Highschool Of The Dead

4 Saída da casa da Drika Parte 2: O percurso


Notas iniciais
Nesse capítulo eu irei mostrar o que aconteceu no caminho para a casa da Saya. Aqui estará os detalhes da viajem.
Espero que gostem *-*

No caminho, todos nós ficamos em estado de choque ao ver que a quantidade daqueles malditos monstros haviam subido muito, portanto, a Srta. Shizuka teve que tomar muito cuidado ao dirigir, pois mesmo estando em um ônibus, ao passar por cima de vários zombies, temos o risco de virar e perder um meio de transporte necessário.

Todos estavam meio deprimentes, pois logo após sairmos da casa da Drika, perdemos seis crianças, mas a Alice ainda está com a gente e agora mais feliz do que antes, não pelo fato de ser a única criança do ônibus, mas sim por ter ganhado dois melhores amigos, Kouta, que virou seu melhor amigo por ter a consolado e Zeke, o cachorrinho que conseguimos salvar após aquela cena deplorável das menininhas se tornando zombies.

– Pa....Para Zeke! — Diz Alice rindo enquanto Zeke da várias lambidas no rosto dela.

– Ele apenas está te mostrando que é muito grato a você por te-lo salvado daqueles mostros. — Diz Kouta também rindo daquela situação.

Enquanto eu os observava, eu estava contente por apenas ver que Alice estava, pelo menos um pouco feliz no apocalipse zombie, afinal ela tinha perdido seus pais e suas amigas, assim como todos nós, menos a Saya é lógico, afinal o pai dela é um político importante, então sua casa, provavelmente, deve estar totalmente protegida.

– Bom, lá na minha casa, temos vários quartos e também ficaremos muito protegidos lá, bom depois disso eu não sei mais o que fazer, acho que devemos ficar lá até o apocalipse zombie acabar. — Disse Saya um pouco triste.

– Mas como isso aconteceu? — Pergunta Alice.

– Não sei querida, mas acho que exatamente agora, a policia, cientistas e pesquisadores devem estar trabalhando para achar a razão e a cura para este maldito acontecimento. — Diz Saeko irritada na última parte.

– Bom, eu concordo com a Saeko, acho que eles já devem estar procurando resolver esse problema.

– Zeke, ainda bem que você está aqui comigo! — Diz Alice enquanto o abraça e recebe várias lambidas em seu rosto.

– Eu também estou aqui com você baixinha! — Diz Kouta acenando para Alice que percebe que está enciumado então o abraça também.

Quando vejo que Rei está sentada lá no fundo do ônibus com uma cara meio triste, vou em sua direção e me sento ao seu lado.

– O que aconteceu com você? — Falo enquanto acaricio o rosto dela.

– Não aconteceu nada Takashi. — Diz ela enquanto não consegue evitar que caia uma lágrima.

– Então por que essa menina linda está chorando? — Digo limpando sua lágrima com a ponta dos meus dedos.

– Não consigo aceitar o fato de que tudo isso aconteceu em menos de um dia. Era pra ser um dia normal, mas agora, não vou ver nem mais os chatos dos meus pais, nunca mais. — Após dizer isso, Rei começa a chorar e eu a abraço tentando consola-la.

– Rei, eu sei que era pra ser um dia normal, com aquela rotina chata de sempre, mas tudo mudou, agora eu daria tudo para ter aquela rotina que eu tanto chamava de chata. Hoje eu vejo que eu tinha uma vida ótima antes de tudo acontecer, esses malditos zombies, esses desgraçados vão pagar por terem matado à todos, até a quem não tinha como se defender, eu prometo que eles vão pagar!

– Obrigada Takashi!

– Pelo que?

– Por me abrir os olhos e estar sempre do meu lado. — Disse Rei dando um sorriso que a deixa linda, mesmo ainda chorando.

Ficamos abraçados até a Saeko nos chamar:

– Ei vocês dois, não quero ser estraga prazeres mas precisamos de vocês aqui na frente agora!

– O.K., Estamos indo. — Falo isso mas não querendo sair do abraço.

Levantamos e fomos em direção ao banco da frente quando a Srta. Shizuka grita:

– O que é aquilo meu Deus?! — Grita apontando para uma matilha de cães zombies.

– Que porra é essa? — Digo pegando o meu bastão de beisebol.

– Não sei, mas eles conseguiram perceber a gente. — Diz Saeko pegando sua espada enquanto Rei pegava sua lança e Kouta uma espingarda.

– Mas Kouta, eles são cachorrinho também. — Diz Alice preocupada.

– Querida, esses cachorrinho não são bonzinho igual ao Zeke. — Ele fala enquanto carrega a espingarda e o Zeke fica encolhido no colo de Alice fazendo grunhidos .

– Calma Zeke, eles não vão te machucar. — Diz Alice enquanto acaricia a cabeça do Zeke.

– Nós não vamos deixar. — Digo quase abrindo a porta do ônibus.

– Espera! — Sou interrompido por Saya — Esses cães provavelmente estão entoxicados pelo vírus, e se eles nos perceberam, significa que eles possuem o sentido do olfato, então além de escutar eles podem cheirar e também devem correr rápido, por favor tomem muito cuidado! — Diz ela em um grande tom de preocupação.

– Fica tranquila Saya, esses Vira Latas não sabem com quem se meteram. — Diz Kouta seguro.

Quando eu abro a porta do ônibus, todos saem rapidamente e eu a fecho novamente.

– Kouta, fique longe para que de tempo para que você carregue sua arma quando precisar, mas o Takashi, a Saeko e a Rei podem partir para o combate direto a curta distancia. Tomem cuidado! — Grita Saya de dentro do ônibus.

E o combate começa, os cães vieram pra cima da gente e nós vimos o quanto eles eram rápidos e ágeis, mas também somos. Quando estava prestes a bater em um cachorro ouço a Rei gritando:

– Takashi, atrás de você!

Mas o Kouta me salva dando um tiro no cão enquanto eu me abaixava.

– Merda! Tenho que prestar mais atenção! — Digo decepcionado e volto a atacar os cachorros.

Quando nós atacávamos, parecia que apareciam cada vez mais zombies, mas não cachorros, só zombies mesmo.

– Parem de atacar! — Gritava Saya dentro do ônibus. — Quanto mais vocês atiram e batem nos cachorros, eles gritam e fazem barulho para que outros zombies escutem e assim eles irão atrás de vocês.

– O.K.! Pessoal, vamos para o ônibus! — Gritou Saeko.

Todos foram para o ônibus enquanto o Kouta nos dava cobertura. Após todos entrarem eu fecho a porta com tudo, pois um cachorro tinha pulado para entrar.

– Quase! — Digo e solto um suspiro.

Quando a Srta. Shizuka pisa no acelerador e continua em direção à casa da Saya, os cachorros continuaram nos seguindo e, graças ao barulho dos latidos e rosnados, os zombies também.

– Já sei! — Diz Kouta abrindo a janela e atirando contra os vira latas.

– Boa ideia Kouta! — Diz Saya fazendo um sinal positivo.

Quando Kouta acerto todos os cachorros, ele se recolheu para dentro do ônibus e fechou a janela. Os zombies eram lentos, portanto, logo ficaram para trás, e os que estavam na frente, eram atropelados pela Srta. Shizuka.

Já estávamos perto de chegar na casa da Saya quando vimos alguns sobreviventes pelo caminho.

Eles estavam de carro e alguns caminhando normalmente, era muito estranho. Não havia nenhum zombie por ali, mas mesmo assim, era muito risco andar livremente pela rua, a qualquer momento um zombie podia aparecer.

- Vai um pouco mais rápido Srta. Shizuka, eu quero falar com os motoristas. – Diz Saeko que também não estava entendendo nada, aliás, acho que ninguém estava entendendo nada.

- O.K.! – Diz Srta. Shizuka enquanto acelera um pouco mais o ônibus.

Quando íamos passar pelo primeiro carro, a Saeko abriu a janela do ônibus e chamou atenção do motorista.

- Ei Senhor! Para onde vocês estão indo? – Pergunta acenando para o motorista para que ele a veja.

- Estamos procurando o Sr. e a Sra. Takagi.

- São os meus pais, mas por que estão procurando eles? – Pergunta Saya.

- Ele é um político importante, e é seu dever proteger a população. – Fala o Senhor. levemente irritado.

- O que?! – Saya fala indignada.

- Eles falaram pela televisão que aceitaria todos os sobreviventes em sua casa, dentro do possível é lógico.

Saya fica em silêncio.

- Obrigada pela informação Senhor. – Diz Saeko fechando a janela do ônibus.

- Agora eu entendi! – Diz Saya. – Eles estão querendo mostrar o quanto se importam com a população, mas eles passaram dos limites, parece que eles não sabem que provavelmente todos os sobreviventes irão para lá e por maior que a casa seja, não teremos condições de receber todos os sobreviventes, na verdade o problema não está em recebe-los o problema é como sustentá-los.

- Pior que é verdade. – Digo entendendo o que ela quer dizer. – Como seus pais sustentarão todos os sobreviventes? Mesmo que não sejam muitos, mas chegará uma hora que a comida e a água irá acabar.

- Eu também não sei o que eles irão fazer, espero que isso não seja somente para mostrar o quanto o Sr. e a Sra. Takagi se importam com a população. Eles são tão... tão...IDIOTAS! – Diz Saya um pouco (lê-se muito) irritada com seus pais.

- Calma Saya! Não fale assim dos seus pais. – Digo tentando acalma-la.

- Você não sabe nada sobre eles, eles sempre tentam ser perfeitos, mas na verdade, eles só mentem para a população! Que droga! Estou cansada do ar superior deles! Daqueles idiotas! – Diz Saya com mais raiva ainda.

Eu já estava ficando cansado daquilo então eu a peguei pela gola da camisa e falei com a voz rouca:

- Pelo menos você sabe que seus pais estão bem... Então cala a boca!

Vou para o fundo do ônibus e não demora muito para que a Saya entenda como eu estou me sentindo e venha falar comigo.

- Takashi... – Diz ela com a voz baixinha – Me desculpe, eu não... eu não queria falar daquela maneira dos meus pais e eu acabei esquecendo da situação de vocês, por favor me desculpe...

- Tudo bem Saya, esqueça que isso aconteceu.

- Não Takashi, não vou esquecer, eu ainda falo que meus pais são idiotas, pois eles são mesmo, eles nunca ligaram pra mim, e nunca vão ligar, eu nunca fui boa o suficiente para eles e nunca vou ser. Mas você pode ter certeza que eu não ligo pra isso já estou acostumada e fique sabendo que eu trocaria os meus pais pelos seus pais, pelos pais da Rei, da Saeko, do Kouta ou da Alice. Eles que merecem estar vivos e não os meus pais.

- Desculpe Saya, eu não sabia que você vivia nessa situação com seus pais.

- Não tem problema, eu sei que as pessoas pensam que não a nada de errado em ser filha que pessoas ricas e importantes, mas na verdade existem muitos problemas.

Nós nos abraçamos e ficou tudo bem depois disso.

- Chegamos pessoal! – Gritou a Srta. Shizuka.

Notas finais
Espero que gostem *-*
Não esqueçam de deixar seus comentários, por favor.