Notas iniciais
Muito tempo sem postar, o que me falta é isso, mas consegui terminar o

Um dia começa na cidade rosa. Aquela cidade entre montanhas, que sempre nevava e fazia um clima essencial. O limpador de neve, senhor Yukio, todas as manhãs limpa a frente das casas, juntas, coladas umas nas outras. A casa em que Hiro e Atsuki estavam era quase no fim da vila. Crianças passeavam de ski como passeiam em bicicletas as crianças ocidentais.

–Hiro-san? – alguém chama na porta.

–Já vou – coloca o casaco e corre em direção à porta.

Ao abrir, Hiro se depara com o senhor Yukio, o limpador de neve, com um sorriso estampado no rosto, junto ao bigode e barbicha brancos, como a própria neve.

–Bom dia, Hiro-san, como está morar na cidade rosa?

–Está tudo ótimo, na mudança tudo ocorreu certo.

–Já se acostumou com o clima?

–Sim, sim, é meu preferido, frio o ano inteiro, até mesmo no verão.

–E sua... – o senhor chega perto do rosto de Hiro com uma cara de malícia, como se fosse contar algo – ...esposa? Hahaha, já estão pensando em algum filho?

Hiro agora com uma expressão um pouco constrangida e sem graça, fica envergonhado.

–N-não é nada disso Yukio-san, somos apenas... Amigos?

–Amigos? Sei... Bom, agora tenho que ir, queria apenas saber se tudo havia ocorrido bem.

–Está tudo certo, Yukio-san.

O senhor se despede e Hiro fecha a porta. Algo tão mecânico, tão irreal... Hiro volta para a cozinha, senta-se e continua seu café. De repente, Atsuki chega ao recinto, com os negros cabelos embaraçados.

–O que tem para o café? – resmunga.

–O que você quiser que tenha – Hiro coloca o avental novamente.

–Quero algo quente...

–Chocolate quente?

–Muito doce.

–Café?

–Muito amargo.

–Chá?

–Sim.

Hiro começa a prepara-lo, sem muita animação. A medida que a água esquentava e escolhia o chá ideal para sua namorada, ouvia um ruído ficar mais alto gradualmente. Não sabia de onde vinha, era um tanto estranho, mas não ligou. Terminando o chá, voltou-se a ela.

–Aqui está “Darling”.

Por uma fração de segundos pode ver o teto ser destruído, ao mesmo tempo em que algo como um meteoro atingia a outra parte da casa. O teto estava aberto. Enquanto abraçava Atsuki para protege-la, voltou-se para o céu, de onde havia ouvido outros “ruídos”.

–Atsuki, você está bem?

–Estou – ela não estava.

–Fique aqui, tenho que consertar esse ruído, já estava me irritando.

Hiro se joga no pequeno penhasco e novamente desaparece. Ela espera pelo pior. Os meteoros estavam crescendo, e sua vida começa a passar diante de seus olhos...