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9 The Call


Notas iniciais
Olá olá! Antes de tudo, quero agradecer aos leitores que estão acompanhando essa fic, inclusive aos fantasminhas fiéis! E principalmente quero agradecer em especial a Vanilla por todo o seu carinho por Home! Você foi o "up" para eu terminar esse capítulo! ♥ Obrigada, anjo! Espero que curtam esse cap! :D

— Onde você está? — O garoto perguntou com voz embargada, o choro tomando conta.

Em um segundo Wanda estava ao seu lado, pegando o celular com mãos trêmulas e o coração palpitando. Levou o aparelho ao ouvido ansiando por ouvir a voz de seu noivo após meses sem terem contato.

— Vis? — Seu nome escapou por entre seus lábios, a ansiedade deixando a mente de Wanda impaciente ainda que Visão não tenha levado mais que um segundo para responder:

— Wanda?

Seu coração se inundou de alívio e felicidade. As crianças estavam estáticas ao seu lado, o choro de uma contagiando o grupo inteiro que começava a soluçar baixo, porém incontrolavelmente. Os olhos de Wanda embaçaram-se quando as lágrimas emergiram, ameaçando caírem a qualquer momento.

— Vis. — Ela sussurrou, seu nome era a única coisa que vinha a sua mente.

— Wanda... — Ele soltou o ar dos pulmões como se o prendesse há muito tempo. — Eu precisava ouvir a sua voz. — Disse com tom de alívio. — Wanda?

— Sinto sua falta. — A voz de Wanda não saiu muito mais alta que antes. — Nós sentimos sua falta.

— Eu também sinto sua falta... de todos vocês. — Ele fez uma pausa por o que pareceu uma eternidade para Wanda, mas antes que ela pudesse o chamar, ele prosseguiu. — Eu estarei aí em dois dias. — Wanda soltou o ar que nem percebera que segurava e passou a mão pelo rosto molhado pelas lágrimas que não notara cair. — Como você está? Como estão nossos filhos? — Não eram perguntas de praxe, a preocupação estava presente em sua voz.

— Estamos bem. — Ela se virou para os filhos, seus soluços diminuindo e tornando-se em fungadas contínuas. — Estão com saudades também.

— Eu também... eu também. Tem sido cada vez mais difícil dormir longe de vocês. — Ele suspirou profundamente.

— Quer falar com eles? — Wanda viu os olhos dos filhos se erguerem e observarem-na ansiosos.

— Sim, por favor.

Wanda sorriu ao ouvir Visão dizer “por favor” mesmo quando não era necessário e entregou o celular a David que o agarrou rapidamente, levando-o a orelha.

— Pai?

— Oi, amigão. Como você está?

— Quando você volta?

— Depois de amanhã, não vai demorar.

— Eu te amo, vou passar para Soph.

O menino deu o celular à gêmea sem esperar por uma resposta do pai.

— Pai, é a Sophia, eu amo você.

— Oi, princesa. Eu também amo você.

— Eu sinto sua falta, volte logo, por favor.

— Eu vou, eu prometo.

Sem se despedir, entregou o aparelho a irmã mais nova.

— Oi, papai, é a Lizzie! — Ela disse alto. — Eu quero que você volte logo.

— Eu vou, bonequinha. Eu te amo muito.

— Amo você! Tchau.

Wanda sorriu ao ver as crianças praticamente repetirem o que as outras diziam, embora elas dissessem de forma sincera.

Tommy pegou o celular antes de Billy e levou-o ao ouvido como seus irmãos fizeram.

— Papai. Papai! — Ele apenas repetiu-se, a segunda vez mais alto que a primeira.

— É o Tommy. — Wanda puxou a mão junto com o celular para informar Visão e direcionou-a novamente na orelha do filho.

— Tommy! Eu sinto tanta saudade sua!

— Eu também. — Ele balbuciou, balançando um boneco do Batman na outra mão. — Tchau, papai. Volta para casa logo! — E entregou o celular para a mãe, que colocou junto a orelha de Billy que deixou que a mulher o segurasse.

— Diz “Oi” para o papai. — Wanda falou ao filho, mas ele ficou em silêncio olhando para um dinossauro de brinquedo em suas mãos, seus olhinhos marejados. — Ei, o papai está com saudades.

— Billy? — Visão o chamou, pôde ouvir que o menino estava com dificuldade para conversar com ele, talvez fossem os sentimentos confusos para uma criança de cinco anos. — Billy, está me ouvindo?

Ele balançou a cabeça afirmativamente.

— Ele não pode te ver, querido. — Wanda informou o garoto.

— Sim. — Finalmente ele disse algo.

— Eu amo você tanto, tanto.

Billy soltou o brinquedo e seu rosto se contorceu enquanto as lágrimas começaram a cair, afastando-se do celular e envolvendo seus pequenos braços ao redor do pescoço de Wanda, seu choro se tornando alto e audível para Visão.

— Ele sente muito a sua falta. — Disse Wanda ao celular enquanto abraçava Billy com o outro braço.

— Diga a ele que eu também sinto saudades. — Ele fez uma pausa rapidamente. — Eu tenho que desligar agora.

— Tudo bem. — Wanda deu um curto suspiro. — Amamos você.

— E eu amo todos vocês. Até breve.

A ligação foi encerrada e Billy foi devidamente consolado. Sophia foi ao banheiro, David abriu a geladeira e Elizabeth voltou a mexer em seus pertences dentro dos sacos de lixo, já Tommy voltou a brincar com seu brinquedo e o do irmão até ele largar de sua mãe e reivindicar sua posse.

Wanda guardou o celular em sua bolsa. Dois dias. Visão estaria ali em dois dias. Depois de seis meses, dois dias.

Ela sorriu com essa perspectiva.

~ ♡ ~

Sentados no sofá, David e Sophia seguravam com uma mão uma fatia de pizza cada um enquanto com a outra mexiam no controle remoto, apoiado em suas pernas, de seus carrinhos. Na cama, Elizabeth e seu Buzz Lightyear aliaram-se a Tommy e seu Batman para lutarem contra o Tiranossauro rex de Billy, suas fatias de pizza sendo lentamente ingeridas quando se lembravam delas.

Wanda lavava alguns talheres para que pudessem utilizar nas próximas refeições; ao enxaguar os últimos garfos e fechar a torneira, secou suas mãos e parou por um momento para recolocar e analisar o anel de noivado no dedo anelar da mão esquerda. A luz não muito forte ainda fazia-o brilhar. Banhado a ouro branco, minúsculos diamantes preenchiam uma meia lua do círculo, no meio dele, um diamante maior muito bem lapidado. Wanda não o tirava para quase nada.

Visão lhe dera pouco depois do nascimento dos gêmeos caçulas. Já estavam juntos há mais tempo antes disso, porém decidiram esperar pelo casamento. Queriam amigos e familiares no grande dia, mas ambos estavam brigados com suas famílias. Além disso, Strucker volta e meia dava um sinal de vida, e isso era mais um empecilho para a realização do casamento.

O tempo passou e quando Visão precisou se afastar com urgência há seis meses, ele prometera a Wanda que após seu retorno eles não adiariam mais o tão sonhado casamento. Na época, nenhum dos dois sabia quanto tempo ele ficaria afastado. Felizmente, apenas mais dois dias.

O carrinho de controle remoto batendo em seu pé incessantemente tirou-a de seus pensamentos. Sophia controlava o carrinho, amarelo chamativo e com faróis que acendiam luz branca, continuando a bater nos pés de sua mãe.

Wanda não a repreenderia por isso, era desnecessário e nem um pouco grave. Ela olhou para a filha por cima do ombro, era bom vê-la sorrir, ver todos eles sorrindo. Foi quando Wanda lembrou de que precisava conversar com a menina sobre o motivo pelo qual teve um ataque de pânico no dia anterior.

Ela ficava muito preocupada quando isso acontecia. Sophia era uma menina muito querida e alegre, embora muito tímida muitas vezes, e os ataques de pânico começaram com cerca de quatro anos de idade, pouco depois de Strucker conseguir alcançá-los pela primeira vez. Não ocorriam com muita frequência, porém ainda eram preocupantes e certamente a menina deveria ir a um psiquiatra. Tanto Wanda quanto Visão – e provavelmente todos os seus amigos – sabiam que ela e seus filhos deveriam ir a um psiquiatra, mas ainda não era um momento seguro para ir. As crianças poderiam dizer algo que, embora não intencionalmente, pudesse consequentemente se tornar caso de autoridades de Proteção à Criança.

Wanda não era uma mãe ruim, muito pelo contrário. Ela era amorosa e protetora, possivelmente a melhor mãe que seus filhos poderiam querer, mesmo que ela não pensasse isso.

— Hora de dormir. — Ela disse e houve protestos por parte do mais velho, já os demais apenas continuaram brincando enquanto começavam vagarosamente a se mexer, cumprindo com a ordem de sua mãe.

Nesse momento, Wanda olhou para a cama de solteiro e ponderou sobre a qualidade de sono que seus filhos teriam ao dormirem amontoados. Mas, uma cama é melhor que cama nenhuma.

Um envelope surgiu por debaixo da porta, David o pegou rapidamente por curiosidade.

— Não sei o que é. — Ele disse após olhar para o papel em branco, sem remetente ou destinatário.

Wanda pegou o envelope e abriu-o, dentro dele somente havia duas fotos polaroid. Ela retirou as duas e olhou-as, um sorriso brotando em seus lábios.

Uma das fotos era de Wanda com os cinco filhos em um dia ensolarado num parque. A outra foto era apenas de Wanda e Visão, no mesmo parque, sentados no chão, Wanda entre as pernas dele, ele a abraçando, seus rostos juntos enquanto observavam o anel no dedo da jovem.

O sorriso no rosto de Wanda não se desfazia, ainda mais com o pensamento de que Visão enviara as fotos como um prelúdio de seu retorno.

— Tem alguma coisa escrita atrás. — Disse Sophia, apontando para uma das fotos.

Wanda virou a fotografia e o sentimento de felicidade se expandiu ainda mais por seu peito ao ler a palavra “Logo”.

Visão estaria logo junto com eles novamente.

Notas finais
Então, minhas ideias concretas eram só até a ligação kkkkkk Daqui pra frente é um mistério para mim também, mas já tenho algumas cenas que quero incluir. As próximas atualizações podem demorar mais, mas espero que não desistam dessa fanfic! Prometo tentar agilizar as coisas! Aproveito aqui para dizer que com o passar do tempo, finalmente estou sentindo a dor da despedida entre a Wanda e o Visão em WandaVision. Destruidor, caros amigos. QUE NINGUÉM TRANSFORME MINHA WANDINHA EM VILÃ NOS PRÓXIMOS FILMES, SENÃO EU DESTRUO TUDO PELA FRENTE!!! Até mais!