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15 The Detective Duo
Notas iniciais
“Thor vai vigiar. Vou atrás de Sam e Agnes. Carol vai levar as crianças para tomarem sorvete. Aproveitem ;)”
Natasha enviou a mensagem para Wanda. Era extremamente entediante ficar do lado de fora da porta do apartamento temporário, mas era necessário, já que mesmo estando na frente do prédio, alguém entrou e encontrou Wanda e as crianças. Felizmente, era apenas uma suposta ameaça, não um sequestro a ser executado.
Thor surgiu dobrando o corredor, vindo das escadas. Acenaram um para o outro em cumprimento.
— Mantenha certa distância da porta. Eles estão se reencontrando. — Ela avisou em tom baixo com um sorrisinho no canto dos lábios.
Thor captou a mensagem e assentiu, escorando-se na parede de frente para a porta do apartamento, um pouco mais à diagonal, para não ouvir nada que violasse a privacidade do casal lá dentro.
Natasha seguiu pelo corredor rumo à saída.
~ ♡ ~
— Quem que bagunçou tudo aqui? Foi a Agatha e mais ninguém...
— Com licença?
— Oh olá, querida. Posso ajudá-la?
— Procuro pela Agnes.
— Euzinha.
— Oi. Eu sou amiga da Wanda.
A expressão de Agnes mudou de tranquilidade para preocupação.
— Wanda! Sim. Ela está bem? As crianças estão bem? Oh Deus! Não consegui falar com ela.
— Estão todos bem. — Natasha a olhou com leve desconfiança, porém a mulher parecia genuinamente preocupada. — Podemos conversar em particular?
— Claro! Ralph! Cuide da freguesia! — Natasha não conseguiu ver o homem, mas deduziu que fosse o com uma touca branca de cozinheiro na cabeça, cujo rosto permaneceu escondido. — Por aqui, querida.
A ruiva seguiu a mulher para trás do balcão, adentrando uma antessala, a cozinha, e cruzando-a até outra sala, a despensa.
— Então... Você está bem? — A Capitã perguntou, percebendo que a outra voltou a sorrir levemente.
— Sim, e você?
— Não... Digo, Wanda mencionou que algumas pessoas talvez tenham a procurado. Quem sabe perguntando sobre ela? Ou as crianças?
— Ah sim! Vieram uns homens aqui. Fizeram várias perguntas, queriam saber onde a Wanda e as crianças estavam, o que Wanda havia me contado e não sei mais o que... Eu fiquei tão assustada! Wanda me ligou, mas eles disseram que eu não deveria deixá-la vir para cá. Eu sabia que ela estava com problemas, mas eu não podia ajudá-la... não podia. Você sabe, eles me matariam.
Agnes tinha as sobrancelhas abaixadas, lamentando sua incapacidade de ajudar Wanda quando ela precisou, suas palavras eram verdadeiras para Natasha.
— Eles machucaram você? — Ela questionou calmamente.
— Não, não. Apenas mandaram que eu não me aproximasse de Wanda novamente. Então... você sabe... eu fiquei longe.
— Entendo.
— Foi tão assustador! E foi há dois dias!
~ ♡ ~
As crianças entraram agitadas no estabelecimento.
— Espero que valha a pena ter vindo de tão longe até aqui. — Proferiu Carol, entrando por último.
— Vale sim! — David afirmou, logo sentando-se em um banco do balcão, seus irmãos se juntando a ele.
— Boa tarde... Hey! Olha quem está aqui! — Vocalizou Rocket secando as mãos em um pano e jogando-o sobre o ombro.
— Eu atendo esses aqui. Volte lá para trás. — Proferiu uma mulher com rosto inexpressivo e voz firme, vestindo um avental azul.
— Você não é minha mãe! — Ela o encarou ameaçadoramente. — Eu vou lá pra trás, mas não porque você mandou, mas porque eu quero!
Ele saiu, obedecendo a ordem da mulher.
— O que desejam? — Ela indagou para Carol e as crianças.
— Vocês têm sorvete? — A loira perguntou.
— Sim.
— Nebulosa! Pode vir aqui? — Soou uma voz grossa masculina vinda da cozinha para onde Rocket foi.
— Já vou! — A atendente de avental azul respondeu. — Árvore! — Um rapaz alto e magro, com uma camiseta escrito “Salve as árvores!”, olhou de onde estava, na ponta do balcão.
— Eu sou Groot. — Ele informou com um leve semblante irritado, como de um adolescente rebelde.
— Anote o pedido deles.
Ele assentiu e ela se retirou. O jovem parou em frente aos seis e esperou que dissessem o que queriam, anotando tudo sem dizer nenhuma palavra, depois assentiu e saiu.
Carol olhou para as crianças, todas sentadas lado a lado à sua esquerda, conversando animadamente umas com as outras.
— Oi?
Ela ouviu uma voz ao seu lado. Virou-se para a direita para ver uma mulher negra de cabelos cor de vinho. Carol levou alguns segundos até reconhecê-la.
— Srta. Gamora, certo?
— Isso. Não esperava encontrar vocês por aqui.
— Olá! — Disse um homem, reclinando-se para trás, já que estava do outro lado de Gamora, para que pudesse ser visto.
— Olá, Sr. Quill.
— Mas que tremenda coincidência, não? Acabamos de nos ver na escola e...
— Sim, sim, Peter. Oi, crianças. — Gamora o interrompeu e cumprimentou o quinteto, que se virou para olhá-los.
— Olá, Srta. Gamora e Sr. Quill! — Os gêmeos mais velhos proferiram em uníssono.
— Aproveitando a tarde antes de irem para casa?
— Vamos tomar sorvete! — Exclamou Elizabeth com um enorme sorriso.
Gamora apenas sorriu antes de voltar a olhar para Carol, seu sorriso desaparecendo lentamente. As crianças logo se distraíram outra vez, dando oportunidade dos adultos conversarem.
— Então, o que fazem aqui? Sei que eles não moram para esse lado. — Gamora questionou Carol, desconfiança presente em sua voz.
— Eles que insistiram. Já vieram aqui antes.
— Minha irmã me contou. Nebulosa. Ela reconheceu o uniforme quando eles saíram daqui ontem de manhã quando ela estava chegando.
— E vocês estarem rondando a Tropa Shazam deve significar alguma coisa. — Acrescentou Peter Quill, incluindo-se na conversa. — A escola não conseguiu contato com a Sra. Barnes, ela não levou nem buscou as crianças hoje, você e aquele cara alto não tão lindo estão sempre em volta deles. O que está acontecendo?
— Viraram detetives? — Carol falou, encarando-os por um momento. — No seu devido tempo, a Sra. Barnes irá explicar a situação. Por enquanto, apenas aguardem.
— Uau. Isso soou muito como coisa de filme. “Apenas aguardem.” — Quill a imitou. — Parece até uma missão secreta do governo. — Gamora o repreendeu com o olhar. — Desculpe, meu amor, parei. — Ele tinha os olhos levemente arregalados e a boca contraída em um sorriso contido.
~ ♡ ~
Após algumas vezes batendo na porta, ela finalmente foi aberta por um homem negro, vestindo um pijama, seu rosto todo machucado e uma muleta sob o braço direito.
— Nat.
— Sam.
Ela se aproximou e o abraçou o melhor que pode, com cuidado para não o machucar mais.
— Como estão Wanda e as crianças? Não machucaram eles, certo? Eles precisam sair daqui. — Ele dizia enquanto Natasha fechava a porta atrás de si ao entrar no apartamento dele.
— Eles estão bem. Visão voltou. Em breve estão saindo daqui. — Ela informou, dando uma rápida olhada no local mal iluminado antes de se virar para ele e analisar seus ferimentos faciais. — Eles te pegaram de jeito.
Sam abaixou a cabeça antes de voltar a olhá-la.
— Isso ultrapassou todos os limites. — Ele disse em tom pesaroso. — Tudo bem quando eram só ameaças, mensagens, rostos na multidão. Até mesmo a perseguição pelas ruas, metrôs, qualquer coisa, mas isso? Eles passaram do limite quando fizeram isso. — Ele apontou para seu próprio rosto machucado. — Poderia ter sido Wanda. Poderia ter sido uma das crianças. Você sabe que, cedo ou tarde, será um deles.
— Eu sei. É por isso que estão indo. — Natasha se pronunciou em voz baixa, pensando sobre até aonde Strucker iria para ter Wanda e seus filhos de volta. E quantas pessoas se machucariam nesse processo. — Vamos mantê-los seguros.
Sam suspirou e balançou a cabeça.
— Você sabe que, se ele quiser, ele pode alcançá-los a qualquer hora. O problema é o que vem depois. O que vem depois, Nat?
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