História de Adônis e Hansuki (Bl)
13 Capítulo 13 – Fome de Ti
A casa estava em silêncio, mas não o tipo de silêncio frio. Era aquele silêncio denso, carregado de tensão, do tipo que acontece quando o desejo é guardado tempo demais.
Hansuki preparava o jantar, distraído, vestindo apenas uma calça moletom baixa no quadril. O vapor da panela subia, mas o calor não vinha dali.
Adônis o observava da entrada da cozinha, com os olhos escurecidos de algo que não era fome por comida.
— Você vai me deixar com essa visão até quando? — perguntou, a voz baixa, arrastada.
Hansuki se virou, mordendo um sorriso.
— Qual visão?
Adônis se aproximou devagar, como se cercasse uma presa que ele já sabia que era dele.
— Essa… — passou os dedos pelo quadril exposto, pela pele quente — …de tentação sem culpa.
Hansuki se encostou na bancada, o coração acelerando.
— E o jantar?
— Pode esperar.
O beijo veio rápido, intenso. As mãos de Adônis já sabiam o caminho — firmeza e desejo misturados com uma reverência silenciosa. Como se cada toque dissesse: "Eu te conheço. E ainda te quero como da primeira vez."
Hansuki gemeu baixo contra a boca dele, puxando a camisa de Adônis para cima, revelando o corpo que ele conhecia de olhos fechados. O contato da pele com pele arrepiou os dois.
As bocas desceram por pescoços, clavículas, costas arqueadas contra a bancada da cozinha. A panela foi desligada sem nem perceberem. Ali, entre cheiro de alho e vinho, eles se entregaram — famintos, inteiros, cravando os dentes no espaço que só um tinha no outro.
Mais tarde, ainda ofegante, Hansuki deitou sobre o peito de Adônis, sorrindo preguiçoso.
— Sabe o que é isso?
— O melhor jantar da minha vida?
— Também. Mas é mais que isso… é amor com gosto de saudade.
Adônis passou a mão nos cabelos dele, a respiração ainda um pouco irregular.
— Então vamos viver com fome. Sempre.
E naquela noite, entre beijos profundos e risos abafados, o silêncio da casa virou música.
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