Histórias de outros universos - Terras Geladas
24 Memória VINTE E DOIS
Notas iniciais
Olho para o lado. Vejo uma porta. Não sei mais dizer se realmente estou dentro da grande árvore.
Entro.
Uma sala não muito pequena.
Ponho a adaga na cintura.
Vejo algo que parece ser a ossada de uma criança. Vestia túnica e gorro verdes, com uma espada e um escudo de madeira.
Pego ambos, espada e escudo. São bastantes leves e de fácil manuseio.
Algo me diz que usarei bastante os dois.
Caminho em rápidos e cautelosos passos.
Algo vem rapidamente em minha direção. Ponho o escudo frente ao meu rosto.
Sinto o impacto.
Olho para o chão.
Uma aranha. Tarântula.
Tenho um pressentimento ruim. Vou até a porta e tento sair. Está trancada.
Olho para as paredes. Dezenas de dezenas. Movimentam-se como formigas.
Sei que tarântulas tem o veneno tão fraco quanto o de abelhas, porém tem muitas delas aqui. Tenho que fazer algo se não quiser acabar como aquela criança.
Estão começando a me cercar. É como estar sendo engolida pela escuridão, ou participar de algum jogo eletrônico bizarro.
Mato algumas com a espada.
Não é o suficiente. Elas continuam avançando.
Preciso espanta-las.
Se ao menos tivesse fogo...
É isso. Fogo. Eu tenho. Gorudo me deu um pequeno galho da Árvore Inflamável quando ainda estávamos na caverna.
Sim. Está aqui. No bolso do meu short. Sempre soube que usar roupas folgadas me seria útil um dia.
Espero que funcione.
Está funcionando. Elas estão se afastando.
Correm para os cantos escuros da sala.
Desapareceram.
Que sorte. Mais um pouco e eu viraria lanche de aranha.
Tenho que me apressar.
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