High School of Heroes - Interativa
5 Astrid é uma beterraba
Depois de algum tempo, a atenção de Astrid se voltou contra duas meninas. A primeira que fora chamada se chamava Esmeralda Beckham, tinha longos e charmosos cachos ruivos que iam até o fim da cintura. Tinha grandes olhos azuis, que foram os que mais chamam atenção de Angie em todo o seu rosto porque eram simplesmente hipnotizantes, era impossível não olhar e desviar, eram o que muitos chamariam de "olhos de ressaca". Tinha um nariz delicado e boca bem feita. Tinha 1,70 de altura. Apesar de ser pequena, tinha curvas muito bem feitas e super delicadas, com um andar leve de bailarina que apenas Angie pareceu notar quando ela caminhou até a frente do auditório. Ela estendeu a mão e uma bolha logo foi na direção da mesma, estourando em sua mão.
– VAMPIRA!
Esmeralda sorriu e caminhou até os fundos do auditório. Outra menina fora chamada então, Charlotte Grace Mc'Currie. Tinha cabelos num castanhos escuro com algumas mechas loiras, um pouco abaixo de seus ombros e lisos-cacheados. Olhos num verde água tão lindos, que quase hipnotizaram Angie e Astrid, que depois ficou como uma beterraba com tanta raiva e afundou-se no assento, zangada. Tinha Pele clara e bochechas rosadas. Um corpo normal para sua idade, seios medianos, porém uma grande bunda. Parecia ter 15 anos.
Ao estender a mão, uma bolha brilhante se dirigiu até lá, explodindo em sua mão em seguida.
– FEITICEIRA! — gritou diretor Magnus.
– Parece que esse ano as trevas estão ganhando — comentou uma fada ao lado de Angie
– Perdão? — Angie perguntou
– Não sabe disso — a fada sorriu doce, como se falasse com uma criança de dois anos — Sempre. Sempre. Cada ano que se passa quanto mais alunos da luz — ela apontou para eles — Mais chances temos de ganhar, porém — seu rosto se tornou sério...
– Quanto mais alunos das trevas — Angie engoliu seco falando — Trevas tem mais chances.
– Piada — comentou Astrid — Papai me contou que isso é uma piada de mal gosto, quando ele estudou aqui, disse que sempre, sempre os das trevas eram maiores e que eles sempre ganhavam.
– Mas tem algo diferente — retrucou a outra fada — Sinto que é.
– Sentido de fada? — perguntou Astrid com um falso interesse
– Sim
– Nossa que legal — falou ela
Angie afundou no assentou, cruzando os braços, até escutar um nome masculino. Matthew Gunes Fyren. Tinha cabelos castanhos claro, cortado em um topete, pele bem clara e corpo bem musculoso. Olhos azuis claros bem redondos.
– ANJO! — gritou Magnus depois que a bolha estourou na mão de Matthew. O garoto sentou-se perto de Angie e Astrid, que ainda discutia com a outra fada.
– Bem — pigarreou o diretor — Alunos das, hum...
– TREVAS?! — gritou uma fada, depois de um guincho. Angie olhou para trás e viu vários deles revirarem os olhos. Umbrellia estava sentada, abraçada ao corpo, ao lado do tal Zack que mantinha o corpo tenso e reto encarando Skandar, que parecia concentrado no que o diretor dizia. Cristian não estava a vista no meio dos alunos das...Trevas.
– Sim, das trevas, sigam para seus dormitórios. Ajudem os alunos novos, não é um pedido, é uma ordem. Sr. Haid, por favor, venha para minha sala.
Angie ainda encarava Zack, que levantou-se e subitamente a encarou. Um sorriso cínico brilho na face dele e ela corou, olhando para frente.
Garoto estranho, pensou.
– Por que o gatinho lobisomem está te encarando? — perguntou Astrid
Angie corou mais.
– Hum... — foi o que Astrid murmurou
– Alunos da luz, o mesmo vale para vocês. Porém, Srta. Martins — Eduarda acordou de seu mundo dos sonhos acordados e encarou o diretor, tocando no peito na quieta pergunta "Eu?" — Sim, você. Venha comigo.
Eduarda levantou-se e o seguiu. Angie ficou preocupada. Eduarda iria com o diretor e aquele lobisomem esquisito. E se ele a machucasse?
– Venha — disse Astrid a puxando
– Mas, não podemos esperar Duda.
– O que?! — perguntou Astrid — Espera-la? Por que? Vamos logo, talvez possamos dividir o quarto.
– Mas...A Duda
– ANGIE! — gritou Astrid — Eduarda é Inconclusiva — ela cuspiu a palavra — Os detesto...
– Mas a Duda é nossa amiga.
– Sua amiga, não minha — falou Astrid
– O que? — Angie puxou o braço da mão de Astrid, que a encarou — Como assim ela não é sua amiga?
– Eu gosto de pessoas interessantes.
– Eu não sou interessante — alguns alunos começaram a encarar, principalmente os das trevas que pareciam esperar por uma briga — Então não é minha amiga. Pode ir. Sozinha.
Astrid ficou como beterraba novamente ao notar que todos as encaravam. Então ela virou de costas e saiu, pisando duro.
– Belo show — comentou Cristian assim que ela chegou na saída.
– Cala a boca seu demônio estúpido — gritou Astrid, saindo.
Angie foi levada por fadas simpáticas até o dormitório.
[...]
Eduarda entrou na sala do diretor com o tal de Zack ao seu lado. Ela mantinha uma distância boa, caso ele se transformasse em lobo novamente e a atacasse.
– Srta. Martins — Magnus disse a encarando — Você primeiro. Tenho coisas importantes a tratar com você.
– E eu fico com quem? — disse Zack com aspereza
– Com a professora HighMore, claro.
Zack perdeu a pouca cor do rosto.
– Por ali Sr. Haid — o diretor Magnus apontou para sala e Zack contrariado caminhou até lá.
Quando Magnus e Eduarda entraram na sala, ela ficou encarando o lugar. Um grande mapa estava aberto na parede, luas azuis brilhavam sobre ele e os países se moviam. A luz ali era fraca e diante de tudo aquilo, uma grande lua de vidro brilhava, sobre um apoio dourado e reluzente.
– Bem, Srta. Martins — começou o diretor — Eu conheço a senhorita.
– O que? — Eduarda perguntou levemente curiosa
– Seus pais...
– M-Meus pais — Eduarda gaguejou, se perguntando se poderia confiar naquele velho homem o segredo que guardava a anos.
– Sim. Seu resultado não foi Inconclusivo atoa.
– Meu resultado?
– Sim. Seu pai, foi um grande Elementar.
Eduarda já sabia disso, contudo, não ousou abrir o bico.
– Sua mãe, a mais poderosa das anjas.
Eduarda também sabia deste detalhe.
– E você, metade Anja, metade Elementar...
– Eu sou hibrida.
– A cada cem anos, um hibrido=Inconclusivo=Elementar nasce. Esse foi seu pai, porém, o poder dele percorre suas veias — Eduarda encarou as mãos — Sem falar nos poderes de sua mãe, e no de sua avó...
– Minha avó?
Essa era nova.
– Uma feiticeira.
Eduarda andou para trás.
– Tem como alguém ser três espécies ao mesmo tempo...?
– Isso explica o seu resultado.
– Não pode decidir em que classe eu ficaria. Elementar, neutra. Anja, luz ou Feiticeira, trevas.
Diretor Magnus concordou com a cabeça.
– Eu — Eduarda deu um passo para trás — Posso ir...? É muita informação, acho.
– Acalme-se Eduarda. Temos que decidir o que fazer com você.
Ela engoliu seco.
– O que fazer comigo?
– Sim. Você pode ser a nossa salvação...Ou...Perdição.
Eduarda abaixou a cabeça.
– Minha criança — disse ele — Tenha orgulho da família que tem. Não conheci melhores pessoas.
Eduarda sorriu e ele passou a mão sobre a cabeça dele, revelando estrelas.
– Parece que o seu destino não está escrito aqui. Talvez você não deveria ter nascido.
Eduarda sorriu sem graça, sentindo as bochechas esquentarem. Ela não deveria ter nascido? Ela era um erro?
– Que seja — murmurou — E daí que eu não devia ter nascido? Estou aqui. Sou o erro que pode mudar tudo...Mas que droga.
– Falando sozinha morena? — Zack Haid apareceu de braços cruzados. Porém Eduarda o ignorou e caminhou pela escola escura tentando achar o seu dormitório.
Fale com o autor