Hold On 16th

4 Capítulo 3 - There's no place like Schoo's place.


Notas iniciais
Fiquei com dó dos leitores e resolvi postar dois capítulos juntos, sou fofo :3 Então, espero que gostem, claro, e se quiserem podem odiar o James, eu deixo, tá? Até lá embaixo.

Espero que vocês consigam dormir hoje, o que não será nada fácil pra nenhum de nós.

James mal conseguia andar com dores no corpo do amigo pesado que havia o espancado há algumas horas.

— James, cara, quer ajuda pra descer? – Perguntou Brunnett.

— Eu preferiria ficar aqui, sem me mover. – A voz de James era fraca e ele não abria os olhos de tão pesados que pareciam estar.

— Mas você tem que ir pra casa, Jammie, tomar um banho, relaxar... Amanhã é outro dia, você precisa descansar, e meu carro realmente não parece uma boa idéia pra você dormir hoje à noite.

— Eu não saio daqui! – James protestou com o pouco de força que lhe restava.

— Quer saber? Hoje você dorme em casa, James. Bruno, pode vir pra casa também se quiser, meus pais foram viajar, e eu acho que realmente não vamos conseguir dormir. Qualquer coisa vocês ligam pra sua mãe lá de casa... – Schrooder ofereceu de bom grado para os amigos irem pra sua casa, mas Brunnett recusou.

— Cara, valeu mesmo, mas não. Vou contar tudo pra minha mãe, e eu aviso que o James foi pra sua casa. Eu prefiro ficar na minha, ter um tempo pra fazer cair a ficha de que a Hall realmente... Se foi. Obrigado pela carona, Schoo. Acho que nos vemos amanhã se eu for pra escola, muitas lembranças. Boa noite, e obrigado mais uma vez.

Brunnett pensou em dar tchau ao primo, mas James parecia estar dormindo, e daria trabalho tentar acordá-lo.

No caminho de volta ao hospital, Schrooder não ligou o rádio do carro, achando que James estaria dormindo. Mas pouco depois de deixarem Brunnett em casa, James falou, com sua voz forte e grossa como sempre, sem parecer cansado ou triste.

— Aleluia, meu primo foi embora. Queria ficar só com você. – James pulou para o banco da frente e agarrou o braço de Schrooder, que tentava se livrar do amigo enquanto dirigia.

— James, me solta. Eu estou tentando dirigir, se você ainda não percebeu.

— Ah, eu percebi. Só queria sentir seus braços musculosos fazendo força pra virar esse volante.

— Você não estava dormindo?

— Sei atuar muito bem, né?

— James, olha, nada contra sua sexualidade, mas pinto não é pra mim, tá certo? E, além disso, eu namoro, lembra?

— Eu sei que você namora, mas trair uma menina com um menino não me soa como traição...

— Pra você, não, mas pra mim é traição. E se me der licença, eu preciso dirigir.

James não havia percebido, mas Schrooder tinha parado sua van no acostamento da estrada.

— Ah, claro. – James tirou a mão do braço de Schrooder e colocou o cinto de segurança.

O silêncio foi sufocante desde o acostamento até o hospital. Chegando lá, James e Schrooder foram, sem trocar uma palavra, até a cafeteria, onde Schrooder combinou de se encontrar com Georgia-Simoné e Alexandrea.

— Oi, amor. – Alexandrea deu um beijo demorado em Schrooder, enquanto James e Georgia-Simoné se encaravam constrangidos.

— Ué, Jammie, você não foi pra casa? – Georgia-Simoné perguntou para James com a intenção de quebrar o silêncio (e o beijo entre os namorados) que parecia fazer parte da rotina dos 16th.

— Ah, o Schoo me convidou pra dormir na casa dele, melhor que ouvir minha tia ficar cantarolando em espanhol.

— Ah, sim. Então, vamos embora? Já são 01h47.

Georgia-Simoné disse a palavra-chave para o momento. Alexandrea, Schrooder e James arregalaram os olhos ao saberem o horário. Haviam passado tanto tempo assim fazendo coisas aleatórias que não envolviam somente a morte da amiga – que deveria ser o foco da desagradável visita ao hospital?

— Claro, vamos! E eu nem avisei à minha avó que ficaria aqui! – Alexandrea ficou eufórica, pegando o dinheiro da bolsa e pagando o café que havia tomado. — Ela deve estar louca!

— Lex, esqueceu que você avisou pra sua avó antes de vir pra cá? – James lembrou à amiga.

— Ai, é verdade! Que memória terrível a minha, salvai, corujinhas.

— Ok, amor, sem corujinhas por hoje, porque já é tarde demais. Vou deixar vocês em casa, vamos.

— Chegamos, Georgie. Desculpa ir te buscar tão tarde, mas o James – Schrooder deu ênfase no nome do amigo — fez questão de dar uma de mimado e atrapalhar tudo.

— Desculpa se eu sou bom ator. – James retrucou.

— Eu ia perguntar o que aconteceu, mas acho que é irrelevante. Bom, vou indo. –Georgia-Simoné deu um beijo na bochecha de cada um e desceu da parte traseira da van de Schrooder. – Não sei se vou ao colégio hoje, qualquer coisa, eu ligo pra vocês. Se cuidem.

— Ela não parece estar abalada com a morte da Hall. – Disse Alexandrea um tempo depois que a amiga havia descido do carro.

— Na verdade, nenhum de nós pareceu abalado. Foi mais o choque inicial, mas ela nem era tão nossa amiga. Quer dizer, ela não era nossa amiga, ela só tinha aquela paixão louca por mim, e usava vocês pra tentar chegar perto de mim.

— Ah, obrigada por falar que eu fui usada, Jammie, muito obrigada.

— E não é verdade?

James foi interrompido por Schrooder.

— Não importa se ela nos usava ou não, o que importa é que devemos fazer um funeral decente pra ela. Não se nega pedido pra gente que acabou de perder a filha.

— Eu prefiro fazer um memorial, parece menos triste e mais divertido de se fazer.

— Concordo. – Disse James, completando a frase de Alexandrea.

— Amanhã discutimos isso, amor. Mas agora, vá descansar.

Schrooder havia estacionado em frente à casa de sua namorada, que se despediu com um beijo rápido e abraçou James, que descia da parte traseira da van para fazer companhia para sua paixão não tão secreta assim.

— Em fim, sós.

— Em fim, sós. – Schrooder concordou com James.

— Agora vamos pra sua casa e amanhã tudo volta ao normal.

— O normal é melhor do que o imprevisto negativo.

— O normal não é melhor que nada. – James tentava dar a intenção de que queria algo mais do que o "normal" na casa de Schrooder.

A viagem foi rápida da casa de Alexandrea até a casa de Schrooder, eram praticamente vizinhos. Depois de guardarem o carro, James e Schrooder entraram pela porta da garagem até a casa que estava escura e sem ninguém lá dentro até esse momento.

— Wow, eu não me lembro da sua casa ser tão grande e bonita!

— Isso porque você nunca veio aqui, James. Eu me mudei recentemente, lembra?

— Ah, é, por isso...

James havia ficado encantado com as estátuas que havia na entrada da casa, nas escadas de mármore e os corrimãos de madeira negra. A casa parecia uma mansão compactada, mas com uma beleza ainda maior do que a dos castelos de reis antigos.

— Quer uma roupa emprestada? – Schrooder perguntou a James.

— Prefiro dormir pelado, se me permite.

— Acho que hoje não. Vou pegar um pijama pra você.

Schrooder subiu as escadas até o segundo andar e deixou James esperando no hall de entrada, observando todos os detalhes que faziam a casa parecer mais divina do que deveria.

Notas finais
Leram? Gostaram? Sugestões, críticas, perguntas, reviews? Até o próximo capítulo *-*