Hope
28 I do.
Notas iniciais
—Cecília, Cecília! Meu amor, por favor, responda. –pedia Pedro exasperadamente com a moça em seus braços ajoelhado na areia branca da praia. _Cecília, por favor, meu amor, olhe para mim!
—Ai... minha cabeça... o que houve? –perguntou com a voz baixa abrindo os olhos lentamente.
—Eu não sei, você estava com as mãos na cabeça, e, de repente, desmaiou. –disse rapidamente olhando nos olhos castanhos de Cecília. Sua respiração estava pesada e acelerada.
—Meu Deus! Tá doendo... -ela fez uma pausa e comprimiu os lábios. _Pedro, sobre o que você falou ainda há pouco, não foi culpa sua. –disse gentilmente estendendo uma mão para acariciar o rosto do rapaz.
—Como assim? Do que é que você está falando? –perguntou confuso, olhando dentro dos olhos da morena que ainda estava um tanto letárgica.
—Eu vi quando a carreta perdeu o controle e veio para a nossa direção. Não foi culpa sua. –afirmou com um meio sorriso doce se formando em seus lábios.
—Vo...você...- Pedro respirou profundamente. _ Você lembrou? –perguntou quase perdendo a voz.
—Sim, eu lembrei, meu amor. Acho que desmaiei por conta disso. Eu estava caminhando, apressadamente, para longe de Você quando, de repente, minha mente começou a me mandar alguns flashs rápidos, porém nítidos. Então, tudo veio à tona, mas uma dor lancinante do lado direito da minha cabeça me tomou por inteira. Cai com tudo e agora estou aqui. –disse ainda com a voz fraca.
—Tudo bem. Não fale mais nada. Ouull, meu Deus, Cecí! Eu estou tão feliz! Vem, vou te levar para casa. –disse segurando a moça em seus braços, caminhando na direção contraria rumo ao local onde o carro estava estacionado, mesmo local onde Olívia, provavelmente, os esperava. Cecília encostou o rosto no pescoço de Pedro, aspirou seu perfume e disse suavemente:
—Eu, também, estou muito feliz. É mais do que bomsaber que você me esperou esse tempo todo, amor. Não tenho nem palavras para descrever o quanto estou feliz. Eu amo você, Pedro. –sua voz saiu doce e calma, quase como um sussurro, fazendo com que Pedro deixasse uma lágrima escapar dos seus olhos sorrindo largamente.
—O que houve? –gritou Olívia ao ver o irmão caminhando rapidamente com uma morena em seus braços.
—Ela lembrou, Lív. Ela lembrou! –disse sorridente, era nítida a alegria em seus olhos.
— Oull! -Olívia não conseguiu segurar as lágrimas e deixou-se chorar olhando para os dois. _Amiga, como você está se sentindo? –perguntou eufórica.
—Com um pouco de dor na cabeça, mas sei que vou ficar bem. –disse sorrindo levemente.
—Pedro, é melhor a levarmos para um hospital. Ela desmaiou? –perguntou preocupada enquanto abria a porta traseira do carro.
—Sim. Mas não ficou muito tempo desacordada. –disse colocando a morena no banco de trás, enquanto Olívia sentava na ponta do banco com a cabeça da garota em seu colo.
—Vamos. Acho que tem algum hospital por aqui. É necessário que a examinem para verificar se há algo errado. –disse rapidamente.
—Tudo bem. Por favor, Lív, ligue para casa e avise a todos o que aconteceu. –disse Pedro ligando a ignição e dando partida no carro.
Os três chegaram em menos de 15 minutos ao hospital da cidade. Pedro ainda carregava Cecília que estava sonolenta em seus braços. Enquanto Olívia fazia a ficha da garota, Pedro implorava para acompanha-la até a sala de exames, porém sem sucesso algum. O rapaz sentou-se no sofá da sala de espera com Olívia durante o tempo em que a morena era examinada. Em menos de 20 minutos após a chegada deles, Margarida, Otávio e Mariana entraram no hospital a todo vapor. Margarida foi a primeira a encontrar Pedro.
—O que houve com a minha sobrinha? –perguntou exasperada.
—Calma, Margarida. Ela está bem. Só sentiu uma dor forte do lado direito da cabeça após lembrar-se de tudo. -Ele sorriu largamente. _ela recuperou a memória! –disse Pedro calmamente.
—Graças a Deus, minha sobrinha recuperou a memória. Mas, e agora? Como ela está? –perguntou rapidamente.
—Está bem, mas está sendo examinada. Não me deixaram acompanha-la. –disse passando uma mão rapidamente nos cabelos.
—Tudo bem. Eu vou ver se consigo alguma informação. Esperem aqui! –disse Otávio sumindo de vista.
Depois de quase meia hora de agonia e aflição, Otávio surgiu na sala de espera com o médico responsável por Cecília. Pedro levantou-se depressa e caminhou na direção dos dois, olhando diretamente para o pai e depois para o médico, ele perguntou:
—Como ela está? Eu quero vê-la. –disse sem se preocupar em cumprimentar o médico. Tudo o que ele mais queria era ver sua amada, visto que o medo em perdê-la ainda rondava a sua mente.
—Ela vai precisar passar essa noite aqui em observação. De acordo com os exames, está tudo em ordem. Ela está bem, mas ainda está um pouco confusa... –disse o Doutor de meia idade, olhando nos olhos de Pedro.
—Tudo bem, mas eu quero saber se posso vê-la. –disse sem titubear.
—Pode. Porém, apenas, uma pessoa poderá passar a noite com ela. –disse o doutor em resposta. _Venham, me acompanhem.
Todos seguiram o homem rumo ao interior do hospital. Depois de três corredores, eles entraram num quarto pequeno com, apenas, duas camas e um armário modesto ao lado. Cecília estava sozinha no quarto, com os olhos fechados; parecia estar dormindo, mas quando sentiu o toque suave da mão de Pedro sobre a sua, ela abriu os olhos lentamente.
—Oi. –disse com a voz baixa sorrindo levemente para o moreno.
—Oi. Como você está se sentindo? –perguntou sorrindo.
—Bem. Queria ir para casa, mas eles disseram que terei que ficar aqui, então... –disse sorrindo com o canto dos lábios.
—É só por uma noite, minha flor, e, se sua tia permitir, eu vou ficar com você. –disse olhando para Margarida que assentiu sorrindo para a garota.
—Você me deu um baita susto, Cecí! Pensei que algo ruim tinha acontecido com você, minha filha. –disse Margarida acariciando os cabelos da garota.
—Não se preocupem, por favor. Eu já estou bem, e, agora, lembro de tudo. Consegui, graças a Deus, recuperar minha memória. Muito obrigada a todos, por terem me trazido até aqui. Obrigada Sr. Otávio e Dona Mariana, vocês tem sido incríveis comigo, eu não sei nem o que dizer. –disse deixando algumas lágrimas lhe escaparem pelo rosto.
—Não diga nada, meu bem. Você já faz parte da nossa família; não há o que agradecer. –disse Mariana sorrindo suavemente.
—Obrigada! – Cecília estava de fato emocionada, então enxugou as lágrimas com as costas das mãos e sorriu para todos.
—Bom, agora, eu acho que temos de ir. Ela precisa descansar. –disse Otávio sorrindo.
—Tchau, amiga! Descansa, tá!? Amanhã venho te buscar. Temos muitas coisas para fazer. Ainda quero lhe mostrar umas coisinhas que preparei. –disse Olívia sorrindo.
—Liv, vai com calma. Ainda é cedo para tantas informações. -pediu Pedro olhando para a irmã que fez um sinal em defesa, como se não estivesse fazendo nada demais.
—Tudo bem. – respondeu Cecília sorridente. _Amo você, amiga!
—Tchau, meu amor, descanse bem. –disse Margarida beijando o topo da cabeça da sobrinha. Mariana também se aproximou e despediu-se da garota juntamente com Otávio.
Todos saíram deixando Pedro sozinho com sua namorada, que naquele momento podia, finalmente, se referir a ela novamente como sua namorada. Os dois ainda conversaram por algum tempo até que Cecília apagou, dormindo profundamente. Pedro deitou-se ao seu lado aconchegando a garota em seus braços e cochilou. Ele não conseguiu dormir, apenas, pregava os olhos por alguns minutos e depois acordava para verificar se estava tudo bem. Quando a manhã chegou, o rapaz abriu os olhos e encontrou o olhar de Cecília sobre ele. Ela o encarava com um sorriso leve no canto dos lábios, como se estivesse matando a saudade de olhá-lo tão próximo a ela.
—Bom dia! –disse numa voz baixa, beijando os lábios do rapaz suavemente.
—Bom dia, minha flor! Como você está se sentindo? –perguntou sorrindo, ainda sentindo o toque macio dos lábios da garota nos seus.
—Estou bem e louca para voltar pra casa. –disse sorridente e animada. Feliz demais para se incomodar com o leve latejar em sua cabeça.
—Então, eu vou ver se consigo alguma informação lá fora. Também quero voltar para casa, meu amor. –disse sorrindo envolvendo a morena em seus braços num abraço carinhoso.
—Não demora! – falou com um largo sorriso de quem havia acabado de acordar ao lado do grande amor de sua vida.
Cecília passou a mão nos cabelos, tentando arruma-los e levantou o lençol para ver se estava com a mesma roupa do dia anterior. Para o seu alívio, ela ainda estava com o vestido branco. A morena sentou-se na cama sentindo uma leve tontura e espreguiçou-se, antes que pudesse se levantar, Pedro entrou novamente no quarto com o médico. Ele a examinou rapidamente e lhe deu alta. Cecília e Pedro sorriram largamente e ligaram para Olívia que já estava a caminho junto com Margarida.
A volta para a mansão em Angra foi tranquila. Cecília descansava a cabeça no ombro de Pedro enquanto ele lhe acariciava os cabelos. Em menos de 20 minutos, todos já estavam em casa e para a surpresa de Cecília, havia um belo café da manhã preparado para os dois. Ela sorriu ao ver a mesa da sala de jantar repleta de coisas gostosas que alternavam entre frutas e frios. Todos tomaram seu café da manhã e em seguida Cecília pediu licença, pois queria tomar um banho e dormir um pouco. Pedro acompanhou a garota até seu quarto.
—Eu vou tomar um banho, mas será que daqui a 15 minutos você poderia passar por aqui? Quero conversar algumas coisas com você. –pediu Cecília gentilmente acariciando os cabelos do rapaz próximo a sua orelha esquerda.
—Tudo bem. É algo grave? Algum problema? –perguntou preocupado.
—Não. Não é nada grave, mas é importante. –disse sorrindo e beijando-o novamente.
—Tudo bem. Você não sabe o quanto é bom receber um beijo seu. –confessou com um sorriso de canto de lábios.
—Então, trate de se acostumar, pois eu nunca vou me cansar de beijar você. –Falou sabendo o quanto estavam agindo romanticamente.
—Isso não será problema! –respondeu se afastando e caminhando para o seu quarto, enquanto a garota entrava no seu.
Cecília foi até o guarda-roupas e escolheu um shorts de tecido curto preto e uma camisa de algodão branca folgada. Pegou, também, sua roupa intima e foi para o banheiro. Deixou-se demorar um pouco embaixo da água fria. Após enxugar-se, vestiu sua roupa e penteou os cabelos deixando-os soltos para secarem mais rapidamente. Ela caminhou até sua cama e sentou-se, ouviu algumas batidas na porta e foi abrir. Olhando para Pedro, constatou o quanto ele estava bonito com uma calça de moletom cinza e uma camisa de algodão azul marinho que modelava seu corpo perfeitamente, seus cabelos ainda estavam um pouco molhados e desgrenhados do jeito que Cecília gostava. Ele sorriu largamente e a beijou com paixão na porta do quarto, a garota jogou seus braços no pescoço do rapaz e ele deu um passo a frente fechando a porta atrás de si, envolvendo a cintura fina de Cecília rapidamente.
—Eu amo você! –disse pausadamente, dando ênfase em cada palavra depois de se afastar dos lábios da morena, que agora estavam vermelhos e levemente inchados.
—Eu, também, amo você e é por isso que lhe chamei aqui. –disse sorridente segurando a mão do rapaz e guiando-o até sua cama.
Os dois se sentaram um de frente para o outro. Por alguns instantes, não falaram nada, apenas, se olharam. Cecília sentiu algo se apoderando do seu corpo, era um calor, causado pelo desejo e pela necessidade que ela sentia de Pedro, e, aparentemente, o rapaz parecia sentir o mesmo. Ela sorriu com o canto dos lábios e iniciou a conversa.
—Você lembra que havíamos combinado de nos casarmos no final deste ano? –perguntou calmamente.
—Sim. claro que lembro. –disse sorrindo.
—Então, ainda está de pé? –perguntou seriamente olhando nos olhos castanhos do rapaz.
—Mas é claro que está, meu amor. Eu só não sei como faríamos isso, até porque só teremos mais 6 meses para organizar tudo. –disse se aproximando e segurando uma mão da garota.
—Não se preocupe com isso. Eu e a Lív iremos organizar tudo, mas preciso saber se você ainda quer casar-se comigo. –disse rapidamente olhando para suas mãos.
—Lógico que eu quero, minha flor. Você é a melhor parte da minha vida. Eu te amo. Por mim, me casaria com você agora mesmo. –disse segurando seu rosto com as duas mãos.
—Tudo bem. Então, iremos nos casar! –disse com um sorriso largo. _Mas antes, precisamos noivar.
—Certo. E quando será o nosso noivado? –perguntou olhando-a nos olhos.
—Isso eu deixo por sua conta! –disse sorridente.
—Tudo bem. Então, você não perde por esperar, Srta. Cecília! –disse sorrindo largamente.
—Eii, nada de me pedir em casamento durante um mergulho ou num salto de paraquedas! –disse em meio a um sorriso de canto de lábios.
—Tudo bem. Entretanto, devo avisar que vou lhe surpreender igual. Disso você não vai escapar! –disse envolvendo-a em um abraço terno e apertado.
—Obrigada por existir em minha vida. Eu amo você demais, Pedro! –disse Cecília em seu ouvido.
—Eu também te amo, minha flor. Você é tudo para mim. –disse em resposta.
Cecília e Pedro adormeceram juntos abraçados na cama da garota, ela não se importou em estar ali sozinha com ele, apenas, se deixou levar pelo momento, porém para sua felicidade Pedro a respeitava profundamente, e jamais, passara dos limites. Após algum tempo, Pedro despertou e deixou Cecília em seu quarto indo em direção ao seu. Ele já havia pensando em tudo para o noivado e rapidamente começou a fazer algumas ligações, pois ele realmente iria surpreender sua namorada. Olívia bateu no quarto do rapaz, após receber um sms dele. Ela entrou antes que ele abrisse a porta. Sentando ao seu lado, perguntou qual era o motivo da urgência.
—Eu e a Cecília iremos noivar amanhã e preciso da sua ajuda, pois será uma surpresa! –disse sorrindo e de uma só vez.
—Amanhã, Pedro? Você enlouqueceu? –perguntou exasperada.
—Não, Lív. Está tudo sob controle. Será aqui no jardim e preciso que você a leve para sair durante todo o dia. Vocês terão que voltar, apenas, ao entardecer. –disse olhando para a loira assustada a sua frente.
—Mas, Pedro, isso não é um pouco precipitado? –perguntou confusa.
—Não, Lív. Não é! Eu a amo e ela sente o mesmo por mim, então pra que esperar mais? E aí, você vai me ajudar? –perguntou rapidamente.
—Mas é claro que eu vou. Você acha mesmo que eu iria recusar um pedido desses? –perguntou sorrindo e se aproximando do irmão.
—Eu sabia que poderia contar com você. Eu te amo, Lív! –disse Pedro abraçando-a carinhosamente.
—Eu também amo você, seu bôbo. –disse sorridente.
Cecília acordou por volta das 13:00Hrs morrendo de fome. Ela desceu as escadas e encontrou todos menos Pedro e Olívia almoçando na mesa da sala de jantar. A moça beijou o topo da cabeça da sua avó e sentou-se à mesa. Almoçou calmamente se perguntando onde Pedro estaria. As 16:00Hrs, Pedro e Olívia entraram em casa com sorrisos nos rostos e conversando algo baixo, ela os olhou e caminhou na direção dos dois.
—Oi. Será que eu posso saber onde os dois estavam, que resolveram me abandonar aqui sozinha? –perguntou fazendo bico.
—Bom, isso é um segredo de estado, baby, mas trouxe uma coisa pra você. –disse Olívia alegremente.
—Então, quer dizer que agora irão me esconder as coisas? –perguntou olhando para Pedro.
—Calma, amor. Não é nada demais! –disse sorrindo levemente.
—Tudo bem. Essa eu vou deixar passar. O que você trouxe para mim, Lív? –perguntou fingindo chateação.
—Vem que eu te mostro. –disse Olívia segurando o punho da garota, levando-a até a escada. Cecília beijou Pedro rapidamente num selinho casto e seguiu Olívia.
As duas garotas chegaram ao quarto e Olívia tirou de uma das sacolas um belo vestido branco gelo de alças, indo até um pouco acima dos joelhos. Ele tinha alguns detalhes em cetim bege, dando um ar elegante a peça. A morena sorriu largamente ao constatar a beleza do vestido.
—Ouull, meu Deus! Ele é lindo, Lív! É pra mim? –perguntou sorridente olhando para a amiga.
—Sim. Você gostou? –perguntou rapidamente.
—Eu amei. Mas por que você resolveu me presentear com ele? –perguntou curiosa.
—Ué, eu o vi na vitrine e achei a sua cara. Agora, não posso mais lhe dar presentes fora de data? Sem falar que podemos dizer que eu quis te presentar por sua vitória em ter lembrado. Digamos que é um modo de congratularmos. –perguntou tentando fazer com que sua voz não vacilasse.
—Não precisava, amiga. Muito obrigada. Ele é simplesmente perfeito! –disse sorrindo, caminhando na direção da loira para lhe abraçar fortemente.
—Não há de quê. Bom, eu estava pensando e acho que seria legal te mostrar um lugar amanhã... quer ir? –perguntou animadamente.
—Claro. Onde fica? –perguntou.
—Isso é segredo. –disse apenas.
—Estou começando a achar que vocês estão aprontando alguma coisa... De repente, estão mais cheios de segredos do que nunca. –disse estreitando os olhos para encarar a amiga com um meio sorriso no rosto.
—Relaxa, Cecí. É por uma boa causa. –disse Olívia sorrindo amarelo e se arrependendo do que disse, pois acabou dando uma pista para Cecília desconfiar de alguma coisa.
A noite seguiu tranquilamente, todos jantaram e após o jantar Margarida e Maria Rita foram dormir. Enquanto Mariana e Otávio foram dar uma volta pela cidade, Pedro, Cecília e Olívia ficaram em casa assistindo a um bom filme, com direito a pipoca, brigadeiro e refrigerante. Como já passavam das 23:00Hrs, Cecília acabou adormecendo no tapete da sala de vídeo com a cabeça no colo de Pedro. Olívia havia ido dormir há menos de uma hora atrás. O rapaz desligou a tv. Pegou Cecília no colo e a levou para o seu quarto, já que no dela Olívia já estava dormindo e para não a incomodar ele preferiu dessa forma.
—Desse jeito vou ficar mal acostumada, Príncipe Pedro! –disse Cecília sonolenta ao sentir o colchão aconchegando seu corpo.
—Não tem problema, meu bem. Sempre que for preciso irei lhe carregar nos braços com todo prazer. –disse sorrindo ao ver os olhos da garota abrindo-se lentamente.
—Ouull! Meu Deus, muito obrigada por me dar esse belo presente! –disse sorrindo olhando nos olhos de Pedro.
—Eu é quem devo agradecê-lo. –disse se afastando para fechar a porta do quarto e aconchegar-se ao lado da morena.
Pedro abraçou Cecília e lhe beijou os lábios ternamente, ela correspondeu ao beijo com carinho e depois sorriu docemente.
—Boa noite, meu amor. –disse sorrindo.
—Boa noite! –a voz de Pedro soou rouca e suave aos ouvidos de Cecília.
Os dois dormiram rapidamente. Quando o relógio marcara 07:00Hrs, Pedro acordou. Levantando-se cuidadosamente para não acordar Cecília, ele desceu as escadas e pegou uma fruta na cozinha, comendo-a ele foi até o jardim notando que Olívia já coordenava a equipe da decoração que acabara de chegar.
Cecília acordou por volta das 09:00Hrs. Num quarto que não era o seu, ela olhou em volta confusa e rapidamente caminhou até a porta para sair do quarto. Entrou no seu quarto e encontrou Olívia penteando os cabelos devidamente arrumada para sair.
—Já sei, estou atrasada? –perguntou bocejando.
—Exatamente. Vamos! Vá direto para o chuveiro. Te espero lá embaixo! –disse Olívia pegando sua bolsa e saindo do quarto.
Cecília caminhou preguiçosamente até o guarda-roupas e escolheu uma calça skini preta com uma batinha branca soltinha de tecido, pegou sua roupa íntima e foi para o banho. Devidamente arrumada, ela desceu as escadas rapidamente encontrando Olívia na sala. Ela sorriu para a loira e a chamou , avisando que já estava pronta. Olívia caminhou com Cecília até o carro do seu pai fazendo de tudo para entreter a garota, afim de que ela não olhasse para os fundos da casa. As duas seguiram até o centro da cidade e estacionaram o carro junto a praça.
—Vem, senta aqui! –disse Olívia chamando a morena para sentar-se ao seu lado em um dos banquinhos de madeira da praça.
—o que é isso? –perguntou olhando para o pacote que estava nas mãos da amiga.
—isso aqui é tudo o que eu já preparei para o seu casamento. –disse sorridente.
—Ouull, certo. Eu quero ver! Me mostra logo! –disse animadamente.
—Bom, se você não gostar podemos mudar algumas coisas. Eu ainda não sei onde será o local, mas acho que a decoração é bem versátil. –disse sorridente entregando um álbum de fotos para Cecília.
A morena sorriu ao virar cada página. Olívia havia pensado em tudo. A decoração não tinha cores específicas, era tudo colorido com predominância do branco, as flores que emolduravam cada detalhe eram em tons de amarelo, rosa, lilás e laranja, flores do campo. As mesas estavam com toalhas de tecidos leves brancos e bege, numa perfeita harmonia. Cecília quase chorou ao olhar as fotos dos preparativos para o seu casamento.
—Nossa, Lív! É tudo tão perfeito! Como você sabia que eu iria amar tudo isso? –perguntou olhando para a loira.
—Eu tive fé e achei que seria a sua cara! –disse sorrindo.
—Obrigada! Muito obrigada mesmo. –disse emocionada, olhando nos olhos da moça. _Bom, ontem eu e o Pedro conversamos e resolvemos que iremos nos casar realmente no final desse ano. Então vou precisar ainda mais da sua ajuda.
—Tudo bem. Aqui perto tem uma loja de noivas poderíamos passar lá mais tarde! –disse sorridente.
—Okay. Nem acredito que isso tudo realmente está acontecendo. –disse sorrindo.
—Eu também! Serei a madrinha ainda? –perguntou com um sorriso no canto dos lábios.
—Claro. Você e a Juliana! –disse sorrindo.
As duas continuaram conversando por mais algum tempo e depois foram almoçar. Após o almoço, entraram na loja de noivas e começaram a olhar os vestidos. Olívia se sentou numa poltrona enquanto tomava seu milk-shake observando Cecília provar alguns vestidos. O tempo parecia se arrastar naquele domingo e, quando, finalmente, já passavam das 15:30, Olívia levou Cecília para casa e subiram diretamente para o quarto. Olívia sugeriu que Cecília tomasse um banho e vestisse o vestido branco, ela estranhou mas a amiga disse que eles iriam jantar num restaurante fino da cidade. Cecília colocou o vestido e calçou uma rasteirinha que Olívia havia lhe emprestado. A loira secou e cacheou os cabelos de Cecília, depois aplicou uma maquiagem neutra destacando apenas os olhos da morena, rapidamente Olívia se arrumou vestindo um vestido leve de tecido rosa, prendendo o cabelo num rabo de cavalo alto. As duas desceram as escadas, novamente Cecília estranhou aquilo, pois não havia ninguém em local algum.
—Cecí, vem comigo aqui nos fundos, preciso pegar uma coisa. –Disse Olívia puxando a morena pelo pulso.
As duas saíram pela porta da cozinha e quando Cecília olhou para o chão havia um caminho de rosas na grama. Ela seguiu o caminho sorrindo largamente e quando olhou para sua frente, viu uma linda decoração com rosas brancas e rosa, havia um arco de tecido num local que parecia um altar e um homem com uma bíblia na mão que ela não conhecia e nunca havia visto em local algum. Otávio, Mariana, Margarida e Maria Rita sorriam olhando pra ela, enquanto Pedro estava com seu violão em mãos em pé próximo ao homem desconhecido. Olívia correu para juntar-se a sua mãe, deixando Cecília sozinha. Logo uma música inundou o ambiente e ela reconheceu aquela letra.
There's ten hours between us tonight
And I feel like my heart will break
Cause it's been way too long
Since I've last seen your face
What I'd give if you were here with me now
And I was lost in your touch
If I know my heart
There's nothing I've ever wanted so much
But to love you
Just to love you
It's all I wanna do
There's ten hours between us tonight
And I feel like I could die
But all the pain would just
Go away if I could look in your eyes
And love you
Just love you
It's all I wanna do
Cause I know you're the one
That I've been praying for
I could love you for a thousand years
And wish for a thousand more
There's ten hours between us tonight
But tonight can only last so long
By twelve o'clock tomorrow, baby
You'll be here in my arms
And I'll hold you close to my heart
And I pray you feel my love
Until that day when time or space
Will never again separate us
And I'll love you
Oh, I'll love you
It's all I ever do
Cause I know you're the one
It just feels so right
Would it be ok with you
If I loved you for the rest of my life
São dez horas entre nós esta noite
E eu sinto como se meu coração fosse desmoronar
Porque faz muito tempo
Desde que eu te vi pela última vez
O que eu não daria pra ter você aqui comigo agora
Estaria perdido em seu toque
Se eu conheço meu coração
Não há nada que eu queira tanto
Mas te amar
Só te amar
É tudo que quero fazer
São dez horas entre nós esta noite
E eu sinto que poderia morrer
Mas toda dor iria embora
Se eu pudesse olhar em teus olhos
E amar você
Apenas amar você
É tudo que quero fazer
Porque sei que você é aquela
Que eu venho rezado
Eu poderia amar você por milhares de anos
E desejar mil anos mais
São dez horas entre nós esta noite
Mas esta noite pode durar tanto
As 12 horas de amanhã, querida
Você estará aqui em meus braços
E eu vou segurá-la perto de meu coração
E rezar pra você sinta meu amor
Até o dia em que o tempo nem o espaço
Nunca vão nos separar de novo
E eu vou te amar
Oh, eu vou te amar
É tudo que vou fazer
Porque sei que você é a única
E parece tão certo
Estaria tudo bem pra você
Se eu te amasse para o resto da minha vida
Após cantar o refrão, Pedro se aproximou e conduziu-a para o altar improvisado. Após a oração do Pastor, Pedro se ajoelhou, segurando a mão direita da morena e lhe fez o pedido tão esperado.
—Cecília, você aceita se casar comigo? –sua voz soou suave e doce, a morena sorriu largo e sem demora lhe respondeu.
—Sim. Eu aceito. –uma lágrima lhe escapou dos olhos, ela sorria largamente olhando nos olhos de Pedro. E como ainda era o noivado, o Pastor convidou Maria Rita para ter a honra de colocar as alianças no dedo de Pedro e no de Cecília. Após o ato, a senhora beijou os dois na testa e os abençoou. Todos estenderam a mão direita e numa oração conjunta abençoaram o casal, que enfim seriam felizes como tanto lutaram para ser.
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