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4 Problems and Nightmares


Depois que Albus foi embora Spectrum teve a primeira crise em toda a sua vida, Rose não sabia o que fazer. Ele correu para se fechar no quarto, junto da irmã que acordou assustada, e usou de magia para trancar a porta. Ela foi atrás, mas não teve sucesso em abrir a porta. Agora eram dois contra ela.

“Por favor, meus amores, abram essa porta...” Pediu desesperadamente

“Por que você está fazendo isso com a gente?” Gritou Spectrum. “Eu te odeio!”

“Porque eu amo vocês... Spectrum, pelo amor de Dumbledore, abra essa porta.”

“Não!” Ele gritou e a mulher pode ouvir algo se quebrando dentro do quarto, o que lhe fez tentar outra vez.

“Spec, por favor, abre!” Gritou Artemis com voz de choro.

Houve um silencio por um tempo até que o garoto abriu a porta. Rose as vezes ficava surpresa com a habilidade do menino com magia. Não duvidava que ele seria um grande bruxo.

“Me desculpem.” Ela disse entrando no quarto e olhando para o rosto vermelho de raiva do menino e o vermelho de choro da garota. Seu coração se partiu ao ver aquelas lagrimas no rosto dela. “Artie, minha querida...”

“Por que mãe? Por que você escondeu isso? Por que mentiu para nós?” A menina se afastou quando a mãe tentou se aproxima.

“Não sabia como reagiriam...” Confessou. “Eu só estou tentando arrumar um pai para vocês...”

“Não precisamos de um pai.” Spectrum reagiu. “Ninguém vai ser meu pai!”

“Por que não?”

“Porque não!” Gritou

“E quanto ao nosso pai?” Artemis perguntou. “Você nunca fala sobre ele.”

“Eu...” Rose respirou fundo, olhando para a garota. Nunca havia tocado nesse assunto com os pequenos e não esperava ter que fazê-lo. “Mamãe não se lembra dele... Ele nem mesmo deve saber que vocês existem... Agora não vamos mais falar sobre isso, está bem?”

Spectrum estava prestes a falar algo mais, mas percebeu pelo olhar da irmã que era melhor parar por ali. Se eles continuassem, ele sabia que sua mãe iria começar a chorar. Sempre que ela ficava confusa e sem saber o que fazer sobre eles dois, ela caia no choro. O menino presenciou muitos desses momentos e era Albus quem socorria a mulher.

“Está bem.” Murmurrou o menino.

“Nós vamos dar uma chance para este homem, mamãe...” Disse Artemis, limpando as lagrimas.

“Nós vamos?” Spectrum olhou-a com desaprovação.

“Sim, vamos.” A garota tomou a liderança na situação. “Mas, mamãe, você precisa nos prometer uma coisa.”

“O que vocês quiserem...”

“Você nunca mais vai mentir para a gente...”

“E não vai trazer ele aqui em casa.” O menino se intrometeu

“Spec!” Exclamou a menina.

“Estou falando sério.”

“Mamãe está sozinha há muito tempo, Spec.” Suspirou ela sabendo que teria que explicar parte do seu plano ali para seu irmão. “Ela precisa de alguém do lado dela...”

“Ela tem a nós.” Protestou. “Quem precisa de mais alguém?”

“Não, seu idiota. Ela precisa de um marido... Tipo um príncipe encantado.”

“Por que?” Ele bateu o pé.

“Não sei, está bem?” Ela se irritou. “Mas precisamos dar uma chance para este homem... É importante para ela.”

Spectrum olhou para a mãe por um minuto. Não tinha certeza do que deveria fazer, então voltou a olhar para a irmã que deu uma piscadela. Então ela tinha um plano... Ele respirou fundo e disse:

“Está bem... Mas se eu não gostar dele, eu vou chuta-lo bem no saco!”

Um sorriso brilhante surgiu entre os lábios da mulher ruiva que os abraçou com lagrimas nos olhos e deu-lhes um beijo na testa.

Depois de todo aquele show, foi extremamente difícil fazer as crianças dormirem, então levou-as para seu quarto, onde havia uma cama de casal e um teto encantado para parecer o céu a noite, como o salão principal de Hogwarts. Ela contou uma história cheia de aventuras, baseada na verdadeira história de seus pais, e quando menos esperava, as crianças estavam dormindo e logo ela mesma havia caído no sono.

O sonho de Rose começou em um belo campo florido com uma das gramas mais verdes que ela já havia visto em toda sua vida. Ela vestia sua calça jeans favorita e uma regata branca acompanhada de seu belo cardigã azul marinho. Se sentia tão confortável e feliz ali. Seus filhos também estavam em seu sonho, rindo e correndo como sempre faziam. Era como se ela estivesse tendo uma visão celestial de sua bela e pequena família até que como de repente, o tempo mudou. Os pássaros voaram com gritos de aviso, o céu escureceu... Uma tempestade certamente estava vindo. Era melhor encontrar um abrigo depressa, mas quando ela olhou para as crianças, elas não estavam mais lá.

“Artemis! Spectrum!” Gritou desesperadamente e começou a procura-los em volta.

Preocupada, ela começou a correr, procurando-os por todo o campo ao seu redor, tropeçando e respirando ofegante até que caiu de cara no chão. Estava prestes a levantar quando viu a sua frente as crianças correndo na direção de um homem alto e loiro... Elas tinham as mãos estendidas para pegar nas mãos dele, mas quando se aproximaram o suficiente, desapareceram.

“Não! Não!” Gritou Rose, se colocando de pé e correndo para atacar o homem. “O que você fez com meus filhos, seu...”

Ela travou onde estava quando viu quem era. Sua varinha estava apontada para ele e com o sangue fervendo, ela estava disposta a ataca-lo... Mas quando piscou, se encontrou a um palmo de distancia dele, o suficiente para ver seus traços com mais distinção.

Era impossível.

“Malfoy?” Falou baixo, quase como em segredo. “Mas você está morto há anos.”

O loiro riu, como se já estivesse zombando da cara dela outra vez, deixando-a extremamente vermelha. Ele não podia simplesmente crescer? Enquanto pensava no que deveria fazer, uma rachadura se abriu entre eles e estava aumentando de tamanho rapidamente, quase como um buraco negro que quisesse traga-los.

“Venha para cá!” Ele gritou, mas algo parecia segura-la daquele lado.

“Não posso!” Ela gritou de volta. “Eu nem mesmo sei quem você é...”

“Sim, você sabe, Rose.” Dentro dela, sabia que ele tinha razão. “Confie em mim.”

“Não! Você está mentindo... Você deveria estar morto!”

“Rose...”

“Eu não sei mais em quem eu devo confiar...” Choramingou, sentindo-se como Alice no País das Maravilhas. Ela já não sabia nem mesmo quem ela era.

“Você pode confiar em mim.” Insistiu. “Eu te prometo.”

Rose olhou para baixo, vacilando. A rachadura havia se tornado um grande abismo agora e ela sabia que iria lhe engolir. Quando seus olhos se voltaram para cima, Scorpius Malfoy ainda estava lá com os braços estendidos para ela.

“Pule para cá! Eu vou te ajudar...”

Ela pensou bem. Não tinha certeza se era seguro, mas resolveu arriscar. Tomou impulso e pulou... O resultado porém não foi como esperava e logo se viu caindo para dentro do grande abismo infinito.