Honra (RPG Maker)

2 Escapatória Para o Primeiro Andar


Notas iniciais
Uma outra observação quanto a como salva o jogo: Ele é salvo automaticamente a cada andar que você chega.

— Spectator Mode —

Sam notou que, com o terremoto, sua casa poderia estar em risco. O que não foi verdade.

Como não havia nenhuma rachadura ou algo assim, não tinha com o que se preocupar.

Era dia de faxina e a mulher levava as roupas limpas da filha para o quarto desta, quando tomou um susto.

O local estava todo destruído e as paredes rachadas. E na cama, um sapo que estava parado no lugar, até que a mulher se aproximou.

O sapo pulou para um lado, e Sam correu para fora do quarto, encontrando o marido arrumando a cozinha.

Sam: Ri...

Sam: Rinuti!!

Rinuti: Nossa, Sam. O que houve?

Rinuti: Está pálida...

Sam puxou o homem para o quarto da filha. E ele viu a mesma cena. Ainda assustada e preocupada, a mulher virou para o marido.

Sam: Você... Acha que alguma coisa grave aconteceu a Aynaka?

Sam começou a tremer.

Rinuti: Calma, querida.

Rinuti: Se esse sapo está aqui, é para nos dizer que ela está bem.

Sam: M-Mas... E se...

Rinuti: Não tem nada com o que se preocupar.

Rinuti beija a cabeça da esposa. Que chora.

Rinuti: Mas se a faz sentir melhor, oremos pela segurança dela.

Sam assentiu e foi rapidamente para seu quarto.

Rinuti passou um bom tempo olhando a cama onde tinha o kaeru, parado e confortável na cama de Aynaka.

Myaji, por sua vez, chegou correndo na casa da Aynaka.

Sem bater na porta, entrou.

Myaji: Sam! Rinuti!

Logo, Sam e Rinuti foram ao encontro de Myaji que chorava mais que Sam.

Myaji: A Aynaka...

Myaji: Ela...

Myaji: Ela ainda não saiu da escola!

Myaji: A escola desabou!

Myaji: Os bombeiros ainda estão procurando. Mas estou tão preocupada que...

Rinuti: Não! Por favor, vamos ter fé que ela está bem!

Sam: S-Sim! Não vamos perder a esperança.

Myaji finalmente se acalma.

Myaji: É...

Myaji: A Aynaka vai ficar bem.

Sam: Sabe, eu vou preparar um chá para nós.

Sam: Minha mãe diz que diminui a tensão e ajuda a passar o tempo.

Rinuti: Vai precisar de ajuda?

Sam assentiu.

Sam: Myaji, fique a vontade, sim?

Sam: Eu já volto.

Myaji: Está bem.

Sam foi para a cozinha e Rinuti foi em direção ao corredor. Só depois de segundos ele voltou para a sala e foi até a cozinha.

{Myaji}

Myaji, sem muito o que fazer, acaba olhando ao redor da sala, vendo a tv (5), o sofá (6), os quadros (7), e tudo que tinha que ver pelo local.

Até que viu o relógio.

Myaji: (Esses ponteiros...)

Myaji: (Me lembram...)

Myaji: (Minha bússola!)

Myaji: (Eu devo ter deixado na escola!)

Apesar da preocupação, Myaji continuou a andar, até chegar no corredor, em direção ao quarto da Aynaka.

Porém, Sam e Rinuti voltavam para a sala com o chá.

Sam: Prontinho! Foi rápido, não foi?

Sam vê que Myaji está indo rumo ao quarto da filha.

Sam: Myaji...

Sam: Você tem que se acalmar.

Assim como Sam, Rinuti disfarçou a tristeza profunda com um simpático e convincente sorriso.

Rinuti: Venha.

Rinuti: Esse chá irá lhe fazer bem.

Dando de ombros e não querendo contra-argumentar, Myaji foi ao encontro do casal e tomou um pouco do chá.

[Agradecer pelo chá]

[Falar sobre Aynaka na escola hoje]

>Notícias sobre Aynaka

[Continuar bebendo o chá]

[Ir embora]

Myaji: Se querem saber...

Rinuti e Sam olharam para Myaji.

Myaji: Ela vai chegar aqui a qualquer minuto. Afinal, ela vai conseguir se virar.

Myaji: Eu a vi correndo para fora da sala. Os bombeiros também chegaram logo lá...

Sam: Então ela está em boas mãos!

Sam e Rinuti sorriam.

Os três beberam o chá calmamente.

Quando Myaji estava mais calma, ela foi embora.

Myaji: Obrigada pelo chá.

Myaji: Eu tenho mesmo que ir agora. Minha mãe deve estar preocupada.

{Aynaka}

Aynaka continua a caminhar, quando um homem a chama.

???: Vamos por aqui.

???: Tem um atalho!

Aynaka se virou, mas só viu uma silhueta que parecia se misturar com a escuridão.

Aynaka: (M-Mas como ele pôde estar atrás de mim se...)

Aynaka: (Ah, esquece. Deve ter sido por causa daquele cachorro.)

Aynaka: (E falando nisso, pra onde ele foi?)

Aynaka: ...

Aynaka: (Não que eu queira me encontrar com ele, claro... Enfim, foco, Aynaka! Você tem que escapar daqui!)

Aynaka voltou a andar até onde o bombeiro estivera, encontrado este um pouco mais a frente.

A garota andou na direção dele, que também andou, guiando-a para a saída.

O homem ainda estava tão a frente, que Aynaka não conseguia alcançá-lo. Logo, acabou perdendo-o de vista, outra vez. Porém ela sabia de cór o caminho para o terraço. E sabia que essa direção daria para lá.

Ela chegou num ponto, onde tinham duas direções a tomar: o lado direito leva à escadaria; já o esquerdo, leva ao jardim da escola.

O bombeiro estava subindo as escadas.

Aynaka: Espere um pouco!

O homem pareceu não ouvir e continuou subindo.

Aynaka: Aff

Mesmo sem o bombeiro por perto, Aynaka foi até o corredor das escadas.

Entretanto, uma parte da parede caiu, bloqueando a passagem da garota.

Aynaka: (Era só o que me faltava!)

Aynaka anda pela escola, explorando tudo o que tinha por ali, até que decide ir ao jardim.

Aynaka para na porta e olha ao redor.

Aynaka: (Tudo destruído...)

O jardim era um espaço grande, com grama por toda a parte. Inúmeras estatuetas quebradas e as duas fontes, destruídas.

Aynaka procurou nas fontes(8) algo que pudesse usar para derrubar o paredão que a impedia de passar.

Ela andou um pouco mais e encontrou, quase enterrada por uma das estátuas†, uma pá.

—Obteve pá.

Aynaka: (Ótimo! Posso usar isso para quebrar aquela barreira!)

Aynaka sorriu e foi em direção ao resto de parede e tentou destruir com a pá.

Porém, um barulho de metal foi ouvido, e Aynaka logo notou o que era.

A pá tinha se partido.

Aynaka: Droga.

Aynaka: (Hey! Tem um buraco nesse paredão...)

Aynaka: (Será que consigo passar por ele?)

Aynaka agacha e entra no buraco, mas seus quadris acabam entalando-a.

/Pressione Enter/

Com todas as suas forças, Aynaka conseguiu sair dali e ir ao primeiro andar †.

A situação do primeiro andar estava pior que o térreo.

Aynaka: (Já imagino quando chegar em casa...)

Aynaka: (E se tiver um helicóptero me esperando... Haha! Katy vai enlouquecer.)

Aynaka: (O que vai ser andar de limousine no fim de semana comparada a uma volta pelos ares?)

Aynaka andou e viu que o bombeiro estava na sua frente... Porém, de costas para ela.

Mais uma vez, o homem andou mais a frente. Mas, agora, Aynaka conseguiu acompanhá-lo.

De repente, ele parou. Aynaka fez o mesmo.

???: É melhor ficar por aqui.

???: Vou verificar a área. Assim não corremos riscos de outro desabamento.

O bombeiro foi na frente, mas Aynaka não aguentou ficar parada. Então andou pelas salas(9), explorando tudo o que tinha.

A única coisa que achou, na única sala daquele corredor que estava aberta, foi uma nota.

"05-14th

O meu desejo de ti

é forte para contê-lo –

assim ninguém vai culpar-me

se à noite for ter contigo

pela estrada de meus sonhos.

Não há como vê-lo

nesta noite sem luar –

estou deitado e desperto,

os seios ardendo em desejo

e o coração em chamas.

Pensei ter colhido

a flor do esquecimento [*]

só para mim mesmo;

mas encontrei-a a crescer

também no coração dela."

Aynaka: (Uau...)

[Profundo]

>Romântico

Aynaka: (Até que gostei)

Aynaka sorri.

—Obteve poema.

Aynaka saiu da sala e olhou para os lados e percebeu que o bombeiro não tinha voltado.

Aynaka: Olá?!

Sem resposta.

Aynaka: (Será que vou até lá?)

Aynaka: (Bem, não vou fazer muita coisa aqui parada...)

Aynaka resolveu andar por conta própria até o segundo andar. Mas, claro, as coisas não estariam fáceis.

Notas finais
Tradução: (5) Myaji: (Depois dessa confusão, os noticiários só vão falar desse terremoto.) (6) Myaji: (Lembro das noites que dormia aqui. A tv era só minha!) (7) Em todos os quadros, Myaji diz: (A família da Aynaka nunca pousa mal para uma foto. Incrível.) (8) Nas fontes, Aynaka diz: (Só pedras). E tem água escorrendo ao redor. (9) Em quase todas as portas, Aynaka diz: (Emperrada...) † Várias estátuas estão com plantas venenosas, com as quais podem acabar com o progresso de Aynaka. † Tem um tempo de 10 segundos, antes da protagonista poder ser esmagada pela pedra que a entala. [*] wasuregusa, a palavra japonesa do poema que significa “flor do esquecimento” é o equivalente inglês de “forget-me-not” ou do português “amor-perfeito”.