Notas iniciais
Capítulo contem Lime!
Enjoy!

Deitada com a cabeça no colo dele parecia que nada tinha mudado. Sentia-se como se estivesse em uma das férias de Hogwarts, quando Scorpius passava uma boa parte das férias com a família Weasley e os dois se deitavam na grama, longe dos olhares raivosos de Ronald Weasley, só para ter um momento ou dois sozinhos, antes de Dominique e Albus Severus chegassem, aos berros, com ideias idiotas para animar a noite.

Parecia que Nova York nunca tinha acontecido; sentia-se novamente com seus dezesseis anos, coisa que acontecia com certa frequência quando estava na presença de Scorpius desde a confusão do casamento de Vicky começou, e chegava por diversas vezes, se perguntar o aconteceria quando tivesse que voltar para a sua casa na América do Norte.

Balançou a cabeça em uma negação rápida, ignorando a linha de raciocínio, decidida que aproveitaria os minutos, tal como Dominique havia sugerido e ergueu a cabeça, puxando a garrafa com liquido amarelado da mão do loiro.

“Você deveria parar de beber, sabe?” Scorpius soltou, assim que Rose deu um longo gole do gargalo.

“Falou o cara que bebeu quatro garrafas de hidromel.”

“Sozinho” Completou Dominique, com um bufar alto, puxando o cigarro de menta das mãos do primo mais velho, o qual estava deitado com a cabeça sobre o short jeans da loira.

Se Molly Weasley ou qualquer outro – com uma exceção de George – os visse daquela maneira, certamente todos dali seriam deserdados.

Ninguém da família parecia ter conhecimentos sobre os hábitos dos mais novos, os quais sempre se comportavam muito bem no ambiente familiar, deixando os gostos para quando estavam sozinhos.

O fato era que, o casamento de Victoire e Teddy finalmente havia terminado. Por volta das duas da manhã, Vicky jogou seu buque de flores brancas, o qual caiu diretamente nas mãos da irmã mais nova, Dominique, que o jogou para longe assim que recebeu, dizendo que não se recusava a conjugar o verbo casar em sua vida. Logo após isso, não antes de uma breve discussão de James e Dominique, na qual o moreno dizia que se sentia quase que ofendido com aquelas palavras, os noivos partiram para a sua lua de mel. Um presente de todos os primos Weasley, que haviam juntado todos os seus galeões nos últimos meses, os noivos passariam uma semana na Grécia, local o qual Teddy sempre disse ter curiosidade de conhecer. Apaixonado por história, tal como seu pai, Remus, foi um dia, os dois partiram por um portal um pouco mais afastado da’Toca.

Com a ida dos noivos, os convidados começaram a se retirar gradualmente até que, por volta das três e meia, só restavam os Weasley mais novos e tio George, o qual foi praticamente expulso pelos filhos, para que este finalmente encontrasse o seu caminho para a cama.

Um bando de adolescentes, entre seus quinze à dezenove anos, com bebidas a vontade e fora do olhar dos pais, resolveram iniciar sua própria comemoração. Uma música qualquer soava dos alto falantes conjurados por James, do iPod de Dominique – um dos primeiros artefatos trouxa que a loira comprou assim que pisou em Nova York -.

E, ao que parecia, Rose e Scorpius não foram os únicos a se resolver naquela noite.

Nick e James pareciam estar juntos de novo, ou para os padrões confusos dos dois: aos xingamentos e implicâncias.

“Como se hidromel fosse forte o suficiente para deixar-me bêbado” Comentou com um suspiro baixo, fazendo a ruiva erguer as sobrancelhas.

“Isso quer dizer que eu sou considerada uma pessoa com baixa resistência alcoólica?”

“Rose com baixa resistência?” Severus perguntou, assim que voltou para a tenda, com mais algumas garrafas debaixo do braço. As colocou sobre uma mesa qualquer e sentou-se ao lado de Nina Longbottom, com um sorriso galanteador para a menina. “Acredito que não estamos nos referindo à Weasley ai” E com um acenar de cabeça, apontou para Rose que, em um gesto maduro, mostrou-lhe a língua.

“Vocês dois” Dominique apontou para o primo e o melhor amigo. “São dois chatos. Não a deixavam fazer nada, credo. Rose não faz isso. Rose não pode fazer aquilo. Não me admira que ela prefira a companhia de Joshua à de vocês.” Bufou.

Assim que pronunciadas aquelas palavras, Scorpius parou de beber no exato momento em que o nome de Josh chegou aos seus ouvidos. Como se passasse em câmera lenta, Rose viu a expressão do loiro se fechar, enquanto as bochechas assumiam um tom levemente avermelhado. Ergueu as sobrancelhas em um gesto que a Weasley conhecia muito bem.

“Certo” Ele bufou baixo. “Vocês duas falaram sobre esse cara milhares de vezes, só nas últimas duas horas e ninguém, se sequer parece que cogitou a ideia de dizer quem ele é.” E com mais um bufar, seus olhos encontraram os de Rose, a qual deu de ombros.

É claro que Scorpius estava exagerando. Deveria ser o segundo, no máximo terceiro, comentário que Dominique soltava sobre o loiro, a qual sempre recebia um olhar raivoso de Rose e uma risada baixa de Severus, como se esperasse que Scorpius perguntasse quem ele era. Ao que parecia, Albus Severus estava doido para saber aonde esta história iria levar.

Rose, na maior parte das vezes, sentia uma extrema necessidade de dar uns tapas na cabeça do primo, para que este parasse de quer colocar mais fogo nas coisas. Ambos conheciam muito bem o lado ciumento de Scorpius e nunca foi nada agradável ficar perto dele quando esse lado vinha à tona. Era, geralmente, o principal motivo das brigas dos dois.

“Hey! Vamos jogar alguma coisa?” Perguntou do nada, ignorando completamente a pergunta de Scorpius o qual suspirou baixo.

Ele sabia muito bem que Dominique e Rose sempre se protegiam. E que Nick tinha o dom de mudar de assunto do nada, fazendo com que todos se esquecessem de qual era o anterior com uma facilidade incrível.

“Qual é dessa necessidade de nostalgia das férias de Hogwarts?” James, como se tivesse lendo a mente de Rose, perguntou.

“Não é isso. É só que eu sinto falta dissoquando estamos em Nova York. Só Rose e eu não tem graça nenhuma.”

“Agradeço por ter me chamado de sem graça.”

“Não é isso... É só que, não é como se desse para nós duas jogarmos algo. Na maior parte do tempo em que saímos você está ocupada demais com outra pessoa. Isso me deixa bem nervosa, sabia?”

Pronto, Dominique mais uma vez havia aberto sua grande boca.

“Ocupada com quem?” Hugo soltou, quase que ingenuamente, lançando um olhar de puro ciúme para a irmã.

O Granger-Weasley mais novo sempre pareceu sentir um extremo ciúme de qualquer um que chegasse demais perto de sua irmã. Um lado super protetor, o qual Rose considerava completamente sem sentido.

Estava prestes a abrir a boca para soltar uma desculpa qualquer, quando Roxanne que já havia entendido onde tudo aquilo ia levar, soltou na tentativa de desvincular do assunto... Mais uma vez.

"Eu voto em jogarmos verdade ou desafio."

"Jogo da verdade é melhor." Hugo lançou um longo olhar para Rose, que revirou os olhos para o teto.

"Para que, Hugo? Precisa de um jogo idiota para finalmente se declarar para Lily Luna?" E sorriu satisfeita, ao perceber as orelhas do irmão mais novo assumindo um tom avermelhado rapidamente.

Eles sempre iriam implicar um ou o outro.

Lily, por outro lado, parecia mais interessada em observar o chão sujo no qual estava sentada do que encarar qualquer um ali na roda.

"Você quer se declarar para a minha irmã, Weasley?" James ergueu as sobrancelhas. "Vocês dois mal saíram das fraudas e acham que já podem se relacionar com alguém."

"Que eu saiba Jay, na minha idade você nem virgem era mais." Lily ergueu os olhos escuros para o irmão, o fuzilando. Detestava quando seus irmãos a tratavam como criança. Estava prestes a completar dezessete anos, não era como se precisasse deles para tomar conta dela.

"Não me diga que não é mais virgem, Lily Luna!" Albus Severus praticamente berrou, fechando as mãos como punhos ao lado de seu corpo.

Como se fosse algo involuntário, Hugo começou a ficar ainda mais vermelho, tal como Lily Luna que bufou alto e se levantou dali.

"Vou dormir. Boa noite para vocês, seus ridículos."

Hugo se levantou logo em seguida e, depois de lançar um longo olhar de ódio para cima da irmã mais velha, saiu correndo em direção à'Toca, seguindo a prima.

Quando James fez menção para se levantar, Dominique cravou suas longas unhas do braço dele, fazendo-o pronunciar um sonoro 'ai'

"Mas que assunto mais fascinante foi esse." Scorpius comentou, irônico.

"Diz isso porque não tem uma irmã com a dignidade corrompida pelo irmão dessa aí" James bufou, com certo desdém apontando para Rose.

"Não é como se eu tivesse um jeito de controlar a vida sexual do meu irmão, James." Rose cruzou os braços na altura do peito.

"Chega disso, pelo amor de Merlin! Eu tinha catorze anos quando perdi minha virgindade com você, James. E isso não pareceu te importar, logo não tem porque se importar com Lily." Dominique suspirou, colocando como encerrado o assunto.

Louis, sentado em um canto qualquer, apenas balançou a cabeça em uma negação, como se já tivesse, a muito, parado de tentar controlar a irmã. Levantou-se do chão com um bocejo e, depois de dar um beijo estralado na bochecha de Rose e Dominique, deu boa noite à todos e voltou para a casa de estrutura torta pouco iluminada.

"Então, jogo da verdade!" Roxanne comentou, pegando uma garrafa vazia do meio e a colocou deitada. "Ponta pergunta, bunda responde." Explicou, apontando para as duas partes da garrafa de vidro respectivamente.

Girando, a garrafa parou em Albus Severus e Dominique.

"Sabe, isso é sem graça. Não tem nada sobre a sua vida depravada que eu não saiba, Nick."

"Você conta tudo para o meu irmão?" James ergueu as sobrancelhas.

"Conto." Soltou hesitante, mordendo o lábio inferior.

"Inclusive reclama comigo o quanto mal na cama você é, Jay. Lembro-me de um dia, em Hogwarts, que ela ficou quase duas horas reclamando de você, comigo."

"Eu me lembro disso também. Já não aguentava mais as reclamações." Scorpius, que não perdia a oportunidade de implicar com a melhor amiga, soltou com um sorriso divertido nos lábios.

Rose ergueu o olhar para o loiro, lançando-lhe seu melhor olhar de "fica na sua ou eu te mato" que foi ignorado com sucesso por ele.

"Até para um Malfoy!" James explodiu, levantando-se do chão num salto.

A Weasley poderia entender muito pouco sobre os homens em geral, porém tinha certeza que não havia nada pior, para eles, do que isso. Era algo como "código masculino" ser bom em tudo ou quase isso. Albus Severus havia lhe dito, uma vez ou outra, quando tinha seus catorze anos e começou a se corromper com Dominique.

"Não acredito que você vai acreditar neles." Ela bufou, cruzando os braços na altura do peito.

James não disse nada. Apenas bufou alto e saiu aos passos pesados da tenda.

"Eu juro pelas cuecas rosas de bolinhas azuis de Merlin que eu vou matar os dois." Dominique soou, antes de se levantar e gritar um sonoro 'James Sirius!' enquanto saiu atrás dele.

Severus e Scorpius trocaram um breve olhar, antes de começar a gargalhar alto, na companhia de Roxanne e Nina.

"Certo, isso foi meio confuso." Nina disse, em meio a uma risada ou outra.

"James é ridículo em acreditar em vocês." Roxanne comentou.

"Ridículo são eles por terem feito isso."

"Ros, minha querida, acabar com o lado gostosão do meu irmão é meu passatempo favorito." Albus deu de ombro, balançando a garrafa na mão. "Nós vamos jogar ou não?"

A ruiva se desvinculou dos braços de Scorpius, balançando a cabeça dm uma negação rápida.

"Eu não vou jogar isso. Vai dar confusão e eu não estou afim. Vou lá dentro procurar alguma coisa para comer." Anunciou, antes de sair da tenda e caminhar descansa pela grama verde e bem aparada.

Assim como Roxanne e Dominique, Rose havia trocado seu vestido de madrinha assim que a festa esvaziou por completo, voltando aos trajes que havia chegado à casa de seus avós, horas mais cedo. Agora, com seu shorts de renda branca e a camisa azul clara sentia-se infinitamente mais confortável.

Distraída em meio aos seus pensamentos perdidos e sem sentido devido ao álcool que corria por seu sangue, não percebeu Scorpius a seguindo. Quando se deu por si, ele havia puxado seu braço antes dela entrar pela porta de madeira da cozinha, de modo que conseguisse vira-la para si e presá-la na parede gelada de pedras. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, os braços fortes do loiro já estavam a envolvendo e a boca dele pressionando a dela.

Sem nem ao menos pensar direito, aceitou o beijo de bom grado, deslizando as mãos pelos braços até chegar a nuca, onde passou a brincar com os cabelos loiros, uma textura tão familiar que lhe causava arrepios.

Sua mente gritava, dizendo que deveria ser sensata a ponto de conversar com ele sobre o que havia acontecido com eles e não simplesmente ficar apenas aceitando os beijos. Mas, quando estava com Scorpius, sua mente perdia para o seu corpo. Sentia uma imensa necessidade de estar com ele, cada vez mais e mais perto e que fosse para o inferno todos os outros pensamentos.

Tornou a deslizar as mãos, enterrando os dedos no ombro do loiro, sentindo a pele quente por debaixo da textura fina da camisa social que ele ainda vestia.

Quando o ar lhe foi necessário, Scorpius desceu os lábios pelo queixo da ruiva, sem tira-los um segundo se quer da pele dela. Passou para deu pescoço, depositando beijos e dando algumas sugadas que ela tinha certeza que deixaria marcas porém pelo momento pouco se importou. Com a respiração extremamente ofegante, puxou o rosto do loiro para cima para que ela tivesse a chance de passar seus lábios sobre o pescoço dele. Inalando o familiar odor emadeirado e maravilhoso, depositou um longo beijo que logo se transformou em uma sugada nada delicada.

Lembra-se bem o quanto ele gostava daquilo. Dizia que adorava andar por aí mostrando o quanto Rose era dele.

Ridículo, ela dizia, antes de rir e dar-lhe um tapa nada delicado na altura do ombro. "Mais uma marca para você mostrar por ali." Ele dava de ombros, argumentando que aquilo só faria com que ela passasse por alguém violento. Em todos os sentidos.

Agora foi Scorpius que puxou os lábios dela para os dele mais uma vez. Com um apertão na altura da cintura, Rose permitiu que um gemido baixo escapasse de seus lábios, fazendo com que o loiro sorrisse quase que satisfeito.

"Eu senti tanto sua falta." Ele murmurou, rouco, entre os beijos dos dois.

Scorpius afastou-se por um breve momento, só o suficiente para que conseguisse puxa-la para cima, de modo que suas pernas envolvessem a cintura dele e voltou a apoia-la na parede e trazer seus lábios de volta para os dela.

Subiu a mão da sua cintura, colocando debaixo da camisa fina que ela suava, passando as mãos quentes de forma pouco delicada na pele dela. Sentia-se cada vez mais aquecida com aqueles toques que ela conseguia bem demais.

Para não ficar atrás, desabotoou rapidamente a camisa, de forma habilidosa e a jogou no chão. Com uma área grande de pele exposta, Rose passou a mão pelos músculos da barriga dele, sentindo-o se arrepiar com os seus toques.

Sentiu as mãos dele alcançando sua perna e, quando estava prestes a passar a mão pelas costas de Scorpius, um berro alto fez os dois se afastarem ofegando.

"Ah pelo amor de Merlin!" Dominique berrou. "Arrumem um quarto ou qualquer lugar mais privado, isso é realmente nojento." Bufou por fim.

Rose lhe lançou o seu melhor olhar de ódio, tal como o loiro, embora a Delacour-Weasley apenas permanecesse de braços cruzados.

"Agradeça a Deus por ser eu a encontrar vocês dois e não Hugo... Ou pior, o tio Ron."

"O que você quer, Dominique?" Scorpius suspirou alto, enquanto se abaixava para pegar a camisa no chão e a vestia rapidamente.

"Nada, na verdade. Estava saindo ai pensei ter escutado um barulho estranho e vim conferir. Vocês dois não tem vergonha na cara mesmo. Se pegar desse jeito no quintal da casa da avó, Rose Weasley!"

A ruiva revirou os olhos para a prima, que mantinha um leve sorriso nos lábios. Ninguém podia negar, Dominique adorava pegar as pessoas em situações constrangedoras.

"Dominique!" Albus Severus berrou, não muito longe, atraindo a atenção da loira e impedindo Rose que responder a prima.

"Vou ver o que Severus quer. Sugiro sinceramente que procurem um lugar mais reservado para fazer isso e... Rose, tem um negócio vermelho no seu pescoço linda e, olha o Scorpius tem um também." E lançando o melhor sorriso que conseguiu, a loira saiu de lá, praticamente saltitando.

Rose virou-se, completamente vermelha de vergonha e raiva da prima para Scorpius, antes de rir alto acompanhado por ele. Era quase como quando se beijavam pelos corredores da escola e eram flagrados por algum Weasley. Claro que, em Hogwarts, não chegavam a beijar da forma como estavam a instantes atrás.

Pelo menos não em áreas públicas.

"Acredito que devemos seguir o conselho de Nick e procurar um lugar mais discreto." Rose soltou, abrindo um sorriso delicado e quase doce demais para ela.

"Está querendo me assediar, Weasley?" Scorpius ergueu a sobrancelha clara, abrindo seu meio sorriso maravilhoso que a ruiva tanto gostava.

"Talvez... Ao menos que você..." Mas ela não chegou a completar a frase.

Scorpius a tomou nos braços e apartou com a ruiva dali.


Notas finais
Sei lá viu, acho que depois desse capítulo eu mereço alguns comentários, não acham? Eu acho :3 Então, o que acharam? Uma breve pegação antes de mais lime no próximo capítulo é bom e todo mundo gosta, tsc.
Sinais de fumaça, berradores, código morse, tudo é bem vindo, sim? Sim.
E desculpem a demora, estou em uma pequena confusão na vida. Terceiro ano, enem chegando, vestibular chegando. Além de problemas familiares básicos. E de ter mudado.
Anywaaaay, comentem. Eu volto em breve, prometo.
xxxxxxx