Notas iniciais
Desculpem os erros ortográficos do capítulo passado, eu fiquei com preguiça de arrumar. Boa leitura, uhul o/

Já haviam se passado duas horas de silêncio total. Bom, na verdade o silêncio era fora do tanque, por que Nicoli deu de cantar Guns N' Roses alto como um alto falante. Dividimos uma coca-cola e ela me passou algumas músicas por celular.

- Ei... se não foram os caras, quem gritou na floresta?

Nicoli parou de cantar.

- Não foram eles?

- Não. — Eu disse. Nicoli ficou apreensiva. Talvez fosse melhor nem ter dito. Ela começou a cavocar em sua mochila até pegar um canivete e colocar no bolso.

- Nunca se sabe quando um alien pode aparecer. — Disse ela, satisfeita.

- Sério? Tipo... um alien? Não um pedófilo, assasinos, assaltantes, mas um... alien. Você é muito criativa.

Nicoli ia responder, mas nesse momento algo começou a arranhar o tanque por fora. Parecia se mover lentamente, o barulho era horrível e me arrepiava até os ossos. De repente o barulho parou.

- O que foi isso? Devem ser os meninos... Ei, seus idiotas! Vão assustar a mãe de vocês! — Disse Nicoli, mas não obteve resposta. Passaram-se vinte minutos e o barulho voltou, mais forte do que antes.

- Isso não é nada bom. — Comentei.

O barulho cessou novamente. Assim que ele parou, socos fortes começaram a fazer o tanque sacudir. Nicoli se agarrou na lateral do tanque, ele parecia querer virar. Era como se milhares de mãos socassem a superfície de plástico, a estremecendo.

Após quase dez minutos de pavor, o movimento parou.

- Acho que não são os garotos, Nicoli. — Comentei, enquanto recolhia as coisas que caíram da mochila dela.

- Eu disse que é um alien. Ou mais de um. Quer nos abduzir! — Disse ela, pegando o canivete. — Vou dar uma olhada, qualquer coisa eu... corto a cara deles.

Eu ia impedir mas ela já tinha ficado de pé e posto o rosto pra fora da lona. Tampei o rosto com as mãos, esperando o pior, mas não aconteceu nada. Nicoli entrou para o tanque novamente.

- Não tem nada lá fora. Pelo menos eu não vi nada.

Assim que nicoli sentou, os arranhões voltaram, agora quase rachando o tanque. Ela se enraiveceu, e abriu totalmente a lona. Ela não deveria ter feito isso.

Tudo que vimos foi um vulto negro alto, talvez com mais de dois metros. Atrás deles haviam muitos vultos, como serpentes, se movendo no ar. O vulto simplesmente desapareceu com um piscar de olhos, e caímos na terra molhada. O tanque tombou e caiu em cima de nós.

Tentei levantar o tanque que antes parecia leve, mas não consegui. Era como se uma âncora o prensasse no chão.

Nicoli sussurrou para mim :

- Você viu? Eu não tava tão errada assim.

- Shhh, eu acho... que ele tá em cima do tanque. — Eu respondi.

- No três, a gente levanta. — Disse Nicoli, ficando de cócoras e encostando as palmas da mão na superfície gelada de plástico. Eu fiz o mesmo. — Um... dois... três!

Levantamos, e o tanque possuía o peso leve de antes. O tanque caiu, e não havia nada. O céu se tingia de lilás, iniciando mais um dia nebuloso no acampamento.

- Natalia, olha aquilo! — Nicoli correu até a trilha de onde viemos.

Um caminho de sangue percorria a trilha inteira, se espalhando como um rio vermelho. Nos entreolhamos, nervosas.

- Os garotos!

Continua.

Notas finais
Oi, só deixando esse recado pra explicar o por que dos capítulos curtinhos.
É que eu pelo menos acho que não fica tão chato você ler um capítulo curto, e assim ele sempre termina em partes boas que te deixam curioso pro próximo. Aliás essa fic nem é tão levada na risca, como vocês devem ter percebido, por que eu nem corrijo erros ortográficos e tal.
Mas, de qualquer forma, valeu por ler. Até o próximo capítulo ( e mande reviews, seus lindos ).