Notas iniciais
Escrevi tanto que fiquei sem ilustrações para por. Posto assim que estiver pronta. ~

Estou no lugar onde vi as crianças treinando.

Estamos apenas eu e Freya. Ela me deu um arco e uma aljava com algumas flechas, além de uma braçadeira de couro para evitar que esfole o braço enquanto treino.

Também ganhei novas roupas. Uma túnica verde como a dela, uma bota de couro bastante fino, porém resistente, e uma calça marrom de um tecido bastante leve que se ajusta bem ao corpo.

— Mantenha a postura como antes te disse. Segure o arco com suavidade. Segura-lo com força apenas irá tirar sua precisão.

Faço como ela diz.

— Agora feche os olhos.

— O-oque? Mas como verei o alvo então?

— Não precisa vê-lo, precisa apenas senti-lo. Os olhos são eficazes contra alvos que se podem ver, mas haverá momentos em que eles não estarão ao alcance de seus olhos. É nesse momento que você precisará senti-lo.

Aguçar seus instintos e tornar-se independente de seus olhos é um dos fundamentos principais para usar o arco. Os outros são: Agilidade para sacar uma flecha em poucos instantes e prepara-la em seu arco; E autocontrole diante das mais diversas situações.

Perder o controle diante de uma situação difícil pode custar a sua vida.

Ouvi do bom-homem que você veio de outro reino e deseja retornar para lá. Como acha que voltará para casa se já estiver morta? Acredito que saiba muito bem que não pode contar com a proteção dos outros para sempre. Precisa aprender a se defender.

...

Escuto tudo que ela diz, calada.

Freya tem razão. Se escapei dos perigos até agora, foi tudo questão de sorte. E, sorte não dura para sempre.

Fecho os olhos e me concentro.

Preparo-me e então disparo a flecha.

Como antes, ela não vai muito longe.

— Não se preocupe com isso. Temos o dia todo.

*

Já é tarde e o Sol está se pondo, o que da um pouco de destaque ao suave brilho da pele de Freya.

Não progredi muito. Mas, acredito que já foi o suficiente para um primeiro dia de treino.

Estamos voltando para casa. Fica bem próxima à cachoeira

Chegamos.

Entramos.

Gorudo, Cassiel, Myrddin e Frey.

Conversam.

Gorudo e Cassiel parecem nervosos.

Nos aproximamos.

— O que aconteceu? — questiono.

— Myrddin nos trouxe a noticia de que o povo das Planícies Geladas... Eles foram... Totalmente dizimados...

*