Hiro - O Herói Renegado
5 Ato 5 - Ruídos
Notas iniciais
Um dia começa na cidade rosa. Aquela cidade entre montanhas, que sempre nevava e fazia um clima essencial. O limpador de neve, senhor Yukio, todas as manhãs limpa a frente das casas, juntas, coladas umas nas outras. A casa em que Hiro e Atsuki estavam era quase no fim da vila. Crianças passeavam de ski como passeiam em bicicletas as crianças ocidentais.
–Hiro-san? – alguém chama na porta.
–Já vou – coloca o casaco e corre em direção à porta.
Ao abrir, Hiro se depara com o senhor Yukio, o limpador de neve, com um sorriso estampado no rosto, junto ao bigode e barbicha brancos, como a própria neve.
–Bom dia, Hiro-san, como está morar na cidade rosa?
–Está tudo ótimo, na mudança tudo ocorreu certo.
–Já se acostumou com o clima?
–Sim, sim, é meu preferido, frio o ano inteiro, até mesmo no verão.
–E sua... – o senhor chega perto do rosto de Hiro com uma cara de malícia, como se fosse contar algo – ...esposa? Hahaha, já estão pensando em algum filho?
Hiro agora com uma expressão um pouco constrangida e sem graça, fica envergonhado.
–N-não é nada disso Yukio-san, somos apenas... Amigos?
–Amigos? Sei... Bom, agora tenho que ir, queria apenas saber se tudo havia ocorrido bem.
–Está tudo certo, Yukio-san.
O senhor se despede e Hiro fecha a porta. Algo tão mecânico, tão irreal... Hiro volta para a cozinha, senta-se e continua seu café. De repente, Atsuki chega ao recinto, com os negros cabelos embaraçados.
–O que tem para o café? – resmunga.
–O que você quiser que tenha – Hiro coloca o avental novamente.
–Quero algo quente...
–Chocolate quente?
–Muito doce.
–Café?
–Muito amargo.
–Chá?
–Sim.
Hiro começa a prepara-lo, sem muita animação. A medida que a água esquentava e escolhia o chá ideal para sua namorada, ouvia um ruído ficar mais alto gradualmente. Não sabia de onde vinha, era um tanto estranho, mas não ligou. Terminando o chá, voltou-se a ela.
–Aqui está “Darling”.
Por uma fração de segundos pode ver o teto ser destruído, ao mesmo tempo em que algo como um meteoro atingia a outra parte da casa. O teto estava aberto. Enquanto abraçava Atsuki para protege-la, voltou-se para o céu, de onde havia ouvido outros “ruídos”.
–Atsuki, você está bem?
–Estou – ela não estava.
–Fique aqui, tenho que consertar esse ruído, já estava me irritando.
Hiro se joga no pequeno penhasco e novamente desaparece. Ela espera pelo pior. Os meteoros estavam crescendo, e sua vida começa a passar diante de seus olhos...
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