Histórias de outros universos - Terras Geladas
33 Memória TRINTA E UM
Estamos em uma das extremidades da arena, longe dos demais. Frey me entrega uma espada.
É pesada. O manuseio é difícil.
Ele tenta me ensinar algumas técnicas. Tenho dificuldades.
Não possuo força suficiente para desferir os golpes. E, quando consigo, são realizados de forma muito pobre.
Gorudo parece não ter dificuldade alguma. É forte. Segura a espada como se fosse um simples graveto. Um único golpe e decepa a cabeça do boneco de palha.
Solto a espada e me sento.
Passo a mão no rosto.
Estou bastante suada.
Frey continua ensinando alguns golpes a Gorudo.
Fico apenas observando.
— Não é boa com a espada?
Uma voz de mulher. É bem suave.
Olho para trás.
Uma elfa.
Seu rosto é repleto de tatuagens tribais como as de Frey.
Na verdade, seu rosto é idêntico ao de Frey. As únicas diferenças entre eles são que possuem sexos opostos e que enquanto o cabelo de Frey é arrepiado, o dela é bastante liso, com a franja jogada para trás.
Até mesmo suas roupas são iguais, mudando apenas a cor. Sendo a dela de um tom verde-claro.
— Freya! — diz Frey, surpreso.
— Senhorita Freya, que bom vê-la. — comenta Gorudo, curvando-se.
— Não precisa se curvar meu bom homem. Somos todos iguais perante a natureza. — diz, com um sorriso.
Eles são assustadoramente parecidos.
— O que faz aqui, irmã?
A elfa caminha até mim.
Levanto-me.
Ela põe a mão em meu ombro.
— Estou observando vocês de lá de cima já faz algum tempo. — comenta. — A garota não tem o menor talento com a espada.
É decepcionante escutar isso que ela disse, mas é verdade. As espadas são muito pesadas para mim. Não consigo manuseá-las.
— E o que você sugere, irmã? — questiona Frey.
Ela caminha até Gorudo.
— Você poderia me emprestar o arco e as flechas, meu bom homem?
Gorudo retira sua aljava com o arco e as flechas e entrega para a elfa chamada Freya.
Ela agradece e se volta para mim. Estende ambos, o arco e a aljava de flechas.
— Tome. Tente usar isso. — diz. — quero que atire onde seria o coração daquele boneco de palha.
— Mas eu nunca...
— Você nunca irá saber se não tentar.
Pego ambos. Ponho uma flecha no arco e tento atirar.
A flecha não voa muito longe e nem tem muita força.
— Eu realmente não achei que você conseguiria na primeira tentativa. — comenta. — Dê-me o arco e uma flecha. Mostrarei como se faz.
Ela pega o arco e a flecha. Sua postura é como um “T”. O arco está seguro por sua mão esquerda. Parece firme, mas também é suave.
Ela dispara flecha que voa tão rapidamente que só a vejo depois que está cravada no boneco de palha, exatamente onde seria o coração.
— Venha comigo.
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–----------------------------ILUSTRAÇÃO BÔNUS-----------------------------

Freya e seu arco.
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