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36 The Symbol


Notas iniciais
Hey guys! Houve algumas mudanças de rumo da história hahahaha Para falar a verdade, estou bem insegura com essa parte da história, mas espero que ainda seja satisfatória. Boa leitura! :D

Wanda realmente não queria vestir seus filhos com roupas semelhantes às dela, mas eram as únicas postas no banheiro. Já fazia dois dias, considerando que era de noite, que seus filhos não tomavam banho, assim como ela até momentos atrás quando Strucker lhe ordenou que fizesse.

“Ordenou”. Ordens. Essa ideia de que ainda seguia as ordens de Strucker nauseava Wanda, mas ela não podia deixar-se levar por esses pensamentos. Ela não estava seguindo as ordens dele, estava apenas jogando conforme as regras dele. É diferente.

Com cuidado ela penteava os longos cabelos loiros de Sophia, sentada em sua frente na cama, de costas para sua mãe, brincando com seu cachorrinho de pelúcia. Wanda, sentada de pernas cruzadas sobre o colchão, atropelava mil pensamentos enquanto tentava se manter calma perante a situação em que se encontravam, e ter David deitado em sua coxa esquerda e Elizabeth encostada contra si ao seu lado direito era mais um reforço para manter-se controlada.

Sendo completamente sincera, Wanda estava aliviada, de certa forma, pois Elizabeth gostara tanto do walkie-talkie que ganhou de seu pai que o guardou no bolso canguru de seu pijama antes de dormir, e ele acabou vindo junto quando Strucker – melhor dizendo, os capangas dele – sequestraram Wanda e as crianças durante seu sono induzido por, conforme o barão disse, um gás. Talvez “aliviada” não seja a palavra certa, mas sim “esperançosa”.

Sophia também trouxera algo a mais além de seu cachorrinho, nele estava enrolado o colar que havia ganhado de Agnes. Inútil no momento, mas curioso como a menina gostara do presente, e ainda mais curioso pelo significado dele. “Para obter o poder que precisa.” Ela levou a sério o que Agnes disse. Por um lado, era bom. Ela estava sendo forte e ainda não demonstrara nenhum sinal de pânico. E David, felizmente, não teve nenhuma nova crise asmática.

— Mãe? — Chamou Elizabeth, em suas mãos o leãozinho de pelúcia.

— Sim? — Wanda proferiu, rapidamente mirando sua filha com o canto dos olhos antes de continuar focada nos cabelos de Sophia.

— Nós vamos para casa logo?

A simples pergunta da menina fez Wanda sentir um novo aperto no coração, ou quem sabe fosse um nó na garganta. De qualquer forma, Wanda adorava a mentira “Tudo vai ficar bem”.

— Sim. — Ela respondeu sem mais complementação.

— Quando? — A filha insistiu no assunto.

Não era a primeira vez que estavam em uma situação semelhante. Quando os gêmeos tinham quatro anos, e Elizabeth tinha três, eles passaram quase um dia inteiro presos em um quarto de hotel. Foi o dia em que os capangas de Strucker pegaram eles a primeira vez, logo após contatarem a polícia. Aquele dia foi muito tumultuado e assustador, principalmente para crianças de quatro e três anos.

— Logo. — Wanda respondeu novamente sem dar detalhes.

A segunda vez que estiveram em uma situação semelhante, foi quando os gêmeos tinham sete e Elizabeth tinha seis anos. Não haviam ficado muito tempo com Strucker, que, daquela vez, havia dado as caras. Foi cerca de um ou dois dias, Wanda não sabia precisar. Depois, ela e Visão acabaram por contar às crianças o motivo de estarem sempre se mudando, sempre evitando contato com outras pessoas e quem era aquele homem que os perseguia. “A mamãe estava em um momento ruim e fez negócios com uma pessoa ruim e agora essa pessoa não quer deixar nós nos afastarmos dela” foi o que disseram. Tecnicamente, era verdade.

— Não pode ligar para o papai? — Indagou David, seu ursinho de pelúcia esmagado junto ao peito, chupando o dedo polegar como um bebê.

Isso era um sinal. David era um menino muito inteligente, mas isso não significava que ele não pudesse ficar assustado em uma situação como a que se encontravam. Chupar o dedo, encolher-se e deitar-se no colo de sua mãe era seu jeito de se sentir mais protegido. Wanda aprendera a ler seus filhos, por isso sabia que David sabia a resposta para sua pergunta, mas ele queria ouvir a doce mentira na voz de sua mãe:

— Ainda não, mas não se preocupem, nós ficaremos bem.

— Onde estamos? — Sophia questionou, surpreendendo Wanda pela tranquilidade de sua voz.

Considerando que Wanda não fazia ideia de onde estavam, recorreu a uma resposta mais ampla:

— Em um quarto de uma enorme mansão, provavelmente.

— Estamos em Nova Iorque? — A menina não pareceu achar a menor graça ou satisfação com a resposta anterior.

— Não tenho certeza, mas é bem provável que sim.

— Estamos perto do papai? Nós poderíamos chamar ele pelo walkie-talkie.

Mais uma vez o coração de Wanda ela socado como um saco de pancadas. Seus filhos eram esperançosos, assim como ela, porém ela tentou por bastante tempo entrar em contato com Visão ou qualquer um que pudesse ter os outros walkie-talkies por perto, mas não recebeu nenhuma resposta. Ainda assim, ela tinha esperança de conseguir contato.

— Podemos tentar de novo.

Wanda deixou o pente sobre o colchão, os cabelos de Sophia já bem lisos ainda que um pouco molhados. Elizabeth, que até então estava escorada em sua mãe, se afastou dela e prontamente começou a mexer nos botões do walkie-talkie.

— Alô? Alô? — Ela proferiu junto ao equipamento, atentamente observada pela mãe e pelos irmãos, David também levantara para olhá-la.

— Você tem que dizer “câmbio”. — O irmão disse à ela.

— Câmbio, tem alguém aí? Papai? Câmbio.

Mas nada. Ninguém respondeu.

O quarto brilhou com a luz de algum veículo passando próximo à casa. Wanda se levantou da cama, deixando que seus filhos se revezassem para tentar chamar o pai pelo walkie-talkie, e caminhou até a janela, observando através do vidro um carro grande e preto com janelas escuras.

Estavam no segundo andar da casa ou mansão, seja lá o que fosse. O quarto onde seus filhos estavam e onde permanecem não tinha as janelas cobertas como o quarto onde Wanda estava antes, sendo possível ver boa parte do lado de fora. Em contrapartida, quase nada podia ser visto, apenas árvores, uma grade cercando a casa e um pátio onde o carro que acabara de chegar estacionara.

Entretanto, algo chamou a atenção de Wanda. Um símbolo desconhecido e um nome conhecido, pintados na lateral no automóvel: Indústrias Ultron.

Subitamente, o símbolo não era tão desconhecido. Não era nem um pouco desconhecido. A pessoa que estava naquele carro matara seu irmão.

Notas finais
Vou tentar manter postagens semanais ou quinzenais, aos sábados ou domingos.