Holding On
15 Décimo Quarto.
Notas iniciais
Enfim, capítulo tá GIGANTE.
Enjoy! E conversamos lá em baixo.
Os primeiros raios de Sol da manhã começaram a entrar pela janela quando ela se acomodou ao lado do loiro tão soado quanto ela. O braço dele envolvia sua cintura fina, enquanto a cabeça dela descansava sobre seu peitoral. Sua respiração ainda estava ofegante e o coração que antes batia acelerado no peito se acalmava aos poucos.
Permitiu-se soltar um pequeno bocejo de cansaço e coçou brevemente o olho esquerdo com o nó do dedo, sentindo a respiração de Scorpius desacelerando aos poucos abaixo dela. Por um instante, chegou a pensar que ele estava dormindo, porém no instante seguinte, sentiu um beijo no topo da sua cabeça e sorriu.
“Não vou deixar você escapar de mim novamente” Ele murmurou baixo, quebrando o silencio agradável que havia se instalado no lugar.
“Eu tenho uma faculdade para terminar em Nova York, Scorps” Respondeu no mesmo tom, embora não conseguisse evitar o sorriso que se espalhavam em seus lábios.
Como conseguiu passar tanto tempo sem ele mesmo?
“Então agora que vamos ter que resolver isso” Seu tom pensativo a fez erguer o olhar para encará-lo.
Com uma expressão quase que divertida, Scorpius a encarava de volta, embora seus olhos acinzentados parecessem longe, como se estivessem decidindo algo. Logo em seguida, ele sorriu e se remexeu abaixo dela, como se pedisse permissão para sair dali.
Ela se sentou, puxando os lençóis para cobrir o corpo enquanto ele saltava da cama e puxava uma calça de tecido clara, provavelmente a parte de um pijama, jogado no chão e a colocou. Caminhou quase que lentamente até a porta do closet no outro lado do quarto e sumiu ali.
Rose ergueu as sobrancelhas, enquanto escutava alguns múrmuros do tipo “Eu tinha certeza que coloquei aqui” “Se Severus tiver tirado do lugar, eu juro por Merlin que o castro com as minhas próprias mãos” antes de sair novamente de lá com uma expressão de pura felicidade, embora pela postura parecesse quase que nervoso.
“O que...”
“Eu tenho uma ideia.” Ele pigarrou, sentando-se na cama mais uma vez. “Lembra-se do final de semana depois de Hogwarts? Que a gente combinou de ir ao Beco e depois à Londres Trouxa” Ela balançou a cabeça lentamente, sem saber ao certo onde ele queria chegar com aquilo.
Era claro que lembrava. Fora do final de semana que se mudara para Nova York. Lembra-se bem do quanto Dominique havia falado em sua orelha, chamando-a de todos os nomes possíveis e existentes por deixar Scorpius esperando por alguém que nunca chegaria. Albus Severus havia ligado para ela, no final daquele sábado, dizendo que Scorpius tinha ido à casa de seus pais, perguntar por ela e descoberto o que tinha acontecido.
Se arrependimento matasse, Rose Weasley já estaria a sete palmos abaixo da terra, enterrada no cemitério de Godric’s Hollow.
“Então, eu tinha comprado algo para você e pretendia de dar naquele dia. Seu primo me chamou de ridículo nos últimos dias de Hogwarts, quando eu mostrei a ele o que era e o que eu pretendia fazer” E então respirou fundo.
Por alguma razão desconhecida por Rose, seu coração batia desesperadamente, como se quisesse sair no peito. Imitando o loiro, respirou fundo, tentando controlar as batidas.
“Quando você não apareceu... Quando eu fui à casa de seus pais e eles me disseram que você tinha mudado e pedido para não contar a ninguém onde tinha ido, supôs que eu era mesmo um ridículo idiota.” Balançou a cabeça em uma negação rápida, soltando uma risada sem humor nenhum. “Nick me ligou três dias depois, tentando me explicar porque você tinha sumido e isso sinceramente não me importava muito; Por dias eu te odiei Rose, até que decidi que, se você não me quisesse, também não iria querer mais você”
Ela mordeu o lábio inferior, sentindo as lágrimas chegando aos seus olhos. Não conseguia mais se lembrar o porquê daquela decisão ter parecido tão racional no momento que a tomou. Hoje, parecia tão egoísta quanto possível.
Não é como se Scorpius fosse como Sebastian, Rose Weasley; As palavras de Dominique martelaram mais uma vez em suas memórias.
“Eu tentei, mas nunca consegui me envolver com alguém como tinha acontecido com você. E então, com o tempo, desisti. Claro que, ficar sozinho nunca foi uma opção e... Acho que isso não vem ao caso.”
“Scorpius eu...”
“Não, espera eu terminar e você comenta qualquer coisa que quiser.” Ele a cortou rapidamente, com um meio sorriso e ergueu a mão de modo que pudesse tocar a bochecha rosada da ruiva à sua frente. “O fato é que, eu nunca consegui superar você, Rose Weasley, e acho que nunca vou conseguir. Por isso, eu o guardei na esperança de um dia você voltar para mim ou talvez uma forma para que eu...” Ele balançou a cabeça, parando a frase no meio. “Deixa para lá. De qualquer forma, usando da desculpa para te obrigar a não voltar mais para Nova York, vou fazer algo que quis fazer desde que começou o nosso último ano.”
Levantou-se da cama, ajoelhando-se na frente de Rose. Seu coração, que antes parecia sair pela garganta, agora estava prestes a parar e causá-la um infarto fulminante. Sem nem ao menos perceber, travou a respiração e encarou Scorpius com seu sorriso leve, porém nervoso e ansioso.
“Aceita se casar comigo, Rose Weasley?”
***
O brilho claro do Sol no final da tarde incomodava seus olhos, fazendo-a acordar com um gemido de protesto. Realmente tinha que começar a se lembrar de fechar as janelas quando fosse dormir.
Abriu os olhos, com o quarto bagunçado de Scorpius entrando lentamente em seu campo de visão ainda embaçado graças as poucas horas de sono. Sentou-se na cama, olhando em volta. Não havia mais ninguém ao seu lado e um cheiro maravilhoso de panquecas entrava pela porta entre aberta.
Levantou-se rapidamente, jogando as cobertas para o lado e, procurando pelo chão, encontrou suas peças intimas. As vestiu rapidamente e, quando estava prestes a procurar por suas roupas, pensou melhor e decidiu vestir uma camiseta de aparecia limpa que estava dobrada sobre a cadeira da escrivaninha.
Descalça, saiu do quarto, arrumando os cabelos com as pontas dos dedos e caminhou até o banheiro no final do corredor, onde lavou o rosto rapidamente e escovou os dentes com a escova de Albus Severus. Tinha certeza que seu primo provavelmente a mataria por isso, porém velhos hábitos custam a morrer.
Feita sua breve higiene matinal, foi em direção à cozinha. Assim que chegou lá, parou na porta, encostando o corpo no batente branco e observou o loiro atrapalhado que tentava misturar algo em uma tigela e olhar as panquecas no fogo. Ainda vestia apenas a calça do pijama, os cabelos loiros estavam bagunçados, apontado para todos os lados e as costas com diversos arranhões avermelhados. Sentiu o sangue chegando às suas bochechas, embora não conseguisse evitar o sorriso.
“Você poderia parar de ficar me encarando e me ajudar aqui, o que acha?” Perguntou, sem virar para ela.
Rose riu baixo e adentrou a cozinha, parando ao lado do loiro na bancada.
“Merlin Scorpius, o que os ovos fizeram para você para batê-los com tamanha agressividade?” Questionou divertida, fazendo-o revirar os olhos e vira-la para encarar Rose com um sorriso nos lábios.
“Estou tentando fazer ovos mexidos” Ele suspirou, abaixando para dar um leve beijo na testa da Weasley.
“Você sabe que precisa colocá-lo no fogo, certo? Suponho que eles não vão esquentar sozinhos”
Ele bufou alto, jogando o garfo dentro da pia e pegou a varinha em cima da mesa da cozinha.
“Quer saber? Desisto. Tentei cozinhar para você, mas parece impossível isso.” E com acenar rápido da varinha, cada objeto ganhou vida própria e se jogou dentro da pia.
Virou-se para a mesa e conjurou ali algumas panquecas, ovos mexidos e uma jarra de suco de abóbora.
“O que vale é a intenção” Ela abriu um sorriso, passando a mão sobre os braços do loiro que envolveu sua cintura de imediato.
“Gostei da minha camiseta em você, acho que deveria começar a usá-las mais.” Comentou com um meio sorriso, enquanto aproximava seu rosto do dela.
Rose ficou na ponta dos pés, de modo que pudesse finalizar com a distância entre os dois e tomou os lábios dele com os dela. Scorpius a puxou para mais perto e, com um movimento rápido, levantou Rose colocando-a sentada sobre a bancada. Ela entre abriu as pernas para que Scorpius pudesse se posicionar ali, próxima a ela.
“Eu te disse que eles estariam se pegando. Está me devendo vinte galeões, Sevs” Assim que ouviram uma voz na cozinha, se separaram rapidamente.
Scorpius bufou alto, assim que identificou as duas criaturas paradas ali. Dominique já vestia uma roupa completamente diferente de ontem, estendia a mão em direção ao primo que suspirou alto e puxou a carteira do bolso detrás da calça social que vestia.
“Isso é realmente injusto, Nick. Não faço mais apostas com você”
“Já deveria ter parado de fazê-las há tempos, Sevs. Sempre perde de Nick” Rose comentou, saltando da bancada e caminhando até a mesa.
Sentou-se em uma das cadeiras e puxou três panquecas para o seu prato. Estava com mais fome do que conseguia imaginar.
“E você, Malfoy, pare de me olhar assim.” Dominique bufou, apontando para o loiro que ainda a encarava com uma expressão nada amigável. “Eu disse ontem e repito vocês dois tem que aprender a procurar lugares reservados e não no meio da cozinha, onde qualquer um pode entrar.” E revirou os olhos claros, antes de pousar o olhar na prima sentada. “O que é isso na sua mão, Rose?” Perguntou, erguendo as sobrancelhas claras.
Rose abaixou o olhar para ver do que Nick se referia e encontrou ali no dedo anelar o maravilhoso anel com um delicado diamante solitário que Scorpius havia dado à ela.
A ruiva olhou brevemente para o loiro, como se perguntasse se poderia ou não contar aos dois. Scorpius sorriu para ela, antes de dar de ombros e sentar-se ao seu lado na mesa.
“Nós vamos nos casar.”
***
Ajeitou, pela última vez, a saia preta que vestia antes de colocar os sapatos de salto e se posicionar em frente ao espelho de seu quarto. Arrumou os cabelos ruivos com os dedos, antes de sorrir satisfeita. Sentia-se bonita.
Logo após passar o batom vermelho nos lábios, pegou a bolsa que estava em cima de sua cama arrumada e saiu do quarto, batendo a porta atrás de si.
Conseguia dali de cima, ouvir a voz alta de Dominique discutindo alguma coisa com Hugo e Lily Luna que, devido aos tons de vozes, pareciam extremamente frustrados.
“Rosie” Seu irmãos mais novo exclamou, assim que viu a irmã adentrando a sala de estar da casa de seus pais. “Diga à Dominique que eu e Lily podemos ir com vocês, por favor.” E com um bico quase suplicante, o Granger Weasley mais novo suspirou.
“Albus Severus não quer que você vá, Lily.” Rose explicou, transferindo o olhar do irmão para a prima mais nova, que estava jogada em um sofá, com uma revista adolescente bruxa sobre o colo.
“Eu não faço a menor questão de ir mesmo. Hugo quem quer ir, por mim ficaria aqui mesmo.” A pequena ruiva deu de ombros. Então a frustração dela era com Hugo e não com Dominique.
“Ora vamos Lils, vai ser legal”
“Vamos Lils a lugar algum. Você não vai, Hugo Weasley e ponto final” Dominique cruzou os braços na altura do peito, em uma mistura de Fleur e Hermione Weasley. Nick, com certeza, passou muito tempo na casa da madrinha para conseguir imitar tão bem o tom de bronca da tia.
“Como se vocês mandassem em mim” O ruivo balançou a cabeça e bufou alto.
“Mas eu mando” Hermione Weasley adentrou o local, com um suspiro baixo e uma expressão cansada. Estava na cozinha até agora escutando a discussão do filho com as sobrinhas, sem ter um momento de paz desde que chegara do Ministério, momentos mais cedo. “Você não tem idade para sair com a sua irmã e primos, Hugo. Siga o exemplo de Lily e vá procurar alguma coisa para fazer por aqui mesmo.”
“Mas mãe!”
“Mas mãe nada. Você ainda nem tem dezessete anos, filho. Com a sua idade, Rose não saia de casa a esse horário.”
Nick e Rose trocaram um breve olhar, mordendo o lábio inferior. Obviamente, Hermione não sabia das saídas escondidas da primogênita, desde seus quinze anos.
Hugo bufou alto, dando-se por vencido e jogou-se ao lado de Lily Luna que apenas deu de ombros para o olhar do ruivo.
“Vocês estão lindas, queridas.” Hermione sorriu docemente para a filha e para a sobrinha. “Mande lembranças à Scorpius por mim, Rose.” E piscando brevemente para a filha que corou violentamente, deu um beijo na testa das duas e voltou para a cozinha, onde provavelmente tentava mais alguma de suas experiências culinárias, devido ao cheiro que vinha dali.
“Já estamos atrasadas. Vamos que temos muito que comemorar hoje” Dominique lançou um sorriso para a prima, antes de aparatar ali mesmo.
“Muito que comemorar? O que está acontecendo afinal?” Hugo ergueu as sobrancelhas para a irmã.
“Amanhã vocês vão saber.” Rose sorriu abertamente para o irmão e prima. “Comportem-se.” Seguindo o exemplo da loira, aparou.
***
A música alta de batida eletrônica pôde ser ouvida mesmo antes de entrarem em uma das mais famosas baladas de Londres. Um lugar um tanto quanto escondido, duas ruas atrás da famosa London Eye.
Sua estrutura toda de vidro fume brilhava em diversos tons de prateado da projeção que saia de algumas luzes acopladas nas extremidades da estrutura. Ninguém sabia ao certo o nome do lugar pelo simples fato de não haver se quer uma única placa informando isso, porém era conhecida por boa parte dos cidadãos de Londres, sejam bruxos ou trouxas.
Era um dos poucos lugares que conviviam livremente, aproveitando da ignorância dos trouxas no que diz respeito aos bruxos. Para eles, tudo ali era ilusório e incrivelmente bem decorado.
Dominique costumava zombar da ingenuidade deles em relação aos feitiços que recheavam o local.
Ficaram um pouco mais de quinze minutos na fila, até que James Sirius chegou e os colocou para dentro em um movimento rápido. Ao que parecia ele conhecia o dono do local, ou seria o filho do dono? Rose não sabia ao certo. De uma forma ou de outra, esses detalhes pouco importavam a ela.
De mãos dadas com o loiro alto e cheiroso ao seu lado, entraram pela enorme porta aberta, sendo recebidos pelos gritos altos dos que já estavam lá dentro.
Alguma banda trouxa, aparentemente famosa, iria se apresentar naquela noite no palco principal. Rose nunca havia ouvido falar deles, por mais que conhecesse – e gostasse – de músicas trouxas.
“É uma banda recente.” James explicou, gritando alto sobre o som na orelha da prima, enquanto passavam pela aglomeração de pessoas e se dirigiam ao bar. “Fizeram um sucesso com uma música, há algum tempo atrás e agora estão começando a ficar famosos de verdade.” Completou.
O bar se localizava no centro do local. Era uma estrutura de metal rústica, que trocava de cor a cada meia hora. Os tons em neon brilhavam, chamando a atenção de todos ali. As bebidas flutuavam atrás dos barmen, indo para suas mãos sem que precisassem se aproximar delas. “Deve ter algo as segurando. Talvez um fio ou algo assim” Rose ouviu um garoto ao seu lado comentando para uma menina bonita.
Ou talvez a explicação seja muito mais simples do que essa. Pensou com um meio sorriso, enquanto se apoiava na estrutura e esperava a bebida que Scorpius havia pedido para eles chegassem.
***
Depois de diversas toses de Tequila, misturadas com vodka e fire whisky, Rose e Dominique dançavam soltas pela pista, as risadas altas e comentários sem sentidos. Scorpius e James, que até alguns instantes atrás estavam dançando com elas, decidiram buscar mais alguma bebida para eles e ainda não haviam voltado.
Envolvia pela batida que soava, Rose se mexia no ritmo, rindo com os passos desajeitados que ela e a prima davam em alguns momentos. Seu corpo parecia todo anestesiado e o equilíbrio um tanto quanto mais afetado.
Jogou os cabelos ruivos para trás, abanando brevemente o rosto soado com as mãos, antes de voltar a dançar, agora de olhos fechados. Ficou assim por alguns instantes, até que um par de mãos fortes envolveu sua cintura de uma maneira nada delicada e, por um instante, chegou a pensar que era Scorpius, até que uma boca tocou sua orelha e a voz soou, fazendo-a arrepiar da cabeça aos pés, porém de uma forma nada agradável.
“Quanto tempo, Weasley.” Seu tom gelado e recheado de malícia ser tão familiar quanto o possível.
Notas finais
O que vocês acharam do Scorpius? E quem será que chegou agora? :3 Eu ia escrever tudo de uma vez, só que ficou gigante e eu achei melhor dividir. Ai eu pensei em deixar a "comemoração" para o próximo, só que eu quis deixar o suspense então é isso ai.
Comentem que eu volto rapidinho. Podem recomendar também se alguém quiser.
Ah, o próximo vai ser, provavelmente com muita certeza, o último capítulo da primeira fase da fanfiction. Depois a Belle começa a aparecer *u*
Anyway, até o próximo.
xxxxx
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