? -peguntou a morena visivelmente irritada olhando nos olhos da loira.
—E se eu não quiser lhe dar licença, Ceciliazinha? o que você vai fazer? -perguntou fazendo bico.
—Leila, por favor, sai da minha frente! -disse a garota entre dentes.
—Não. Eu não estou afim de sair daqui!
—Droga, Leila, qual é o seu problema, hein? -perguntou Cecília empurrando a loira e ganhando espaço. De repente, viu Pedro caminhando rapidamente em sua direção.
— O que está acontecendo aqui? -perguntou olhando para as duas.
—Sua namorada, Pedro, que por ser hiper idiota fica fazendo ceninha com a Cecília! Acredita que ela ficou no meio do caminho sem querer deixar a Cecí passar? -falou rapidamente Olívia se aproximando.
—Mentira, amor! Eu só estava querendo subir para terminar de me arrumar, mas a Cecília não me deu passagem e ainda me empurrou! -falou Leila abraçando o namorado.
—Isso é verdade, Cecília? -perguntou o moreno olhando nos olhos de Cecília firmemente.
—Não, Pedro. O que aconteceu foi exatamente o contrário, mas agora eu preciso ir, tenham um bom dia! -falou irritada e friamente indo com Olívia em direção a garagem da casa onde José já as esperava para leva-las à faculdade.
Cecília entrou no carro junto com Olívia cumprimentando José, mas não disse uma palavra sequer no caminho para a faculdade. Chegaram em cima da hora e foram direto para a sala de aula, assistiram três aulas e por volta das 12:30 foram almoçar na cantina da faculdade. Olívia notou o mal humor da amiga e desconfiou que o motivo seria o desentendimento que teve com Leila pela manhã. Olívia pensou em algum assunto para distrair a amiga, achando-o falou:
—Cecília, você vai ao centro de apoio a criança com câncer no domingo? -perguntou olhando para o seu prato.
—Sim, eu acabei não indo no domingo passado e as crianças devem estar com saudades, já que eu estou morrendo de saudades delas, inclusive da Larissa. -respondeu rapidamente.
—E como anda o estado dela? alguma melhora? -perguntou preocupada.
—Pior que não, ela não está respondendo ao tratamento. -falou com um pesar na voz.
—Que pena! Eu comprei algumas coisas pra você levar pra elas. -disse a loira sorridente.
—Nossa! Acho que você não me disse nada sobre isso, Liv. -falou confusa olhando para a amiga.
—Acabei esquecendo... -disse apenas
—Vamos comigo, Liv, é uma experiencia maravilhosa ver o sorriso daqueles pequenos... -disse Cecília com um largo sorriso no rosto.
—Não, Cecí. Eu não tenho estrutura alguma para estar num lugar daqueles, eu não aguentaria olhar pro rostinho daquelas crianças sem me debulhar em lágrimas, você sabe como eu sou. -disse rapidamente.
—Tudo bem, não tem problema. -falou sorrindo para a amiga.
Olívia e Cecília terminaram o almoço quase ao mesmo tempo, indo ao banheiro e depois voltando a sala de aula. A tarde passou como num piscar de olhos, as meninas estavam caminhando em direção ao estacionamento, quando Cecília notOU um moreno encostado numa BMW4 com os braços cruzados e um sorriso singelo no rosto olhando diretamente para ela. Há dias que Pedro não ia buscar Olívia e Cecília, pois Leila estava implicando muito com o moreno e para evitar mais brigas ele resolveu atender ao pedido dela, porém naquele dia, ele decidiu que iria busca-las, uma vez que estava com saudades de ouvir a voz da morena que tanto o encantara.
—Boa noite, meninas! -disse Pedro olhando para as duas garotas a sua frente.
—Boa noite, resolveu desobedecer a rainha Leila, Pedrinho? -perguntou Olívia sarcasticamente olhando para o irmão.
—Liv, não começa, tá!? eu vim buscar vocês por que sou um irmão exemplar! -disse sorrindo irônico.
—Okay, então vamos. Estou muito cansada e faminta! -disse a loira já rodeando o carro e abrindo a porta.
Pedro olhou para Cecília que sentiu o seu olhar e o encarou, os dois não falaram nada por alguns instantes, apenas se olharam e parecia que naquele momento nada mais importava para os dois. Porém Cecília desviou rapidamente o olhar, ela não conseguia entender o motivo pelo qual Pedro ainda estava com a Leila após ter quase se declarado para ela.
—Me desculpe por hoje mais cedo, eu não entendo o que acontece com a Leila, as vezes estamos tão bem, mas de repente, ela resolve acabar com tudo. -disse olhando sinceramente para Cecília.
—Não tem problema. Eu sinto muito por tudo isso, pois vejo que você a ama de verdade. -disse com a voz seca, e após terminar a frase se arrependeu amargamente por ter dito aquilo.
—Eu não a amo, Cecília. -disse com um sorriso sôfrego no canto dos lábios.
—Como não a ama? Então, por que ainda estão juntos? -perguntou confusa olhando para o moreno que agora estava com o olhar baixo.
—É complicado para explicar agora, mas quem sabe um dia te conte essa parte da minha vida. -disse sorrindo e conduzindo a moça para dentro do carro.
Cecília estava confusa com a revelação de Pedro, pois não conseguia entender como aquele relacionamento ainda se mantinha de pé, se para qualquer relacionamento durar é necessário que exista amor de ambos os lados. Ela manteve-se calada durante o caminho, enquanto Olívia cochilava no banco traseiro. Pedro a olhava com o canto dos olhos, e dentro dele algo crescia gradativamente, era algo que ele nunca havia sentido por ninguém, todas as vezes que olhava para Cecília seu coração batia mais rápido e o desejo de lhe abraçar tomava-lhe o controle. Ele não conseguia ficar triste quando estava perto dela e aquilo o intrigava, fazendo com que, por vezes, ele perdesse o sono. Pedro ligou o som e a Música Paradise do Coldplay inundou o veículo. Cecília olhava os carros da janela e se perdia em pensamentos, e mais uma vez algo que não acontecia por muito tempo voltou a acontecer, a imagem de Miguel preencheu sua mente, a fazendo lembrar de uma tarde de sábado que passaram embaixo de uma árvore no campo.
—Você acha que ficaremos realmente juntos até ficarmos velhinhos? -perguntou a moça sorridente encostada no ombro do rapaz que lhe acariciava os cabelos.
—Mas é claro que sim, Cecília, eu amo você, e amarei para sempre. -disse Miguel suspendendo o queixo da garota e beijando-lhe carinhosamente os lábios.
—É que as vezes eu fico pensando no nosso futuro, e sinto que é tudo tão inserto, sabe!? Infelizmente não temos controle de nada e a qualquer momento alguma coisa pode acontecer e tudo simplesmente acabar. — disse com um nó formando-se em sua garganta.
—Cecília, nosso futuro realmente não nos pertence, ele pertence, apenas , a Deus, mas vai dar tudo certo meu amor, tire esses pensamentos da sua cabeça. -falou calmamente.
—Tudo bem, eu te amo, Miguel! -disse beijando o rapaz lentamente.
—Cecília? -Pedro chamava a garota que estava com os olhos vidrados na estrada.
—Oi, desculpe! -respondeu apenas, olhando diretamente nos olhos do rapaz.
—O que está acontecendo? você está bem? -perguntou confuso.
—Sim, eu só estava pensando um pouco, não é nada demais. -disse rapidamente.
—Bom, eu estava pensando e que tal mais tarde fazermos um dueto lá no jardim? -perguntou sorridente.
—Um dueto, Pedro? -perguntou brincalhona.
—Tá, é só um pretexto para te ouvir cantar. Você já me ouviu mil vezes, mas eu nunca ouvi você, isso não é muito justo. -Pedro sorria largamente ao falar com Cecília que observava cada detalhe do sorriso maroto do rapaz.
—Tudo bem, podemos convidar a Liv para um show particular, que tal? -perguntou ainda olhando para o moreno.
—Nossa! Então você deve cantar muito bem, não é? Podemos chamá-la sim. Então, após o jantar no jardim, okay? -perguntou, agora desviando os olhos da estrada e fitando a morena sorridente ao seu lado.
O carro entrou na garagem da casa parando na entrada para que Cecília e Olívia descessem. As duas caminharam em direção a casa, enquanto Pedro guardava o carro na garagem. Cada uma foi para o seu quarto, Cecília deixou sua bolsa em cima da escrivaninha e lembrou que desde a ultima segunda-feira não falara com sua tia, então pegou seu aparelho celular e ligou para a mesma. As duas conversaram por algum tempo e depois que desligou a ligação, Cecília foi ao guarda-roupas escolher algo para vestir, ela escolheu uma blusa de malha colada ao corpo branca e uma saia cintura alta florida em tons de rosa e amarelo. Após tomar seu banho olhou-se no espelho e resolveu colocar um pouco de maquiagem, marcando os olhos com bastante rimel e uma sombra clarinha num tom de dourado, colocou um pouco de blush e um batom num tom de rosa claro deixando seus cabelos soltos. Calçando suas sandálias, pegou o violão e desceu as escadas, ao chegar na sala encontrou Olívia assistindo a um programa de moda, colocou o violão no outro sofá e sentou junto a amiga.
—Cara, olha só a combinação que eles fizeram com essa peças, Cecí... ficaram perfeitas! -disse a loira ainda olhando para a TV.
—Realmente ficou perfeito. Sabe, Liv, as vezes acho que você está no curso errado! -disse com um sorriso sincero no rosto.
— É, eu sei. Mas isso é besteira. Então, vamos jantar? -perguntou mudando rapidamente de assunto.
—Vamos sim, mas olha, que tal depois do jantar você assistir a um show particular meu e do Pedro? -perguntou olhando para a amiga.
—Show? seu e do Pedro? quero só ver! -disse gargalhando e caminhando para a cozinha.
—Vamos jantar, pois estou faminto, meninas! -disse Pedro segurando a cintura das duas.
Os três sentaram-se e luzia serviu o jantar. Após uns 15 min, todos terminaram e foram em direção ao jardim, mesmo com muito relutância da parte de Olívia sentaram-se na grama próxima a piscina, Pedro estava ao lado de Cecília e Olívia estava de frente para os dois há um pouco mais de um metro de distancia.
—Então, você começa ou eu começo? -perguntou Cecília olhando para Pedro com um sorriso no canto dos lábios.
—Claro que você vai começar, Srta. Cecília! Senhoras e senhores, com vocês a bela Cecília. -disse em um tom de voz mais alto fazendo as duas garotas gargalharem.
—Bom, a música que vou cantar agora se chama All for love da banda Hillsong United, espero que gostem! -falou sorrindo largamente e então começou a introdução no violão...
All for love a Father gave
For only love could make a way
All for love heavens cried
For love was crucfied
Tudo por amor um Pai deu
Somente por amor pôde fazer um caminho
Por amor o céu chorou
Por amor foi crucificado
Oh, how many times have I broken Your heart
But still You forgive if only I ask
And how many times have You heard me pray
Draw near to me
Ah, quantas vezes quebrei Teu coração
Mas ainda assim me perdoa se somente eu pedir
E quantas vezes Você me ouviu orar
Aproximou-se de mim
Pedro e Olívia se deliciavam com a voz de Cecília, a suavidade de sua voz fazia a música se tornar ainda mais bela, Pedro estava completamente vidrado na morena que cantava com os olhos fechados, aparentando estar em outra dimensão ela sentia e fazia com que sentissem cada detalhe daquela letra . Cecília terminou a canção abrindo os olhos lentamente e olhando para os dois irmãos que a admiravam com um largo sorriso no rosto.
—Nossa! Você canta muito bem, amiga, que música linda! -falou Olívia olhando a amiga com um sorriso sincero.
—Que nada, Liv, mas a música é muito linda mesmo! -disse sorridente.
—Parabéns, Cecília sua voz é linda, mas tenho uma pergunta... -disse Pedro a olhando nos olhos.
—Pode perguntar, Pedro. -disse Cecília gentilmente.
—Então, você acredita mesmo que Ele deu a vida por você, por nós? Digo, Ele nem ao menos nos conhecia e sofreu daquele jeito só para nos salvar? Por que alguém faria isso? -perguntou olhando para a garota com um olhar firme.
—Sim, eu acredito com toda a certeza, Pedro! -disse calmamente.
—Mas, por que Ele faria isso? é loucura, Cecília! Pra mim isso não passa de uma história antiga, pra mim Deus é só uma invenção da mente humana para ter uma força maior em que acreditar! -disse ainda olhando para a garota.
—Sabe, Pedro, eu estou vendo Deus bem aqui ao meu lado! -disse o olhando sinceramente.
—Como assim ao seu lado? Não tem ninguém além de mim ao seu lado, Cecília! -disse ele rapidamente.
—Então, é você, você é deus! -disse olhando o garoto com um leve sorriso no rosto.
—Cecília, você está bem? — perguntou Pedro tocando sua testa com as costas da mão.
—Claro que estou, Pedro, veja, se você que não conhece e nem pode explicar quantas estrelas existem no céu e como ele foi formado, afirma que Deus não existe, você só pode ser ele! -disse sorrindo olhando um garoto completamente confuso ao seu lado. Olívia sorriu com a explicação de Cecília baseada em Augusto Cury, um dos escritores preferidos da morena.
—Tá, isso é muito confuso, mas ainda conversaremos sobre isso. Agora, vamos cantar juntos! -disse sorrindo para a garota.
—Okay, você precisa escolher uma música que eu conheça! -disse rapidamente.
—Eu tenho uma música perfeita pra vocês dois! -disse Olívia sorrindo alegremente.
—Qual? -perguntaram de uma só vez.
—Velha infância d´Os Tribalistas, o que vocês acham? -perguntou Olívia animada.
—Por mim tudo bem, ao menos eu conheço bem a letra. -disse Cecília olhando para Pedro.
—Okay, então você canta o inicio. -disse olhando para a garota com um sorriso largo no rosto.
—E você toca! -falou rapidamente.
Você é assim
um sonho pra mim
e quando eu não te vejo
Eu penso em você
desde o amanhecer
até quando eu me deito
Eu gosto de você
e gosto de ficar com você
meu riso é tão feliz contigo
o meu melhor amigo é o meu amor
E a gente canta
e a gente dança
e a gente não se cansa
De ser criança
da gente brincar
da nossa velha infância
Olívia sorria olhando o irmão cantando com a amiga, ele parecia estar em outro mundo ao lado dela, na verdade, os dois pareciam estar em outro mundo, pois cantavam se olhando e trocando doces sorrisos. E a letra daquela música parecia ter sido feita para os dois. Era nítido o sentimento que existia entre eles. Ainda os observando, Olívia se permitiu imaginar Bernardo cantando daquela forma para ela.
Pedro e Cecília terminaram de cantar sendo aplaudidos não só por Olívia, mas também por Maria Clara e Bernardo que entravam no jardim caminhando em direção a eles.
—Oi amiga, boa noite! -cumprimentou Maria Clara sorridente.
—Boaa! Que bom ver vocês! -disse Olívia sorrindo para a amiga e abraçando-a.
—É, resolvemos passar por aqui para ver vocês, mas quem é ela? -perguntou Maria clara sorrindo para Cecília.
—Ouul certo, essa é a Cecília minha amiga de faculdade que está passando um tempo conosco. -disse rapidamente, Cecília se aproximou e cumprimentou Maria Clara, e quando foi cumprimentar Bernardo o mesmo pegou sua mão e beijou a mesma, sorrindo largamente.
Pedro e Olívia observaram a cena patética de Bernardo, e Pedro arrematou:
—Quanto cavalheirismo em, cara... -disse Pedro sorrindo irônico para Bernardo.
— Qual é, Pedro, ela merece. Nota-se de longe que é uma verdadeira dama. -disse Bernardo fitando a morena.
—Bernardo, você veio direto de uma máquina do tempo? -brincou Pedro olhando para o amigo fazendo todos rirem.
Maria Clara conversava com as duas meninas e Pedro conversa sobre alguma outra coisa com Bernardo que volta e meia desviava o olhar para Cecília.
—Mano, que garota linda, velho! E ela é putz! muito gostosa! -disse Bernardo observando Cecília.
—Bernardo, não viaja. Ela não faz o seu tipo! -disse Pedro começando a se irritar com o amigo.
—Como assim ela não faz o meu tipo? Ela é mulher, irmão, então automaticamente faz o meu tipo, e pode ter certeza que eu vou pegar! -disse sorrindo maquiavélico agora olhando para o amigo.
—Bernardo, você vai fazer o que? -perguntou Pedro visivelmente irritado.
—Qual é, Pedro? o que está acontecendo com você? que eu saiba sua namorada é outra! -disse sorrindo para o amigo.
—Bernardo, eu acho muito bom você não mexer com a Cecília, okay? -perguntou firmemente.
—Tá, cara, calma! -disse o rapaz sorrindo e indo ao encontro das meninas.
—Vamos? -perguntou Bernardo para a irmã que conversava alegremente com Cecília e Olívia.
—Vamos, então está marcado, sábado as 20:00 hrs, okay? -perguntou para as duas meninas.
—Claro, e Bernardo, se quiser você pode vir também, tá!? -disse Olívia rapidamente olhando sorridente para o rapaz.
—Tudo bem, estaremos aqui pra fazer alguma coisa que eu ainda não sei o que é... -brincou olhando para Cecília.
—É para assistirmos a um bom filme, Bernardo.-disse Cecília olhando o garoto.
—Certo, então está marcado. — disse Bernardo aproximando-se das duas jovens e beijando cada uma na bochecha.
Os dois irmãos foram embora, e Cecília, Pedro e Olívia entraram em casa.
—Então Sábado terá um cineminha aqui em casa e eu não estava sabendo? -perguntou Pedro fingindo-se ofendido olhando para a irmã.
—acabamos de combinar, Pedro! -justificou Olívia.
—Estou convidado? -perguntou rapidamente.
—Você sim, a Leila nem pensar! -disse a loira olhando seriamente para o irmão.
—Tudo bem, não se preocupem. Ela não virá! -respondeu.
Os três subiram as escadas e se despediram desejando boa noite para logo em seguida entrarem em seus quartos. Cecília trocou de roupa, colocando um pijama que era composto por uma calça de algodão comprida e uma blusa de malha colada ao corpo de alças. O relógio marcava 21:00hrs quando ela resolveu ler um pouco, então pegou sua Bíblia e começou a mergulhar no seu livro preferido, quando, de repente, escutou algumas batidas na porta...
—Oi, Cecília, eu não vou entrar, só quero te pedir uma coisa... -disse Pedro seriamente.
—Oi, o que houve? -perguntou um pouco preocupada.
—Bom, eu notei que o Bernardo ficou te olhando de uma maneira estranha, e obviamente ele está interessado em você. -disse quando foi interrompido pela garota.
—Pedro, ele mal me conhece, do que você está falando? -perguntou confusa.
—Cecília, eu sei o que estou falando, o Bernardo não presta, por favor, fique atenta. -disse se aproximando da moça.
—Tudo bem, não se preocupe. Era só isso? -perguntou rapidamente olhando para o moreno.
—Sim, boa noite! -disse olhando-a nos olhos e depositando um beijo em sua testa.
—Boa noite, Pedro! -disse apenas, fechando a porta e caminhando de volta para sua cama.
Cecília se deitou e ficou pensando no que Pedro havia lhe pedido, e se perguntava por qual motivo ele tinha feito aquilo...
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