Notas iniciais
Mimi... chora... terceiro cap e só um review... okay, deixando as lamechices de lado... espero que gostem aqui da nova fic, e se nao gostarem de qualquer coisa POR AMOR À CABRA AVISEM!

O olhar do Jake não era dos mais amigáveis. Estavam todos petrificados a olhar para mim.

- Tu trouxeste-a? – guinchou o Jake com lágrimas nos olhos.

- Eu… eu não vejo problema nenhum! – defendeu-se o Ash.

- Como não? Os meus pais morreram por culpa dela! – lágrimas rolavam pelo seu rosto e o Andy (eu acho que era o Andy!) colocou um braço à volta dos ombros dele e apertou-os para o confortar.

- Sabes que não encontraram provas…

- Ash, não. – cortei – Fui eu… — olhei para os olhos de Jake — Desculpa.

Saí da casa do Ash com lágrimas nos olhos. Eu matei os pais do Jake. Ele não merecia isso!

Flashbakc Mod On

- Mell! Anda! – gritou a Rosanne. Eu precisava de os avisar! Eu tinha que os tirar daquela casa!

- Por que é que te importas? Eles são só mais uns! – falou a Susan.

- Eu tenho que os avisar! – falei entrando dentro da casa. Elas suspiraram.

- Nós já temos tudo. Vamos embora, Susan. – disse a Rosanne, e elas foram.

Subi as escadas e passei pelo quarto do Jake. Sorri. Jake… o quarto dos pais dele era mais à frente, a última porta do corredor. Bati à porta. A mãe dele olhou-me ensonada e confusa.

- Mell? – perguntou ela esfregando os olhos.

- Mrs. Pitts, vocês precisam de sair daqui!

- Han? Por quê?

- Vocês estão em perigo!

- É o Jake? – resmungou o Mr. Pitts.

- Não. – a Mrs. Pitts olhou para mim novamente – Como assim, em perigo?

- Eu não posso dizer… — vi o Mr. Pitts cair no chão com uma pancada forte e uma sombra humana vinha por trás da Mrs. Pitts — Cuidado! – ela caiu no chão e ali estava ele.

- O que estás a fazer aqui? – perguntou-me ele. Ele era seis anos mais velho que eu. Era como o irmão que eu nunca tive!

- Porquê, Christian? – perguntei em choque.

- Há coisas que eu tenho que fazer nesta vida para sobreviver. Desculpa. – senti um pedaço de pano junto ao meu nariz e havia um cheiro forte a álcool. Comecei a ficar com sono e só vi as chamas vermelhas a crepitar que começaram a consumir a casa dos Pitts. E os pais do Jake…

Flashback Mod Off

Cheguei a casa e subi rapidamente para o meu quarto. Fechei as janelas e fiz de tudo para que o quarto ficasse em plena escuridão. Deitei me na cama com o volume do Ipod no máximo pafa bloquear qualquer som da realidade. Imagens do Christian vagueavam na minha cabeça. Uma pontada de raiva apareceu, mas eu não podia fazer nada agora. O Christian fugiu, e provavelmente nunca mais ninguém o iria encontrar! Deixei que a música preenchesse o meu cérebro. Era essa a ideia. Não pensar em mais nada. Não pensar em como o Jake… arg, NÃO PENSAR!

Sixx:A.M. bloqueava a realidade e agradeci silenciosamente ao Ipod por estar a ouvi-los. Se havia algo que me acalmava era Sixx:A.M. E claro. Saber que o Nikki Sixx fazia parte da banda ajudava no processo!

Mas as imagens não queria sair da minha cabeça e não pude fazer mais do que as deixar invadir a minha mente. Se o meu cérebro queria pensar no Christian, ele que pensasse no Christian! Se ele queria mandar me mensagens pelos neurónios que a imagem do Jake a chorar foi das coisas que mais me magoou ver em toda a minha vida, ele que fizesse isso! Não era como se fosse mentira!

Acho que adormeci a pensar neles – por que acordei horas mais tarde, e se acordei isso significa que estive a dormir.

Dormi durante toda a tarde e noite.

Quando acordei a casa estava num total silêncio. Fui à meu banheiro privado e vi que tinha linhas de maquilhagem que escorriam pela minha face. Devo de ter chorado enquanto dormia. Tomei um banho de água um pouco fria para me acalmar e enfrentar o primeiro dia na escola. Um arrepio percorreu-me a espinha. Se o Ash sabia quem eu era, os outros também iam saber.

Era uma manhã fria. O céu estava coberto de nuvens cinzentas escuras e cheirava a chuva. Torci o nariz. Odeio o cheiro a terra molhada. Peguei numas calças pretas que não estivessem rasgadas nos joelhos, por que não me parecia um bom dia para ter ventilação nas pernas, e peguei num camisolão preto com o símbolo dos Twisted Sister nele. Passei uma maquilhagem leve para não chamar muita atenção. Coloquei um gorro preto também e desci para comer qualquer coisa.

Havia um bilhete em cima da mesa da cozinha da Tia Amelia. Dizia que ela tinha tido um emprevisto e que ia estar fora da cidade durante a próxima semana. Rasguei o papel em pedacinhos e queimei-os. Peguei numa maçã verde e enquanto a trincava fui buscar a mala da escola. Não tinha nada lá, só um caderno velho que tinha metade das folhas com escritos que eu já nem me lembrava do por quê de estarem lá. Saí de casa e vi-o.

Não consegui desprender o olhar. Era-me impossivel. Depois destes anos todos… suspirei e tomei o caminho mais longo para a escola de maneira a não me cruzar com ele.

Cheguei cinco minutos depois do primeiro toque, o que não me incomudou nem um pouco. Já tinha o horário, e sabia em que sala ia ter aula. Não fazia a minima ideia de quem estava na minha turma. Só sabia que a Susan e a Rosanne não faziam parte dela.

Bati à porta da sala e uma mulher veio abri-la. Ela tinha um ar carrancudo e nada feliz. Usava um vesitido azul bebé com florzinhas roxas, que não a favorecia nem um pouco. Os óculos dela eram daqueles de meia lua, como o Dumbledor usava.

- Está precisamente sete minutos atrasada. – encolhi os ombros. A voz da mulher era uma daquelas vozes assassina que não dá com nada. Sabem o que me lembra a voz da mulher? Unhas a rasparem num quadro de ardósia.

- Eu sei. – falei despreocupadamente. Como se eu alguma vez fosse ter medo da mulher.

- Sente-se junto ao Mr. Pitts. – ela deu-me as costas e eu fiquei parelizada. Não. Eu não me ia sentar junto a ele. Não. Não. Não. A mulher olhou-me por cima do ombro – Não ouviu o que lhe disse?

- Ouvi.

- Então está à espera de quê? Tenho uma aula para dar! – entrei dentro da sala e fechei a porta. Todos olhavam para mim. O Jake estava sentado na mesa mais previligiada da sala. A do fundo no canto direito. Sentei-me na cadeira e afastei-me o mais que pude dele. Passei a aula a morder o lábio com medo que ele fosse dizer alguma coisa. A aula correu calmamente, mas quando tocou eu fui a primeira a sair. Havia aquele ambiente pesado naquela carteira. Parecia que eu não podia respirar quando estava junto dele. E eu precisava de sair dali. A culpa ainda era muita. Os pais dele podiam estar vivos se não fosse por minha causa.

Fui em direção ao banheiro feminino e tranquei-me num dos boxes. Eu precisava de ficar sozinha. Lágrimas corriam pelo meu rosto e eu nem sabia por quê.

Quando tocou novamente, olhei ao redor para ver se estava alguma menina lá. Como não vi ninguém, limpei as lágrimas, retoquei a maquilhagem e saí da escola.

Notas finais
Reviews?