Home Sweet Home!
2 Old Friends.
Notas iniciais
Kiss kiss!
Chegamos a casa da Tia Amelia e eu tive que reconhecer. Só os polícias para não revistaram uma casa em que a fachada era em rosa choque – sim, essa é a cor favorita da Tia – e tinha “FREADOM!” graffitado na parede em letras grandes pretas e gordas. Claro que os vizinhos achavam que a Tia era meio maluca, mas isso já não era novidade.
A casa tinha pertenciso aos avós da Tia Amelia e passou diretamente para ela. Os pais da Tia foram presos quando ela nasceu por terem sido espiões russos aqui nos U.S.A. O Presidente da altura não achou muita graça a dois dos seus guardas de confiança passarem informações ao inimigo durante a guerra fria, então a Tia foi criada pelos avós dela aqui. Ela sempre foi rebelde. Ao 10 anos assaltou o banco da cidade, aos 15 tinha ido a D.C. só para roubar uns arquivos sobre os pais dela dos arquivos secretos da Casa Branca. E muitos dos crimes cometidos nos Estados Unidos que ainda estão por resolver há mais de 30 anos têm mão da Tia. Ela simplesmente é um gênio!
Antes de ter que sair do país por causa de uns problemas que houve num assalto de treino, eu era a única que tinha um quarto só para mim. Só esperava que as coisas continuassem do mesmo modo. Deixei cair as minhas malas no chão da cozinha e a Tia foi buscar uma cerveja para mim. Rolei os olhos quando vi o copo de vodka pura na mão dela.
- Então conta lá à Tia Amelia por que tiveste que sair a correr de lá. – dei um longo gole na garrafa e suspirei quando acabei.
- Havia este pequeno grupo que eu criei à uns dois anos quando tivemos que sair da Rússia.
- É, ouvi dizer que mataram o Oliver. Foi mau da parte deles matarem um adolescente.
- Eles não se preocuparam com isso. Nunca se preocuparam. – Oliver era um dos meus melhores amigos que eu encontrei na Rússia que estava no mesmo progama que eu. Por que sim, há uma espécie de intercâmbio para pessoas como eu, mas falamos nisso depois – Então eu criei o grupo. Uma coisa pequena. Pequenos assaltos a livrarias, algo mais arriscado a um banco internalcional… nada de muito complicado. Então um dos nossos foi apanhado e contou a merda toda que havia no nosso grupo. Tudo. Nunca nos preocupamos com a polícia! Sempre fomos cuidadosos e aquele filho de uma puta… bem. Ele denunciou todos menos os amiguinhos queridos dele e as pessoas naquela cidade passam os boatos rapidamente. Foi quase uma acusação à Far West! No meio da praça pública! – a Tia afagou-me a mão.
- Ó querida… mas eles têm alguma informação tua?
- Ah, não. Eu nunca mantive a minha imagem nem o meu nome durante muito tempo, e mudava de escola quase todos os semestres.
- Isso é a minha garota.
- E todos os registos que eles tinham meus era digitais, então… — a Tia deu-me um sorriso luminoso e vi orgulho espelhado nos seus olhos.
- Mas fizeste bem em vir. É sempre bom voltar a casa! – acabei a cerveja e olhei para trás quando ouvi uma chave rodar dentro da fechadura da porta fazendo um quase inaudível click!. A porta abriu e vi duas garotas entrarem acompanhadas com dois garotos. Ambos tinham aquelas jaquetas do jogador típico de futebol americano. Rolei os olhos. Só podiam ser elas.
- Quem é a nova iludida, Tia? – perguntou Susan. Rolei os olhos. Seis anos e ela continuava a mesma metida de sempre.
- Olha a língua, Susan. Quem são os garotos? – perguntou a tia apontando com o dedos os dois matulões que tinham entrado em casa.
- Eu não me meto nos seus negócios, a Tia não se mete nos nossos. – ela olhou para mim e pena passou pelos seus olhos – Não sabes onde te meteste, garota.
- Eu penso que sei. – disse levantando-me. Elas eram mais altas que eu. Também venho de uma família de baixinhos, por isso não era como se houvessem muitas chances de eu passar do metro e sessenta!
- Tu pensas que sabes, mas não sabes nada. E quando quiseres sair, pode ser demasiado tarde. – falou a Rosanne.
- Ai, sempre tão dramática! – falou a Tia – Vá, vão lá para cima para o vosso quarto. E cuidado com o que fazem. Prometi cuidar de vocês as duas… não de mais duas crianças. – eu ri. Mas era verdade. Tudo o que a Tia prometesse que faria, considera-o feito. Mas nada mais ou nada menos do que ela tinha prometido. Duas pessoas eram duas pessoas. E acabou. Elas subiram e a Tia olhou para mim – Não te reconheceram.
- Já estava à espera. Ainda tenho o meu quarto?
- Claro! Ia dá-lo a quem? – ela encheu mais uma vez o seu copo com vodka – Podes ir dar uma volta pela cidade que eu meto as malas no teu quarto.
- Obrigado. Vemo-nos mais logo. – dei meia volta quando me lembrei – Ainda estamos no período escolar… papéis precisam de ser tratados.
- Já está feito querida sobrinha. Não substimes o que a tua querida Tia pode fazer numa meia hora com um computador. – ela piscou-me o olho e eu só sorri. Acenei-lhe um adeus e sai de casa. Ainda não tinha chave, mas isso não ia ser um problema. Tinha sempre um gancho no bolso das calças. Mais vale prevenir que remediar.
Inspirei fundo o ar da cidade. Era bom voltar a casa, mas isso não significava que eu me tinha esquecido do que se passou seis anos atrás. Podia só ter dez anos, mas isso só marcou mais a traição que eu sofri. Abanei a cabeça tentando tirar aqueles pensamentos da minha cabeça e peguei no meu Ipod novo. Dei um meio sorriso lembrando-me da cara do dono quando viu que ele não estava mais dentro do saco da loja. Coloquei os phones e deixei que a música entorpecesse a minha mente. Eu precisava de caminhar para aquele lugar. E apesar de na minha cabeça isso não ser uma ideia tão brilhante assim, os meus pés levaram-me para lá.
Parecia que ainda consegui sentir o cheiro a fumo e a cinzas e pó. Já ninguém morava naquela casa e se provavelmente isto fosse New Orleans já haveriam vinte histórias de como os fantasmas dos donos da casa vagueavam por alí. Sentei-me na grama que estava verde e fiquei a olhar para a casa.
“Sometimes I hate the life I’ve made”. A música dos Korn ressoava na minha mente. Sim, eu não estava extremamente orgulhosa de ser quem era, mas não conhecia outro mundo. Não havia nada de novo para mim. E eu tenho a certeza que não há nada mais excitante do que fazer um assalto. Pensem na adrelanina a correr nas vossas veias, a sempre possivel hipótese de serem apanhados… isso mexe com uma pessoa. Isso mexeu comigo. Para mim roubar não é nada demais. É como um jogo. Um jogo onde não há lugares para perdedores.
Levantei-me e fui para ir embora quando choquei com alguém.
- Vê por onde andas… — começou o garoto. Tirei um dos phones pronta para a confusão – Mellyssa Hollywood? – porra, como ele sabia quem eu era?
- Quem quer saber?
- Ashley! – olhei para trás tentando ver a garota. Desculpa, ele disse Ashley… espera! Eu só conhecia um garoto que se chamava Ashley!
- Ashley Seamus Purdy! – brinquei. Sabia que o nome do meio dele não era Seamus. Primeiro, ele tinha nome do meio sequer?
- Mellyssa Mab Hollywood.
- Que honra encontra-lo por aqui Mylord!
- A honra é minha, My Queen! – eu ri e ele riu também – Vieste para os negócios de família habituais?
- Arg, talvez. Não te posso dizer, sabes?
- Eu não me chamo Christian!
- Eu sei. – olhei para baixo tentando apagar a memória dele a contar às pessoas o que eu tinha feito para a cidade. E depois veio a memória de hoje. Quando me fizeram o mesmo. Abanei a cabeça e olhei para o Ashley.
- E como vai o resto da seita?
- Hey! Não somos uma seita!
- Que ideia, lindo.
- Eu sei que sou, não precisas de mo dizer. Todas as garotas querem meu corpo nu!
- E garotos aposto.
- Talvez. – olhei para ele.
- Há algum garoto aí, Ash? – ele riu na minha cara.
- Há várias garotas. Agora garotos? Quem pensas que eu sou? O Andy?
- O Andy é homo? – perguntei chocada. O garoto de olhinho azul jogava na outra equipa?
- Não tonta. É bi. Agora deve ser moda também. Quase metade do mundo é bi!
- Vê o lado deles. Têm o melhor de dois mundos!
- Há um mundo que eu sem sombra de dúvida não quero conhecer! – eu ri e ele riu também – Minha casa?
- Não perdes uma, pois não Ash?
- Claro que não! Se eu perdesse o que seria da minha reputação?
- Tu tens uma reputação? Estou chocada! – levei a mão à boca para dar enfâse à emoção. Recebi uma tapa no rabo como resposta — Centauroooo!
- Sei que posso ter o tamanho de um cavalo, mas centauro não. – eu ri com a referência sexual contida na frase. Okay, estamos a falar do Ash. Ele a falar da vizinha faz referências sexuais!
- Imagino.
- Queres ver?
- E ter mais uma visão do Inferno? Não obrigado! Eu passo!
- Claro. Tu só queres meu corpo nu. Admite.
- Eu quero tanto o teu corpo nu na minha cama, como a Tia Amelia te quer na dela.
- Sabes que isso é bastante provável!?
- Sei… por isso tenho que reformolar a frase. Mas já passou.
- Passou o quê?
- Esquece, Ash! Esquece! Não iamos para tua casa?
- E achas que estamos a ir para onde? – vi a casa dele mais à frente. Rolei os olhos e não cosegui conter um sorriso. No parapeito da janela do quarto dele estava Mell escrito em preto. Eu não acredito que ele não limpou aquilo.
- Ash, o que é que a tua namorada pensa sobre aquilo? – apontei para a janela.
- A da semana passada disse que era fofinho eu ter o nome da minha primeira namorada na janela. – dei-lhe uma tapa na cabeça.
- Eu nunca fui tua namorada, cabrão de merda!
- Eu sei, mas ela achava que sim. Não lhe ia destruir a ilusão de que sou um bom garoto.
- O teu cu que és um bom garoto, Ash! – ouvi vozes de garotos dentro de casa – Tu deixaste-os dentro de tua casa, sozinhos?
- Arg, sim.
- E isto não está a arder?
- Era só o que me faltava! Eles basicamente vivem aqui, então têm que cuidar bem da casa deles! – ele colocou as mãos nos bolsos – Ai a merda. Não tenho a chave. – eu ri – Tens algum gancho?
- Achas que eu ando sempre desprevenida?
- Por seres assim é que eu te perguntei.
- Deixa isso para uma profissional, querido.
- Oooooh, agora namoramos?
- Por que carago?
- Chamaste-me querido!
- Preferes um nome menos suave?
- Sabes que eu gosto de jogar duro. – sussurrou ele à minha orelha e eu não pude deixar de rir. A porta abriu – Geeeeeeente, cheguei! – gritou ele e por uma milésima de segundo o barulho parou. Mas depois voltou.
- Onde é que eles estão?
- Sala. – ele rolou os olhos e foi para a sala. Pelo menos eu achava que ele ia para a sala. Quando eu vi a seita toda junta deitada ou no chão, ou no sofá e estava… — Sandra, posso saber por que estás em cima do móvel? – ela olhou para o Ash.
- Ah, sei lá! Lembrei-me! – como seria de esperar da Sandra ela continou a olhar para a televisão e não se mexeu. O Ash olhou por um mometo para o tecto e murmurou uma prece a um deus qualquer que ele lá conhecia.
- Gente, acho que se lembram da Mell. – as cabeças de todos viraram para me encarar.
- Hey gente!
- O que é que ela está a fazer aqui? – perguntou Jake. Fudeu. Já comentei que a casa que ardeu pertencia aos pais do Jake e que foram eles que acidentalmente morreram? Não? Ó bem…
Fale com o autor