Notas iniciais
Assim que puder posto o conteúdo bônus do capítulo. O computador está me impedindo de o fazer. ²

Tento abrir a porta novamente.

Ela está destrancada. Ótimo.

Abro a porta.

Estou em outro lugar.

Mesas. Cadeiras. Um quadro negro.

A escola. Estou na escola.

Não sei como posso estar na escola em que estudo sendo que entrei na grande árvore.

Os meus colegas aparecem em seus assentos como fantasmas.

Estranhamente eles não têm cor. São como um filme antigo.

Não notam minha presença.

Juntam-se em grupos.

Cochicham um com os outros.

Aproximo-me de um dos grupos. Falam sobre mim.

Dizem que sou estranha. Uma aberração. Que não deveria nem mesmo estudar naquela escola.

Não precisam dizer isso. Eu sei. Não quero estar junto de vocês também.

Sinto um pouco de raiva, porém não estou chateada. Não é como se isso me magoasse. Eu realmente não me importo.

Não é como se eu quisesse me enturmar com vocês. Eu realmente não quero.

O papai deveria ouvir isso com os próprios ouvidos. Ele entenderia o motivo de eu não querer voltar para escola.

Ele sempre me diz para ser forte. Que choramingando eu não vou chegar a lugar algum.

Eu sei que sou forte, mas, passar por isso todo o tempo, o ano todo, desmotivaria qualquer um.

Não sei o porquê de estar aqui. Não sei o que fazer para sair. Como antes, a porta está trancada.

Uma coisa eu tenho certeza: Isto é mais um desafio. Um teste para ser mais exata. E que melhor lugar para um teste do que a escola? Seria engraçado se eu não estivesse na situação em que estou.