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12 Appreciate


A noturna Edimburgo possuía um clima frio que afugentava seus cidadãos dentro de suas casas, deixando a jovem garota ser a única alma viva nas ruas desertas. Ela e os dois pequenos pacotinhos que pareciam miar feito gatos em seus braços. Seus bebês mal agasalhados sob o sereno gélido. Ela mesma possuía apenas um fino vestido branco para cobrir seu corpo fraco.

Subindo a rua de pedras, um rapaz alto de cabelo loiro, vestindo um sobretudo marrom, que não notou sua presença até que parou com um susto ao deparar-se com sua fraca e abatida silhueta encolhida junto a parede de uma loja.

— Deus...

— Não. — Um gemido de dor sucedeu a tentativa da jovem mulher de mantê-lo afastado.

— Deixe-me ajudá-la... — Ele ofereceu a ela, que murmurou algo em uma língua desconhecida. Quando ele tentou se aproximar dela, ela violentamente recuou, fazendo-o afastar-se imediatamente e temer que ela tivesse batido forte com a cabeça contra a parede de pedra. Os bebês começaram a chorar, provavelmente assustados. — Meu nome é Visão. Qual o seu nome?

Ele parou por um momento para fitar os olhos molhados dela. Seu rosto era obscuro por conta da noite, as luzes dos postes ao seu redor não alcançavam a face temerosa da mulher.

Um alto barulho de pneus sendo arrastados foi ouvido, provindo de algumas quadras adiante dali. O tal Visão viu quando os olhos dela se arregalaram e sua respiração tornou-se rápida e errática.

— Ajuda! — Ela pediu, um forte sotaque marcando presença. — Por favor...

Sem pensar duas vezes, Visão a envolveu com seus braços e trouxe-a para cima, em pé. As pernas dela fraquejaram, mas ela não teve a oportunidade de cair, pois Visão ainda mantinha seu aperto em volta de seus braços.

Com cautela, para não machucar os bebês nem a moça, Visão os levou rua abaixo de onde havia vindo, mantinha um ouvido atento ao som de carros correndo que ficava cada vez mais perto.

— Aqui. — Ele disse a direcionando para um beco escuro.

A jovem, por um momento, pensou que havia sido uma má ideia ter pedido e aceitado ajuda desse estranho que agora literalmente a empurrava para um beco sem saída, porém esse pensamento foi dissipado quando eles se esconderam atrás de uma enorme caçamba de lixo e carros cruzaram em frente ao beco poucos segundos depois.

Os bebês ainda choramingavam, mas quem quer que estivesse conduzindo os carros, não dirigia devagar o suficiente para ouvir o choro.

Visão estava em pânico.

Do nada. Isso havia acontecido do nada. Nunca, absolutamente nunca, ele teria imaginado que estaria em uma situação semelhante a essa.

Após longos minutos parados ali, a jovem balançando os bebês na tentativa de acalmá-los, Visão finalmente falou alguma coisa:

— Eu vou ligar para alguns amigos virem nos buscar. — Ele observou ela o olhar ainda com receio, mas em compreensão. Isso é bom, falavam o mesmo idioma. Ou, ao menos, entendiam-se. — Quer que eu segure um deles? — Ela recuou novamente e apertou os bebês contra si protetoramente. — Tudo bem. — Visão levantou as mãos como se mostrasse que estava desarmado, afastando-se dela.

Ele pegou seu celular e procurou por um número específico. Expirou e inspirou algumas vezes enquanto chamava.

— Wanda. — A moça disse e ele a olhou. — Meu nome é Wanda.

Uma batida na porta. Natasha parecia saber quando Wanda estava divagando, aparecendo sempre na hora para interrompê-la.

A jovem levantou da cama sem muito entusiasmo e caminhou até a porta quase sem vontade. Abriu-a esperando encontrar, no mínimo, uma Natasha trazendo seu café da manhã.

Um homem.

Alto, magro, loiro.

Visão.

Wanda sequer conseguia se mexer enquanto sua mente se embaralhava e seu coração acelerava em seu peito.

— Um pouco adiantado. — Visão disse, dando um passo para dentro do apartamento e segurando com as duas mãos o rosto de Wanda, parando apenas por um segundo para encarar aqueles olhos verdes brilhantes antes de juntar seus lábios.

Os lábios dela... Macios, tinham um sabor específico e inigualável. A cada milésimo de segundo em que suas bocas se tocavam, mais ansiavam por beberem-se um do outro. O beijo somente foi quebrando quando a necessidade por ar os alcançou.

Encostaram suas testas juntas, suas respirações eram profundas e Visão poderia chorar nesse exato momento ao sentir, pela primeira vez em tanto tempo, o doce cheiro de Wanda novamente.

A porta foi fechada e trancada. Por qual dos dois? Nem eles sabiam.

Seu foco estava um no outro. A necessidade suprimida durante esses seis meses finalmente emergindo de seu interior. Seus lábios novamente grudados, dessa vez o beijo era mais urgente.

A mala que Visão trazia dependurada no ombro foi largada sobre o sofá. As mãos de Wanda correram para tirar o casaco dele, dispensando-o no chão. Em seguida os botões da camisa social preta quase foram arrancados, e a peça de roupa fora descartada.

Wanda tocou a pele nua de Visão com as palmas das mãos, afastando novamente seus rostos apenas para olhá-lo. Enquanto ela observava seu torso, sentindo sua pele levemente quente sob suas mãos, Visão admirava suas feições. Ela continuava sendo a mulher mais linda que ele já vira.

Delicadamente, Visão afastou os cabelos de Wanda de seu pescoço para depositar ali um beijo singelo. Mais se seguiram e suas mãos, antes na cintura da moça, subiram para retirar o cardigã que ela vestia, em seguida cruzou suas costas até o zíper do vestido cor linho que ela usava. Abriu-o e puxou as largas alças para soltá-lo do corpo dela, deixando-o cair aos seus pés, as mãos dela afastando-se de sua pele apenas para livrar-se das roupas.

O olhar de Wanda subiu para encontrar o de Visão. As mãos dela tocaram novamente seu torso, as dele voltaram a repousar em sua cintura.

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios dela, fazendo Visão também sorrir. Em algum momento enquanto Visão a levava até a cama, ele acendera a luz do abajur – o qual Wanda sequer havia notado que estava sobre a pequena geladeira – e aproveitou para retirar seus sapatos, meias e calça.

Wanda o guiou para sentar na cama, retirando a cueca boxer antes disso. Sua calcinha fora descartada junto das sapatilhas, sentando-se no colo de Visão em seguida, cada perna de um lado do corpo dele, suas intimidades tocando-se e causando um arrepio e desejo quase incontrolável.

Visão acariciou a pele lisa da cintura de Wanda, suas grandes mãos sentindo os pelos dela se arrepiarem ao seu toque. Seus olhos não saindo um do outro, era como se estivessem tentando agarrar suas almas profundamente através de seu olhar. Azul contra verde.

Wanda alcançou o fecho de seu sutiã e abriu-o, tirando a peça e largando no chão junto com as demais roupas. Ela viu os olhos de Visão caírem para seus seios, admirando-os com ternura. Ele a observava em adoração, como se ela fosse uma deusa grega. Ele a fazia se sentir desejada. De maneira pura e pecaminosa ao mesmo tempo.

Visão se inclinou para frente, depositando um pequeno beijo no mamilo do seio esquerdo de Wanda, segurando-o entre os lábios e passando sua língua lentamente sobre ele. Wanda soltou um suspiro baixo enquanto sua mão subiu para agarrar os fios dourados da cabeça dele, a outra arrastando suas unhas por seu ombro.

Sentia o pênis enrijecido de Visão roçar suas dobras já molhadas, fazendo seu interior vibrar em excitação. Seis meses sem sentir o toque dele... sem sentir os lábios dele...

Uma de suas mãos desceu por entre eles, indo ao encontro do clitóris dela. Wanda apertou as pernas, apenas não as fechando pois Visão estava entre elas. Um suspiro acompanhado com um baixo gemido escapou de sua garganta enquanto ele trabalhava delicada e precisamente nos pontos sensíveis de Wanda.

Era uma combinação de toques em lugares certos que a excitava profundamente, e Visão sabia de cor esses lugares. A respiração de Wanda estava cada vez mais irregular, seus quadris começando a moverem-se junto com a mão de Visão. Ele afastou sua boca do seio dela, levando um momento para tomar um fôlego mais longo, depositar um único beijo em seus lábios e envolver seu outro seio com sua boca, dando igual atenção a ele.

Wanda viu os músculos das costas de Visão se contraírem, um sinal de que ele estava tão excitado quanto ela, evitando que apressasse as coisas. Os toques ficaram mais firmes também, os dedos acariciando seu clitóris mais rápido, a língua pressionando mais e a boca devorando seu seio, dentes raspando levemente sua pele.

Visão teve consciência de seu pênis dolorido, necessitando de alívio imediato, e para que isso acontecesse nem foi preciso que Wanda tivesse feito qualquer coisa, apenas sua presença já o atraia de tal forma. Excitava-o.

Levando uma mão para parar os movimentos dele em seu clitóris, Wanda segurando em seu pênis duro, recordando-se do quão grande ele era, e o direcionou para sua entrada, escorregando-o para dentro devagar com facilidade.

Eles ficaram parados, Visão soltara seu seio para admirá-la. Wanda arfava, sua boca entreaberta, seus olhos focados nos dele. Seu interior abraçava o membro tão bem desejado com boa vontade, fazendo Visão pensar que poderia gozar nesse exato momento, apenas de estar dentro de Wanda.

Ele soltou um grunhido quase inaudível quando Wanda, muito lentamente, subiu em sua extensão e desceu novamente. Ela fez isso de novo. E de novo... Ofegou quando seu clitóris encontrou atrito nesse vagaroso movimento. Os dedos das duas mãos de Visão apertaram firmemente na cintura dela ao passo em que seus quadris empurraram contra ela.

As mãos de Wanda seguraram os dois lados do rosto de Visão, trazendo-o para um beijo trêmulo e quente enquanto os movimentos aumentavam a velocidade.

Ela podia sentir suas paredes internas se fechando. O prazer se tornando quase doloroso enquanto buscava sua liberação. Visão puxou os quadris de Wanda de encontro com os dele, penetrando-a mais rápido, com mais força, mais profundamente que podia a cada estocada. O beijo foi quebrado, a respiração errática e os gemidos baixos involuntários saindo de suas bocas, misturados a suspiros descompassados.

Wanda não controlava mais seus quadris, empurrando-se para baixo o máximo que podia. Mais uma estocada foi o suficiente para ela sentir transformar-se em líquido, um grito baixo e arrastado acompanhando a vibração que sentia em seu interior. Sentiu um líquido quente a encharcar ainda mais, transbordando para fora de sua vagina, junto com um gemido rouco vindo de Visão quando ele gozou, esmagando seus quadris ainda mais contra ele enquanto sua vagina ordenhava seu pênis até a última gota.

Ambos respiravam com dificuldade. A cabeça de Wanda caindo para encostar sua testa no ombro de Visão. Ele recostou sua cabeça na cabeceira da cama. Corações acelerados, talvez até mesmo perigosamente doloridos, se não fosse pela atividade recém realizada, suspeitariam de enfarto. Suas peles irradiando calor, suor escorrendo e misturando-se. Wanda deitou a cabeça na dobra do pescoço de Visão e fechou os olhos, inspirando o cheio dele com vontade.

Visão beijou sua têmpora, envolvendo seus braços ao redor do corpo dela, mantendo-a junto dele. Permaneceu com seu pênis enterrado dentro dela, seu lugar aconchegante que conectava seus corpos intimamente, suas paredes ainda pulsando em torno de seu membro. Ele respirou o cheiro exalado por Wanda... floral, misturado com seus fluídos. Levou uma mão para emaranhar em seus cabelos castanhos, a outra acariciando suas costas. Wanda repousou suas mãos no peito de Visão, que subia e descia com sua respiração.

Nesse exato momento, eles colocaram o mundo no mudo. Ignoraram absolutamente tudo. Apreciaram tão somente a presença um do outro.

Notas finais
E fiquem com essa imagem linda deles apesar da qualidade não ser das melhores! Esse capítulo está pronto desde segunda, apenas fiz algumas melhorias, e já estou terminando o próximo, ou seja, em dois dias teremos nova postagem! :D Espero que tenham apreciado! :v