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27 Where They Belong
Ele a largou na cama, caindo por cima dela.
— Desculpe por puxar seu cabelo. — Ela sussurrou, sua voz abafada e agitada enquanto ele tomava seus lábios em um beijo urgente, ela provando seu próprio gosto na boca dele.
— Sem problema. — Ele respondeu em igual tom, voz baixa, rouca e enérgica. — Vou trancar a porta. — Avisou antes de pular para fora da cama e rapidamente trancar a porta, a fim de que nenhum de seus filhos entrasse durante esse momento íntimo.
Wanda respirou pesadamente enquanto esperava Visão pular sobre ela novamente, seu corpo completamente nu e quente. Ela estava queimando e sabia que sua pele estava vermelha de calor. Observou ele tirar seu pijama e cueca, jogando-os no chão, sem se preocupar em ter o habitual cuidado com suas roupas. Visão normalmente era uma pessoa organizada, metódico, mas quando se tratava de fazer amor com Wanda, adorá-la, coisas como manter suas roupas organizadas eram completamente irrelevantes.
Ele subiu na cama e se acomodou entre suas pernas, apoiando-se com seus antebraços no colchão para não largar todo seu peso sobre ela.
— Está pronta? — Ele perguntou gentilmente. Wanda amava como ele continuava sendo tão gentil depois de todos esses anos. Ele sempre perguntava se ela estava pronta, se estava bem, ou, quando não perguntava, Wanda que guiava sua entrada ou pedia para ele o fazer.
— Sim. — Ela expirou.
Visão levou seus habilidosos dedos para acariciar seu clitóris enquanto novamente juntava seus lábios, porém parou seus movimentos no feixe de nervos quando Wanda engasgou e seu corpo levemente recuou.
— Você está bem? — Ele indagou com uma pontada de preocupação, porém ela estava sorrindo.
— Só sensível e pronta para gozar de novo, então... — Ela envolveu suas pernas no quadril dele, fazendo o membro de Visão encostar contra seu centro molhado e irradiando calor, um suspiro pesado foi compartilhado por ambos. — Só entre... devagar.
Ela pediu por fim, levando suas mãos para segurarem os lados do rosto de Visão, seus polegares acariciando suas bochechas enquanto o trazia para mais um beijo calmo para acompanhar a lenta entrada do pênis de Visão em seu corpo.
Wanda sentia sua respiração ficar presa nos pulmões e seu peito queimar, os músculos de seu pescoço tensionando, sua vagina parecendo extremamente sensível, tudo resultado da nova excitação pós-orgasmo. E o pênis de Visão, duro, quase inflexível, fazia o atrito a empurrar para o caminho de seu clímax.
Visão se sentia tão bem dentro de Wanda, seu pênis muito bem aconchegado dentro de sua vagina quente, úmida e deliciosamente apertada tanto quanto da primeira vez que tiveram relações sexuais. Era seu lugar favorito de estar. Exatamente onde eles pertenciam: um nos braços do outro.
Ele foi cuidadoso ao se movimentar, a respiração de Wanda falhando e seu movimento trêmulo dos quadris contra ele o avisando de que ela estava perto novamente.
— Ainda bem?
— Mais rápido. — Ela ofegou.
Wanda mantinha os olhos fechados e a boca entreaberta, sua respiração entrecortada audível junto de gemidos roucos e baixos. Visão segurou com as duas mãos a sua cintura, aumentando a velocidade com que a penetrava. Reclinou-se mais sobre seu belo corpo, cada estocada sendo mais profunda que a anterior, criando um atrito em seu clitóris e arrancando graciosos gemidos de Wanda, seu rosto se contorcendo no que poderia ser dor se não fosse prazer.
Visão a olhava, admirava-a como sempre. Ela era tão linda, sempre, e ainda mais quando ele estava enterrado dentro dela, dando-lhe prazer e fazendo-a gozar.
Os gemidos de Wanda aumentaram levemente, ficaram mais arrastados e ela deliberadamente se empurrou contra Visão, suas pernas trancando seus quadris enquanto ele estava profundamente dentro dela, seu interior tremendo e resistindo no pênis de seu noivo enquanto atingia seu pico, sua vagina vibrando em torno de seu membro. Visão gozou quase inesperadamente, apenas o aperto interno de Wanda em seu pênis sendo o suficiente para empurrá-lo para um forte orgasmo.
Ele largou seu peso sobre ela enquanto ainda balançava levemente dentro dela, aproveitando lentamente o final de seu clímax.
A respiração de Wanda, antes difícil e presa em seus pulmões, soltou-se e ela ofegava. Seu pescoço tensionado e seu peito ardente pareciam ter amolecido e esfriado. Ela se sentia desossada. E completamente saciada. Ter Visão assim, tão íntimo, tão bem colocado dentro de seu corpo, era uma das melhores sensações que ela já sentiu em sua vida, uma de suas favoritas – se não a favorita.
Wanda sentia sua vagina ainda mais sensível, porém amava ter Visão dentro dela, e ele não se mexeu para sair, ficando exatamente onde estava, com seu rosto enterrado em seu pescoço. Ela respirou algumas vezes para recuperar o fôlego perdido, acariciando as costas daquela divindade que a abraçava ternamente.
— Acho que vou precisar tomar outro banho. — Ela sussurrou, quase baixo demais para ser ouvido, mas Visão era capaz de ouvir até mesmo seus pensamentos.
— Amanhã. — Ele respondeu, levantando sua cabeça para beijar os lábios de sua amada. — Hoje eu quero que você fique comigo, aqui. — Ele beijou sua bochecha, de maneira tão casta que fez parecer pecado ela desejar seus lábios em diversos outros lugares de seu corpo...
Ele voltou a deitar com sua cabeça no ombro dela, inalando o aroma de sua pele. Suas respirações pesadas era tudo o que eles podiam ouvir até que Wanda deu uma pequena risada. Visão levantou seu rosto para olhá-la interrogativamente.
— Acabei de perceber... — Ela disse sussurrando. — Que a Nat armou para o nosso “reencontro”. Eu fiquei brava com ela por ter mandado as crianças para a escola depois de receber as fotos... eu fiquei assustada. — Ela fez uma rápida pausa enquanto fitava o teto antes de continuar. — Mas acho que ela só queria ajudar. Acho que ela deixou o abajur e o lençol limpo sobre a geladeira, além de ter feito com que Carol levasse as crianças para tomarem sorvete, então teríamos mais tempo.
— Então eu tenho que agradecer ela por isso. — Ele sorriu e beijou Wanda em seus lábios, calmamente.
Visão depositou uma sequência de curtos beijos em sua boca antes de se mover para sair de dentro dela, deitando-se ao seu lado e puxando-a para um abraço. Wanda se aconchegou em seus braços e descansou sua cabeça em seu peito.
— Vis.
— Sim, querida?
— Você acha que estamos sendo... imprudentes por estarmos... só fazendo...
— Amor? — Ela sorriu e olhou para cima, encontrando aquele par de olhos azuis a encarando junto de um sorrisinho nos lábios do seu anjo. Visão suspirou e depositou um beijo no topo de sua cabeça, puxando-a mais perto ainda em seu abraço. — Bem, provavelmente temos muitas questões para nos preocuparmos, para efetivamente pensarmos, mas, cientificamente, fazer sexo libera hormônios como endorfina e ocitocina, ou seja, diminui o estresse e a ansiedade. E estamos definitivamente precisando disso.
— Então, cientificamente, nós estamos cuidando da nossa saúde.
— Exatamente. — Eles sorriam simultaneamente e Visão não pôde, e nem quis, evitar beijar Wanda de novo, dessa vez em seus lábios. — Além disso, não estamos fazendo apenas sexo. Estamos fazendo amor.
— O que é muito melhor. — Ela sussurrou e encostou seus lábios nos dele, tão calmamente que era como se estivesse tentando beijar sua alma.
Quando encontravam seus lábios, também beijavam suas almas.
Wanda deitou sua cabeça no travesseiro, Visão mudando para ficar reclinado por cima dela, uma súbita vontade de beijá-la tomando conta de si por completo. Eles permaneceram assim, beijando-se, seus lábios provando um do outro, línguas invadindo suas bocas, dançando uma melodia inaudível, mãos delicadamente segurando seus corpos perto.
É, eles definitivamente precisavam disso.
Em dado momento, enquanto sentiam seus gostos misturados no fundo de suas gargantas, Visão voltou a deitar na cama e Wanda se reclinou sobre ele, beijando-o uma última vez profundamente antes de se separarem e tomarem fôlego, ela voltando a deitar sua cabeça no peito dele.
— Vis?
— Wanda. — Ele expirou seu nome como um mantra.
— Se vamos nos mudar logo, então foi um desperdício de dinheiro ter comprado os móveis, não?
— É uma nova mudança temporária. — Ele respondeu, acariciando a pele macia das costas de sua noiva. — Podemos guardar tudo e depois, quando nos estabilizarmos, poderemos mudá-los para nossa casa. Nossa casa definitiva.
Ele sentiu Wanda o apertar com mais força e suspirar lentamente, porém, não era um suspiro de nervosismo ou frustração, era de alívio.
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