História de Adônis e Hansuki (Bl)

14 Capítulo 14 – Quando o Amor Volta Pra Casa



O sol já estava se escondendo no horizonte quando o carro encostou na entrada da casa. Era o fim de um ciclo — e o começo de outro.


Ren saiu primeiro, os cabelos mais longos, o rosto mais sério. Sora veio logo atrás, com olhos marejados e o mesmo sorriso de sempre. Ambos mais crescidos, mais confiantes, mas ainda com a alma dos mesmos pequenos que um dia foram encontrados num vilarejo distante.


Hansuki mal conseguiu segurar as lágrimas ao abraçá-los. Adônis, mesmo tentando parecer forte, também desabou quando sentiu os dois em seus braços.


— Vocês voltaram pra casa… — sussurrou.


Sora respondeu sem hesitar:


— A gente nunca saiu de verdade.


Naquela noite…


A casa estava cheia de risadas, histórias do Japão, desenhos novos, miniaturas que Ren construiu e até algumas palavras em japonês que aprenderam. O jantar foi longo, cheio de abraços e olhares trocados em silêncio — aqueles que só famílias de verdade entendem.


Depois que as crianças dormiram, exaustas da viagem, a casa mergulhou em um tipo diferente de paz. Adônis trancou a porta do quarto. Hansuki o esperava já deitado, usando apenas um lençol por cima do corpo.


— Eles cresceram tanto… — murmurou Hansuki.


Adônis se aproximou, passando os dedos pela clavícula dele.


— E a gente ainda sabe crescer junto com eles.


Hansuki puxou o lençol, revelando o corpo esculpido pela rotina e pela leveza dos dias recentes. O olhar de Adônis escureceu, uma mistura de adoração e desejo bruto.


— Você tá me olhando como se fosse me devorar… — Hansuki provocou.


— Porque vou.


O beijo foi mais agressivo dessa vez, não por raiva, mas por pura saudade do corpo do outro. As mãos de Adônis exploravam com precisão; as de Hansuki agarravam, puxavam, exigiam.


Os corpos colidiram como duas marés em fúria, embalados pela certeza de que se pertenciam. Os gemidos foram abafados por beijos e pela preocupação de não acordar os filhos — o que só tornava tudo mais excitante.


Horas depois, deitados em silêncio, ainda entrelaçados, Hansuki sussurrou:


— Mesmo depois de tudo, você ainda me faz sentir como se fosse a primeira vez.


Adônis beijou sua testa.


— E eu espero continuar te redescobrindo por todas as noites que ainda vamos viver.



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