Honra (RPG Maker)
1 Terremoto
"???: Shhh! Venha comigo!
???: P-Por que está me evitando?
???: Por que está se escondendo de mim?"
Aynaka acorda assustada.
Aynaka: (De novo esse sonho? Como eu gostaria de saber o que significa...)
Aynaka: (Bem, não importa. É dia de prova hoje e ainda vou ter que ir à casa da minha tia mais tarde...)
Aynaka levanta da cama e anda até a janela, a fim de abrir as cortinas.
Aynaka: (Ainda bem que está chovendo hoje! Já não suportava mais estes dias de tanto calor!)
Aynaka olha em volta e vai até sua cama para arrumá-la. Então anda em direção à porta, que ficava logo à frente da cama. Ela vai até lá, passando pela cômoda(1) e pela penteadeira(4), cuja tinha uma cadeira com braços; todos os móveis do seu quarto eram brancos — fora a porta, que era marrom natural.
Chegou na cozinha, encontrando seus pais já tomando café da manhã.
Sam: Acordou mais cedo hoje! Que milagre!
Rinuti: O que uma madrugada sem ter que ver o que tem no celular não faz, não é?
Disse o pai, rindo, como Sam, mas então ela se conteve antes de voltar a falar com a filha, que não achou graça na piada do pai.
Sam: Bem, venha. Não ligue para seu pai...
Aynaka andou em direção dos pais, sentando-se perto deles. Então, tomando café tranquilamente. Ela se arrumou, com tempo de sobra para organizar sua mochila até que o ônibus escolar chegasse em sua casa. Quando chegou, sentou ao lado de Myaji.
Aynaka: Olá, Myaji!
Myaji: Olá, Aynaka!
Myaji: Pronta para a prova? Por que eu estou!
Aynaka: Claro que sim. Não passei uma tarde inteira no quarto para não estar pronta.
Myaji: É assim que se fala!
Myaji muda a expressão sorridente, quando vê quem subiu no ônibus.
Myaji: Ah não...
Aynaka: Lá se vai nossa alegria...
Ali estava um trio, composto por duas garotas e um garoto, todos vestidos como os outros: formalmente. Porém eram os bullies da escola. Eles passaram pela dupla, empurrando Aynaka com força, fazendo-a empurrar Myaji contra a janela. Os três tiram das garotas e sentaram no fundo do veículo, antes do garoto voltar para entregar um bilhete a Aynaka.
Aynaka: "Me passe as respostas da prova! Ou então, tome cuidado no intervalo!"
Myaji: Uh-oh! Você não vai deixar que ele cole, vai?
>Sim
Aynaka: É preciso. Eu acho... Não vou querer deixar até minha tia preocupada comigo por causa de um olho roxo.
Myaji: Aynaka...
Aynaka: E além do mais, eles são sempre uns "santos". Se não fossem tão ruins, diria que são bons atores.
Enfim, o ônibus para na porta da escola e os alunos descem, um a um. Aynaka para no meio do caminho, quando algo brilhante chama sua atenção.
Pegar?
>Sim
[Não]
—Obteve pedaço de pedra azul
Ela pega o objeto e guarda na bolsa e continua seu caminho até a sala de aula. Ainda tinha um tempo antes da prova ser aplicada, logo matou o tempo conversando com Myaji.
Ambas conversavam, mas ouviam o trio rindo e zombado delas.
Tony: Hahaha! São o casal nerd do ano!
Katy: Você realmente as "shippa"?!
Tony: Claro que não, né? Nem elas se merecem!
Mary: Isso é verdade! Hahaha!
Myaji olha para os três com desprezo.
Myaji murmura para si mesma.
Myaji: **Ridículos.**
O professor entra na sala.
Professor: Bom dia, alunos.
Professor: Espero que estejam prontos.
O professor entrega a prova para cada aluno.
Myaji e Aynaka terminam depois de cerca de vinte minutos. E como prometido, Aynaka deu suas respostas, discretamente, a Tony, que via o que ela escrevia.
E isso deixou o garoto satisfeito.
A prova durava até uma hora depois seu início. E assim que o sinal tocou, todos da sala saíram para o refeitório ou para a quadra, que, por sorte era coberta, então chuva, que ficou mais forte e não parava, não atrapalharia os alunos.
Myaji e Aynaka haviam acabado de comprar seus próprios sanduíches e indo para a quadra.
Elas viram o trio de valentões conversando entre si. E o garoto que falava parecia irritado.
Katy olhou para as meninas e cutucou Tony, fazendo, não só ele como Mary também, olhar para onde estava Katy apontava.
Logo, junto com as garotas, Tony andou em direção a Aynaka e Myaji.
Tony empurrou ambas, fazendo-as cair e derrubarem os sanduíches. Mary, Katy e mais alguns alunos riem da atitude dele.
Mary: Vocês precisam, mesmo, praticar mais educação física. Hahaha!
Tony: E eu nem trouxe o dinheiro para o lanche...
Tony: Opa! Mas o que temos aqui?
O garoto pega os sanduíches das duas.
Aynaka: Ei! Achei que tínhamos um acordo!
Tony: Você merece só isso por me obedecer!
Tony: Aliás, estou até sendo bonzinho o bastante para não te matar!
Tony: Afinal, você me deu as respostas, nerd. Não foi mais que sua obrigação.
Mary: Aproveita que estamos te poupando!
Katy: Mas não vai se acostumando! Que vai ser só por hoje, CDF.
Aproveitando que Myaji e Aynaka ainda estavam caídas, o trio passou por cima delas como se fossem tapetes. E as duas valentonas nem se intimidaram em pisar com o salto nas costas das garotas.
Os três saíram de lá, com os sanduíches, que, logo depois, jogaram fora.
Aynaka e Myaji se levantaram e sacudiram a poeira das suas roupas. E continuaram a conversar, mesmo com fome.
Faltando alguns minutos até o fim do intervalo, Aynaka e Myaji caminham até às salas.
Com rancor do que aconteceu no intervalo, Aynaka e Myaji andam pela sala e acham cola num dos armários no fundo. Junto com a cola, elas também acham tinta.
Aynaka: Myaji, pode fechar as portas, por favor?
Myaji faz o que Aynaka diz.
Myaji: Eles merecem isso!
Elas colocam na mesa de Tony a cola, misturada com a tinta.
Os materiais são facilmente confundidos pela cor marrom da cadeira.
Faltava apenas um minuto para o intervalo acabar e Aynaka pega um papel e limpa suas mãos†, assim como os objetos que usou†. Myaji também faz o mesmo.
Com 30 segundos de sobra, Aynaka colocou os objetos de volta no lugar, jogou o papel sujo no lixo†.
Myaji, por sua vez, abriu as portas, vendo que os estudantes desconfiariam de algo se alguém bloqueasse as portas.
Aynaka e Myaji voltaram aos seus lugares e voltaram a conversar normalmente, enquanto os estudantes chegavam, pouco a pouco.
O professor de história chegou na sala, assim como os valentões que chegaram minutos depois, com a desculpa de que estavam na secretaria.
O professor aceitou a desculpa e deixou que os três sentassem em seus lugares.
Aynaka vê Tony sentando na sua carteira e seu rosto mudar para um tom desconfiado, de estar sentindo algo, mas não sabe o quê.
Aynaka prende o riso e assiste a aula do professor antes que alguém a note.
Aynaka: (Ótimo. Mais uma vez a história da idade média...)
Aynaka: (Já deu desse assunto! Não aguento mais!)
Aynaka: (Hmm... Se eu dormir ele vai notar?)
Dormir?
>Sim
[Não]
Aynaka usa seu caderno como travesseiro e pega no sono.
"???: Está perto!
???: Venha!
???: Não tenha medo de mim."
De repente, Aynaka é surpreendida com um forte tremor.
Todos os alunos gritaram de susto, e aquele tremor fez com que parte da tinta na carteira de Tony respingasse no chão.
Katy viu isso e ia comentar, quando outro tremor aconteceu.
O professor disse a todos para correrem até a saída da escola, assim como os outros estudantes faziam.
Mesmo atordoada pelo sono, Aynaka levantou, sendo a última a sair da sala e da escola inteira.
Isso se ela conseguisse escapar, pois Aynaka viu uma sombra enorme acima de sua cabeça. E quando percebeu, boa parte do telhado estava em cima da garota, que sentiu tudo ficar escuro.
Depois de minutos, ela acordou atordoada e saiu dos escombros.
Aynaka: (Que bom. Ainda estou inteira.)
Aynaka: (É melhor eu sair logo daqui!)
Aynaka sai da sala, indo de porta em porta(3) até a saída. Que foi encontrada bloqueada pelo entulho do telhado que tinha desmoronado.
???: Ei!
Alguém, provavelmente um homem, atrás de Aynaka a chamava do fim do corredor, quase escondido atrás da parede.
Aynaka: Hm?
Aynaka: Q-Quem é que está aí?
???: Siga-me.
O homem saiu em disparada pelo lado esquerdo do corredor e Aynaka o seguiu.
Ela andou um pouco, mas parou ao perceber que perdera o homem de vista, porém...
???: Por aqui.
O homem estava, de novo, atrás da garota, que não via seu rosto por conta da poeira e da iluminação, já que o terremoto deve ter interferido na eletricidade.
Ela deu meia volta e seguiu o homem.
Aynaka: (Talvez eu tenha passado direto por ele...)
Aynaka: (Ok. Dessa vez vou me concentrar. Quanto menos tempo eu ficar aqui, melhor.)
Aynaka segue o homem, que estava bem longe dela, até que ele para, vira-se para ela.
???: Não tem saída pelo térreo.
???: Vamos até o terraço.
O homem deu meia volta e retornou a andar, com Aynaka bem atrás.
Sem querer, ela pisa em algo. Um objeto redondo... A bússola de Miyaji!
Aynaka: (Myaji vai me matar se descobrir que eu a quebrei, sem querer.)
—Obteve bússola
Aynaka voltou a andar. Sabendo que deveria ir ao terraço, parou de se preocupar em seguir o homem — que, provavelmente era um bombeiro.
Aynaka andou um pouco, mas parou quando ouviu um rosnado atrás de si.
Ela se virou e se deparou com um cachorro.
Aynaka: (Como esse cachorro veio parar aqui?)
O cachorro latiu, indicando que a atacaria.
Aynaka: (Definitivamente não é um cachorro dos bombeiros!)
O cachorro latiu outra vez e Aynaka se afastou lentamente, andando de ré.
Aynaka: C-Cachorrinho bonitinho...
Infelizmente o cachorro latiu e ia atacar a garota, se esta não entrasse numa sala próxima a tempo†.
O cachorro continuou a latir enquanto tentava quebrar a porta que Aynaka tinha fechado.
Aynaka arrastou uma mesa para bloquear a porta† e procurou uma saída alternativa. Ela vai até a parte e olha as janelas.
Aynaka: (O pior é que as janelas são muito pequenas. Tenho que achar outra saída...)
Ela procurou em toda a sala algo para escapar do cachorro e encontrou algo mais interessante.
Pegar?
>Sim
[Não]
—Obteve fita vermelha
De repente, o barulho dos latidos do cachorro parou.
Aynaka: Hum?
Aynaka: (Ele... Parou de latir?)
Aynaka: (Ele deve estar me esperando para sair e me atacar!)
Aynaka: ...
Aynaka: (Ou... Será que não?...)
Aynaka andou até a porta.
>Escutar
[Abrir] †
Aynaka encostou o ouvido na porta e tentou ouvir a respiração do cachorro, ou algo semelhante que a alterasse que o animal estava ali. Mas o que ela ouviu foram passos. Passos humanos.
Aynaka: (Talvez... Seja o bombeiro?)
Aynaka: (Nunca pensei que fosse dizer isso, mas a escola era mais legal quando só tinham o Tony, a Katy e a Mary para me irritar.)
Aynaka continuou a ouvir, até que o barulho de passos acabou. Não foi ouvido mais nada. Logo, Aynaka resolveu abrir a porta e sair.
Estranhamente, não achou ninguém. Nem o cachorro, nem quem andava pois ali segundos atrás.
Aynaka: Olá?
Estava um completo deserto. Nem o bombeiro que a recomendou subir no telhado tinha aparecido.
Sem mais o que fazer, continuou a andar, vendo dali do térreo o mural(4), armários(5), cujo um deles era o de Aynaka, que pegou um pequeno Kaeru.
Ela continua a seguir em frente. Até o telhado.
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