Highschool Of The Dead
5 Chegada na Casa da Saya: Que não durou muito tempo
Notas iniciais
Quando chegamos à casa da Saya, o portão era enorme de aço e fechado com mais de 10 fechaduras, estava totalmente cheio de seguranças. A Saya acenou para eles fazendo com que a reconhecessem e permitirem nossa passagem. Quando entramos fiquei boquiaberto com a quantidade de pessoas no jardim, não só com as pessoas, mas também com o tamanho da casa, é extremamente... ENORME!
- Saya, você disse que seus pais não terão como sustentar todas essas pessoas, mas eu acho que você está enganada. Olhe o tamanho desta casa! – Digo ainda impressionado com o tamanho da mansão.
- Takashi, como eu falei, por mais mantimentos que meus pais tenham guardado, uma hora irá acabar e provavelmente não teremos como alimentar essas pessoas.
- Mas poderemos tentar arranjar mais coisas. – Digo com esperanças.
- Agora me diga quem se arriscaria a sair de dentro da minha casa direto para um inferno no meio de todos aqueles zombies e encaminhando-se para sua provável morte?
- Hã?
- Quem irá atrás dessas “coisas” com um monte de monstros lá fora?
- Hm... Nós?
- Meu pai nunca iria deixar, ele provavelmente iria mandar um de seus seguranças ou até mesmo essas pobres pessoas, que provavelmente se recusariam e o resto você já sabe... – Diz ela com um pouco de tristeza na voz.
- Não, não sei.
- Meu pai provavelmente irá convencer essa pessoa e se a pessoa ainda recusasse meu pai a colocaria para fora, ou seja, ou você sai por bem ou por mal.
- Seu pai não faria uma coisa dessas. – Digo com um pouco de incerteza.
- Quer apostar? – Diz ela com o olhar desafiador.
- Não obrigado.
Quando a Srta. Shizuka finalmente estaciona o ônibus escolar em uma vaga disponível nós descemos e vamos para dentro da casa da Saya.
A casa já é bonita por fora, mas quando entrei, fiquei babando, literalmente. Tudo era tão lindo.
A Sra. e o Sr. Takagi vieram em nossa direção.
- Filha que bom que está viva. – Fala a Sra. Takagi enquanto da um beijo na bochecha da Saya e a abraça.
- Nossa mãe, obrigada pela consideração. – Fala Saya desapontada – Pensava que eu já estava morta?
- Com a sua inutilidade, talvez sim. – Fala o Sr. Takagi com o tom de voz totalmente arrogante.
Saya fica em silêncio e não consegue evitar que caia uma lágrima de seus olhos.
- Ei! – Grito indignado – Sua filha não é inútil! Muito pelo contrario, se não fosse por ela, talvez nem estaríamos aqui, foi ela que descobriu sobre o ponto fraco dos zombies e montou uma estratégia para conseguirmos fugir deles.
O Sr. Takagi me fuzila com os olhos e eu não pude deixar de ficar muito envergonhado.
- Mude seu tom de voz ao falar comigo mocinho! – O Sr. Takagi fala já sem muita paciência, que provavelmente é uma coisa que ele perde muito fácil.
- Calma pai, ele só estava me defendendo. Estou muito feliz em ver o Senhor. – Fala Saya depois de enxugar suas lágrimas com as costas da mão.
- Yamamoto! – Grita a Sra. Takagi em direção a um homem, provavelmente o mordomo deles.
- Em que posso ajudar Senhora?
- Prepare o quarto da minha filha e um quarto para os seus amigos, imediatamente.
- Agora mesmo Sra. – Diz Yamamoto que após se curvar subiu as escadas para cumprir seu dever.
- Bom... Sintam-se em casa. – Disse a Sra. Takagi dando um sorriso amigável para nós.
- Sigam-me, vou mostrar a casa para vocês. – Diz Saya querendo sair logo dali.
Todos nós fomos seguindo a Saya enquanto ficávamos impressionados com a beleza da casa. Além dessa enorme mansão, também tinha mais três casas de hóspedes, e dentro dessas casas haviam no mínimo dez quartos, cinco banheiros, duas grandes salas de estar e uma enorme cozinha.
Passaram se mais ou menos uns 45 min. para terminarmos de conhecer a casa inteira, que a partir daquele dia, seria nossa proteção contra os malditos monstros.
Quando estava começando a escurecer, todas as pessoas começaram a entrar na casa, não na mesma casa em que o Sr. e a Sra. Takagi, mas sim nas casas de hóspedes.
Alguns que sobravam o Sr. e a Sra. Takagi improvisaram alguns quartos dentro da casa onde ficavam, afinal, não tinha como todos os sobreviventes dali caberem dentro de apenas 3 casas, mesmo que essas “pequenas” casas tivessem mais de dez quartos.
Eu, o Kouta, a Saeko, a Alice, a Rei e a Srta. Shizuka tínhamos nosso próprio quarto, eles eram enormes, mas como sabíamos que quartos daquele tamanho seriam exagerados resolvemos dividir os quartos, assim sobrariam mais quartos para os outros sobreviventes. Portanto, eu e a Rei ficamos no mesmo quarto, afinal éramos namorados, não cairia bem eu deixar ela ficar no mesmo que o Kouta, a Alice e a Srta. Shizuka ficaram em outro quarto e a Saeko e o Kouta, depois de muita conversa para convencer os dois, ficaram em outro quarto (Obs.: o Zeke também ficou no mesmo quarto que a Alice e a Srta. Shizuka ficaram).
Todos nós fomos tomar banho e se arrumar para o jantar, mas como se tratava de um jantar na casa da Saya, já podíamos imaginar um banquete.
- Takashi... – Diz Rei logo quando sai do banheiro já de lingerie – Você viu como o pai da Saya falou com ela?
- Vi... – Dizia enquanto terminava de colocar minhas roupas – Ela me disse durante o caminho que eles não eram como aparentavam ser, quer dizer, não eram pais que gostavam dela.
- Que triste, normalmente as pessoas pensam que ter pais ricos e famosos seria tão bom, mas vendo a situação que a Saya está, eu nunca desejaria isso para mim.
- Nem eu, prefiro mil vezes a minha mãe com todos os defeitinhos dela. – Digo lembrando o quanto ela era chata, mas agora vejo o quanto eu amava ela e daria tudo para ter apenas alguns minutos a mais com ela.
- Eu também Takashi... – Fala Rei como se pudesse ouvir meus pensamentos.
- Você também o que?
- Eu também queria meu pai e minha mãe aqui comigo. – Ela deixa escapar uma lágrima.
- Rei... – Falo com a voz baixinha enquanto eu a puxo para perto de mim limpando sua lágrima com a ponta dos meus dedos. – Eu sempre estarei aqui com você ouviu? Sempre. – Dou um sorriso.
- Eu também Takashi, sempre estarei com você.
Quando ela termina de falar, não consigo me segurar vendo aquela carinha linda a apenas alguns centímetros da minha, então eu apenas dou um beijo com grande intensidade e ela corresponde com a mesma intensidade. Deixo minhas mãos na cintura dela a puxando cada vez mais para perto de mim e sinto a mão dela acariciando minha nuca, o que me deixa todo arrepiado. Vamos para cama ainda nos beijando e cada vez com mais intensidade, mas percebo que estamos indo longe de mais e me afasto.
- Qual o problema Takashi? – Ela pergunta desapontada.
- Nenhum, quer dizer, vamos ter um problema se nós não descermos para o jantar e você ainda não se trocou. – Digo envergonhado após ver o corpo definido da Rei ali na cama, todinho meu.
Ela logo percebe o meu olhar e da um sorriso malicioso.
- Isso é todinho pra você Takashi. – Ela ri alto.
Fico mais envergonhado do que já estou.
- Bom, mas para eu conseguir me arrumar, você tem que sair de cima de mim né Takashi.
- Ops! – Digo saindo de cima dela, cada vez mais envergonhado.
Quando a Rei termina de se vestir nós descemos para o jantar e encontramos nossos amigos. Sentamos todos na ponta esquerda da mesa.
- Ei Takashi – Diz Kouta me cutucando – A Saeko é mesmo incrível.
- O que você fez seu pervertido? – Digo em uma altura para que só ele escute.
- Enquanto ela estava no banho eu dei algumas espiadas, não tive como me conter.
- Mano, na boa, você é um grande tarado! – Digo o fuzilando com meu olhar – Como você teve coragem de fazer isso cara?
- Se você estivesse no meu lugar teria feito a mesma coisa.
- Não teria feito não! Nem a Rei que é minha namorada eu fiz isso.
- Mas é por que você já pode ver o corpinho dela quando quiser né Takashi – Diz ele com um sorriso malicioso.
- Você é nojento cara! – Faço uma careta e depois ele ri alto.
- Do que vocês estão rindo? – Pergunta Alice.
- Também quero saber. – Dizem a Srta. Shizuka e a Saeko no mesmo tempo.
- Provavelmente nada de importante... – Diz Rei.
- Isso mesmo, nada de importante, só algumas idiotices do Kouta.
Elas olham para o Kouta e ele confirma com a cabeça, depois elas o ignoram e voltam a conversar.
- Ufa! – Murmuro.
- Ufa mesmo – Concorda Kouta.
Depois de uns 10 minutos, todos estavam reunidos na mesa de jantar e o Yamamoto fala em um tom formal:
- O jantar será servido.
Depois que ele acaba de falar, aparecem vários garçons servindo-nos com tudo de bom.
- Meu Deus, nem da pra acreditar como meus pais são burros! – Diz Saya indignada.
- O que foi Saya? – Pergunta Rei.
- Parece que eles não entendem que estamos no meio de um apocalipse zombie e que precisamos racionar comida. – Diz Saya balançando a cabeça negativamente.
- Silêncio! – Grita o Sr. Takagi – Parece que minha filha Saya quer compartilhar alguma coisa com todos nós.
- Hã?
- O que você estava dizendo filha?
- Quer saber que se dane... – Murmura ela para si mesma – Eu estava falando do jeito de como vocês são burros, e que não sabem que estamos no meio de um apocalipse zombie. Será que vocês não entenderam ainda?! Alo-ou! Precisamos racionar comida se vocês não quiserem morrer depois, pois se continuar desse jeito, com essa comida em abundancia sem necessidade, chegará um dia papaizinho querido, que essa merda vai acabar e vamos ter que nos arriscar em busca de alimento se não quisermos morrer de fome! E o pior é que eu nem sei o por quê de tanta comida, será que é pra mostrar o quanto você tem ou pra mostrar o quanto vocês são idiotas?! — Diz Saya gritando.
O Sr. Takagi fica em silêncio por alguns segundos mais depois cerra os punhos e diz:
- Cale-se sua desgraçada! Não fale nesse tom comigo! Você só está aqui por ser minha filha, infelizmente eu cometi esse erro!
- Não fale desse jeito com ela querido. – Diz a Sra. Takagi tentanto acalmar seu marido.
- Cale-se você também vagabunda!
- Não fale desse jeito com a minha mãe! – Grita Saya.
- Ora sua... – Diz ele se aproximando da Saya.
Quando ele ia socar o rosto de Saya eu o impedi segurando o braço dele.
- Você não vai tocar um dedo nela. – Digo com a voz grossa.
- Solte-me seu verme insolente! – Dizia o Sr. Takagi.
Ele se soltou das minhas mãos deu um murro na parede e gritou para a Saya:
- Escute aqui sua vadiazinha, quero que você e todos os vermes dos seus amigos saiam dessa casa agora!
- Com o maior prazer seu imbecil! – Grita Saya também – E nunca mais me chame de filha, pois pais como você na deveriam ocupar este cargo de extrema importância.
- Sai daqui agora! – Grita ele que iria dar um soco da cara da Saya se eu não tivesse o impedido novamente. – Já disse pra me soltar idiota!
- Eu disse que você não vai encostar um dedo nela.
Quando todos se levantam e saem da sala de jantar eu o solto e vou atrás deles.
Antes de irmos direto para a saída, fomos para os nossos quarto pegar a nossos pertences (armas, sapatos e algumas roupas que “pegamos emprestado”).
Depois que fizemos isso, fomos correndo em direção ao ônibus escolar. E saímos o mais rápido dali.
- Gente eu tenho um plano.
Notas finais
Beijos,
NaruHina
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