Histeria - Interativa.

10 A menina com o boné é minha


Notas iniciais
Hey gente! Sim é isso mesmo, eu estou postando dois capítulos consecutivos -pulinhos de alegria-. Mas é porque eu vou viajar dia 20. Vou passar mais ou menos dois meses fora já que meu pai foi convidado para dar aulas numa universidade do exterior e não sei se conseguirei postar muito. Com isso, deixarei alguns capítulos programados e vou postar mais esse aqui de brinde. Espero que gostem!

O dia mal havia amanhecido, porém todos no pequeno depósito já estavam muito bem acordados.

Amanda, a líder, estava entrando no supermercado. Alguns zumbis que entraram durante a noite foram para cima dela, querendo um pouco de carne de café da manhã, e a moça logo tratou deles.

Um surgiu pelas costas e agarrou seus ombros, fazendo o cheiro podre chegar às narinas da mulher. Ela se virou, tirando uma faca do cinto, e fincou-a na cabeça do bicho, que caiu para trás desfalecido. O outro veio na mesma direção quase mordendo o pescoço moreno de Amanda, que o jogou no chão e pisou repetidamente em sua cabeça.

Se tinha algo que ela odiava mais do que ter que lidar com aquele grupinho molenga, eram esses bichos. Ela olhou com desprezo para o primeiro e cuspiu no corpo desfalecido do que um dia fora uma pessoa.

Com calma, a mulher entrou no depósito.

No local se encontravam uma moça e um rapaz. A moça sentava-se desleixadamente numa cadeira carcomida e fazia pequenas tranças, desfazendo-as repetidamente. O rapaz sentava-se em outra cadeira, e ao ver Amanda entrando no depósito a encarou impaciente.

– E então, vai ficar por isso mesmo? – Perguntou ele, com um sotaque enrolado.

– A vingança é um prato que se come frio, Lee. – Amanda respondeu, com a voz calma, encarando o rapaz.

– Eles mataram o Pedro. – Replicou irritado. – Mataram um dos nossos. Temos que fazer algo.

– E alguém disse que não faremos? – Ela se sentou. – Eu...

– Dane-se você Amanda! – O homem explodiu, se levantando. – Estou me lixando pra você! Cansei de seguir essas suas malditas regras. Nunca ninguém te elegeu a líder do grupo.

A tal Amanda continuou sentada, encarando o homem com a mesma tranquilidade assustadora.

– Você sabe que posso acabar com você quando eu quiser, não é? – Perguntou ela. – Sabe, você tem a força, mas de nada adianta sem um cérebro. Eu tenho um cérebro Lee. Eu sei como planejar, eu sei como fazer as coisas direito. E se você tiver o mínimo de inteligência sei que você vai seguir as minhas ordens. Você sabe por que eu fui internada naquele maldito manicômio, Lee?

– E lá vamos nós. – A segunda moça falou com tédio, desfazendo pela milésima vez uma trança.

– Nara, fique calada. — Amanda ordenou com frieza.

– Não. – O tal Lee se limitou a responder.

– Eu fui entregue a eles pelo chefe da máfia com quem trabalhava. Eu planejava os próximos passos e ele foi inteligente o suficiente para perceber que o meu próximo passo era acabar com ele. Boa parte dos estragos que aquele grupo causou tem meu nome envolvido. Você se arrisca a me desafiar?

Lee ficou calado, enraivado, mas se sentou novamente.

– E qual o seu plano? – Perguntou com desdém.

– O primeiro passo é estar à frente deles. Quando estiver na hora, eu contarei o que pretendo pra vocês. Logo que Juan estiver recuperado nós agiremos. Podem fazer o que quiserem com os outros, — Um pequeno sorriso percorreu os lábios de Amanda como um fantasma. – Mas a menina com o boné é minha.

Notas finais
E aí? Reviews?